{"id":59019,"date":"2018-01-19T08:32:59","date_gmt":"2018-01-19T10:32:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=59019"},"modified":"2018-01-19T08:32:59","modified_gmt":"2018-01-19T10:32:59","slug":"mst-ocupa-duas-areas-do-governo-do-estado-nesta-sexta-feira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/mst-ocupa-duas-areas-do-governo-do-estado-nesta-sexta-feira\/","title":{"rendered":"MST ocupa duas \u00e1reas do governo do Estado"},"content":{"rendered":"<p>Cerca de 450 integrantes do Movimento\u00a0dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam duas \u00e1reas pertencentes ao governo do Estado do Rio Grande do Sul no in\u00edcio da manh\u00e3 desta sexta-feira (19).<br \/>\nEstas s\u00e3o as primeiras ocupa\u00e7\u00f5es realizadas pelo MST no territ\u00f3rio ga\u00facho em 2018 e envolvem acampados de Candiota, S\u00e3o Gabriel, Santana do Livramento, Taquari e Eldorado do Sul.<br \/>\nUma das \u00e1reas ocupadas por 200 Sem Terra pertence \u00e0 Companhia Estadual de Energia El\u00e9trica (CEEE), situada no munic\u00edpio de Candiota, na regi\u00e3o da Campanha. Esta \u00e9 a segunda vez que o Movimento ocupa o local desde 2014. O im\u00f3vel possui cerca de 300 hectares e o Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria (Incra) j\u00e1 manifestou interesse em compr\u00e1-lo para criar assentamento. A outra ocupa\u00e7\u00e3o re\u00fane cerca de 250 integrantes do Movimento numa \u00e1rea da Funda\u00e7\u00e3o Estadual de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Fepagro), que possui 350 hectares, e est\u00e1 localizada no munic\u00edpio de Encruzilhada do Sul, na regi\u00e3o do Vale do Rio Pardo.<br \/>\nConforme a acampada V\u00e2nia Almeida, ambas est\u00e3o abandonadas h\u00e1 anos e o MST j\u00e1 sugeriu que elas sejam cedidas ao Incra como abatimento da d\u00edvida do Estado com a Uni\u00e3o, a fim de compensar o descaso do governo com a Reforma Agr\u00e1ria. O intuito das ocupa\u00e7\u00f5es, segundo V\u00e2nia, \u00e9 dar celeridade ao processo de negocia\u00e7\u00e3o. \u201cAlgumas \u00e1reas do Estado que j\u00e1 foram colocados em leil\u00e3o recentemente, mas h\u00e1 poucas manifesta\u00e7\u00f5es de interesse. Desta forma, \u00e9 justo que elas sejam desapropriadas\u201d, diz.<br \/>\nA acampada Eliane Saionara de Azevedo explica que as \u00e1reas abandonadas da CEEE e da Fepagro s\u00e3o de interesse do Movimento Sem Terra para ampliar a produ\u00e7\u00e3o de alimentos livres de agrot\u00f3xicos, assim como j\u00e1 ocorre em v\u00e1rios assentamentos e acampamentos no estado. Para a acampada, elas s\u00e3o fundamentais para garantir o direito \u00e0 moradia e \u00e0 vida digna, uma vez que cerca de 2 mil fam\u00edlias ainda vivem em barracos de lona preta. \u201cN\u00f3s queremos que a terra cumpra a sua fun\u00e7\u00e3o social, que ela possa nos alimentar e alimentar a quem est\u00e1 na cidade. Assim fizemos numa \u00e1rea de um advogado corrupto em Passo Fundo, assim queremos fazer nessas \u00e1reas do Estado\u201d, argumenta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cerca de 450 integrantes do Movimento\u00a0dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam duas \u00e1reas pertencentes ao governo do Estado do Rio Grande do Sul no in\u00edcio da manh\u00e3 desta sexta-feira (19). 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