{"id":57774,"date":"2017-11-29T17:44:52","date_gmt":"2017-11-29T19:44:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=57774"},"modified":"2017-11-29T17:44:52","modified_gmt":"2017-11-29T19:44:52","slug":"um-olhar-sobre-os-20-anos-da-parada-livre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/um-olhar-sobre-os-20-anos-da-parada-livre\/","title":{"rendered":"Um olhar sobre os 20 anos da Parada Livre"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">Higino Barros<\/span><br \/>\n\u201cA bichice nas ruas, sem vergonha de ser feliz\u201d. Esse foi o t\u00edtulo, politicamente incorreto nos tempos de hoje, de mat\u00e9ria publicada no Jornal J\u00c1, em 2004. Assinado pelo rep\u00f3rter Renan Antunes de Oliveira, o texto conta que no ensolarado domingo de 4 de julho, uma raridade no inverno da capital ga\u00facha, se comemorava, em grande estilo, sete anos de exist\u00eancia da Parada Livre.<br \/>\nP\u00fablico estimado em cem mil pessoas, pela Brigada Militar, o que se leva a crer que pode ter sido bem mais e um clima de celebra\u00e7\u00e3o absoluta. Na primeira edi\u00e7\u00e3o da parada, em 1997, foram cerca de 150 pessoas, segundo o registro do grupo Nuances, criador do evento.<br \/>\n\u201cO dia bonito desentocou bichas, sapas, gogoboys e bofes. O desfile engrossou com fam\u00edlias inteiras que passeavam no Brique, agregou ONGs de todas as vertentes, inclusive sindicatos. Candidatos pegaram carona para panfletagem\u201d, conta a mat\u00e9ria. Trilha sonora preferida dos dez carros de som que desfilaram: \u201cI will survive\u201d, com Gloria Gaynor, \u201chino oficial da bichice\u201d, informa o rep\u00f3rter.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Percep\u00e7\u00e3o imediata<\/span><br \/>\nForam duas horas de desfile no total. Poucas, comparadas ao tempo do desfile atual. O evento de agora, realizado em palco fixo na Reden\u00e7\u00e3o, teve p\u00fablico de 30 mil pessoas, segundo c\u00e1lculo dos organizadores e da Brigada Militar. Agora n\u00e3o houve patroc\u00ednio p\u00fablico, ao contr\u00e1rio do evento de 2004, quando a Secretaria da Sa\u00fade e o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade colocavam dinheiro nos desfiles, em troca de publicidade para suas campanhas de educa\u00e7\u00e3o sexual.<br \/>\nEntre os 20 anos que separam a primeira Parada Livre de Porto Alegre, em 1997, aos tempos de hoje, h\u00e1 uma percep\u00e7\u00e3o imediata de quem se debru\u00e7a sobre as conquistas do movimento gay na sociedade contempor\u00e2nea. Houve um avan\u00e7o na quest\u00e3o do comportamento e da sexualidade. O desfile, onde quer que seja realizado, \u00e9 a prova cabal, vis\u00edvel e irrevers\u00edvel disso.<br \/>\nO fot\u00f3grafo Ricardo Stricher esteve na Parada Gay do dia 19 de novembro, domingo passado. Atrav\u00e9s de seu vis\u00e3o, temos as imagens de um pouco do que aconteceu no Parque da Reden\u00e7\u00e3o.<br \/>\nBom olhar.<\/p>\n<div>[envira-gallery id=&#8221;57755&#8243;]<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Higino Barros \u201cA bichice nas ruas, sem vergonha de ser feliz\u201d. Esse foi o t\u00edtulo, politicamente incorreto nos tempos de hoje, de mat\u00e9ria publicada no Jornal J\u00c1, em 2004. 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