{"id":58183,"date":"2017-12-12T07:52:28","date_gmt":"2017-12-12T09:52:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=58183"},"modified":"2017-12-12T07:52:28","modified_gmt":"2017-12-12T09:52:28","slug":"colecoes-da-zoobotanica-somam-mais-de-600-mil-exemplares-da-fauna-e-flora-nativas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/colecoes-da-zoobotanica-somam-mais-de-600-mil-exemplares-da-fauna-e-flora-nativas\/","title":{"rendered":"Cole\u00e7\u00f5es da Zoobot\u00e2nica somam mais de 600 mil exemplares da fauna e flora nativas"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">Cleber Dioni Tentardini<\/span><br \/>\nMesmo diante das amea\u00e7as e boicotes que vem sofrendo do governo do Estado, desde 2015, a Funda\u00e7\u00e3o Zoobot\u00e2nica do Rio Grande do Sul (FZB\/RS) completa 45 anos no dia 20 de dezembro em pleno funcionamento, com diversas pesquisas em andamento, inclusive para o Executivo estadual, e com um bom motivo para comemorar: suas cole\u00e7\u00f5es alcan\u00e7aram a marca dos 609.445 exemplares, grande parte representativa da fauna e flora riograndenses. Esse n\u00famero foi computado no in\u00edcio de dezembro<strong>.<\/strong><br \/>\nO Museu de Ci\u00eancias Naturais e o Jardim Bot\u00e2nico possuem o maior acervo de material-testemunho da biodiversidade dos ecossistemas terrestres e aqu\u00e1ticos do Estado. H\u00e1 exemplares tamb\u00e9m de outros estados e pa\u00edses, a maioria doada.<br \/>\nO Parque Zool\u00f3gico, outra institui\u00e7\u00e3o vinculada \u00e0 FZB, possui mais de mil animais nativos e ex\u00f3ticos, de mais de cem esp\u00e9cies, mas n\u00e3o s\u00e3o considerados como cole\u00e7\u00f5es cient\u00edficas.<br \/>\nPesquisadores e estudantes de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s, de institui\u00e7\u00f5es do Brasil e do exterior, visitam constantemente a institui\u00e7\u00e3o para examinar os acervos. Por vezes, as visitas de especialistas revertem na revis\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es, imprimindo atualidade \u00e0s cole\u00e7\u00f5es, com os novos estudos publicados.<br \/>\nAl\u00e9m da quantidade, a qualidade das cole\u00e7\u00f5es \u00e9 outro fator que chama a aten\u00e7\u00e3o dos pesquisadores. Acervos conservados, atualizados e devidamente identificados frequentemente rendem elogios aos especialistas e t\u00e9cnicos, ambos indissoci\u00e1veis das cole\u00e7\u00f5es.<br \/>\n<figure id=\"attachment_47820\" aria-describedby=\"caption-attachment-47820\" style=\"width: 725px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-47820 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Cole\u00e7\u00f5es.jpg\" alt=\"\" width=\"725\" height=\"539\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-47820\" class=\"wp-caption-text\">Cole\u00e7\u00f5es identificadas e conservadas, facilitando o acesso dos pesquisadores de todo o pa\u00eds e do exterior<\/figcaption><\/figure><br \/>\nAfora as cole\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas, todas as demais s\u00e3o vivas, ou seja, perdem e tamb\u00e9m recebem materiais novos para estudos e cataloga\u00e7\u00e3o, necessitando de curadoria permanente. Os acervos n\u00e3o s\u00e3o est\u00e1ticos, ao contr\u00e1rio, est\u00e3o em movimento, portanto, necessitam da supervis\u00e3o dos especialistas.<br \/>\nS\u00f3 que nos \u00faltimos dois anos todo esse patrim\u00f4nio vem sendo amea\u00e7ado, com o fantasma da extin\u00e7\u00e3o e a demiss\u00e3o dos pesquisadores, t\u00e9cnicos e demais servidores, o chamado patrim\u00f4nio imaterial.<br \/>\nO governo do Estado alega que as cole\u00e7\u00f5es ser\u00e3o repassadas para a responsabilidade da Secretaria de Ambiente e Desenvolvimento Sustent\u00e1vel, a SEMA, que administrar\u00e1 uma p\u00e1gina na Internet com todo o banco de dados da FZB. No entanto, os pr\u00f3prios funcion\u00e1rios da SEMA j\u00e1 admitiram in\u00fameras vezes que n\u00e3o t\u00eam capacidade de absorver esse trabalho nem a qualifica\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para manusear as cole\u00e7\u00f5es. A Fepam tamb\u00e9m j\u00e1 emitiu nota no mesmo sentido.<br \/>\n\u201cO fato \u00e9 que o patrim\u00f4nio material da Zoobot\u00e2nica n\u00e3o sobrevive sem a gest\u00e3o dos especialistas, mestres e doutores em diversas \u00e1reas, com conhecimento cient\u00edfico acumulado (&#8230;) Esse corpo t\u00e9cnico extremamente qualificado mant\u00e9m a institui\u00e7\u00e3o viva e capaz de nutrir o Rio Grande do Sul com informa\u00e7\u00f5es sobre a biodiversidade, patrim\u00f4nio paleontol\u00f3gico, patrim\u00f4nio gen\u00e9tico, dentre outros bens culturais e ambientais de suma relev\u00e2ncia para a preserva\u00e7\u00e3o da vida humana, animal e vegetal\u201d, apontaram na a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica as promotoras de Justi\u00e7a de Defesa do Meio Ambiente de Porto Alegre, do Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual. \u201cE sentenciaram: \u201ca descontinuidade dessas atividades acarretar\u00e1 terr\u00edveis consequ\u00eancias do ponto de vista cient\u00edfico para o Rio Grande do Sul\u201d.<br \/>\nO bi\u00f3logo Ricardo Ott \u00e9 o curador das cole\u00e7\u00f5es de aranhas, escorpi\u00f5es, minhocas e similares, estrelas do mar e ouri\u00e7os (<em>equinodermos<\/em>), lacraias, piolhos de cobra etc (<em>miri\u00e1podos<\/em>). Trabalha h\u00e1 15 anos no Museu de Ci\u00eancias Naturais e afirma sem titubear: \u201cDeixar uma cole\u00e7\u00e3o sem curadoria e dispon\u00edvel somente pela internet \u00e9 conden\u00e1-la \u00e0 inutilidade.\u201d<br \/>\nOtt exemplifica que a cada ano s\u00e3o publicados mais de dois mil trabalhos s\u00f3 em taxonomia de aranhas. Esse material precisa n\u00e3o s\u00f3 de manuten\u00e7\u00e3o f\u00edsica, mas tamb\u00e9m da manuten\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, que s\u00f3 um especialista, no caso o curador, tem capacidade de atualizar.<br \/>\n<figure id=\"attachment_58188\" aria-describedby=\"caption-attachment-58188\" style=\"width: 296px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-58188 size-medium\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/20171208_145447-296x400.jpg\" alt=\"\" width=\"296\" height=\"400\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-58188\" class=\"wp-caption-text\">Bi\u00f3logo \u00e9 curador das cole\u00e7\u00f5es de aranhas, escorpi\u00f5es, \u00e1caros, minhocas, estrelas do mar e ouri\u00e7os, lacraias, piolhos de cobra, dentre outros<\/figcaption><\/figure><br \/>\n\u201cN\u00f3s temos 60 mil lotes com exemplares de aranhas que chegam em torno de 200 mil e cerca de 1.100 exemplares-tipo, que servem de refer\u00eancia para identifica\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cimes. A toda hora s\u00e3o feitas descri\u00e7\u00f5es, revis\u00f5es e outras pesquisas que t\u00eam de ser estudadas pelos especialistas\u201d, observa.<br \/>\nA maioria dos exemplares destas cole\u00e7\u00f5es foi coletada na d\u00e9cada de 1960, mas existem alguns bem mais antigos, como uma aranha recolhida na It\u00e1lia em 1906 e doada \u00e0 FZB pelo Museu de Viena.<br \/>\nE seu trabalho n\u00e3o resume por a\u00ed. Ricardo tem p\u00f3s-doutorado na Austr\u00e1lia e \u00e9 uma das refer\u00eancias para consultas do CIT &#8211; Centro de Informa\u00e7\u00e3o Toxicol\u00f3gica do Rio Grande do Sul \u2013 \u00f3rg\u00e3o do governo do Estado. E, por vezes, \u00e9 co-orientador de alunos de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e de cursos de mestrado e doutorado.<br \/>\nO setor recebe entre 150 e 200 consultas por ano do CIT, para identificar esp\u00e9cies principalmente de aranhas e escorpi\u00f5es, a fim de que os profissionais possam passar as orienta\u00e7\u00f5es adequadas \u00e0 popula\u00e7\u00e3o sobre preven\u00e7\u00e3o e tratamento contra picada de animais pe\u00e7onhentos.<br \/>\n<figure id=\"attachment_58189\" aria-describedby=\"caption-attachment-58189\" style=\"width: 1150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-58189 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Bi\u00f3logos-Ingrid-e-ricardo-Ott-fazendo-triagem-de-serrapilheira-atras-de-moluscos-aranhas-e-insetos_na-sede-da-Fepagro-em-Livramento_foto-Mariano-Pairet.jpg\" alt=\"\" width=\"1150\" height=\"863\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-58189\" class=\"wp-caption-text\">Bi\u00f3logos Ingrid Heydrich e Ricardo Ott fazendo triagem de serrapilheira, em busca de moluscos, aranhas e insetos, na sede da Fepagro em Livramento \/Mariano Pairet\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><br \/>\n\u201cNossas cole\u00e7\u00f5es t\u00eam de estar muito bem atualizadas. Agora mesmo estamos estudando um \u00e1caro. No controle de pragas, por exemplo, alguns g\u00eaneros de \u00e1caros foram revistos pelos taxonomistas e hoje se sabe que o mesmo bicho de pessegueiro n\u00e3o \u00e9 o de macieira. Ent\u00e3o, o t\u00e9cnico \u00e9 instru\u00eddo para que n\u00e3o coloque veneno na macieira nessa \u00e9poca do ano porque tal esp\u00e9cie de \u00e1caro s\u00f3 se reproduz em outra esta\u00e7\u00e3o\u201d, completa Ott.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Cole\u00e7\u00e3o de mam\u00edferos, uma das principais do pa\u00eds<\/span><br \/>\nAs bi\u00f3logas M\u00e1rcia Jardim e Tatiane Trigo s\u00e3o as curadoras da cole\u00e7\u00e3o de mam\u00edferos do Museu de Ci\u00eancias Naturais. \u00c9 o Setor de Mastozoologia, que possui uma das principais cole\u00e7\u00f5es do Brasil e tem um acervo bastante representativo da fauna ga\u00facha, al\u00e9m de ter exemplares de outros estados e de pa\u00edses vizinhos como Uruguai e Argentina.<br \/>\nA cole\u00e7\u00e3o tem cerca de quatro mil exemplares e \u00e9 formada, em grande parte, por morcegos, roedores e carn\u00edvoros. Mas h\u00e1, por exemplo, esqueletos de baleia, rinoceronte, hipop\u00f3tamo e at\u00e9 de le\u00e3o e tigre.<br \/>\n<figure id=\"attachment_58193\" aria-describedby=\"caption-attachment-58193\" style=\"width: 1150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-58193\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/pesquisadores-e-estudantes-bolsistas-no....jpg\" alt=\"\" width=\"1150\" height=\"863\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-58193\" class=\"wp-caption-text\">Pesquisadoras e estagi\u00e1rios no Setor de Mastozoologia do MCN \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><br \/>\nConcomitante ao trabalho de curadoria e de supervis\u00e3o dos estudantes e pesquisadores, as bi\u00f3logas frequentemente saem a campo para subsidiar planos de manejo de \u00e1reas protegidas e programas de conserva\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies amea\u00e7adas. Na semana passada, estavam realizando pesquisas na \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (APA) do Banhado Grande, que abrange parte dos Biomas Pampa e Mata Atl\u00e2ntica e ocupa 2\/3 da bacia hidrogr\u00e1fica do rio Gravata\u00ed. Localiza-se entre os munic\u00edpios de Glorinha, Gravata\u00ed, Santo Ant\u00f4nio da Patrulha e Viam\u00e3o.<br \/>\nA APA foi criada em 1998 para proteger os banhados que formam o rio Gravata\u00ed: Chico Lom\u00e3, Grande e dos Pachecos. E ainda o Ref\u00fagio da Vida Silvestre Banhado dos Pachecos, unidade de conserva\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o integral.<br \/>\n<figure id=\"attachment_58194\" aria-describedby=\"caption-attachment-58194\" style=\"width: 1150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-58194 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Tatiane-Trigo-da-Mastozoologia-da-fzb-examinando-Graxaim-do-mato_Mariano-Pairet.jpg\" alt=\"\" width=\"1150\" height=\"799\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-58194\" class=\"wp-caption-text\">Tatiane (\u00e0 frente) e M\u00e1rcia examinando graxaim do mato, no Ref\u00fagio Banhado dos Pachecos, da APA do Banhado Grande\/Mariano Pairet\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><br \/>\n<figure id=\"attachment_58195\" aria-describedby=\"caption-attachment-58195\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-58195 size-medium\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/T\u00e9cnico-agr\u00edcola-da-fzb-Mariano-Pairet-com-veado-machucado-sendo-levado-para-veterin\u00e1ia-mas-n\u00e3o-resistiu-400x300.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"300\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-58195\" class=\"wp-caption-text\">T\u00e9cnico agr\u00edcola da FZB, Mariano Pairet, com veado machucado, na regi\u00e3o dos Cerros Verdes, em Santana do Livramento \/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><br \/>\nEsse trabalho teve origem num conv\u00eanio com o governo do Estado e envolve pesquisadoras da SEMA e diversos setores de pesquisa da Funda\u00e7\u00e3o Zoobot\u00e2nica do Rio Grande do Sul.<br \/>\nM\u00e1rcia \u00e9 doutora em Ecologia, com \u00eanfase em primatologia. Ingressou na FZB em 2001 e faz a curadoria da cole\u00e7\u00e3o desde 2003. \u201cA identifica\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o requer conhecimento e muitos cuidados, como controle de temperatura, umidade, a prepara\u00e7\u00e3o correta da pele e do esqueleto, desde a sua entrada, para que fique \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos pesquisadores\u201d, afirma.<br \/>\n<figure id=\"attachment_58190\" aria-describedby=\"caption-attachment-58190\" style=\"width: 1150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-58190\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/20171208_155746.jpg\" alt=\"\" width=\"1150\" height=\"725\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-58190\" class=\"wp-caption-text\">M\u00e1rcia mostra exemplares da cole\u00e7\u00e3o de morcegos\/Cleber Dioni<\/figcaption><\/figure><br \/>\nA bi\u00f3loga chama a aten\u00e7\u00e3o ainda para os cuidados com o material gen\u00e9tico, os tecidos, que ficam acess\u00edveis para pesquisas em biologia molecular. \u201cAqui, tamb\u00e9m \u00e9 fundamental a presen\u00e7a do curador a fim de acompanhar e orientar os pesquisadores\u201d, refor\u00e7a.<br \/>\nTatiane, bi\u00f3loga da FZB desde 2014, doutora em Ecologia pela Universidade Federal, \u00e9 especialista em gen\u00e9tica de conserva\u00e7\u00e3o e ecologia de felinos silvestres. Ela destaca a capacita\u00e7\u00e3o dos servidores e o car\u00e1ter p\u00fablico das cole\u00e7\u00f5es do Museu de Ci\u00eancias Naturais, garantindo acesso f\u00e1cil dos pesquisadores.<br \/>\n<figure id=\"attachment_58192\" aria-describedby=\"caption-attachment-58192\" style=\"width: 990px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-58192\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/20171208_162957.jpg\" alt=\"\" width=\"990\" height=\"1150\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-58192\" class=\"wp-caption-text\">Tatiane com peles de exemplares de felinos silvestres, caprichosamente conservadas\/Cleber Dioni<\/figcaption><\/figure><br \/>\n\u201cDesde que o animal entra aqui, \u00e9 feita a identifica\u00e7\u00e3o, depois a prepara\u00e7\u00e3o, que \u00e9 lenta, porque tem que saber lidar com a pele, o esqueleto, a fim de que ele fique nas condi\u00e7\u00f5es ideais pra que possa ser estudado. A gente procura ter a maior quantidade de informa\u00e7\u00f5es sobre o animal, que se torna parte do material testemunho da fauna de mam\u00edferos do RS. H\u00e1 exemplares, por exemplo, de on\u00e7a pintada com ocorr\u00eancias em outras regi\u00f5es do Estado, ao contr\u00e1rio do que se verifica hoje, cuja esp\u00e9cie est\u00e1 delimitada ao Parque Estadual do Turvo, portanto um animal extremamente amea\u00e7ado\u201d, adverte Tatiane.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Cole\u00e7\u00e3o cient\u00edfica fornece diversas informa\u00e7\u00f5es<\/span><br \/>\nA Funda\u00e7\u00e3o Zoobot\u00e2nica guarda tamb\u00e9m toda a diversidade de anf\u00edbios do Estado. O curador da cole\u00e7\u00e3o, que possui 14 mil exemplares, \u00e9 o bi\u00f3logo Patrick Colombo, na institui\u00e7\u00e3o desde 2014.<br \/>\n\u201cEu costumo dizer que uma cole\u00e7\u00e3o cient\u00edfica \u00e9 como uma biblioteca porque cada exemplar, cada indiv\u00edduo tombado equivale \u00e0 informa\u00e7\u00e3o que tem num livro. Esses indiv\u00edduos guardam informa\u00e7\u00f5es passadas e presentes. A gente consegue saber atrav\u00e9s de dados de uma cole\u00e7\u00e3o se uma \u00e1rea j\u00e1 foi degradada, que esp\u00e9cies ocorreram nessa \u00e1rea, e, atrav\u00e9s dessas informa\u00e7\u00f5es, se consegue tra\u00e7ar mapas de distribui\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies e planos de conserva\u00e7\u00e3o, assim como de educa\u00e7\u00e3o ambiental\u201d, descreve o bi\u00f3logo.<br \/>\nColombo, que \u00e9 mestre em Ecologia e doutor em Zoologia, alerta que \u00e9 um equ\u00edvoco achar que uma cole\u00e7\u00e3o guardada n\u00e3o precisa do especialista. \u201cDependendo da cole\u00e7\u00e3o, precisa de cuidados di\u00e1rios porque s\u00e3o materiais supersens\u00edveis, especialmente os anf\u00edbios que t\u00eam a pele sens\u00edvel e tem toda uma peculiaridade fisiol\u00f3gica. Ent\u00e3o, tem que manter a cole\u00e7\u00e3o em perfeito estado de conserva\u00e7\u00e3o e bem identificada\u201d, diz.<br \/>\n<figure id=\"attachment_58196\" aria-describedby=\"caption-attachment-58196\" style=\"width: 1150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-58196\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Educaao-ambiental-em-escola3.jpg\" alt=\"\" width=\"1150\" height=\"828\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-58196\" class=\"wp-caption-text\">Em eventos de educa\u00e7\u00e3o ambiental, os &#8220;anf\u00edbios do Patrick&#8221; s\u00e3o uma das principais atra\u00e7\u00f5es\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><br \/>\nColombo caracteriza uma cole\u00e7\u00e3o sem curador como abandono. \u201cN\u00e3o tenho a menor d\u00favida de que se isso acontecer na funda\u00e7\u00e3o, as cole\u00e7\u00f5es v\u00e3o estragar em pouco tempo e vai se perder tudo\u201d, critica o bi\u00f3logo.<br \/>\nSua colega, Rosana Senna, diz que as cole\u00e7\u00f5es s\u00e3o indissoci\u00e1veis dos especialistas. \u201cInfelizmente, as pessoas que tomam decis\u00f5es n\u00e3o imaginam o valor inestim\u00e1vel dessas cole\u00e7\u00f5es, desconhecem que n\u00e3o existe a menor \u00a0possibilidade de deixar algu\u00e9m cuidando de uma cole\u00e7\u00e3o, sem conhecimento taxon\u00f4mico para fazer o manejo e a atualiza\u00e7\u00e3o\u201d, alerta.<br \/>\n<figure id=\"attachment_58198\" aria-describedby=\"caption-attachment-58198\" style=\"width: 334px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-58198\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Bot\u00e2nica-Rosana-Senna-no-Herb\u00e1rio-HAS-do-MCN-da-FZB-334x400.jpg\" alt=\"\" width=\"334\" height=\"400\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-58198\" class=\"wp-caption-text\">Bot\u00e2nica Rosana Senna no Herb\u00e1rio HAS, do MCN\/FZB\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><br \/>\nA bi\u00f3loga, que \u00e9 uma das curadoras da cole\u00e7\u00e3o de plantas vasculares no Herb\u00e1rio Prof. Dr. Alarich R. H. Schultz (HAS), do MCN, adverte que manter um fich\u00e1rio na internet ajuda bastante para fazer uma triagem, mas os pesquisadores que v\u00eam de fora t\u00eam que ter acesso \u00e0 cole\u00e7\u00e3o bem conservada e apta para o manuseio e, para isso, o curador tem que mant\u00ea-la atualizada.<br \/>\nOs herb\u00e1rios s\u00e3o cole\u00e7\u00f5es cient\u00edficas de plantas, essenciais para diversas \u00e1reas de estudo como taxonomia, sistem\u00e1tica, biogeografia, ecologia, biologia da conserva\u00e7\u00e3o, gen\u00e9tica, evolu\u00e7\u00e3o, farm\u00e1cia e medicina, entre outras.<br \/>\nOutro curador das cole\u00e7\u00f5es do HAS \u00e9 o bi\u00f3logo Martin Molz. Especialista na flora arb\u00f3rea e ecologia de florestas, Molz tem p\u00f3s-doutorado no Centro de Ecologia da UFRGS, \u00e9 taxonomista e tem interesse especial na conserva\u00e7\u00e3o de plantas lenhosas, com destaque para a fam\u00edlia das plantas com flor (Myrtaceae). Tem experi\u00eancia em ecologia de comunidades, invas\u00f5es biol\u00f3gicas, biodiversidade, biogeografia e conserva\u00e7\u00e3o, em diferentes biomas e forma\u00e7\u00f5es vegetais no RS e no Brasil.<br \/>\n<figure id=\"attachment_58212\" aria-describedby=\"caption-attachment-58212\" style=\"width: 1150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-58212 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/S\u00e3o-Francisco-de-Paula-Estrada-Velha-SFP13_VerdeSinos_2015-09-30_D.-Tobolski-6_mod.jpg\" alt=\"\" width=\"1150\" height=\"862\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-58212\" class=\"wp-caption-text\">Molz (\u00e0 frente) em S\u00e3o Francisco de Paula\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><br \/>\nPesquisador do Museu de Ci\u00eancias Naturais desde 2014, Molz observa que um herb\u00e1rio documenta historicamente os conceitos de especialistas que estudaram os esp\u00e9cimes no passado, permitindo planejar onde devem ser feitos novos esfor\u00e7os de pesquisa em regi\u00f5es pouco investigadas.<br \/>\n&#8220;A partir dos registros existentes \u00e9 poss\u00edvel estudar as \u00e9pocas de flora\u00e7\u00e3o e frutifica\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies. Os herb\u00e1rios documentam onde as plantas cresciam ao longo do tempo, permitindo identificar esp\u00e9cies invasoras, mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, destrui\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitats; saber quais plantas crescem com outras esp\u00e9cies de plantas; al\u00e9m de fornecerem material para observa\u00e7\u00f5es microsc\u00f3picas, an\u00e1lises de DNA, an\u00e1lises qu\u00edmicas (polui\u00e7\u00e3o etc), ensino de bot\u00e2nica e ecologia, estudos de expedi\u00e7\u00f5es (hist\u00f3ria da ci\u00eancia)\u201d, enumera o bi\u00f3logo.<br \/>\nSegundo Molz, s\u00f3 em 2017, o HAS teve mais de 3,5 milh\u00f5es de acessos aos dados j\u00e1 disponibilizados online. O herb\u00e1rio abriga mais de 200 esp\u00e9cimes-tipo e importantes cole\u00e7\u00f5es de plantas.<br \/>\n<figure id=\"attachment_58214\" aria-describedby=\"caption-attachment-58214\" style=\"width: 925px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-58214 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Martin_HUCS_170515-100_mod-e1513044213657.jpeg\" alt=\"\" width=\"925\" height=\"534\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-58214\" class=\"wp-caption-text\">Identificando exemplares da cole\u00e7\u00e3o do herb\u00e1rio\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><br \/>\nUma das cole\u00e7\u00f5es mais representativas no HAS \u00e9 a de Myrtaceae, fam\u00edlia da jabuticabeira, da pitangueira, do ara\u00e7\u00e1 e da goiaba-serrana. \u00c9 a maior cole\u00e7\u00e3o do Rio Grande do Sul e mesmo com a intensifica\u00e7\u00e3o do trabalho de curadoria e de pesquisa seu potencial ainda n\u00e3o \u00e9 totalmente conhecido.<br \/>\n<figure id=\"attachment_58213\" aria-describedby=\"caption-attachment-58213\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-58213 size-medium\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Coletando-Solanum-sp._Cara\u00e1-Bulc\u00e3o_VerdeSinos_2015-10-30-6_mod-300x400.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"400\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-58213\" class=\"wp-caption-text\">Molz realizando coleta em Cara\u00e1\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><br \/>\n\u201cA\u00ed entra a import\u00e2ncia da atividade de curadoria, que \u00e9 altamente especializada, pois requer conhecimento geral de muitas \u00e1reas da biologia e de diferentes grupos de plantas, as quais possuem muitas formas de vida e desenvolvem-se nos mais distintos h\u00e1bitats, como florestas, campos, afloramentos rochosos etc. Um curador precisa entender de sistemas de classifica\u00e7\u00e3o de plantas, atrair especialistas para revisar e qualificar os materiais do herb\u00e1rio, fazer permutas com outras cole\u00e7\u00f5es, captar recursos, al\u00e9m de organizar e realizar expedi\u00e7\u00f5es cient\u00edficas para coletar novos registros, incluindo esp\u00e9cies raras, end\u00eamicas e amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o e algumas vezes esp\u00e9cies desconhecidas para a ci\u00eancia. Cole\u00e7\u00f5es podem guardar raridades e\/ou esp\u00e9cies desconhecidas e \u00e9 o \u201colho\u201d do curador ou dos especialistas que visitam a cole\u00e7\u00e3o que consegue encontrar tais esp\u00e9cimes&#8221;, ensina Molz.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Modelo no pa\u00eds, Jardim Bot\u00e2nico mant\u00e9m banco de sementes de esp\u00e9cies amea\u00e7adas<\/span><br \/>\nAs 27 cole\u00e7\u00f5es do Jardim Bot\u00e2nico de Porto Alegre somam 4.344 exemplares, incluindo esp\u00e9cies amea\u00e7adas, raras e end\u00eamicas (que s\u00f3 se encontram no Estado); e cole\u00e7\u00f5es especiais, representativas da flora nativa. H\u00e1 2.250 esp\u00e9cimes arb\u00f3reas, mais de 750 esp\u00e9cimes de orqu\u00eddeas e mais de 620, de brom\u00e9lias.<br \/>\n<figure id=\"attachment_47804\" aria-describedby=\"caption-attachment-47804\" style=\"width: 725px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-47804\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Cat\u00e1logo-do-banco-sementes.jpg\" alt=\"\" width=\"725\" height=\"440\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-47804\" class=\"wp-caption-text\">Cat\u00e1logo do banco sementes<\/figcaption><\/figure><br \/>\nDentre essas variedades, est\u00e3o preservadas ali 97\u00a0esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o entre brom\u00e9lias, cactos, orqu\u00eddeas, espinilhos, arauc\u00e1rias e outras. Constam nas cole\u00e7\u00f5es do JB, por exemplo, a esp\u00e9cie de orqu\u00eddea Cattleya intermedia, o cacto Parodia neohorstii, esp\u00e9cie end\u00eamica da Serra do Sudeste, no Estado, a Callisthene inundata, \u00e1rvore end\u00eamica da Serra, e a Dyckia mar\u00edtima, esp\u00e9cie de brom\u00e9lia que ocorre no Litoral Norte do RS.<br \/>\nEntre as esp\u00e9cies raras, est\u00e3o protegidas \u00e1rvores como o <em>Buti\u00e1 yatay<\/em> e o <em>Podocarpus sellowii<\/em>.<br \/>\nO Jardim Bot\u00e2nico est\u00e1 registrado na Agenda Internacional de Jardins Bot\u00e2nicos do Botanic Gardens Conservation International (BGCI), o que facilita a capta\u00e7\u00e3o de recursos para pesquisa. Se n\u00e3o for preservado nas suas atuais condi\u00e7\u00f5es, segundo a bi\u00f3loga Andr\u00e9ia Carneiro, curadora das cole\u00e7\u00f5es do JB, provavelmente vai perder o registro, com preju\u00edzos irrepar\u00e1veis para conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade no Estado.<br \/>\n<figure id=\"attachment_58199\" aria-describedby=\"caption-attachment-58199\" style=\"width: 1150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-58199\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Pesquisadoras-da-FZB-Josy-Zarur-e-Rosana-Singer-no-refugio-Banhado-dos-Pachecos-9marco2017.jpg\" alt=\"\" width=\"1150\" height=\"711\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-58199\" class=\"wp-caption-text\">Pesquisadoras Rosana Singer e Josy Zarur no Ref\u00fagio Banhado dos Pachecos, este ano\/Mariano Pairet\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><br \/>\nA sua colega, a bi\u00f3loga Rosana Farias Singer, doutora em Biologia Vegetal, trabalha h\u00e1 cinco anos no Jardim Bot\u00e2nico. Ela lembra que, al\u00e9m das cole\u00e7\u00f5es arb\u00f3reas e envasadas, h\u00e1 tamb\u00e9m o Banco de Sementes do JB, amea\u00e7ado de ficar sem pesquisadores e na imin\u00eancia de encerrar as atividades de an\u00e1lise fisiol\u00f3gica e morfol\u00f3gica de sementes de esp\u00e9cies arb\u00f3reas e arbustivas nativas do Rio Grande do Sul.<br \/>\n<figure id=\"attachment_58201\" aria-describedby=\"caption-attachment-58201\" style=\"width: 1150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-58201 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Parodia-neohorstii_Rosana-Farias-Singer.jpg\" alt=\"\" width=\"1150\" height=\"863\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-58201\" class=\"wp-caption-text\">Esp\u00e9cie de cacto (Parodia neohorstii) que s\u00f3 encontrada na Serra do Sudeste do Estado\/Rosana Singer\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><br \/>\nO Laborat\u00f3rio de An\u00e1lise de Sementes, do Banco de Sementes do JB, \u00e9 o \u00fanico no Estado que realiza essas fun\u00e7\u00f5es, inclusive com as esp\u00e9cies amea\u00e7adas.<br \/>\n<figure id=\"attachment_58200\" aria-describedby=\"caption-attachment-58200\" style=\"width: 1150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-58200 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/20171210_155342.jpg\" alt=\"\" width=\"1150\" height=\"756\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-58200\" class=\"wp-caption-text\">Rosana Singer na cole\u00e7\u00e3o do Jardim Bot\u00e2nico\/Cleber Dioni<\/figcaption><\/figure><br \/>\n\u201cSem especialistas, t\u00e9cnicos e jardineiros, n\u00e3o consigo vislumbrar a manuten\u00e7\u00e3o do Jardim Bot\u00e2nico. N\u00e3o h\u00e1 a m\u00ednima condi\u00e7\u00e3o de um \u00fanico profissional ficar respons\u00e1vel pelas cole\u00e7\u00f5es, ou um pesquisador e um jardineiro, por exemplo. Porque o trabalho n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 dar \u00e1gua \u00e0s plantas, elas precisam dos nutrientes, cuidados contra as pragas, o manejo correto, feito por pessoas qualificadas, sem isso \u00e9 muito dif\u00edcil das esp\u00e9cies sobreviverem\u201d, completa Rosana.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cleber Dioni Tentardini Mesmo diante das amea\u00e7as e boicotes que vem sofrendo do governo do Estado, desde 2015, a Funda\u00e7\u00e3o Zoobot\u00e2nica do Rio Grande do Sul (FZB\/RS) completa 45 anos no dia 20 de dezembro em pleno funcionamento, com diversas pesquisas em andamento, inclusive para o Executivo estadual, e com um bom motivo para comemorar: [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":58186,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[2028,1998,26,1999],"tags":[],"class_list":["post-58183","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-em-destaque","category-fundacoes","category-geral","category-reportagens-especiais"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-f8r","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58183","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=58183"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58183\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=58183"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=58183"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=58183"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}