{"id":57535,"date":"2017-11-22T16:14:23","date_gmt":"2017-11-22T19:14:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=57535"},"modified":"2017-11-22T16:14:23","modified_gmt":"2017-11-22T19:14:23","slug":"mostra-fotografica-de-jorge-aguiar-traz-tematica-da-periferia-ao-margs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/mostra-fotografica-de-jorge-aguiar-traz-tematica-da-periferia-ao-margs\/","title":{"rendered":"Mostra fotogr\u00e1fica de Jorge Aguiar traz tem\u00e1tica da periferia ao MARGS"},"content":{"rendered":"<p>O Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli\u00a0promove no in\u00edcio de dezembro\u00a0a exposi\u00e7\u00e3o \u201cJorge Aguiar 4.2\u00a0 \u0336\u00a0 Uma vida na fotografia documental\u201d, com curadoria conjunta dos fot\u00f3grafos Nilton Santolin e Eurico Salis. A mostra cont\u00eam 20 obras que retratam os mais de 40 anos de fotojornalismo de Jorge Aguiar, com abertura dia 7 de dezembro, \u00e0s 19h, nas Salas Negras do MARGS.<br \/>\nNo dia 14 de dezembro, \u00e0s 16h, o p\u00fablico est\u00e1 convidado para um bate-papo com o fot\u00f3grafo e os curadores sobre a mostra \u201c e suas hist\u00f3rias sobre o registro fotojornal\u00edstico da vida nas periferias. O encontro, organizado pelo N\u00facleo Educativo do MARGS, acontece nas Salas Negras do museu, com entrada franca.<br \/>\nA exposi\u00e7\u00e3o re\u00fane imagens que correspondem a 10 document\u00e1rios produzidos nos \u00faltimos 20 anos, totalizando 20 pain\u00e9is que retratam o cotidiano de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade social.<br \/>\nO fot\u00f3grafo explica que concebe seu trabalho ouvindo hist\u00f3rias de vida e observando com olhar atento o dia a dia nas periferias das cidades. Cada tema leva em m\u00e9dia dois anos at\u00e9 ser finalizado. O trabalho vai amadurecendo conforme ele visita os locais, a cada 15 dias, conversando com as pessoas, absorvendo suas realidades e entrela\u00e7ando suas hist\u00f3rias. Somente ap\u00f3s o longo per\u00edodo de reconhecimento e pesquisa \u00e9 que come\u00e7am os registros fotogr\u00e1ficos.<br \/>\nUm dos trabalhos que comp\u00f5em a mostra intitulado \u201cManas Lisas da Periferia\u201d \u00e9 baseado na observa\u00e7\u00e3o de mulheres das comunidades que est\u00e3o assumindo sua negritude com orgulho. Assim, em contraponto ao quadro mais famoso do mundo, <em>A Monalisa<\/em>, o fot\u00f3grafo capta retratos de mulheres pobres, enquadradas por uma\u00a0 moldura que ele coloca na frente delas.<br \/>\nJorge destaca que, os pontos mais altos em sua carreira, s\u00e3o: o Pr\u00eamio Direitos Humanos, dado pela Unesco, em 2003, referente ao projeto \u201cO fio da navalha\u201d; o convite que recebeu para representar o pa\u00eds em 2005, ano que o Brasil foi homenageado pela Fran\u00e7a; e, por \u00faltimo, esta exposi\u00e7\u00e3o, por se tratar do primeiro trabalho exclusivamente sobre periferia apresentado no MARGS. Al\u00e9m da mostra aberta ao p\u00fablico no museu, a mostra ser\u00e1 apresentada em forma de varal fotogr\u00e1fico nas comunidades em que foram registradas.<br \/>\nA exposi\u00e7\u00e3o pode ser visitada de 8 de dezembro a 28 de janeiro de 2018, com entrada gratuita. Visitas mediadas podem ser agendadas no e-mail <a href=\"mailto:educativo@margs.rs.gov.br\">educativo@margs.rs.gov.br<\/a>.<br \/>\n<strong>Apresenta\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\n<em>Uma vez o diretor da ag\u00eancia Tony Stone me disse &#8220;o que importa no trabalho de um fot\u00f3grafo n\u00e3o \u00e9 uma grande fotografia, mas o conjunto de sua obra.\u201d Aqui em Porto Alegre n\u00f3s temos um grande fot\u00f3grafo, Jorge Aguiar, que construiu sua trajet\u00f3ria com olhar voltado para documentar a vida dos pobres, dos desvalidos, e da vida simples, sempre com olhar tensionado, centrado na figura humana. Jorginho tem uma obra densa, definitiva. No seu trabalho de rua, ou \u201cstreet photography\u201d, est\u00e3o presentes, lado a lado, de forma vibrante, a narrativa e a est\u00e9tica. Aquilo que forma a linguagem fotogr\u00e1fica, princ\u00edpios que diferenciam o fot\u00f3grafo de verdade de um mero &#8220;batedor de fotos&#8221;.<\/em><br \/>\n<em>Sem cair no ativismo ideol\u00f3gico, na den\u00fancia partid\u00e1ria ou na est\u00e9tica panflet\u00e1ria, Jorge nos mostra uma realidade \u00e1cida, instigante, t\u00e3o perto do nosso dia-a-dia, muitas vezes t\u00e3o longe do nosso mundo. Vejam os exemplos do que estou falando nas imagens l\u00fadicas da s\u00e9rie Pradinho, ou nas imagens sens\u00edveis da s\u00e9rie Fio da Navalha, ou ainda, nas imagens \u00e1cidas da s\u00e9rie, Hades &#8211; Mergulho no Inferno. S\u00e3o fotografias que seriam reconhecidas como obras de arte em qualquer galeria do mundo. Jorge Aguiar assim como Sebasti\u00e3o Salgado, \u00e9 um fot\u00f3grafo de nosso tempo. Assim como Cartier-Bresson, \u00e9 um fot\u00f3grafo de nossa hist\u00f3ria. Um artista que sabe documentar a vida como ela \u00e9, sem fazer concess\u00f5es ou se apropriar de modismos e truques ing\u00eanuos t\u00e3o presentes nas fotografias contempor\u00e2neas publicadas em redes sociais. Suas fotografias nos prop\u00f5e uma reflex\u00e3o permanente sobre a vida dos desvalidos.<\/em><br \/>\n<em>As imagens desta retrospectiva fazem parte de dez document\u00e1rios produzidos nos \u00faltimos vinte anos. Jorge Aguiar agora nos convida a percorrer o \u201cconjunto de sua obra\u201d, atrav\u00e9s de um conjunto de imagens que passa por Umbu, Pradinho, P\u00e9 de Meia, Hades &#8211; Mergulho no Inferno, Iemanj\u00e1, Oleiro, Meio Fio &#8211; Vida de Cadeirante, Fio da navalha, Santa Marta e Manaslisas. Uma obra t\u00e3o complexa e t\u00e3o simples, ao mesmo tempo. Uma obra local que atinge dimens\u00e3o universal atrav\u00e9s de olhar singular. Um olhar que nos leva a conhecer um pouco mais da condi\u00e7\u00e3o humana.\u00a0\u00a0<\/em><br \/>\n<em>Eurico Salis &#8211; Fot\u00f3grafo<\/em><br \/>\n<strong>\u00a0<\/strong><strong>O fot\u00f3grafo<\/strong><br \/>\nJorge Aguiar tem 61 anos e \u00e9 natural de Porto Alegre\/RS, nascido e criado na Vila Jardim. Atua h\u00e1 42 anos na fotografia jornal\u00edstica e divide seu tempo entre aulas em workshops e oficinas de fotografias de rua.<br \/>\nTrabalhou no <em>Jornal do Com\u00e9rcio, Zero Hora<\/em> e no extinto <em>Di\u00e1rio de Not\u00edcias<\/em>. Participou de exposi\u00e7\u00f5es internacionais na Espanha, Fran\u00e7a, Portugal, Jap\u00e3o e Iraque. \u00c9 fundador do Instituto Luz Reveladora Photo da Lata, institui\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos que ministra oficinas de pinhole a jovens e adultos em \u00e1reas de vulnerabilidade social.<br \/>\n\u00c9 um dos grandes nomes da fotografia atual do Rio Grande do Sul, tendo recebido diversos pr\u00eamios, como o da VI Bienal de Fotografia da Europa em 1983. Com o projeto Photo da Lata\/Fot\u00f3grafos Comunit\u00e1rios, recebeu, em 2003, o Pr\u00eamio Direitos Humanos da Unesco como melhor projeto de divulga\u00e7\u00e3o dos direitos humanos no RS. Exp\u00f4s o seu acervo em diversos pa\u00edses como na Biblioteca de Documenta\u00e7\u00e3o de Artes Contempor\u00e2nea de Paris.<br \/>\nO trabalho em que mais se dedica e que gera maior reconhecimento nacional e internacional \u00e9 o \u201cLuz Reveladora &#8211; Photo da Lata\u201d,\u00a0por\u00a0meio deste projeto o fot\u00f3grafo percorre periferias ministrando oficinas da t\u00e9cnica Pinhole a jovens e adultos em \u00e1reas de vulnerabilidade social.<br \/>\nSERVI\u00c7O<br \/>\nExposi\u00e7\u00e3o &#8220;Jorge Aguiar 4.2\u00a0 \u0336\u00a0 Uma vida na fotografia documental&#8221;<br \/>\nAbertura: 7 de dezembro de 2017, \u00e0s 19h<br \/>\nVisita\u00e7\u00e3o: De 8 de dezembro a 28 de janeiro de 2018, de ter\u00e7as a domingos, das 10h \u00e0s 19h<br \/>\nLocal: Salas Negras do MARGS<br \/>\nEntrada Franca<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<strong>Conversas com Artistas<\/strong><br \/>\nParticipantes: Jorge Aguiar, Nilton Santolin e Eurico Salis<br \/>\nData: 14 de dezembro (quinta), \u00e0s 16h<br \/>\nLocal: Salas Negras do MARGS<br \/>\nEntrada Franca<br \/>\n70 lugares, por ordem de chegada<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli\u00a0promove no in\u00edcio de dezembro\u00a0a exposi\u00e7\u00e3o \u201cJorge Aguiar 4.2\u00a0 \u0336\u00a0 Uma vida na fotografia documental\u201d, com curadoria conjunta dos fot\u00f3grafos Nilton Santolin e Eurico Salis. 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