{"id":607,"date":"2007-10-18T15:20:28","date_gmt":"2007-10-18T18:20:28","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=607"},"modified":"2007-10-18T15:20:28","modified_gmt":"2007-10-18T18:20:28","slug":"completando-18-anos-feira-ecologica-se-emancipa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/completando-18-anos-feira-ecologica-se-emancipa\/","title":{"rendered":"Completando 18 anos, feira ecol\u00f3gica se emancipa"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/med_feira%2018%20anos.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" \/><\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"font-family: Verdana;font-size: x-small\"><span style=\"font-family: Times New Roman;font-size: small\"><span class=\"menulat\">Ecologistas e produtores criaram a primeira feira de produtos org\u00e2nicos (Fotos: T\u00e2nia Meinerz\/J\u00c1)<\/span><br \/>\n<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana;font-size: x-small\"><span style=\"font-family: Times New Roman;font-size: small\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong>Helen Lopes<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">A Feira de Agricultores Ecologistas (FAE), que acontece todos os s\u00e1bados na avenida Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio, completa 18 anos\u00a0na\u00a0ter\u00e7a-feira,\u00a016\u00a0de outubro. Enquanto organizam as comemora\u00e7\u00f5es, produtores est\u00e3o criando uma associa\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria para gerenciar o tradicional mercado de org\u00e2nicos.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">A iniciativa tem origem na gradual extin\u00e7\u00e3o da pioneira Cooperativa Ecol\u00f3gica Coolm\u00e9ia, que chegou a ter 2 mil associados, mas que fechou as portas no ano passado por problemas administrativos e diversas d\u00edvidas.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">A FAE surgiu em 1989, onze anos depois de a Coolm\u00e9ia ter sido fundada por vegetarianos que buscavam suprir suas necessidades de alimenta\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o encontravam verduras e legumes sem agrot\u00f3xicos. Numa \u00e9poca em que a palavra sustentabilidade tinha pouco espa\u00e7o no cotidiano,\u00a0 a uni\u00e3o entre consumidores e agricultores deu origem \u00e0 primeira feira org\u00e2nica do Brasil.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman;font-size: small\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Um projeto inovador, que impulsionou a produ\u00e7\u00e3o nessa modalidade em todo Estado e deu origem ao que hoje \u00e9 o maior evento ecol\u00f3gico de Porto Alegre. A feira possui 48 bancas, envolve mais de 100 fam\u00edlias de pequenos agricultores do Rio Grande do Sul e recebe um p\u00fablico estimado de 5 mil pessoas por dia. \u00c9 tamb\u00e9m um ponto de encontro de ambientalistas e simpatizantes da defesa aos recursos naturais.\u00a0<span style=\"font-family: Verdana;font-size: x-small\"><span class=\"intertitulo\" style=\"font-family: Times New Roman;font-size: small\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"><span class=\"texto\"><span style=\"font-family: Times New Roman;font-size: small\"><span style=\"font-family: Times New Roman;font-size: small\"><span class=\"texto\"> <\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman;font-size: small\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><span style=\"font-family: Verdana;font-size: x-small\"><span class=\"intertitulo\" style=\"font-family: Times New Roman;font-size: small\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"><span class=\"texto\"><span style=\"font-family: Times New Roman;font-size: small\"><span style=\"font-family: Times New Roman;font-size: small\"> <\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><strong class=\"linkbordo\">Ponto de encontro ecol\u00f3gico <\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Mais de cinco mil pessoas circulam pela feira ecol\u00f3gica da Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio nas manh\u00e3s de s\u00e1bado, segundo c\u00e1lculos da Prefeitura. Al\u00e9m de com\u00e9rcio de alimentos, a feira \u00e9 um ponto de encontro dos ecologistas, estudantes ou de quem apenas busca alimentos livres de agrot\u00f3xicos. \u201cJ\u00e1 sabemos mais ou menos o hor\u00e1rio que cada um vem\u201d, brinca a fot\u00f3grafa Irene Santos, moradora da Vasco da Gama.<\/p>\n<p class=\"texto\">Nas rodinhas, h\u00e1 troca de receitas, dicas sobre cultivo ecol\u00f3gico, articula\u00e7\u00e3o dos ativistas ou simplesmente um bate-papo informal. Para o engenheiro Jos\u00e9 Vilhena, os encontros acontecem de forma natural porque as pessoas compartilham a doutrina ecol\u00f3gica. Vilhena observa que nestes 18 anos, os agricultores aprimoraram as t\u00e9cnicas de cultivo. \u201cOs produtos est\u00e3o mais diversificados e com melhor apar\u00eancia\u201d, atesta o engenheiro.<\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana;font-size: x-small\"><span class=\"intertitulo\" style=\"font-family: Times New Roman;font-size: small\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"><span class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana;font-size: x-small\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/cidade3\/med_herta2.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" align=\"left\" \/><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span>Al\u00e9m de aperfei\u00e7oar o cultivo, os agricultores tamb\u00e9m resgataram plantas e alimentos desprezados, como Beldoegra, Dente de le\u00e3o, Serralha, entre outros, que eram vistos como in\u00e7os, mas que podem ser usados em ch\u00e1s ou pratos. Outro exemplo s\u00e3o as folhas de beterraba, muitas vezes levadas direto \u00e0 lata do lixo, mas que possuem grande valor nutritivo. \u201cIsso faz parte da vis\u00e3o da feira: aproveitar integralmente os alimentos\u201d, ensina a nutricionista Hertha Wiener <em>(foto)<\/em>.<\/p>\n<p class=\"texto\">At\u00e9 a fama de careira, aos poucos, \u00e9 superada. \u201c\u00c9 como se fosse um valor agregado\u201d, analisa a dona de casa Fernanda Alves, que todos os s\u00e1bados vem da Zona Norte ao Bom Fim. Segundo os organizadores, o atual desafio da feira \u00e9 consolidar as atividades de conscientiza\u00e7\u00e3o, como, por exemplo, a diminui\u00e7\u00e3o do uso de pl\u00e1stico. Para atingir esse objetivo, eles realizam campanhas regulares pela substitui\u00e7\u00e3o das sacolas e dos copos pl\u00e1sticos.\u00a0 <br class=\"ktml_hidden ktml_selend\" \/><\/p>\n<p><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"linkbordo\" align=\"left\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong>Ra\u00edzes<\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">A primeira feira sustent\u00e1vel do Brasil surgiu da necessidade dos associados da Cooperativa Coolm\u00e9ia de encontrar alimentos livres de agrot\u00f3xicos. \u201cPensamos at\u00e9 num s\u00edtio\u201d, recorda Hertha. <\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Primeiro, os ecologistas fizeram uma fruteira na sede da cooperativa, depois organizaram eventos anuais de tr\u00eas dias na Reden\u00e7\u00e3o, chamado Tupamba\u00e9, que mesclava com\u00e9rcio de alimentos, aulas de reciclagem e terapias alternativas. Para a engenheira agr\u00f4noma Glaci Campos Alves, uma das precursoras, a feira foi resultado do n\u00edvel de consci\u00eancia ecol\u00f3gica que propiciava o contexto hist\u00f3rico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><\/p>\n<p align=\"left\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/cidade3\/med_pedro1.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" align=\"left\" \/><\/p>\n<p class=\"texto\">De fato, o debate sobre a utiliza\u00e7\u00e3o de qu\u00edmicos cresceu na d\u00e9cada de 80, quando se criou a lei dos agrot\u00f3xicos. Com o apoio do movimento ambientalista, Pastoral da Terra e MST, aos poucos os pequenos agricultores foram se somando. \u201cJ\u00e1 se produzia sem veneno, mas havia dificuldade para vender\u201d, conta Pedro Lovato <em>(foto)<\/em>, um dos primeiros a aderir.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Produtor de frutas em Farroupilha, Lovato avalia que nestes 18 anos a feira viabilizou a perman\u00eancia de muitos pequenos agricultores na terra. Ele mesmo \u00e9 um exemplo: fazia entrega a domicilio porque n\u00e3o conseguia local para comercializar sua produ\u00e7\u00e3o.\u00a0 \u201cCom a feira, pude ficar na terra e ainda me sinto realizado porque vi muitas pessoas crescerem com alimentos livre de agrot\u00f3xicos\u201d.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Times New Roman;font-size: small\"><span class=\"linkbordo\"><strong><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">O propagandista<\/span><\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Times New Roman;font-size: small\"><\/p>\n<p align=\"center\">\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/cidade3\/med_carneiro_feira.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p class=\"menulat\" align=\"center\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: small\"><span style=\"font-size: xx-small\">Carneiro promove sensibiliza\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica<\/span> <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: Times New Roman;font-size: small\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">O livreiro ecologista Augusto Carneiro, de 84 anos, mostra as fotos das primeiras edi\u00e7\u00f5es da feira, que ele ajudou a fundar. Contempor\u00e2neo de Jos\u00e9 Lutzenberger, hoje ele exp\u00f5e livros e cartilhas sobre meio ambiente. \u201cMinha fun\u00e7\u00e3o \u00e9 fazer propaganda da ecologia\u201d, diz. <\/span><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Ao lado de Carneiro, a nutricionista Hertha Wiener, tamb\u00e9m na casa dos 80, \u00e9 um s\u00edmbolo da feira e ainda hoje promove degusta\u00e7\u00e3o de receitas alternativas e presta orienta\u00e7\u00e3o nutricional de forma gratuita numa banca montada pela organiza\u00e7\u00e3o.<\/span> <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ecologistas e produtores criaram a primeira feira de produtos org\u00e2nicos (Fotos: T\u00e2nia Meinerz\/J\u00c1) Helen Lopes A Feira de Agricultores Ecologistas (FAE), que acontece todos os s\u00e1bados na avenida Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio, completa 18 anos\u00a0na\u00a0ter\u00e7a-feira,\u00a016\u00a0de outubro. Enquanto organizam as comemora\u00e7\u00f5es, produtores est\u00e3o criando uma associa\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria para gerenciar o tradicional mercado de org\u00e2nicos. A iniciativa tem origem [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-607","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-x-categorias-velhas"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-9N","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/607","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=607"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/607\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=607"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=607"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=607"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}