{"id":57186,"date":"2017-11-10T16:43:20","date_gmt":"2017-11-10T19:43:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=57186"},"modified":"2017-11-10T16:43:20","modified_gmt":"2017-11-10T19:43:20","slug":"o-pais-da-suruba-tem-lancamento-e-debate-na-feira-do-livro-neste-sabado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/o-pais-da-suruba-tem-lancamento-e-debate-na-feira-do-livro-neste-sabado\/","title":{"rendered":"\u201cO Pa\u00eds da Suruba\u201d tem lan\u00e7amento e debate na Feira do Livro neste s\u00e1bado"},"content":{"rendered":"<p>Um partido das mulheres sem mulheres, um deputado que discursa em defesa de um bombom, um senador que se apresta a nomear uma melancia, um presidente que troca Paraguai por Portugal e confunde Noruega com Su\u00e9cia. \u00c9 o que acontece em um lugar que ficou muito estranho nos \u00faltimos anos. Que pa\u00eds \u00e9 este? Ora, \u00e9 o pa\u00eds onde o l\u00edder do governo no Senado fala assim: \u201cSe acabar o foro, \u00e9 para todo mundo. Suruba \u00e9 suruba. A\u00ed \u00e9 todo mundo na suruba, n\u00e3o uma suruba selecionada\u201d. Podemos cham\u00e1-lo ent\u00e3o de \u201cO Pa\u00eds da Suruba\u201d. Este o t\u00edtulo do livro do jornalista Ayrton Centeno que a Libretos est\u00e1 lan\u00e7ando escudado pelo subt\u00edtulo \u201c155 provas \u2013 e n\u00e3o apenas convic\u00e7\u00f5es \u2013 de como o golpe de 2016 diminuiu, ridicularizou e emburreceu o Brasil\u201d.<br \/>\nNeste s\u00e1bado, 11\/11, o livro ser\u00e1 lan\u00e7ado na Feira do Livro e \u00e0s 14h30, no Santander Cultural, haver\u00e1 um debate com a presen\u00e7a do ilustrador Edgar Vasques e o jornalista Elmar Bones.<br \/>\nUsando a farsa como instrumento para contar onde estamos metidos, o autor singra as mesmas \u00e1guas que outro jornalista, S\u00e9rgio Porto, navegou para recontar a explos\u00e3o do bestial\u00f3gico ap\u00f3s o golpe de 1964. Na \u00e9poca, tornou-se o Febeap\u00e1, ou seja, o \u201cFestival de Besteira que Assola o Pa\u00eds\u201d.<br \/>\nComo todo regime esp\u00fario aumenta exponencialmente a produ\u00e7\u00e3o da besteira nacional, a Hist\u00f3ria se repete agora e, claro, novamente como com\u00e9dia. Ou, mais precisamente, como tragicom\u00e9dia.<br \/>\nAcontece que uma das afinidades entre os golpes de 1964 e de 2016 est\u00e1 no regressismo, a revanche do Velho contra o Novo, do Arcaico contra o Moderno, do Passado contra o Futuro. \u201cO golpe apresentou-se como uma gigantesca volta ao que a moderniza\u00e7\u00e3o havia relegado\u201d, escreveu o cr\u00edtico liter\u00e1rio Roberto Schwartz sobre 1964. Figuras apagadas, muitas vezes caricatas, ergueram-se das sombras para encenar aquilo que Schwartz definiu como \u201cum espet\u00e1culo de anacronismo social\u201d.<br \/>\nAnacr\u00f4nico \u00e9 justamente o picadeiro feroz em que o Brasil se converteu p\u00f3s-golpe de 2016. O Executivo sob o tac\u00e3o de um bando de homens brancos, ricos, velhos, retr\u00f3grados e, dizem por a\u00ed, corruptos, remete diariamente \u00e0 sociedade decis\u00f5es toscas, cabe\u00e7adas na parede e gafes em escala industrial.<br \/>\nO insaci\u00e1vel Legislativo disputa com o Executivo quem \u00e9 o mais impopular.<br \/>\nO Judici\u00e1rio, antes discreto, move-se para o centro do palco, jogando-se tamb\u00e9m na fogueira das vaidades. Fasc\u00ednio que tamb\u00e9m engolfou promotores, procuradores e policiais, al\u00e9m dos donat\u00e1rios das capitanias heredit\u00e1rias da m\u00eddia e seus comunicadores, apresentadores e colunistas quase todos atrelados ao discurso patronal.<br \/>\nAutor de outros tr\u00eas livros, entre eles \u2018Os Vencedores\u2019, de 2014, onde resgata o combate dos jovens \u00e0 ditadura de 1964, Centeno compilou na imprensa, ao longo dos dois \u00faltimos anos, centenas de situa\u00e7\u00f5es pitorescas, que selecionou para recont\u00e1-las agora com permanente bom humor e pitadas de ironia.<br \/>\nO Pa\u00eds da Suruba ainda tem lan\u00e7amento agendado para as feiras do livro de Porto Alegre e de Pelotas.<br \/>\n<span class=\"culturadestaque\">Servi\u00e7o:<\/span><br \/>\nO pa\u00eds da suruba, de Ayrton Centeno.<br \/>\nDia 11 de novembro \u2013 Feira do Livro de Porto Alegre \u2013 \u00e0s 14h30, no Santander Cultural, incluindo debate com o ilustrador Edgar Vasques e o jornalista Elmar Bones.<br \/>\nPre\u00e7o sugerido R$29,00 \u2013 128 p\u00e1ginas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um partido das mulheres sem mulheres, um deputado que discursa em defesa de um bombom, um senador que se apresta a nomear uma melancia, um presidente que troca Paraguai por Portugal e confunde Noruega com Su\u00e9cia. \u00c9 o que acontece em um lugar que ficou muito estranho nos \u00faltimos anos. 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