{"id":61147,"date":"2018-04-05T20:11:29","date_gmt":"2018-04-05T23:11:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=61147"},"modified":"2018-04-05T20:11:29","modified_gmt":"2018-04-05T23:11:29","slug":"11-a-bienal-de-artes-do-mercosul-destaca-a-producao-contemporanea-do-triangulo-atlantico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/11-a-bienal-de-artes-do-mercosul-destaca-a-producao-contemporanea-do-triangulo-atlantico\/","title":{"rendered":"11 \u00aa Bienal de Artes do Mercosul destaca a produ\u00e7\u00e3o do &quot;Tri\u00e2ngulo Atl\u00e2ntico&quot;"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\"><strong>Higino Barros<\/strong><\/span><br \/>\nAbre a partir dessa sexta-feira, 06\/05, para o p\u00fablico mais uma edi\u00e7\u00e3o da Bienal de Artes do Mercosul. \u00c9 a d\u00e9cima primeira vez que o evento \u00e9 realizado. Agora numa vers\u00e3o bem menos grandiosa do que as primeiras edi\u00e7\u00f5es, mas n\u00e3o menos ambiciosa, segundo seus realizadores. Em um momento que as atividades envolvendo gastos com a \u00e1rea cultural est\u00e3o sendo reduzidas em todo o Pa\u00eds, principalmente no Rio Grande do Sul, a vers\u00e3o atual da Bienal tem o custo de R$ 5 milh\u00f5es, dinheiro investido na amostragem da arte contempor\u00e2nea do continente africano, europeu e sul-americano.<br \/>\nO evento acontece de seis de abril a tr\u00eas de junho e exibe trabalhos de 77 artistas. Sendo 21 da \u00c1frica, 19 do Brasil, 20 da Am\u00e9rica do Sul, 11 da Europa e seis da Am\u00e9rica do Norte. As obras est\u00e3o exibidas no MARGS, Memorial do Rio Grande do Sul, Santander Cultural, Igreja Nossa Senhora das Dores, Comunidade Quilombola do Areal e Casa 6, em Pelotas.<br \/>\nSob o tema \u201cO Tri\u00e2ngulo Atl\u00e2ntico\u201d, a proposta para o evento \u00e9 lan\u00e7ar um olhar sobre o espa\u00e7o atl\u00e2ntico. \u201cPela for\u00e7a po\u00e9tica em di\u00e1logo com a hist\u00f3ria, a exposi\u00e7\u00e3o constr\u00f3i uma linha de pensamento que aborda problem\u00e1ticas relativas \u00e0 miscigena\u00e7\u00e3o oce\u00e2nica em encontro com as artes. Com o olhar atentos aos fluxos migrat\u00f3rios &#8211; sejam estes de natureza volunt\u00e1ria, ou em sua maioria involunt\u00e1ria, se busca compreender a rela\u00e7\u00e3o entre o indiv\u00edduo e sociedade estabelecida a partir da travessia do Atl\u00e2ntico, do comportamento humano e de sua organiza\u00e7\u00e3o. Sob a perspectiva cultural, a di\u00e1spora do Atl\u00e2ntico Negro levou a um intenso tr\u00e2nsito de religi\u00f5es, idiomas, tecnologias e artes\u201d, sinalizam os curadores da mostra.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Liga\u00e7\u00f5es escassas<\/span><br \/>\n<figure id=\"attachment_61151\" aria-describedby=\"caption-attachment-61151\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-61151\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/bienal-foto-1-400x265.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"265\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-61151\" class=\"wp-caption-text\">Obras em exposi\u00e7\u00e3o no Margs \/ Ricardo Stricher \/ J\u00c1<\/figcaption><\/figure><br \/>\nO curador chefe da Bienal, Alfons Hug, destacou na apresenta\u00e7\u00e3o do evento, a esp\u00e9cie de d\u00edvida que a sociedade brasileira e a ga\u00facha em particular, tem com as popula\u00e7\u00f5es oriundas da \u00c1frica, \u201cj\u00e1 que as liga\u00e7\u00f5es culturais entre o Atl\u00e2ntico Sul s\u00e3o escassas e as rela\u00e7\u00f5es uma acumula\u00e7\u00e3o de cataclismos, possibilitando um dep\u00f3sito de mem\u00f3rias\u201d.<br \/>\nHug destaca a parcela de trabalhadores escravos nas charqueadas no Rio Grande do Sul, constituindo-se 30% da popula\u00e7\u00e3o, maior do que as registradas na \u00e9poca, em Salvador e Rio de Janeiro. Testemunho dessa presen\u00e7a, at\u00e9 hoje, \u00e9 a exist\u00eancia de 130 quilombos no Estado, sendo seis localizados em Porto Alegre. Por conta dessa hist\u00f3ria, em Pelotas tamb\u00e9m haver\u00e1 exposi\u00e7\u00e3o da 11 \u00aa Bienal do Mercosul.<br \/>\nA Bienal traz tamb\u00e9m a participa\u00e7\u00e3o de artistas ind\u00edgenas, em instala\u00e7\u00e3o na Igreja Nossa Senhora das Dores, em conjunto com artistas nigerianos.<br \/>\nPara saber mais sobre programa\u00e7\u00e3o da 11\u00aa Bienal de Artes do Mercosul <a href=\"http:\/\/www.fundacaobienal.art.br\/11bienal\/\">consulte o site<\/a> ou a p\u00e1gina do <a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/bienalmercosul\/\">Facebook<\/a>.<br \/>\n<figure id=\"attachment_61152\" aria-describedby=\"caption-attachment-61152\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-61152\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/bienal-foto-2-400x263.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"263\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-61152\" class=\"wp-caption-text\">Obra fotogr\u00e1fica em exposi\u00e7\u00e3o no Margs \/ Ricardo Stricher \/ J\u00c1<\/figcaption><\/figure><br \/>\n<figure id=\"attachment_61153\" aria-describedby=\"caption-attachment-61153\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-61153\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/bienal-foto-4-400x259.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"259\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-61153\" class=\"wp-caption-text\">Ricardo Stricher \/ Jornal J\u00c1<\/figcaption><\/figure><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Higino Barros Abre a partir dessa sexta-feira, 06\/05, para o p\u00fablico mais uma edi\u00e7\u00e3o da Bienal de Artes do Mercosul. \u00c9 a d\u00e9cima primeira vez que o evento \u00e9 realizado. 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