{"id":60821,"date":"2018-03-26T21:02:08","date_gmt":"2018-03-27T00:02:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=60821"},"modified":"2018-03-26T21:02:08","modified_gmt":"2018-03-27T00:02:08","slug":"50-anos-depois-vandre-volta-ao-palco-e-emociona-ao-cantar-caminhando","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/50-anos-depois-vandre-volta-ao-palco-e-emociona-ao-cantar-caminhando\/","title":{"rendered":"Dois shows na Para\u00edba marcam a volta de Geraldo Vandr\u00e9, 50 anos depois"},"content":{"rendered":"<div class=\"\">\n<div id=\"content\">\n<div id=\"content-core\">\nO auditorio do espa\u00e7o cultural\u00a0<em>Menino de Engenho<\/em>, em Jo\u00e3o Pessoa, de 570 lugares foi pequeno\u00a0 para o p\u00fablico que foi por duas noites (21 e 22)\u00a0 ver a volta do cantor e compositor Geraldo Vandr\u00e9, que n\u00e3o se apresentava no Brasil desde 1968.<br \/>\nA distribui\u00e7\u00e3o de ingressos levou n\u00e3o mais do que meia hora. Muitos queriam que a apresenta\u00e7\u00e3o fosse no Teatro Pedra do Reino, que tem capacidade para 3 mil pessoas, mas o local foi uma escolha do artista: o paraibano\u00a0<a class=\"internal-link\" title=\"\" href=\"http:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/revistas\/110\/em-busca-da-beleza-8999.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Geraldo Vandr\u00e9<\/a>, que cantou profissionalmente no Brasil pela \u00faltima vez em 13 de dezembro de 1968.<br \/>\nReproduzimos trechos da reportagem de Vitor Nuzzi para a RBA:<br \/>\n&#8220;Foi no mesmo dia do AI-5, que marcou o in\u00edcio do per\u00edodo mais violento da ditadura. Vandr\u00e9 e seu grupo na \u00e9poca, o Quarteto Livre (Franklin da Flauta, Geraldo Azevedo, Nan\u00e1 Vasconcelos e Nelson \u00c2ngelo), tinham ainda uma apresenta\u00e7\u00e3o marcada para Bras\u00edlia, no dia 14, que obviamente n\u00e3o aconteceu.<br \/>\nDesde ent\u00e3o, Geraldo Vandr\u00e9 subiu em alguns palcos, mas sem cantar, o que s\u00f3 aconteceu no Paraguai, tamb\u00e9m na d\u00e9cada de 1980.<br \/>\n\u00c0s 20h47 da quinta-feira (22), 17 minutos depois do hor\u00e1rio previsto, inteiramente de branco e aplaudido de p\u00e9, Vandr\u00e9 surge ao lado da cantora e pianista paulista Beatriz Malnic, que desde 1986 mora nos Estados Unidos e \u00e9 parceira do compositor nas cantilenas interpretadas ao piano.<br \/>\nVeio especialmente para o recital. Beatriz est\u00e1 toda de vermelho. O m\u00fasico Alquimides Daera, violonista, outro parceiro, veste preto. Branco, vermelho e preto s\u00e3o as cores da bandeira paraibana.<br \/>\nVandr\u00e9 agradece Beatriz pelas composi\u00e7\u00f5es. &#8220;Suas m\u00e3os, seu cora\u00e7\u00e3o e seu sentimento tornaram poss\u00edvel que eu pudesse assim expressar-me&#8221;, diz ao p\u00fablico. A mesma pianista, na \u00e9poca com o pseud\u00f4nimo de Ismaela, dado por Vandr\u00e9, havia tocado essas mesmas pe\u00e7as na Biblioteca Municipal de S\u00e3o Paulo, em 1987, na presen\u00e7a do compositor.<br \/>\nMas a primeira da noite \u00e9\u00a0<em>Canta Maotina<\/em>, uma parceria com Di Melo, gravada pelo pernambucano no \u00e1lbum\u00a0<em>Imorr\u00edvel<\/em>, de 2015. Uma letra com palavras inventadas, com sonoridade latina, cantada por Vandr\u00e9 e Beatriz.<br \/>\nVandr\u00e9, 82 anos, cantou esta e mais tr\u00eas por ele nunca gravadas, em sua voz de timbre preservado, com arranjos de Jorge Ribbas:\u00a0<em>Fabiana<\/em>,\u00a0<em>Mensageira<\/em>\u00a0(para a bandeira da Para\u00edba) e\u00a0<em>\u00c0 Minha P\u00e1tria,\u00a0<\/em>novo nome da can\u00e7\u00e3o originalmente conhecida como\u00a0<em>P\u00e1tria Amada, Idolatrada, Salve, Salve<\/em>, composta por Vandr\u00e9 e Manduka e vencedora do Festival de \u00c1gua Dulce, no Peru, em fevereiro de 1972, cantada por Manduka e pela venezuelana Soledad Bravo.<br \/>\n<span class=\"discreet\"><em>Se \u00e9 pra dizer adeus<\/em><\/span><br \/>\n<span class=\"discreet\"><em>Pra n\u00e3o te ver jamais<\/em><\/span><br \/>\n<span class=\"discreet\"><em>Eu, que dos filhos teus,<\/em><\/span><br \/>\n<span class=\"discreet\"><em>Fui te querer demais<\/em><\/span><br \/>\n<span class=\"discreet\"><em>No verso que hoje chora<\/em><\/span><br \/>\n<span class=\"discreet\"><em>Pra te fazer capaz<br \/>\nDa dor que me devora<br \/>\nQuero dizer-te mais<br \/>\nQue al\u00e9m de adeus agora<br \/>\nEu te prometo em paz<br \/>\nLevar comigo agora<br \/>\nO amor demais<\/em>\u00a0<\/span><\/p>\n<p class=\" \">Com a exclus\u00e3o da emblem\u00e1tica\u00a0<em>Disparada<\/em>, apenas uma can\u00e7\u00e3o \u00e9 realmente conhecida do grande p\u00fablico. Mais do que um can\u00e7\u00e3o, j\u00e1 chamada de Marselhesa brasileira por Mill\u00f4r Fernandes e de hino nacional por M\u00e1rio Pedrosa, atravessou gera\u00e7\u00f5es, mentes e cora\u00e7\u00f5es, com versos imortalizados desde 1968, quando, depois da cantada para uma multid\u00e3o no Maracan\u00e3zinho, no Rio de Janeiro, ganhou as escolas, ruas, campos e constru\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\" \"><em>Pra n\u00e3o dizer que n\u00e3o falei de flores<\/em>\u00a0(<em>Caminhando<\/em>) \u00e9 interpretada pela Orquestra Sinf\u00f4nica e pelo Coro Sinf\u00f4nico da Para\u00edba, regidos pelo maestro Luiz Carlos Durier, que tinha 8 anos quando a can\u00e7\u00e3o foi composta por Vandr\u00e9. No p\u00falpito, ressalta a for\u00e7a da composi\u00e7\u00e3o, que o tornou uma pessoa &#8220;mais politizada&#8221;. A surpresa e a maior emo\u00e7\u00e3o da noite vir\u00e3o em seguida, quando o pr\u00f3prio autor come\u00e7a a cantar sua obra, acompanhado pelo p\u00fablico.<\/p>\n<div class=\"fb-video\" data-allowfullscreen=\"true\" data-href=\"http:\/\/www.facebook.com\/100009327822194\/videos\/2006793319641576\/?t=294\" style=\"background-color: #fff; display: inline-block;\"><\/div>\n<p class=\" \">O produtor Darlan Ferreira, outro respons\u00e1vel pela empreitada, traz uma bandeira brasileira, que Vandr\u00e9 segura, levanta e exibe ao p\u00fablico, sob aplausos. \u00c0 dist\u00e2ncia, nem todos podem ver, mas o pavilh\u00e3o nacional n\u00e3o traz os dizeres\u00a0<em>Ordem e Progresso<\/em>, mas o verso\u00a0<em>Somos Todos Iguais<\/em>. Logo depois, surge o inevit\u00e1vel grito &#8220;Fora, Temer&#8221;, presente em todos os shows da atual temporada de Chico Buarque.<\/p>\n<p class=\" \">Entre os admiradores ou curiosos, contempor\u00e2neos de Vandr\u00e9, familiares \u2013 como uma tia de 100 anos \u2013 e v\u00e1rios jovens, principalmente na segunda noite. Um grupo deles fica sentado no ch\u00e3o, \u00e0 beira do palco, tomando vinho em garrafa pl\u00e1stica. Um deles confessa seu espanto com a extens\u00e3o da obra do compositor. &#8220;Conforme eu fui vendo, eu falava &#8216;ah, a m\u00fasica \u00e9 dele&#8217;, t\u00e1 ligado?&#8221;, diz aos colegas, enquanto a apresenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o come\u00e7a. Desta vez, o espet\u00e1culo vai se iniciar \u00e0s 20h50. E o p\u00fablico tem muitas m\u00fasicas para pedir, se pudesse. Uma r\u00e1pida consulta revela prefer\u00eancias por\u00a0<em>Can\u00e7\u00e3o Nordestina<\/em>,\u00a0<em>R\u00e9quiem para Matraga<\/em>,\u00a0<em>Porta-Estandarte<\/em>,\u00a0<em>Ladainha,<\/em>\u00a0<em>Pequeno Concerto que Ficou Can\u00e7\u00e3o<\/em>&#8230; O repert\u00f3rio \u00e9 grande para quem pensa que Vandr\u00e9 fez apenas uma ou duas can\u00e7\u00f5es. E tem in\u00e9ditas.<\/p>\n<p class=\" \">Na primeira noite, na segunda fileira, est\u00e1 o governador Ricardo Coutinho (PSB), que Vandr\u00e9 levar\u00e1 ao palco para agradecer pelo convite feito h\u00e1 quase tr\u00eas anos. Foi em 2015 que a ideia do recital come\u00e7ou a criar forma. Naquele ano, o artista voltou \u00e0 Para\u00edba, depois de duas d\u00e9cadas, para ser homenageado no Fest Aruanda, tradicional festival do audiovisual organizado no estado. Ali ele come\u00e7ou a cogitar um retorno definitivo \u00e0 terra natal \u2013 Geraldo Pedrosa de Ara\u00fajo Dias nasceu em Jo\u00e3o Pessoa em 12 de setembro de 1935. Saiu de l\u00e1 aos 17 anos, em 1952. Estudou em Nazar\u00e9 da Mata (PE), Juiz de Fora (MG), formou-se em Direito no Rio de Janeiro e foi fazer arte.<\/p>\n<h3 class=\" \">Can\u00e7\u00f5es de protesto<\/h3>\n<p class=\" \">Enquanto Beatriz Malnic toca as pe\u00e7as para piano, Vandr\u00e9 se afasta, olha as p\u00e1ginas do roteiro, senta-se, levanta, posiciona-se \u00e0 esquerda da int\u00e9rprete, em p\u00e9 (gesto que n\u00e3o repetir\u00e1 na segunda noite), sai durante quase 10 minutos. Na volta, agradece ao secret\u00e1rio Lau Siqueira e sua equipe, &#8220;que me cercaram de aten\u00e7\u00f5es e amizade&#8221;. No recital de sexta (24), acrescentar\u00e1 \u00e0s cita\u00e7\u00f5es o maestro Durier, o arranjador Ribas, a Sinf\u00f4nica, o Coro, o produtor Darlan e o violinista Daera.<\/p>\n<p class=\" \">Na noite de estreia, Vandr\u00e9 far\u00e1 um agradecimento especial a uma pessoa por quem diz ter amizade extrema: o capit\u00e3o de mar e guerra Claudio Jos\u00e9 da Matta, reformado, que viajou de Salvador para prestigi\u00e1-lo. Uma pessoa ligada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o conta que o militar foi consultado informalmente sobre os dizeres da bandeira, que veio de Campina Grande. A sauda\u00e7\u00e3o a um oficial da Marinha, os versos de\u00a0<em>Fabiana<\/em>\u00a0(em homenagem \u00e0 For\u00e7a A\u00e9rea) e de\u00a0<em>Marina Marinheira<\/em>\u00a0(para a Marinha)\u00a0certamente causar\u00e1 mais espanto a quem v\u00ea Vandr\u00e9 como um opositor das For\u00e7as Armadas. Durante anos, ele tentou v\u00e1rias vezes explicar que sua m\u00fasica mais c\u00e9lebre n\u00e3o era um libelo contra os militares. Definiu-a como uma &#8220;cr\u00f4nica da realidade&#8221;.<\/p>\n<p class=\" \">Foi um evento cercado de cuidados, para satisfazer as exig\u00eancias do artista. Na v\u00e9spera, um\u00a0<a class=\"internal-link\" title=\"\" href=\"http:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/cidadania\/2018\/03\/apagao-foi-causado-por-teste-de-operadora-chinesa-em-horario-comercial\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">apag\u00e3o<\/a>\u00a0que atingiu grande parte da regi\u00e3o Nordeste levou os organizadores a arrumar dois geradores para evitar surpresas de \u00faltima hora. Durante os ensaios dos \u00faltimos tr\u00eas meses, por motivos diversos, n\u00e3o foram poucas as vezes em que se temeu pelo cancelamento.<\/p>\n<p class=\" \">Mas aconteceu, e Vandr\u00e9 voltou a cantar no Brasil, com sorrisos e um pouco de humor. Logo no come\u00e7o da segunda noite, o microfone falhou e, em seguida, ele acusou a falta do roteiro, sem deixar de ir em frente. &#8220;Ningu\u00e9m tem pressa aqui. Quem tem pressa n\u00e3o pode voar. \u00c9 desastre na certa.&#8221;<\/p>\n<p class=\" \">Na v\u00e9spera das apresenta\u00e7\u00f5es, ele at\u00e9 participou de uma entrevista coletiva \u2013 disse ter reservas \u00e0 express\u00e3o &#8220;can\u00e7\u00e3o de protesto&#8221;, carimbo posto pela m\u00eddia e que marcou profundamente a sua trajet\u00f3ria profissional, finda em 1968. Criticou o que considera falta de espa\u00e7o para a m\u00fasica popular nos meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa. Em outras conversas, usou express\u00f5es mais duras para referir-se \u00e0 decis\u00e3o do Supremo Tribunal Federal (STF), em julgamento de 2015, de liberar as chamadas biografias n\u00e3o autorizadas.<\/p>\n<p class=\" \">No final da segunda apresenta\u00e7\u00e3o, ainda mais concorrida que a primeira, houve um incidente, justamente na interpreta\u00e7\u00e3o de<em>\u00a0Caminhando<\/em>. Vandr\u00e9 acaba de agradecer ao secret\u00e1rio da Cultura, ao governador, \u00e0 fam\u00edlia, &#8220;que emprestou-me, como sempre, o seu apoio&#8221;, e a todos os profissionais respons\u00e1veis pelo evento, revelando &#8220;orgulho e felicidade deste instante \u00fanico&#8221;. De repente, um grupo abre faixa de apoio \u00e0 vereadora carioca Marielle Franco, assassinada no \u00faltimo dia 14 \u2013 antes da apresenta\u00e7\u00e3o, um manifesto havia sido distribu\u00eddo \u00e0 plateia. O ato inesperado surpreende a produ\u00e7\u00e3o e irrita o artista, que retira os manifestantes e se despede. Sai do palco \u00e0s 22h25, acenando.<\/p>\n<p class=\" \">A pol\u00eamica, um tanto comum quando se fala em Vandr\u00e9, chega rapidamente \u00e0s redes sociais, com manifesta\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis, na maioria, e algumas cr\u00edticas. O epis\u00f3dio impede o que seria o prov\u00e1vel auge da noite: a apresenta\u00e7\u00e3o de\u00a0<em>Disparada<\/em>, outro sucesso imortal, de 1966, em parceria com Theo de Barros.<\/p>\n<p class=\" \">Na entrevista coletiva, uma das perguntas foi sobre sua tend\u00eancia pol\u00edtica. A resposta veio no seu estilo enigm\u00e1tico. &#8220;Na m\u00e3o esquerda trago uma certeza. Na m\u00e3o direita, uma garantia. Aten\u00e7\u00e3o: \u00e0s vezes eu troco de m\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p class=\" \">Ele parece feliz, jovial. H\u00e1 muitos anos, disse que aqueles que cuidam da beleza t\u00eam fun\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria na sociedade, dentro de padr\u00f5es de &#8220;utilidade social&#8221;, mas observou que sem a beleza n\u00e3o existe &#8220;o homem feliz&#8221;.<\/p>\n<p class=\" \">Depois das apresenta\u00e7\u00f5es, recebe f\u00e3s e amigos no camarim, tira fotos e d\u00e1 aut\u00f3grafos. Em sua Jo\u00e3o Pessoa, gosta de passar boa parte do tempo olhando para o oceano,\u00a0<em>sentado diante de teu mar<\/em>, como diz no poema\u00a0<em>Isso n\u00e3o muda<\/em>. No pr\u00f3ximo domingo (1\u00ba), participar\u00e1 do relan\u00e7amento de\u00a0<em>Cantos Intermedi\u00e1rios de Benvir\u00e1<\/em>, livro de poesias publicado no Chile em julho de 1973, um m\u00eas antes de seu retorno ao Brasil, depois de quatro anos e meio de aus\u00eancia for\u00e7ada, per\u00edodo durante o qual andou pela Am\u00e9rica do Sul, \u00c1frica e Europa, com moradia, principalmente, no Chile e na Fran\u00e7a.<\/p>\n<p class=\" \">E agora? Choveram convites para levar o &#8220;show&#8221; pelo pa\u00eds afora. Os companheiros de projeto se animam. Daera tem expectativa de preparar um CD. &#8220;Uma honra e uma alegria muito grande poder contribuir e interagir musicalmente com o fil\u00f3sofo Geraldo Vandr\u00e9, cuja obra de rara beleza representa um grande amor<span class=\"text_exposed_show\">\u00a0pela arte musical, pela vida e pela p\u00e1tria! Que este retorno seja est\u00edmulo para que as muitas belas can\u00e7\u00f5es, ainda desconhecidas, sejam produzidas e que encantem as novas gera\u00e7\u00f5es. Arte sincera em importante momento no nosso pa\u00eds&#8221;, escreveu Jorge Ribbas.<\/span><\/p>\n<p class=\" \"><span class=\"text_exposed_show\">O maestro Durier saiu com sensa\u00e7\u00e3o de dever cumprido, lembrando que a Sinf\u00f4nica tem &#8220;aten\u00e7\u00e3o forte&#8221; com a chamada MPB. &#8220;<\/span><span class=\"text_exposed_show\">Senti que poder\u00edamos ter feito muito mais. Mas valeu a pena\u00a0 reviver Geraldo Vandr\u00e9, principalmente motivados com a nossa triste situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica atual. O concerto nos levou e grandes reflex\u00f5es.&#8221;<\/span><\/p>\n<p>O artista avisou que sua volta \u00e9 &#8220;circunscrita \u00e0 Para\u00edba&#8221;. Transmitido ao vivo pela R\u00e1dio Tabajara, o recital deve virar DVD.<\/p>\n<p class=\" \"><em><span class=\"discreet\">E aos muitos amigos que aqui v\u00e3o chegar<\/span><br \/>\n<span class=\"discreet\">Procurando abrigo pra continuar,<\/span><br \/>\n<span class=\"discreet\">Digam, sem temores, depois de ajudar<\/span><br \/>\n<span class=\"discreet\">Que um pouco adiante, em qualquer lugar,<\/span><br \/>\n<span class=\"discreet\">Tem calor da gente e amor a esperar<\/span><br \/>\n<span class=\"discreet\">Que eu levei bastante pra sempre plantar.<\/span><\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"fb-video\" data-allowfullscreen=\"true\" data-href=\"http:\/\/www.facebook.com\/100009327822194\/videos\/2006793319641576\/?t=197\" style=\"background-color: #fff; display: inline-block;\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O auditorio do espa\u00e7o cultural\u00a0Menino de Engenho, em Jo\u00e3o Pessoa, de 570 lugares foi pequeno\u00a0 para o p\u00fablico que foi por duas noites (21 e 22)\u00a0 ver a volta do cantor e compositor Geraldo Vandr\u00e9, que n\u00e3o se apresentava no Brasil desde 1968. A distribui\u00e7\u00e3o de ingressos levou n\u00e3o mais do que meia hora. Muitos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":60822,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[11,2020,706],"tags":[],"class_list":["post-60821","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-materiasecundaria","category-culturamanchete","category-jacultura"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":1280,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/o-menino-que-se-tornou-brizola\/","url_meta":{"origin":60821,"position":0},"title":"O Menino que se Tornou Brizola","author":"da Reda\u00e7\u00e3o","date":"28 de julho de 2008","format":false,"excerpt":"Autor: Cleber Dioni A vida de Leonel Brizola, com \u00eanfase para os primeiros anos em Porto Alegre, at\u00e9 o ex\u00edlio no Uruguai e a volta, quinze anos depois. \u00a0\"...\u00c9ramos todos jovens e nos identific\u00e1vamos com aquela massa an\u00f4nima a percorrer as ruas de Porto Alegre, gritando 'Get\u00falio', 'Get\u00falio' e empunhando\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Livros&quot;","block_context":{"text":"Livros","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/category\/livros\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2008\/07\/brizola.gif?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200},"classes":[]}],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-fOZ","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60821","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=60821"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60821\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=60821"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=60821"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=60821"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}