{"id":59816,"date":"2018-02-16T16:30:54","date_gmt":"2018-02-16T18:30:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=59816"},"modified":"2018-02-16T16:30:54","modified_gmt":"2018-02-16T18:30:54","slug":"empresas-pedem-r-049-de-aumento-na-passagem-de-onibus-em-porto-alegre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/empresas-pedem-r-049-de-aumento-na-passagem-de-onibus-em-porto-alegre\/","title":{"rendered":"Pedido de reajuste na passagem de \u00f4nibus \u00e9 quatro vezes maior que infla\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>O Sindicato das Empresas de \u00d4nibus de Porto Alegre (Seopa) protocolou na EPTC, na manh\u00e3 desta sexta-feira, 16\/02, o pedido de revis\u00e3o tarif\u00e1ria do servi\u00e7o que, conforme c\u00e1lculos da entidade, aponta para uma tarifa no valor de R$ 4,5461. Um aumento de 49 centavos no atual valor, de R$ 4,05, o que correspondente a 12% de aumento.<br \/>\nO pedido ser\u00e1 agora analisado pela EPTC e depois encaminhado a proposta ao Conselho Municipal de Transportes Urbanos (Comtu). Ainda n\u00e3o h\u00e1 data para que isso ocorra.<br \/>\nAp\u00f3s receber o processo, o Comtu tem sete dias para avali\u00e1-lo e votar pela aprova\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o do novo valor.<br \/>\nSe mantido o reajuste de 12%, ele representar\u00e1 quatro vezes mais que a infla\u00e7\u00e3o oficial. O IPCA (\u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo) foi de 2,95% em 2017, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<br \/>\nO aumento acima da infla\u00e7\u00e3o segue uma tend\u00eancia a mais de duas d\u00e9cadas na Capital. Desde o Plano Real, em 1994, o reajuste da tarifa de \u00f4nibus tem sido acima da infla\u00e7\u00e3o. No per\u00edodo de 23 anos, superou em quase o dobro o \u00edndice da infla\u00e7\u00e3o.<br \/>\nDados do economista da FEE, Andr\u00e9 Augustin, mostram que somente de 94 at\u00e9 2015, o IPCA foi de 421,40%, enquanto o aumento da passagem do transporte foi de 913,51%.<br \/>\n<span class=\"intertit\" style=\"font-size: medium\">Concession\u00e1rias reclamam de gratuidades e aplicativos de transporte<\/span><br \/>\nSegundo determina a lei, a solicita\u00e7\u00e3o de reajuste pode ser feita quando ocorre a atualiza\u00e7\u00e3o da conven\u00e7\u00e3o coletiva de trabalho dos rodovi\u00e1rios, fato oficializado na quarta-feira (14).<br \/>\nNo documento assinado pelo sindicato patronal e pelo sindicato dos trabalhadores, ficou acertado o acr\u00e9scimo de 1,87% nos sal\u00e1rios \u2013 mesmo percentual aplicado ao subs\u00eddio do plano de sa\u00fade \u2013 e aumento no vale-alimenta\u00e7\u00e3o de 3%, passando de R$ 25,00 para R$ 25,75.<br \/>\nNo pedido de revis\u00e3o, o Seopa justifica que, al\u00e9m das despesas com m\u00e3o de obra, que representam cerca de 50% do custo do sistema, outro item oneroso, o combust\u00edvel, teve um acr\u00e9scimo de 13,14% desde o \u00faltimo reajuste tarif\u00e1rio.<br \/>\nPara a entidade, as concession\u00e1rias acumulariam um d\u00e9ficit de R$ 135 milh\u00f5es desde fevereiro de 2016, quando iniciou a nova opera\u00e7\u00e3o do transporte coletivo p\u00f3s-licita\u00e7\u00e3o. Alega-se que a perda de receita ocorre, principalmente, em fun\u00e7\u00e3o da diminui\u00e7\u00e3o no n\u00famero de passageiros, que em 2017 chegou a 10,89% em compara\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Essa queda se refere aos usu\u00e1rios que pagam passagem. Atualmente, o sistema tem 35,74% de isen\u00e7\u00f5es.<br \/>\nDe acordo com o diretor executivo da Associa\u00e7\u00e3o dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP), Gustavo Simionovschi, esse \u00e9 um dos fatores que torna a tarifa mais alta. \u201cTodo o custo do servi\u00e7o \u00e9 dividido entre quem paga passagem. Com menos pessoas para dividir essa conta, ela fica maior. \u00c9 como em um jantar entre tr\u00eas amigos. Se a conta der R$ 90,00, cada um pagar\u00e1 R$ 30,00. Mas, se um dos amigos n\u00e3o participar da divis\u00e3o, o valor para os demais subir\u00e1 para R$ 45,00\u201d, exemplifica Simionovschi, que revela: \u201cSe todos pagassem passagem ou se as isen\u00e7\u00f5es fossem subsidiadas, a tarifa cobrada seria de R$ 2,90\u201d.<br \/>\nPara o diretor da ATP, um dos motivos para a queda no n\u00famero de passageiros est\u00e1 relacionado ao surgimento dos aplicativos de transporte particular: \u201cA chegada dos aplicativos, aliada ao valor da tarifa e \u00e0 falta de prioriza\u00e7\u00e3o do transporte coletivo, que tamb\u00e9m fica preso no congestionamento, fazem com que as pessoas migrem para outros meios. Entretanto, s\u00f3 est\u00e3o saindo do \u00f4nibus os usu\u00e1rios que pagam passagem, o que faz com que a equa\u00e7\u00e3o fique desequilibrada\u201d. O dirigente lembra ainda a fun\u00e7\u00e3o social que o modal exerce. \u201cO \u00f4nibus est\u00e1 em todos os cantos da cidade, quase 24h, todos os dias da semana, sem escolher p\u00fablico ou local de melhor demanda. Os aplicativos n\u00e3o assumem essa fun\u00e7\u00e3o. Sem o transporte coletivo, a cidade para. \u00c9 preciso refletir sobre a import\u00e2ncia desse modal e sobre como prioriz\u00e1-lo\u201d, defende.<br \/>\nEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0 possibilidade de redu\u00e7\u00e3o da tarifa, Simionovschi destaca que, para as empresas, entre as alternativas est\u00e3o a revis\u00e3o das isen\u00e7\u00f5es, a adequa\u00e7\u00e3o da oferta do servi\u00e7o \u00e0 demanda real de passageiros e a busca de outras fontes de receita para subsidiar as gratuidades.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Sindicato das Empresas de \u00d4nibus de Porto Alegre (Seopa) protocolou na EPTC, na manh\u00e3 desta sexta-feira, 16\/02, o pedido de revis\u00e3o tarif\u00e1ria do servi\u00e7o que, conforme c\u00e1lculos da entidade, aponta para uma tarifa no valor de R$ 4,5461. 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