{"id":59972,"date":"2018-02-28T11:07:59","date_gmt":"2018-02-28T14:07:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=59972"},"modified":"2025-10-21T11:24:16","modified_gmt":"2025-10-21T14:24:16","slug":"__trashed-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/__trashed-4\/","title":{"rendered":"Secas peri\u00f3dicas no Rio Grande do Sul t\u00eam diagn\u00f3stico h\u00e1 mais de 70 anos"},"content":{"rendered":"<p>Desde 1950* s\u00e3o conhecidas as causas e as caracter\u00edsticas das secas que assolam os moradores da Campanha do Rio Grande do Sul, a regi\u00e3o de Pampa na fronteira com o Uruguai e Argentina.<br \/>\nNessas regi\u00f5es, que abrangem quase metade do Estado, os ver\u00f5es s\u00e3o sempre secos, com pouca chuva.<br \/>\nDe seis em seis ou sete anos, por uma s\u00e9rie de fatores meteorol\u00f3gicos, essas estiagens se agravam e configuram uma seca severa que castiga tanto os moradores das cidades quanto os produtores rurais, que perdem suas safras e veem morrer o gado no campo sem pasto.<br \/>\nAvaliando dados meteorol\u00f3gicos de mais de um s\u00e9culo, a pesquisa de 1950, coordenada pelo ge\u00f3logo Mariano Sena Sobrinho, diagnosticou o fen\u00f4meno das secas peri\u00f3dicas, constatando que n\u00e3o \u00e9 um problema de falta, mas de m\u00e1 distribui\u00e7\u00e3o da \u00e1gua das chuvas e de dificuldade para acumula\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, pelas caracter\u00edsticas do solo, com poucas eleva\u00e7\u00f5es, e vegeta\u00e7\u00e3o rasteira.<br \/>\nAs solu\u00e7\u00f5es seriam simples segundo aponta o estudo intitulado &#8220;As Estiagens na Faixa da Fronteira&#8221;:<br \/>\n&#8220;Verificamos ent\u00e3o que para prevenir ou atenuar as consequ\u00eancias danosas das estiagens peri\u00f3dicas e prolongadas que tem se repetido mais ou menos de sete em sete anos na faixa da fronteira (Campanha) \u00e9 necess\u00e1rio um programa de:<\/p>\n<ol>\n<li>Armazenamento de \u00e1guas na superf\u00edcie, nas esta\u00e7\u00f5es mais convenientes (inverno e primavera), por meio de constru\u00e7\u00e3o de a\u00e7udes e barragens onde for exequ\u00edvel em bases econ\u00f4micas.<\/li>\n<li>Capta\u00e7\u00e3o de \u00e1guas subterr\u00e2neas por meio de furos de sonda, trabalho esse que j\u00e1 vem sendo executado por interm\u00e9dio da Diretoria de Produ\u00e7\u00e3o Mineral desde 1947.<\/li>\n<\/ol>\n<header>\n<hgroup><\/hgroup>\n<\/header>\n<div id=\"mediaTexto\" class=\"cArticleTexto\">Desde ent\u00e3o, a cada vez que ocorre a seca, o governo se v\u00ea diante da gravidade do\u00a0 problema e anuncia grandes programas\u00a0de constru\u00e7\u00e3o de centenas (at\u00e9 milhares) de barragens, a\u00e7udes e po\u00e7os artesianos.<br \/>\nQuando volta a chover, o assunto some do notici\u00e1rio, as verbas v\u00e3o para outras demandas mais urgentes e o programa de preven\u00e7\u00e3o da seca fica no papel.<br \/>\nAt\u00e9 porque, como o fen\u00f4meno \u00e9 c\u00edclico, o governo sabe que a pr\u00f3xima estiagem ser\u00e1 problema do seu sucessor.<br \/>\nNota do Editor: estamos tentando uma estat\u00edsticas dessas obras, ano a ano, mas at\u00e9 agora n\u00e3o conseguimos.<\/div>\n<div><strong>* O primeiro diagn\u00f3stico foi feito em 1942, por t\u00e9cnicos da Secretaria da Agricultura.<\/strong><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde 1950* s\u00e3o conhecidas as causas e as caracter\u00edsticas das secas que assolam os moradores da Campanha do Rio Grande do Sul, a regi\u00e3o de Pampa na fronteira com o Uruguai e Argentina. 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