{"id":60417,"date":"2018-03-07T13:25:20","date_gmt":"2018-03-07T16:25:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=60417"},"modified":"2018-03-07T13:25:20","modified_gmt":"2018-03-07T16:25:20","slug":"mulheres-ganham-menos-que-homens-mesmo-sendo-maioria-com-ensino-superior-diz-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/mulheres-ganham-menos-que-homens-mesmo-sendo-maioria-com-ensino-superior-diz-ibge\/","title":{"rendered":"Mulheres ganham menos que homens mesmo sendo maioria com ensino superior, diz IBGE"},"content":{"rendered":"<p>Mesmo em n\u00famero maior entre as pessoas com ensino superior completo, as mulheres ainda enfrentam desigualdade no mercado de trabalho em rela\u00e7\u00e3o aos homens. Essa disparidade se manifesta em outras \u00e1reas, al\u00e9m do item educa\u00e7\u00e3o. \u00c9 o que comprova o estudo <a href=\"http:\/\/www.ibge.gov.br\/pagina-404.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Estat\u00edsticas de G\u00eanero: Indicadores Sociais das Mulheres no Brasil<\/a>, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<br \/>\nTomando por base a popula\u00e7\u00e3o de 25 anos ou mais de idade com ensino superior completo em 2016, as mulheres somam 23,5%, e os homens, 20,7%. Quando se comparam os dados com homens e mulheres de cor preta ou parda, os percentuais s\u00e3o bastante inferiores: 7% entre os homens e 10,4% entre mulheres.<br \/>\nEm rela\u00e7\u00e3o ao rendimento habitual m\u00e9dio mensal de todos os trabalhos e raz\u00e3o de rendimentos, por sexo, entre 2012 e 2016, as mulheres ganham, em m\u00e9dia, 75% do que os homens ganham. Isso significa que as mulheres t\u00eam rendimento habitual m\u00e9dio mensal de todos os trabalhos no valor de R$ 1.764, enquanto os homens, R$ 2.306.<br \/>\nA economista Betina Fresneda, analista da Ger\u00eancia de Indicadores Sociais do IBGE explica que os resultados educacionais n\u00e3o se refletem necessariamente no mercado de trabalho. Segundo ela, as mulheres, por terem n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o maior do que os homens, n\u00e3o deveriam ganhar o mesmo sal\u00e1rio, em m\u00e9dia, deles. \u201cDeveriam estar ganhando mais, porque a principal vari\u00e1vel que explica o sal\u00e1rio \u00e9 educa\u00e7\u00e3o. Voc\u00ea n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o tem um sal\u00e1rio m\u00e9dio por hora maior, como na verdade essa propor\u00e7\u00e3o \u00e9 menor.\u201d<br \/>\nTamb\u00e9m a taxa de frequ\u00eancia escolar l\u00edquida ajustada no ensino m\u00e9dio em 2016 exibe maior percentual de mulheres (73,5%) que de homens (63,2%). A m\u00e9dia Brasil atingiu 68,2%. Estudos mostram que o ambiente escolar \u00e9 mais adequado ao tipo de cria\u00e7\u00e3o dado \u00e0s meninas, em que se premia a disciplina, por exemplo, disse a analista. \u201cTem mais a ver ent\u00e3o com caracter\u00edsticas da cria\u00e7\u00e3o das meninas. Outros estudos mostram que, a partir do ensino m\u00e9dio, por exemplo, os homens come\u00e7am a conciliar mais estudo e trabalho do que as mulheres. Diversos fatores que est\u00e3o associados a pap\u00e9is de g\u00eanero.\u201d<br \/>\nEm termos de rendimentos, vida p\u00fablica e tomada de decis\u00e3o, a mulher brasileira ainda se encontra em patamar inferior ao do homem, bem como no tempo dedicado a cuidados de pessoas ou afazeres dom\u00e9sticos. A pesquisa confirma ainda a desigualdade existente entre mulheres brancas e negras ou pardas.<br \/>\nNo t\u00f3pico da educa\u00e7\u00e3o, o estudo procurou ressaltar tamb\u00e9m que entre as mulheres, as desigualdades s\u00e3o marcantes. As mulheres brancas alcan\u00e7am superior completo em propor\u00e7\u00e3o duas vezes maior que as pretas ou pardas. \u201cEnt\u00e3o, existe um efeito tamb\u00e9m da cor da pessoa na chance de concluir o ensino superior\u201d, destacou a economista.<br \/>\nO IBGE reuniu informa\u00e7\u00f5es de tr\u00eas pesquisas no levantamento: Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad), Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua) e Pesquisa Nacional de Sa\u00fade (PNS), partindo da base do Conjunto M\u00ednimo de Indicadores de G\u00eanero (Cmig), proposto pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU). Somaram-se a isso dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, do Congresso Nacional e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An\u00edsio Teixeira do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (Inep). Os indicadores apurados foram agrupados em cinco temas: estruturas econ\u00f4micas e acesso a recursos; educa\u00e7\u00e3o; sa\u00fade e servi\u00e7os relacionados; vida p\u00fablica e tomada de decis\u00f5es; e direitos humanos de mulheres e crian\u00e7as. Dependendo do indicador, o per\u00edodo analisado vai se 2011 a 2016.<br \/>\n<span class=\"intertit\" style=\"color: #333333\"><span style=\"font-family: 'Open Sans', sans-serif\">Estruturas econ\u00f4micas<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #333333\"><span style=\"font-family: 'Open Sans', sans-serif\">De acordo com o estudo, o tempo dedicado aos cuidados de pessoas ou a afazeres dom\u00e9sticos \u00e9 maior entre as mulheres (18,1 horas por semana), do que entre os homens (10,5 horas por semana). Na m\u00e9dia Brasil, s\u00e3o dedicadas por homens e mulheres 14,1 horas por semana a esse tipo de trabalho. \u201cPor qualquer n\u00edvel de desagrega\u00e7\u00e3o que a gente fa\u00e7a, seja por regi\u00f5es, como por ra\u00e7a ou por grupo de idade, h\u00e1 mulheres se dedicando com um n\u00famero de horas bem maior do que os homens a esse tipo de trabalho\u201d, ressaltou a pesquisadora do IBGE, Caroline Santos.<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #333333\"><span style=\"font-family: 'Open Sans', sans-serif\">Para Caroline, esse indicador \u00e9 importante porque d\u00e1 visibilidade a um trabalho n\u00e3o remunerado, que \u00e9 executado pelas mulheres, dentro de casa. E tem pouca visibilidade. Por regi\u00f5es, verifica-se que no Nordeste, as mulheres dedicam um n\u00famero maior de horas a cuidados, nesse tipo de atividade (19 horas por semana, contra 10,5 horas semanais dos homens).<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #333333\"><span style=\"font-family: 'Open Sans', sans-serif\">Caroline destacou que por cor ou ra\u00e7a existe o agravante hist\u00f3rico, caracter\u00edstico da forma\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, em que as mulheres pretas ou pardas se dedicam mais a esse tipo de trabalho n\u00e3o remunerado. De acordo com o estudo, as mulheres pretas ou pardas dedicam 18,6 horas semanais para cuidados de pessoas ou afazeres dom\u00e9sticos, contra 17,7 horas entre as mulheres brancas.<\/span><\/span><br \/>\n<span class=\"intertit\" style=\"color: #333333\"><span style=\"font-family: 'Open Sans', sans-serif\">Tempo parcial<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #333333\"><span style=\"font-family: 'Open Sans', sans-serif\">Segundo o estudo do IBGE, a dupla jornada fica n\u00edtida para as mulheres quando elas t\u00eam que se dividir entre os afazeres dom\u00e9sticos e o trabalho pago. Isso faz com que elas sejam obrigadas a aceitar, em alguns casos, trabalhos mais prec\u00e1rios, afirmou Caroline.<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #333333\"><span style=\"font-family: 'Open Sans', sans-serif\">Para mostrar como a carga hor\u00e1ria \u00e9 um diferencial na inser\u00e7\u00e3o de homens e mulheres no mercado de trabalho, quando se aborda o tempo parcial, verifica-se que o n\u00famero de mulheres apresenta um percentual maior (28,2%) do que o de homens (14,1%).<\/span><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #333333\"><span style=\"font-family: 'Open Sans', sans-serif\">Por cor ou ra\u00e7a, 31,3% das mulheres pretas ou pardas est\u00e3o no trabalho por tempo parcial, ante 25% de mulheres brancas.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo em n\u00famero maior entre as pessoas com ensino superior completo, as mulheres ainda enfrentam desigualdade no mercado de trabalho em rela\u00e7\u00e3o aos homens. 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