{"id":59759,"date":"2018-02-15T01:26:55","date_gmt":"2018-02-15T03:26:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=59759"},"modified":"2018-02-15T01:26:55","modified_gmt":"2018-02-15T03:26:55","slug":"moradores-da-cidade-baixa-se-mobilizam-para-carnaval-de-blocos-nao-ser-realizado-no-bairro-em-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/moradores-da-cidade-baixa-se-mobilizam-para-carnaval-de-blocos-nao-ser-realizado-no-bairro-em-2019\/","title":{"rendered":"Moradores da Cidade Baixa se mobilizam para tirar o carnaval do bairro em 2019"},"content":{"rendered":"<p>Quem pulou o carnaval na Cidade Baixa esse ano, possivelmente, desfrutou da \u00faltima vez que tal evento aconteceu no bairro. Porque se depender dos moradores da regi\u00e3o, os festejos de Momo em 2018 foi a prova contundente que a folia n\u00e3o pode ser mais realizada no local, devido aos transtornos e preju\u00edzos causados.<br \/>\nEles v\u00e3o pressionar as autoridades de todas as maneiras para que em 2019 a festa seja realizada em local bem distante do bairro.<br \/>\nA repercuss\u00e3o nos ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o e nas redes sociais contra a bagun\u00e7a na Cidade Baixa foi grande na Quarta-Feira de Cinzas.<br \/>\nO cen\u00e1rio pela avenida Lima e Silva e ruas da Rep\u00fablica e Sofia Veloso na manh\u00e3 do p\u00f3s Carnaval era um s\u00f3: muita sujeira e detritos pela via p\u00fablica e forte cheiro de urina.<br \/>\nEm praticamente todos os edif\u00edcios e casas da regi\u00e3o havia pessoas lavando as cal\u00e7adas e limpando com desinfetantes as frentes das constru\u00e7\u00f5es.<br \/>\nForam recolhidas no local, segundo o DMLU, 300 toneladas de lixo na \u00faltima noite de carnaval.<br \/>\nO grande problema na vis\u00e3o dos integrantes da Associa\u00e7\u00e3o Comunit\u00e1ria dos Moradores da Cidade Baixa \u00e9 o evento ser realizado nas ruas internas do bairro.<br \/>\nO presidente da entidade, Zilton Tadeu, argumenta que, ap\u00f3s a apresenta\u00e7\u00e3o dos blocos, uma parte consider\u00e1vel do p\u00fablico n\u00e3o se dispersa. As apresenta\u00e7\u00f5es ocorrem das 15hrs \u00e0s 21hrs.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Problemas agravados<\/span><br \/>\nOs transtornos para os moradores ocorreram\u00a0at\u00e9 em dia que n\u00e3o havia apresenta\u00e7\u00e3o\u00a0de bloco.<br \/>\nNa noite da segunda-feira de Carnaval, as ruas Lima e Silva e Rep\u00fablica foram tomadas por um p\u00fablico que impediu o tr\u00e1fego de carros por v\u00e1rios momentos e perturbou o sono dos moradores, sem que a Brigada Militar ou a EPTC intervissem para a normalidade. No dia seguinte havia grande quantidade de lixo nas ruas e como n\u00e3o havia nenhuma infraestrutura para receber o p\u00fablico, os problemas se agravaram.<br \/>\nQuando foi negociado um acordo para o carnaval na Cidade Baixa, com participa\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico, Prefeitura, Brigada Militar e representantes dos blocos e da associa\u00e7\u00e3o dos Moradores, conclu\u00eddo no in\u00edcio de janeiro, o tenente coronel Eduardo Amorim, comandante do 9\u00ba Batalh\u00e3o da BM, respons\u00e1vel pelo policiamento da \u00e1rea central de Porto Alegre, defendeu a retirada do carnaval da regi\u00e3o. Foi voto vencido.<br \/>\nEle sugeriu que os blocos fizessem um percurso que sa\u00eda do Largo Zumbi dos Palmares, seguia pela avenida Loureiro e Silva e a dispers\u00e3o seria no Parque da Reden\u00e7\u00e3o. Os representantes dos blocos alegaram que nem todos os blocos se movimentam e que a maioria tem uma liga\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica com o bairro. Os moradores tamb\u00e9m se posicionaram contra o carnaval, mas, por fim, cederam, satisfeitos em parte com a diminui\u00e7\u00e3o de dias do evento, que passou de 14 programados para oito.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Festa popular<\/span><br \/>\nA moradora na rua da Rep\u00fablica, Maria do Rocio Teixeira, foi uma das pessoas que se sentiu prejudicada com a movimenta\u00e7\u00e3o no bairro e desabafou nas redes sociais: \u201cMas realmente este Carnaval foi demais! Extrapolou todas as medidas e acabou com a paci\u00eancia e a toler\u00e2ncia de muita gente&#8230; a Cidade Baixa, o bairro onde moro a 40 anos, se transformou na &#8220;latrina&#8221; da cidade&#8230; num lix\u00e3o a c\u00e9u aberto! O desrespeito e o descaso do Poder P\u00fablico (que por sorte estava festejando al\u00e9m mar!!) e da pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o da cidade chegaram a n\u00edveis inexplic\u00e1veis! O barulho, a &#8220;horda&#8221; que invadiu o bairro est\u00e3o demais. A pol\u00edcia circulava calmamente na segunda-feira, sem enxergar o que acontecia ao seu redor&#8230;\u00a0O Zaffari, que s\u00f3 fecha quando \u00e9 imprescind\u00edvel, ontem estava cerrado! N\u00e3o pude descer na frente do meu pr\u00e9dio, \u00e0s 10 horas da noite, porque um carro com um som daqueles que estacionam na beira da praia, simplesmente trancou a entrada&#8221;, escreveu a moradora.<br \/>\n&#8220;O carnaval em si n\u00e3o tem problema, afinal \u00e9 uma festa popular. O problema s\u00e3o os danos que ele ocasiona. Est\u00e3o fora de controle\u201d, diz Armando Albuquerque, 68 anos, morador no bairro h\u00e1 26. Ele levou dois netos, crian\u00e7as, cedo para ver a folia na ter\u00e7a-feira e antes do anoitecer se retirou. \u201cCom a noite muda completamente o ambiente\u201d, explica.<br \/>\nA Associa\u00e7\u00e3o dos Moradores do Bairro juntou depoimentos, v\u00eddeos, fotos e todo tipo de documenta\u00e7\u00e3o para levar na reuni\u00e3o que vai haver em mar\u00e7o, com os representantes da Prefeitura e demais entidades para defender sua posi\u00e7\u00e3o. Julga assim que \u00e9 muito dif\u00edcil que n\u00e3o seja atendida.<br \/>\nA entidade, em sua apresenta\u00e7\u00e3o, faz um diagn\u00f3stico severo da Cidade Baixa, agravado com os festejos do carnaval:<br \/>\n<em>\u201cHoje h\u00e1 uma acelerada degrada\u00e7\u00e3o da qualidade de vida de nosso bairro, com o aumento da viol\u00eancia, do barulho, da sujeira nas cal\u00e7adas e do tr\u00e2nsito ca\u00f3tico nas ruas. H\u00e1 bem pouco tempo um apraz\u00edvel e tradicional bairro residencial de Porto Alegre, a Cidade Baixa transformou-se num \u201cterrit\u00f3rio sem lei\u201d, conforme constatou um grande jornal da cidade recentemente. Brigas entre frequentadores de bares e casas noturnas, tiroteios em plena rua, assaltos \u00e0 m\u00e3o armada, mortes, tr\u00e1fico e consumo de drogas a c\u00e9u aberto, furtos de ve\u00edculos, lixo nas ruas, engarrafamentos, buzinas a qualquer hora, passeio p\u00fablico transformado em estacionamento, tudo isso passou a fazer parte do quotidiano do bairro. As pessoas n\u00e3o t\u00eam mais sossego, nem seguran\u00e7a. S\u00e3o cada vez mais frequentes os relatos de moradores que s\u00f3 conseguem dormir \u00e0 base de tranquilizantes. Os efeitos disso sobre a sa\u00fade, todos sabem, s\u00e3o devastadores\u201d.<\/em><br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem pulou o carnaval na Cidade Baixa esse ano, possivelmente, desfrutou da \u00faltima vez que tal evento aconteceu no bairro. Porque se depender dos moradores da regi\u00e3o, os festejos de Momo em 2018 foi a prova contundente que a folia n\u00e3o pode ser mais realizada no local, devido aos transtornos e preju\u00edzos causados. 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