{"id":56936,"date":"2017-11-01T16:46:31","date_gmt":"2017-11-01T19:46:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=56936"},"modified":"2017-11-01T16:46:31","modified_gmt":"2017-11-01T19:46:31","slug":"a-cabeca-de-gumercindo-saraiva-tabajara-ruas-filma-um-western-em-terras-gauchas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/a-cabeca-de-gumercindo-saraiva-tabajara-ruas-filma-um-western-em-terras-gauchas\/","title":{"rendered":"\u201cA cabe\u00e7a de Gumercindo Saraiva\u201d: Tabajara Ruas filma um western em terras ga\u00fachas"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"intertit assina\">Higino Barros<\/span><br \/>\nAs paisagens de Cambar\u00e1 do Sul serviram de cen\u00e1rio essa semana para as filmagens do longa metragem \u201cA Cabe\u00e7a de Gumercindo Saraiva\u201d, uma realiza\u00e7\u00e3o da Walper Ruas Produ\u00e7\u00f5es, com dire\u00e7\u00e3o e roteiro de Tabajara Ruas. O diretor do filme, Tabajara Ruas, respondeu ao J\u00c1 quatro perguntas sobre a obra:<br \/>\n<span class=\"entreperg\">J\u00e1 &#8211; O que representa\u00a0\u201cA Cabe\u00e7a de Gumercindo\u201d, na sua carreira como cineasta? <\/span><br \/>\n<span class=\"entreperg\">Ruas &#8211;\u00a0<\/span>A Cabe\u00e7a de Gumercindo Saraiva tem uma import\u00e2ncia diferente: foi um projeto bem pessoal, o roteiro eu escrevi a partir de uma legenda ga\u00facha, que \u00e9 o Gumercindo Saraiva. Ele realmente foi morto em uma tocaia, teve a cabe\u00e7a decepada e enviada ao Governador que n\u00e3o quis receb\u00ea-la. N\u00e3o se sabe o que foi feito desta cabe\u00e7a.<br \/>\nA\u00ed entra a fic\u00e7\u00e3o, a\u00ed entra a hist\u00f3ria que criei: o major paulista Ramiro de Oliveira, a quem foi confiada a miss\u00e3o, parte para a Capital carregando a cabe\u00e7a, saindo no noroeste do RS, com uma pequena vanguarda de mais dois oficiais. O filho de Francisco, instado pelo tio Apar\u00edcio, sai atr\u00e1s do trio, com um grupo de mais 5 rebeldes, na tentativa de resgatar a cabe\u00e7a, numa persegui\u00e7\u00e3o que cruza o Estado.<br \/>\nEpis\u00f3dios de aproxima\u00e7\u00e3o e afastamento entre perseguidor e perseguido, confrontos e desafios\u00a0num duelo de vontades movem os dois l\u00edderes at\u00e9 o encontro final em Porto Alegre. Fica aqui a d\u00favida: o que ser\u00e1 feito da cabe\u00e7a? No filme apresento a minha vers\u00e3o.<br \/>\nO roteiro ganhou o concurso Prodecine 01, do fundo setorial do Audiovisual em 2013, sendo um dos 22 contemplados entre 142 inscritos e o \u00fanico da regi\u00e3o sul. E eu fiquei muito feliz, porque os analistas elogiaram muito o roteiro, dizendo entre outras coisas, que transpunha \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o o g\u00eanero western a uma situa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica de nosso Pa\u00eds.<br \/>\n<span class=\"entreperg\">J\u00c1 &#8211; O que difere e o que coincide com as obras anteriores?<\/span><br \/>\n&#8211; Meus filmes anteriores \u201cNetto perde sua alma\u201d, \u201cNetto e o domador de cavalos\u201d e \u201cOs Senhores da guerra\u201d eram produ\u00e7\u00f5es \u00e9picas, gigantescas, com batalhas a cavalo, muitos figurantes.<br \/>\nEste filme \u00e9 mais contido, tem cenas de a\u00e7\u00e3o e luta, mas com pouca gente. Ent\u00e3o \u00e9 mais simples no modo de fazer. Por outro lado, aposta mais na dramaturgia, nos personagens que s\u00e3o mais densos, mais cheios de nuances.<br \/>\nMas \u00e9 tamb\u00e9m um filme de \u00e9poca, baseado em fatos hist\u00f3ricos. Gostamos de fazer estes filmes, eles t\u00eam perman\u00eancia, mostram nossa Hist\u00f3ria de uma forma que a aproxima do p\u00fablico. Nossos her\u00f3is surgem de carne e osso, tem emo\u00e7\u00f5es, se movimentam. E contam uma hist\u00f3ria que daqui a cem anos vai fazer o mesmo sentido que agora.<br \/>\n<span class=\"entreperg\">J\u00c1 &#8211; Como \u00e9 fazer cinema no Brasil, t\u00e3o conturbado, de hoje.<\/span><br \/>\n&#8211;\u00a0Fazer cinema no Brasil continua sendo um desafio. Resolvemos boa parte do problema de produ\u00e7\u00e3o, com a Ancine, o FSA, as pol\u00edticas de Lei do Audiovisual. Mas ainda n\u00e3o temos p\u00fablico, n\u00e3o soubemos traz\u00ea-lo de volta para as salas de exibi\u00e7\u00e3o. Por isso sempre digo que fazemos produtos audiovisuais, para que depois da estreia no cinema passem na TV. Netto perde sua alma e Netto e o domador de cavalos tiveram milh\u00f5es de espectadores nas exibi\u00e7\u00f5es que tiveram, ap\u00f3s 5 anos em cartaz no Canal Brasil. E at\u00e9 hoje, mesmo assim, seguem sendo exibidos nas escolas de todo Estado a cada \u00e9poca da semana farroupilha.<br \/>\n<span class=\"culturadestaque entreperg\">J\u00c1 &#8211; Como se chegou ao nome do filme? Ele remete ao \u201cTraga-me a cabe\u00e7a de Alfredo Garcia\u201d; do Sam Peckinpah.<\/span><br \/>\n&#8211; A hist\u00f3ria deste filme \u00e9 baseada na novela &#8220;Gumercindo&#8221;, lan\u00e7ada ano passado pela Besouro Box. Mas no filme, mantivemos o nome do ensaio que me inspirou a escrever este livro, que \u00e9 \u201cA cabe\u00e7a de Gumercindo Saraiva\u201d, que escrevi com o Elmar Bones nos idos de 1997. O ensaio foi o livro mais vendido da Feira do Livro de Porto Alegre naquele ano, teve edi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m no Uruguai, e o pref\u00e1cio foi do ent\u00e3o presidente uruguaio Sanguinetti. Mas todo mundo achou que o nome era forte, por isso buscamos manter. Falei com o Elmar e ele concordou em usarmos \u201cA cabe\u00e7a de Gumercindo Saraiva\u201d como t\u00edtulo do filme.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Cen\u00e1rios no interior<\/span><br \/>\nOs parques nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral se transformaram no set de filmagens da produ\u00e7\u00e3o que mostrar\u00e1 para o mundo as belas paisagens do local. Entre elas, o magn\u00edfico C\u00e2nion da Fortaleza e a deslumbrante cachoeira do Tigre Preto. Tudo isso, para emoldurar a hist\u00f3ria que acontece no final da revolu\u00e7\u00e3o federalista de 1893.<br \/>\nNesta fase, est\u00e1 sendo utilizado um drone que ajudar\u00e1 a registrar com mais impacto a trama que percorre v\u00e1rios munic\u00edpios ga\u00fachos. O filme mostra a epopeia do capit\u00e3o maragato Francisco Saraiva e cinco cavalheiros numa exasperante ca\u00e7ada para resgatar a cabe\u00e7a de Gumercindo Saraiva, cortada pelos legalistas e levada como trof\u00e9u ao governador J\u00falio de Castilhos, pelo major Ramiro.<br \/>\nNo fim desta semana as filmagens seguem para Gravata\u00ed. A catedral de S\u00e3o Miguel das Miss\u00f5es; o Theatro e tamb\u00e9m o Hospital S\u00e3o Pedro, em Porto Alegre, tamb\u00e9m ser\u00e3o cen\u00e1rios desta aventura.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Higino Barros As paisagens de Cambar\u00e1 do Sul serviram de cen\u00e1rio essa semana para as filmagens do longa metragem \u201cA Cabe\u00e7a de Gumercindo Saraiva\u201d, uma realiza\u00e7\u00e3o da Walper Ruas Produ\u00e7\u00f5es, com dire\u00e7\u00e3o e roteiro de Tabajara Ruas. 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