{"id":61480,"date":"2018-04-13T08:21:53","date_gmt":"2018-04-13T11:21:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=61480"},"modified":"2018-04-13T08:21:53","modified_gmt":"2018-04-13T11:21:53","slug":"jovens-criam-startup-ambiental-para-recolher-residuos-de-dificil-destinacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/jovens-criam-startup-ambiental-para-recolher-residuos-de-dificil-destinacao\/","title":{"rendered":"Jovens criam startup ambiental para recolher res\u00edduos de dif\u00edcil destina\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Coletas domiciliares garantem reaproveitamento de eletr\u00f4nicos, \u00f3leo de cozinha, rem\u00e9dios vencidos, l\u00e2mpadas e pilhas em Porto Alegre<br \/>\nPreocupados com os baixos \u00edndices de reciclagem em Porto Alegre, quatro jovens se uniram para fundar a Ecollect, uma startup que aproxima quem possui material recicl\u00e1vel em casa e quem realiza o trabalho de reaproveitamento.<br \/>\n\u201cNascemos a partir da constata\u00e7\u00e3o de que embora Porto Alegre seja pioneira na coleta seletiva no Brasil, o descarte na cidade \u00e9 bastante incorreto. As pessoas colocam muito material que poderia ser aproveitado no lixo comum, o que aumenta o custo da prefeitura e gera um problema ambiental grande\u201d, alerta a bi\u00f3loga J\u00e9ssica Alvarenga, uma das s\u00f3cias do empreendimento.<br \/>\nA Ecollect se prop\u00f5e a encontrar destina\u00e7\u00e3o para aqueles materiais mais complicados, que muitas vezes despertam d\u00favida no cidad\u00e3o sobre o descarte correto: eletr\u00f4nicos, \u00f3leo de cozinha usado, rem\u00e9dios vencidos, l\u00e2mpadas e pilhas.<br \/>\n\u201cTodo mundo gera esse tipo de res\u00edduo e n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples saber como separar, como acontece com papel ou pl\u00e1stico\u201d, justifica Pedro Papini, que est\u00e1 terminando o curso de Biologia na Ufrgs.<br \/>\nO servi\u00e7o oferecido pela empresa \u00e9 simples: qualquer pessoa que tiver algum dos materiais da lista em casa \u2013 em qualquer quantidade \u2013 pode agendar uma coleta domiciliar atrav\u00e9s do e-mail (ecollectpoa@gmail.com), Whats App (51 98525-5995) ou ainda nas p\u00e1ginas de Facebook e Instagram.<br \/>\nA Ecollect, por sua vez, possui uma lista de empresas e institui\u00e7\u00f5es parceiras que receber\u00e3o esse material uma vez por m\u00eas, de forma segura.<br \/>\n\u201c\u00c9 muito importante que esse material n\u00e3o v\u00e1 direto para o aterro, retorne para a ind\u00fastria e seja reaproveitado de maneira correta, tanto pela quest\u00e3o ambiental quanto pela econ\u00f4mica\u201d, complementa Marcel Zart, que estuda Engenharia de Minas, tamb\u00e9m na Ufrgs.<br \/>\nAl\u00e9m de J\u00e9ssica, Pedro e Marcel, completa o time de empreendedores a engenheira de alimentos Fab\u00edola Cacciatore.<br \/>\nEles se conheceram em um curso de empreendedorismo oferecido pela universidade federal e est\u00e3o batalhando para que a Ecollect seja um dos projetos selecionados ao final das aulas para receber mentoria profissional.<br \/>\nPara atingir o objetivo, precisam dar o passo inicial e captar um volume m\u00ednimo de clientes, raz\u00e3o pela qual est\u00e3o desenvolvendo um projeto piloto ao longo do m\u00eas de abril no bairro Bom Fim.<br \/>\nNeste per\u00edodo, cada coleta no bairro ter\u00e1 o valor de R$ 20, independentemente da quantidade de material a ser recolhido. \u201cDizemos que estamos abertos 24 horas, porque as pessoas podem mandar mensagem em qualquer momento do dia para agendar \u2013 contanto que o material esteja dentro das categorias propostas, claro\u201d, convida a bi\u00f3loga.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Preocupa\u00e7\u00e3o ambiental e social<\/span><br \/>\nDar a destina\u00e7\u00e3o correta a um res\u00edduo dom\u00e9stico tem impacto ambiental sob muitos aspectos. Um chip de celular jogado na lixeira comum, ou mesmo descartado como recicl\u00e1vel pode gerar problemas. \u201cChips e outras pe\u00e7as de celular e de computador est\u00e3o cheios de metais pesados que podem contaminar o solo. Mas essas placas de circuito tamb\u00e9m possuem min\u00e9rios como ouro e cobre que podem ser recuperados pela reciclagem, gerando menos necessidade de busca na natureza\u201d, explica Pedro Papini.<br \/>\nJ\u00e1 o \u00f3leo de cozinha usado, se descartado incorretamente polui as \u00e1guas e o solo. \u201cAl\u00e9m disso, contribuiu para aumentar o efeito estufa, pois a decomposi\u00e7\u00e3o do \u00f3leo gera g\u00e1s metano. Reciclado, pode gerar biodiesel, tinta, sab\u00e3o e sabonete\u201d, esclarece a engenheira de alimentos Fab\u00edola Cacciatore.<br \/>\nCom a cria\u00e7\u00e3o da Ecollect os quatro jovens esperam reduzir esses passivos ambientais e tamb\u00e9m fomentar atitudes mais ecol\u00f3gicas na popula\u00e7\u00e3o de Porto Alegre. \u201cA cidade se orgulha da coleta seletiva, de ter sido a primeira a implementar, e realmente foi inovador naquela \u00e9poca. Mas hoje em dia parece que n\u00e3o funciona\u2026 segundo o Plano Municipal de Gest\u00e3o Integrada de Res\u00edduos S\u00f3lidos, menos de 3% do que poderia ser reciclado de fato \u00e9, e mais da metade dos res\u00edduos domiciliares s\u00e3o do tipo org\u00e2nico, que vai direto para o aterro, sem ser compostado\u201d, lamenta o estudante de Biologia.<br \/>\n\u201cMais do que fundar uma empresa, estamos tentando implementar uma ideia. Queremos que as pessoas aprendam o valor que essas atitudes possuem, por isso pretendemos ir al\u00e9m da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o, promovendo a conscientiza\u00e7\u00e3o da sociedade\u201d, sintetiza J\u00e9ssica Alvarenga.<br \/>\nSERVI\u00c7O &#8211; Ecollect Porto Alegre<br \/>\nProjeto piloto no bairro Bom Fim<br \/>\nQuando: ao longo do m\u00eas de abril<br \/>\nQuanto: R$ 20,00 a visita<br \/>\nO que:\u00a0eletr\u00f4nicos, \u00f3leo de cozinha, rem\u00e9dios vencidos, l\u00e2mpadas e pilhas<br \/>\nComo: e-mail (ecollectpoa@gmail.com), Whats App (51 98525-5995), Facebook (http:\/\/www.facebook.com\/ecol lectpoa\/) e Instagram (@ecollectpoa)<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Coletas domiciliares garantem reaproveitamento de eletr\u00f4nicos, \u00f3leo de cozinha, rem\u00e9dios vencidos, l\u00e2mpadas e pilhas em Porto Alegre Preocupados com os baixos \u00edndices de reciclagem em Porto Alegre, quatro jovens se uniram para fundar a Ecollect, uma startup que aproxima quem possui material recicl\u00e1vel em casa e quem realiza o trabalho de reaproveitamento. \u201cNascemos a partir [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":61483,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[26],"tags":[],"class_list":["post-61480","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":1280,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/o-menino-que-se-tornou-brizola\/","url_meta":{"origin":61480,"position":0},"title":"O Menino que se Tornou Brizola","author":"da Reda\u00e7\u00e3o","date":"28 de julho de 2008","format":false,"excerpt":"Autor: Cleber Dioni A vida de Leonel Brizola, com \u00eanfase para os primeiros anos em Porto Alegre, at\u00e9 o ex\u00edlio no Uruguai e a volta, quinze anos depois. \u00a0\"...\u00c9ramos todos jovens e nos identific\u00e1vamos com aquela massa an\u00f4nima a percorrer as ruas de Porto Alegre, gritando 'Get\u00falio', 'Get\u00falio' e empunhando\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Livros&quot;","block_context":{"text":"Livros","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/category\/livros\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2008\/07\/brizola.gif?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200},"classes":[]}],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-fZC","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61480","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61480"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61480\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61480"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61480"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61480"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}