{"id":61391,"date":"2018-04-11T12:31:55","date_gmt":"2018-04-11T15:31:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=61391"},"modified":"2018-04-11T12:31:55","modified_gmt":"2018-04-11T15:31:55","slug":"10-da-populacao-concentra-quase-metade-da-massa-de-rendimentos-do-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/10-da-populacao-concentra-quase-metade-da-massa-de-rendimentos-do-pais\/","title":{"rendered":"10% da popula\u00e7\u00e3o concentra quase metade da massa de rendimentos do pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p>Em 2017, os ricos do pa\u00eds ganharam 36,1 vezes mais do que metade dos mais pobres. Este grupo 1% mais rico da popula\u00e7\u00e3o brasileira, em 2017, teve rendimento m\u00e9dio mensal de R$ 27.213. O valor representa, em m\u00e9dia, 36,1 vezes mais do que metade do que receberam os mais pobres \u2013 cujo renda mensal foi de R$ 754.<br \/>\nOs dados fazem parte da pesquisa Rendimento de todas as fontes 2017, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e estat\u00edstica (IBGE), com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua).<br \/>\nA publica\u00e7\u00e3o revela que a massa de rendimento m\u00e9dio mensal real domiciliar per capita, em 2017, foi de R$ 263,1 bilh\u00f5es. Deste total, os 10% da popula\u00e7\u00e3o com os maiores rendimentos ficavam com 43,3% do total. Os 10% menores rendimentos detinham apenas 0,7% da renda.<br \/>\nPara o coordenador da pesquisa, Cimar Azeredo, os n\u00fameros mostram que a desigualdade ainda \u00e9 grande no pa\u00eds. &#8220;Vamos separar a popula\u00e7\u00e3o inteira, do mais baixo ao mais alto. Se voc\u00ea pega metade dela, ver\u00e1 que a m\u00e9dia de rendimento m\u00e9dio dos 50% que ganham menos \u00e9 de R$ 754, valor mais que 36 vezes menor do que o rendimento da popula\u00e7\u00e3o que ganha os maiores sal\u00e1rios, e que chega a R$ 27.213. Os 10% com os maiores rendimentos chegam a deter 43% do total recebido\u201d, afirmou.<br \/>\nPara o coordenador da Pnad Cont\u00ednua, h\u00e1 n\u00fameros derrubam o mito de que principalmente nas regi\u00f5es Norte e Nordeste, os programas de transfer\u00eancia renda respondem pela maior parte do rendimento das fam\u00edlias.<br \/>\n\u201cIsso n\u00e3o \u00e9 verdade. Quando olhamos o pa\u00eds como um todo, observamos que 73,8% da composi\u00e7\u00e3o do rendimento da fam\u00edlia vem do trabalho, 9,4% de aposentadoria ou pens\u00e3o e outros rendimentos como aluguel (2,4%), e o restante de pens\u00f5es, doa\u00e7\u00e3o de n\u00e3o morador.\u201d<br \/>\nCom rela\u00e7\u00e3o aos programas de transfer\u00eancia de renda do governo federal, a pesquisa constatou que o percentual das fam\u00edlias brasileiras que recebiam o Bolsa Fam\u00edlia caiu 0,6 ponto percentual entre 2016 e 2017, ao passar de 14,3%para 13,7%.<br \/>\nSegundo a pesquisa, o rendimento m\u00e9dio mensal real domiciliar per capita dos domic\u00edlios que recebiam o Bolsa Fam\u00edlia em 2017 foi de R$ 324, bem inferior ao rendimento m\u00e9dio mensal real domiciliar per capita dos que n\u00e3o recebiam, que era de R$ 1.489.<br \/>\nA pesquisa ratifica a persist\u00eancia do sal\u00e1rio maior para os homens do que para as mulheres. Enquanto o rendimento m\u00e9dio mensal real de todos os trabalhos, no Brasil, foi de R$ 2.178; entre os homens, esta m\u00e9dia chegou a R$ 2.410. J\u00e1 para as mulheres, o rendimento m\u00e9dio mensal registrado foi de R$ 1.868, ou seja: o equivalente a 77,5% do rendimento masculino. Em 2016, essa propor\u00e7\u00e3o era ainda menor: 77,2%.<br \/>\n\u201cO Brasil \u00e9 um pa\u00eds bastante desiguais quando se leva em conta os cortes por sexo, cor e ra\u00e7a, n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o e regi\u00f5es distintas do pa\u00eds. N\u00f3s somos praticamente cinco pa\u00eds em um s\u00f3 demonstrados pelo retrato de cada uma das cinco regi\u00f5es\u201d, afirmou o coordenador da pesquisa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2017, os ricos do pa\u00eds ganharam 36,1 vezes mais do que metade dos mais pobres. Este grupo 1% mais rico da popula\u00e7\u00e3o brasileira, em 2017, teve rendimento m\u00e9dio mensal de R$ 27.213. 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