{"id":60379,"date":"2018-03-06T16:29:37","date_gmt":"2018-03-06T19:29:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=60379"},"modified":"2018-03-06T16:29:37","modified_gmt":"2018-03-06T19:29:37","slug":"mel-branco-da-o-primeiro-passo-para-obter-o-selo-de-origem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/mel-branco-da-o-primeiro-passo-para-obter-o-selo-de-origem\/","title":{"rendered":"Mel branco d\u00e1 o primeiro passo para obter o selo de origem"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">GERALDO HASSE<\/span><br \/>\nO radialista Gabriel Boeira, secret\u00e1rio da Associa\u00e7\u00e3o de Apicultores dos Campos de Cima da Serra, classificou como \u201cexcelente\u201d a reuni\u00e3o realizada na \u00faltima segunda-feira \u00e0 tarde em S\u00e3o Francisco de Paula para se obter o selo de indica\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica do mel branco produzido nos munic\u00edpios de Bom Jesus, S\u00e3o Jos\u00e9 dos Ausentes, Cambar\u00e1 do Sul, Jaquirana e S\u00e3o Chico.<br \/>\nOs apicultores receberam dicas e instru\u00e7\u00f5es da veterin\u00e1ria Beatriz Kuchenbecker, do escrit\u00f3rio do Minist\u00e9rio da Agricultura em Porto Alegre.<br \/>\n\u00c0 reuni\u00e3o esteve presente o professor (de apicultura) Anselmo Kuhn, presidente da Federa\u00e7\u00e3o Ap\u00edcola do Rio Grande do Sul. \u201cO processo de obten\u00e7\u00e3o do selo leva de dois a tr\u00eas anos\u201d, diz ele, lembrando que \u00e9 fundamental criar uma infraestrutura ou, seja, uma \u201ccasa do mel\u201d apta a conquistar o certificado de inspe\u00e7\u00e3o federal (CIF) concedido pelo MAPA. Depois disso, pode ser encaminhado o pedido de registro no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), cujo processo pode demorar pelo menos um ano.<br \/>\nEstima-se que uma casa do mel bem equipada custe cerca de R$ 300 mil reais, valor que pode ser obtido por empr\u00e9stimo junto a bancos de fomento ou mediante contribui\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria de apicultores em a\u00e7\u00e3o conjunta com apoiadores p\u00fablicos e\/ou privados.<br \/>\n<figure id=\"attachment_59351\" aria-describedby=\"caption-attachment-59351\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-59351\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/mel_cambara08_web-400x267.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-59351\" class=\"wp-caption-text\">Mel branco \/ T\u00e2nia Meinerz \/ J\u00c1<\/figcaption><\/figure><br \/>\nO mel branco dos Campos de Cima da Serra \u00e9 uma especialidade resultante das floradas de tr\u00eas \u00e1rvores da regi\u00e3o &#8211; carne-de-vaca, gramimunha e guaraper\u00ea &#8211; que d\u00e3o n\u00e9ctar abundante no auge do ver\u00e3o. Este ano a safra (considerada boa) se prolongou at\u00e9 meados de fevereiro.<br \/>\nO assunto da indica\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica do mel branco ser\u00e1 discutido em meados de 2018 no congresso estadual de apicultura em Panambi. H\u00e1 muitos apicultores nativos dos Campos de Cima da Serra, mas os maiores produtores desse ecossistema s\u00e3o oriundos de outras regi\u00f5es, especialmente de Santa Catarina, que sedia alguns dos maiores operadores da apicultura migrat\u00f3ria.<br \/>\nNo Rio Grande do Sul h\u00e1 uma dezena de variedades de mel. Al\u00e9m do branco, os mais comuns s\u00e3o os de eucalipto, de laranjeira e o silvestre, que poderia ser qualificado como \u201cgen\u00e9rico\u201d, j\u00e1 que resulta de uma composi\u00e7\u00e3o do n\u00e9ctar de diversas plantas, como todos os m\u00e9is, j\u00e1 que as abelhas visitam todas as flores que encontram em seus voos.<br \/>\nNas \u00faltimas safras vem aumentando o volume do mel de uva-do-jap\u00e3o, tanto que alguns api\u00e1rios j\u00e1 colocaram em circula\u00e7\u00e3o r\u00f3tulos indicando o produto dessa \u00e1rvore ex\u00f3tica invasora da mata atl\u00e2ntica. No litoral norte do RS produz-se o mel de quitoco, erva tamb\u00e9m chamada de arnica. Destaca-se ainda o chamado melato, resultante do processamento pelas abelhas da resina da bracatinga, \u00e1rvore nativa do sul do Brasil. Por ser um mel escuro, o mel da bracatinga \u00e9 pouco valorizado. No entanto, segundo Anselmo Kuhn, \u00e9 de todos o mais rico em sais minerais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>GERALDO HASSE O radialista Gabriel Boeira, secret\u00e1rio da Associa\u00e7\u00e3o de Apicultores dos Campos de Cima da Serra, classificou como \u201cexcelente\u201d a reuni\u00e3o realizada na \u00faltima segunda-feira \u00e0 tarde em S\u00e3o Francisco de Paula para se obter o selo de indica\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica do mel branco produzido nos munic\u00edpios de Bom Jesus, S\u00e3o Jos\u00e9 dos Ausentes, Cambar\u00e1 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":60389,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[26],"tags":[],"class_list":["post-60379","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-fHR","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60379","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=60379"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60379\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=60379"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=60379"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=60379"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}