{"id":57721,"date":"2017-11-28T21:49:59","date_gmt":"2017-11-29T00:49:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=57721"},"modified":"2017-11-28T21:49:59","modified_gmt":"2017-11-29T00:49:59","slug":"caiu-na-rede-e-bolsa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/caiu-na-rede-e-bolsa\/","title":{"rendered":"Caiu na rede \u00e9 bolsa"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">Texto:\u00a0Amanda Zarth, Isabella M\u00e9rcio e J\u00falia Krentkoski<\/span><br \/>\n<span class=\"assina\">Foto:\u00a0Amanda Zarth e Isabella M\u00e9rcio<\/span><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.editorialj. eusoufamecos.net\/site\/agencia\/ caiu-na-rede-e-bolsa\/\">Ag\u00eancia J de Reportagem<\/a> | Famecos\/PUCRS\u200b<br \/>\nPescaria lembra peixe. Lembra pescadores, redes e varas de pescar. Faz lembrar barcos, anz\u00f3is, iscas, lagoas e rios. Mas quem diria que pescaria poderia lembrar brincos? Colares? Bolsas? Echarpes, chap\u00e9us, carteiras, almofadas\u2026? Esses s\u00e3o os produtos feitos pelas redeiras, grupo de artes\u00e3s da Col\u00f4nia Z-3 de Pelotas, com restos de materiais da pesca local.<br \/>\nCada rede de pescar camar\u00e3o \u00e9 usada pelo pescador por mais ou menos cinco safras, per\u00edodo no qual ela fica na \u00e1gua e no sol por v\u00e1rias horas, sofrendo desgaste e danos. Quando chegam em um estado que n\u00e3o vale mais a pena serem consertadas, Jair Soares, 48 anos, e outros pescadores da regi\u00e3o jogam as redes nos fundos da casa, na rua ou at\u00e9 mesmo na beira da praia. Assim, por muitos anos, ao passear pela Col\u00f4nia, era poss\u00edvel encontrar elas enroscadas, lonas descartadas pelo caminho e couro e escamas dos peixes jogados no lixo. Mas o cen\u00e1rio mudou quando sua esposa, Karine Soares, 43 anos, junto com outras mulheres da Col\u00f4nia resolveram recolher esses restos.<br \/>\n<figure id=\"attachment_57726\" aria-describedby=\"caption-attachment-57726\" style=\"width: 620px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-57726 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/FOTO-2-620x411jpg.png\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"411\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-57726\" class=\"wp-caption-text\">In\u00edcio da produ\u00e7\u00e3o de uma bolsa com rede de pesca<\/figcaption><\/figure><br \/>\nA partir da iniciativa delas, depois de coletadas e limpas, as redes se transformam em bolsas charmosas, carteiras e necessaires, tecidas no tear. O couro dos peixes da regi\u00e3o, como corvina, tainha, cascuda e linguado, vira tecido para bolsas criativas, chaveiros e detalhes de outros acess\u00f3rios e as escamas de peixe se tornam delicadas bioj\u00f3ias: Colares, pulseiras e brincos que misturam escamas e prata, aliando criatividade \u00e0 eleg\u00e2ncia. A produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Para poderem utilizar o material, Karine e suas colegas primeiro precisam limp\u00e1-lo. \u201c\u00c0s vezes leva mais de um m\u00eas pra deixar a rede limpa\u201d, explicam.<br \/>\nAs \u00faltimas safras de pesca de camar\u00e3o foram ruins por causa da chuva, e o descarte de redes diminuiu. Assim, surgiu uma escassez de material que levou as redeiras a buscarem uma parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama). Elas pediram para utilizar em seu artesanato as redes que foram apreendidas e iriam ser queimadas. Al\u00e9m das artes\u00e3s receberem material para produ\u00e7\u00e3o de seus acess\u00f3rios, esse acordo foi uma oportunidade do instituto reutilizar as redes recolhidas pelo pa\u00eds em uma a\u00e7\u00e3o que ajuda o meio ambiente.<br \/>\n<figure id=\"attachment_57727\" aria-describedby=\"caption-attachment-57727\" style=\"width: 620px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-57727 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/FOTO-5-620x411.jpg.png\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"411\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-57727\" class=\"wp-caption-text\">Redes de pesca utilizadas na confec\u00e7\u00e3o de artesanatos<\/figcaption><\/figure><br \/>\nO apoio do Ibama foi imediato, tanto que j\u00e1 doaram para as artes\u00e3s v\u00e1rias pe\u00e7as que n\u00e3o seriam mais usadas. Em 2015, foram mais de oito quil\u00f4metros de redes reaproveitadas. Hoje, o Ibama \u00e9 o principal fornecedor dos materiais que as redeiras usam em seus produtos. Ap\u00f3s acordo de que elas n\u00e3o iriam deixar esses materiais velhos voltarem a ser utilizados para pesca, ganharam apoio e incentivo para irem mais longe. A demanda pelos produtos aumentou, assim como o trabalho das nove mulheres da comunidade.<br \/>\nEntretanto, o primeiro ano sem a safra de camar\u00e3o chegou. Em seguida, o segundo. O terceiro. O trabalho delas come\u00e7ou a ser o respons\u00e1vel por pagar as contas, e esse \u00e9 o cen\u00e1rio em 2016. O que come\u00e7ou como um hobby se transformou em um grande neg\u00f3cio. O que era resto e material poluente hoje significa renda e trabalho. O que era lixo se transformou em moda sustent\u00e1vel. O que era passatempo se tornou a principal renda de nove fam\u00edlias da Z-3. Vizinhas, amigas e primas se tornaram as redeiras de Pelotas.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Elas mudaram a fonte de renda<\/span><br \/>\nEm meio \u00e0s vielas da Col\u00f4nia Z-3, est\u00e1 uma casa amarela onde vive Mari\u00e2ngela Motta Lima, mais conhecida como Zuca (58), que cede o espa\u00e7o para o encontro com as outras oito redeiras. A unha da m\u00e3o laranja denuncia o uso de produto para inflama\u00e7\u00e3o, certamente aplicado para curar algum acidente de trabalho. As demais unhas, do p\u00e9 e da m\u00e3o, s\u00e3o pintadas e bem cuidadas. Assim se comporta a maioria das artes\u00e3s do grupo. Mulheres de pescadores que dependiam da safra de camar\u00e3o e da pesca para sobreviver. Ajudavam os maridos no que podiam, mas acabavam sentindo falta de uma atividade.<br \/>\n<figure id=\"attachment_57728\" aria-describedby=\"caption-attachment-57728\" style=\"width: 282px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-57728 size-medium\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/FOTO-3-437x620-282x400.jpg\" alt=\"\" width=\"282\" height=\"400\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-57728\" class=\"wp-caption-text\">Zuca coordena encontros e produ\u00e7\u00e3o do grupo<\/figcaption><\/figure><br \/>\nAp\u00f3s notar esse comportamento, a Empresa de Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Extens\u00e3o Rural do Rio Grande do Sul (Emater-RS) iniciou uma oficina de artesanato na col\u00f4nia. A oficina mudou a vida daquelas mulheres. Quem n\u00e3o sabia como segurar uma agulha, acabou costurando. Quem j\u00e1 tinha alguma afinidade, apaixonou-se. Assim se deu o in\u00edcio da associa\u00e7\u00e3o Pescando Arte que mais tarde se transformou no que s\u00e3o hoje as redeiras. O grupo iniciou o trabalho utilizando escamas e couro de peixe, mas logo come\u00e7aram a criar os produtos com o material que as deixariam conhecidas pelo Brasil inteiro, a rede de pesca.<br \/>\n\u201cA gente j\u00e1 passou por tanta coisa na vida. Achamos que ia ser mais uma canoa furada\u201d, desabafa Zuca. No in\u00edcio do projeto poucos acreditavam que poderia dar certo. Nem os moradores da Col\u00f4nia, nem a fam\u00edlia das artes\u00e3s e, principalmente, elas mesmas. Come\u00e7aram vendendo em feiras de artesanato em 2010 e tinham vergonha de dizer o pre\u00e7o dos produtos, pois achavam muito caro.<br \/>\nHoje, o trabalho das redeiras se tornou essencial para a renda familiar, ganhando muitas vezes mais do que os maridos arrecadam com a pesca. A atividade deles depende de ciclos, diferentemente das artes\u00e3s, que, apesar de dependerem dos subprodutos, recolhem o material e armazenam em estoque para manter constante a produ\u00e7\u00e3o. \u201cAgora \u00e9 comum, mas antes era bem dif\u00edcil ouvir os elogios. A gente n\u00e3o acreditava, ficava sem jeito. Quando perguntamos sobre como as pessoas viam as redeiras antes? N\u00e3o viam. Ningu\u00e9m acreditava\u201d, conta Karine Santos, a porta voz do grupo.<br \/>\n<figure id=\"attachment_57729\" aria-describedby=\"caption-attachment-57729\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-57729 size-medium\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/FOTO-4-620x411jpg-400x265.png\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"265\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-57729\" class=\"wp-caption-text\">Al\u00e9m das redes de pesca de camar\u00e3o, as redeiras utilizam escamas de peixe como obra prima para fazer brincos, colares e pulseiras para venda<\/figcaption><\/figure><br \/>\nMas Zuca e Karine n\u00e3o estavam sozinhas. Diva Francisca da Rosa (60), Vilma Palins de Souza (75), Adriana Xavier Sabino (42), Eliani Ayres Ferreira (59), Viviane Ramos (40), Fl\u00e1via Silveira Pinto (42) e Ana Elizabeth Pedrozo Portela (64) contaram com a ajuda de Rosani Schiller, Nica. A consultora do Sebrae (Servi\u00e7o Brasileiro de Apoio \u00e0s Micro e Pequenas Empresas) foi a grande incentivadora do trabalho e, mesmo ap\u00f3s o rompimento do contrato da empresa com o grupo, seguiu auxiliando voluntariamente.<br \/>\nDiva \u00e9 a dona da agulha. Dali, as redes, ap\u00f3s passarem pelo processo e finalmente estarem prontas para serem trabalhadas, se transformam em echarpes. Fl\u00e1via e Karine s\u00e3o as principais respons\u00e1veis pelo tear. Todas acabam fazendo um pouco de tudo, mas h\u00e1 aquela cl\u00e1ssica prefer\u00eancia. Karine, por exemplo, n\u00e3o gosta de costurar. Zuca fica com as escamas. Cada artes\u00e3 parece criar uma rela\u00e7\u00e3o \u00edntima e \u00fanica com o seu produto de trabalho. \u00c9 sens\u00edvel o toque, a maneira como falam e manuseiam. Muito porque participam de todo o processo. As fam\u00edlias ajudam. Tias, primas, sobrinhas e, inclusive, os maridos.<br \/>\n<figure id=\"attachment_57730\" aria-describedby=\"caption-attachment-57730\" style=\"width: 620px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-57730 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/FOTO-6-620x411.png\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"411\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-57730\" class=\"wp-caption-text\">Margem da Lagoa dos Patos \u00e9 local de ac\u00famulo de lixo e redes de pesca<\/figcaption><\/figure><br \/>\n<span class=\"intertit\">Como fazem acontecer<\/span><br \/>\nAp\u00f3s as oficinas oferecidas pela Emater, em 2008, Karine Faccin, consultora de design e artesanato brasileiro pelo Sebrae, chegou \u00e0 Z-3. Depois de passar um dia na regi\u00e3o em busca de mat\u00e9rias-primas e em contato com as t\u00e9cnicas do grupo, percebeu que havia uma \u201cmontanha de redes\u201d ao lado das casas dos pescadores e perguntou: \u201cO que se faz com isso?\u201d. A partir da\u00ed, o material que n\u00e3o era muito utilizado pelas artes\u00e3s, virou o maior diferencial das redeiras.<br \/>\nHoje, quem pensa os produtos s\u00e3o elas pr\u00f3prias. As mesmas que antes pouco acreditavam no potencial de seu trabalho. Agora criam, arriscam e erram at\u00e9 acertar. Idealizam cada pe\u00e7a baseando-se em seus gostos. Por saberem que nem tudo o que consideram bonito agrada ao p\u00fablico, fazem da loja Artesanato da Costa Doce, no Mercado Central de Pelotas, um \u201cterm\u00f4metro\u201d. Se o produto vende, elas seguem produzindo. \u201cMas, se n\u00e3o vende, partimos para outra\u201d, revelam.<br \/>\nCom tanto esfor\u00e7o, as vendas j\u00e1 cruzam fronteiras e est\u00e3o em lojas de S\u00e3o Paulo, Par\u00e1, do Nordeste, entre outros Estados. Em 2017, a produ\u00e7\u00e3o aumentou tanto que as redeiras precisaram terceirizar o trabalho de lavagem e recorte das redes. A clientela mais fiel s\u00e3o os lojistas que acreditam no trabalho e levam os produtos para v\u00e1rias cidades do pa\u00eds. O reconhecimento tamb\u00e9m \u00e9 internacional, por dois anos, as redeiras mandaram produtos para a Fran\u00e7a. \u201cForam mais ou menos 11 remessas, com 200 produtos em cada\u201d, contam orgulhosas.<br \/>\nEm um ambiente cheio de tagarelices, o sil\u00eancio surge quando questionadas sobre a moda no seu trabalho. \u201cModa \u00e9 estilo\u201d, responde Karine. E Zuca continua: \u201c\u00e9 um jeito de ser, cada um tem o seu\u201d. Para Karine Faccin, as redeiras fazem moda contempor\u00e2nea. \u201cAlgumas pe\u00e7as t\u00eam seis anos, mas continuam atuais\u201d, afirma.<br \/>\nTend\u00eancia ou n\u00e3o, cada acess\u00f3rio \u00e9 \u00fanico e costuma maravilhar todos aqueles que conhecem a marca. Zuca, remexendo as escamas nas m\u00e3os, se diverte contando que, quando elas dizem do que o produto \u00e9 feito, \u201ca primeira coisa que a cliente faz \u00e9 cheirar\u201d. Depois disso, vem a percep\u00e7\u00e3o da qualidade e da dedica\u00e7\u00e3o depositada em cada acess\u00f3rio. Todo esse processo de conquista da forma \u00e0quilo que mais orgulha cada uma das nove artes\u00e3s, a identidade das redeiras.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Onde comprar<\/span><br \/>\n<strong>Espa\u00e7o Sebrae<\/strong><br \/>\nMercado P\u00fablico \u2013 QD1 Lojas 2, 4 e 144<br \/>\nCentro Hist\u00f3rico<br \/>\nPorto Alegre, RS<br \/>\nTelefone: 051 3286-1623<br \/>\nHor\u00e1rio de funcionamento: Segunda a s\u00e1bado, das 10h \u00e0s 19h<br \/>\nDomingos das 14h \u00e0s 19h<br \/>\n<strong>Hist\u00f3rias na Garagem<\/strong><br \/>\nRua F\u00e9lix da Cunha, 1.167<br \/>\nMoinhos de Vento<br \/>\nPorto Alegre, RS<br \/>\nTelefone: 051 3237-2353<br \/>\nHor\u00e1rio de funcionamento: Segunda a sexta, das 7h30 \u00e0s 19h30<br \/>\nS\u00e1bados das 7h30 \u00e0s 18h30<br \/>\n<strong>Artesanato da Costa Doce<\/strong><br \/>\nMercado Central<br \/>\nPra\u00e7a Coronel Pedro Os\u00f3rio \u2013 Banca 43<br \/>\nCentro<br \/>\nPelotas, RS<br \/>\nTelefone: 053 8121-5596<br \/>\nHor\u00e1rio de funcionamento: Segunda a s\u00e1bado, das 9h \u00e0s 19h<br \/>\nN\u00e3o abre aos domingos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto:\u00a0Amanda Zarth, Isabella M\u00e9rcio e J\u00falia Krentkoski Foto:\u00a0Amanda Zarth e Isabella M\u00e9rcio Ag\u00eancia J de Reportagem | Famecos\/PUCRS\u200b Pescaria lembra peixe. Lembra pescadores, redes e varas de pescar. Faz lembrar barcos, anz\u00f3is, iscas, lagoas e rios. Mas quem diria que pescaria poderia lembrar brincos? Colares? Bolsas? Echarpes, chap\u00e9us, carteiras, almofadas\u2026? Esses s\u00e3o os produtos feitos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":57724,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[26],"tags":[],"class_list":["post-57721","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-f0Z","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57721","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=57721"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57721\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=57721"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=57721"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=57721"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}