{"id":59320,"date":"2018-01-29T13:14:03","date_gmt":"2018-01-29T15:14:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=59320"},"modified":"2018-01-29T13:14:03","modified_gmt":"2018-01-29T15:14:03","slug":"associacao-quer-certificado-de-origem-para-o-mel-branco-de-cima-da-serra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/associacao-quer-certificado-de-origem-para-o-mel-branco-de-cima-da-serra\/","title":{"rendered":"Associa\u00e7\u00e3o quer certificado de origem para o mel branco de Cima da Serra"},"content":{"rendered":"<p><strong>GERALDO HASSE<\/strong><br \/>\nCom um atraso de quase um m\u00eas devido ao excesso de chuvas e outros dist\u00farbios do clima, come\u00e7ou na segunda quinzena de janeiro a colheita de mel nos Campos de Cima da Serra.<br \/>\n<figure id=\"attachment_59332\" aria-describedby=\"caption-attachment-59332\" style=\"width: 200px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-59332 size-thumbnail\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/mel-branco-da-flor-da-carne-de-vaca-200x133.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"133\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-59332\" class=\"wp-caption-text\">Flor da carne-de-vaca \/ T\u00e2nia Meinerz<\/figcaption><\/figure><br \/>\nEste ecossistema formado por pastagens e matas nativas propicia a produ\u00e7\u00e3o, em pleno ver\u00e3o, do chamado &#8220;mel branco&#8221;, resultante das floradas de tr\u00eas \u00e1rvores t\u00edpicas da mata atl\u00e2ntica de altitude: carne-de-vaca, guaraper\u00ea e gramimunha.<br \/>\nCom abundantes flores brancas, as tr\u00eas s\u00e3o companheiras dos pinheirais de Cambar\u00e1 do Sul, S\u00e3o Jos\u00e9 dos Ausentes, Bom Jesus, Jaquirana e S\u00e3o Francisco de Paula.<br \/>\nApesar das incertezas quanto ao volume de produ\u00e7\u00e3o no final da safra, prevista para meados de fevereiro, a Associa\u00e7\u00e3o dos Apicultores dos Campos de Cima da Serra est\u00e1 t\u00e3o animada com o recente sucesso comercial do mel da regi\u00e3o que entrou na Secretaria da Agricultura com um pedido de registro do &#8220;mel branco&#8221; como especialidade alimentar da zona mais fria do Rio Grande do Sul, onde se produz o queijo serrano (feito h\u00e1 200 anos com leite cru de vacas mesti\u00e7as).<br \/>\nO passo seguinte, que poder\u00e1 levar anos para ser reconhecido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), ser\u00e1 o selo de origem geogr\u00e1fica desse mel transl\u00facido, muito doce e que cristaliza no inverno.<br \/>\nEste ano, por causa dos dist\u00farbios clim\u00e1ticos, que obrigaram as abelhas a procurar as flores de outras plantas como a aroeira, o cambar\u00e1, o cip\u00f3 unha-de-gato, as vassouras do mato e, especialmente, a seiva da bracatinga, &#8220;o mel branco est\u00e1 saindo meio mesclado&#8221;, como disse em sua loja, em Cambar\u00e1 do Sul, a esposa do veterano apicultor Irineu Castilhos, dono do Api\u00e1rio Cambar\u00e1, que fora ao campo-mato &#8220;buscar mel&#8221; em suas colmeias.<br \/>\nA valoriza\u00e7\u00e3o do mel branco dos CCS incrementou a apicultura entre os agricultores da regi\u00e3o e atraiu dezenas de praticantes da apicultura migrat\u00f3ria do Rio Grande e de Santa Catarina.<br \/>\n<figure id=\"attachment_59351\" aria-describedby=\"caption-attachment-59351\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-59351\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/mel_cambara08_web-400x267.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-59351\" class=\"wp-caption-text\">Mel branco \/ T\u00e2nia Meinerz<\/figcaption><\/figure><br \/>\nEnquanto os ga\u00fachos seguem liderando a produ\u00e7\u00e3o brasileira de mel, os catarinenses v\u00eam se destacando como os principais exportadores do produto. Todos eles, nativos ou egressos de fora, acostumaram-se a pagar aos propriet\u00e1rios pela coloca\u00e7\u00e3o das caixas de abelhas em suas terras.<br \/>\nPaga-se em mel ou em dinheiro. Pagamentos adiantados n\u00e3o s\u00e3o incomuns. A base dos arrendamentos \u00e9 3 quilos de mel por colmeia por ano. H\u00e1 casos em que os fazendeiros recebem at\u00e9 30% da produ\u00e7\u00e3o de mel.<br \/>\nEmbora a apicultura tenha progredido como um bom neg\u00f3cio, ainda h\u00e1 propriet\u00e1rios rurais que, por n\u00e3o querer estranhos em seus dom\u00ednios, n\u00e3o aceitam sequer conversar com apicultores.<br \/>\nEntre os diversos m\u00e9is resultantes da extraordin\u00e1ria diversidade da flora do Rio Grande, o mel branco tem sido bem cotado nos \u00faltimos anos, gra\u00e7as \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o e \u00e0 presen\u00e7a de ecoturistas nos CCS, mas os maiores volumes de produ\u00e7\u00e3o de mel ainda t\u00eam outras origens.<br \/>\n<figure id=\"attachment_59354\" aria-describedby=\"caption-attachment-59354\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-59354 size-medium\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/mel_cambara10_web-400x267.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-59354\" class=\"wp-caption-text\">O mel branco produzido na Serra \/ T\u00e2nia Meinerz<\/figcaption><\/figure><br \/>\nAs principais variedades s\u00e3o os m\u00e9is de eucalipto, de laranjeira e o silvestre, fruto de uma variada combina\u00e7\u00e3o de fontes de n\u00e9ctar encontradas pela abelhas em banhados, campos, matas e lavouras do territ\u00f3rio ga\u00facho.<br \/>\n&#8220;O primeiro mel exportado pelo Rio Grande foi o de angico, origin\u00e1rios dos campos sujos do Alto Camaqu\u00e3&#8221;, diz Anselmo Kuhh, presidente da Federa\u00e7\u00e3o dos Apicultores do Rio Grande do Sul, que cita ainda outras variedades como o mel de quitoco, erva dos campos do litoral norte do Estado.<br \/>\nEle lembra que no passado, na regi\u00e3o das Miss\u00f5es, antes da prolifera\u00e7\u00e3o da soja, era apreciado o mel de timb\u00f3, origin\u00e1rio de uma \u00e1rvore da mata atl\u00e2ntica. Ultimamente, come\u00e7ou a destacar-se no mercado um tipo de mel claro oriundo da flor da uva-do-Jap\u00e3o, uma \u00e1rvore asi\u00e1tica invasora do mata atl\u00e2ntica das encostas da Serra Ga\u00facha.<br \/>\n<figure id=\"attachment_59353\" aria-describedby=\"caption-attachment-59353\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-59353 size-medium\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/mel_anselmokuhn_cambara01-400x267.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-59353\" class=\"wp-caption-text\">Anselmo Kuhh, presidente da Federa\u00e7\u00e3o dos Apicultores do RS \/ T\u00e2nia Meinerz<\/figcaption><\/figure><br \/>\n&#8220;Eu acho que a uva japonesa j\u00e1 merece um r\u00f3tulo de destaque&#8221;, diz Kuhn, que possui duas centenas de colmeias em Cambar\u00e1 do Sul e Jaquirana, onde comprou duas pequenas \u00e1reas de terra. Quando terminar a colheita do mel branco, ele vai levar suas caixas para os eucaliptais de Buti\u00e1, onde \u00e9 um dos 160 apicultores parceiros da Celulose Riograndense.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>GERALDO HASSE Com um atraso de quase um m\u00eas devido ao excesso de chuvas e outros dist\u00farbios do clima, come\u00e7ou na segunda quinzena de janeiro a colheita de mel nos Campos de Cima da Serra. 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