{"id":61629,"date":"2018-04-22T00:57:44","date_gmt":"2018-04-22T03:57:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=61629"},"modified":"2018-04-22T00:57:44","modified_gmt":"2018-04-22T03:57:44","slug":"nelson-pereira-dos-santos-um-mestre-do-cinema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/nelson-pereira-dos-santos-um-mestre-do-cinema\/","title":{"rendered":"Nelson Pereira dos Santos, um mestre do cinema"},"content":{"rendered":"<p>Morreu neste s\u00e1bado, 21, aos 89 anos, no Rio, o cineasta Nelson Pereira dos Santos, um dos nomes fundamentais do Cinema Novo. Ele estava internado havia uma semana no Hospital Samaritano, na zona sul da cidade.<br \/>\n\u00c0s 17 horas, a fam\u00edlia confirmou a morte, em consequ\u00eancia de um c\u00e2ncer de f\u00edgado diagnosticado h\u00e1 40 dias.<br \/>\n<figure id=\"attachment_61674\" aria-describedby=\"caption-attachment-61674\" style=\"width: 360px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-61674\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Rio-40-Graus.jpg\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"259\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-61674\" class=\"wp-caption-text\">Rio 40 Graus, de 1955<\/figcaption><\/figure><br \/>\n&#8220;<strong>Ele inventou o cinema do Brasil&#8221;<\/strong><br \/>\n<em>Rio 40 Graus<\/em>,\u00a0<em>Rio Zona Norte<\/em>,\u00a0<em>Boca de Ouro<\/em>,\u00a0<em>Vidas Secas<\/em>,\u00a0<em>Mem\u00f3rias do C\u00e1rcere<\/em>\u00a0s\u00e3o alguns dos longas dirigidos por Nelson Pereira dos Santos.<br \/>\n&#8220;O Nelson inventou a maneira de fazer cinema no Brasil&#8221;, disse, por exemplo, Cac\u00e1 Diegues. &#8220;\u00c9 um dos construtores deste pais&#8221;, afirmou Caetano Veloso, para quem o autor trouxe &#8220;um n\u00facleo que faltava&#8221; ao cinema nacional.<br \/>\nO compositor e tamb\u00e9m cineasta S\u00e9rgio Ricardo escreveu um depoimento emocionado em rede social. &#8220;Nelson Pereira dos Santos, dos Deuses, dos S\u00e1bios, dos G\u00eanios, dos humildes, da generosidade, do amor maior, por a\u00ed afora na dan\u00e7a dos predicados do ser \u00edntegro, que deixa um lastro quilom\u00e9trico de compet\u00eancia e humanidade, merecedor de um monumento de gratid\u00e3o a se erguer no cen\u00e1rio de nossa cultura, cujo cinema emancipou-se a partir de sua obra como ponto de partida da linguagem de um Brasil verdadeiro.&#8221;<br \/>\nCom obras precursoras, como\u00a0<em>Rio 40 Graus<\/em>, de 1955, retratando o morro e sua realidade, o diretor abriu caminho para o que depois se chamaria movimento do Cinema Novo. O ex-ministro da Cultura Juca Ferreira afirmou que ele &#8220;enxergou o Brasil e o povo brasileiro como ningu\u00e9m havia feito antes&#8221;, criando &#8220;um olhar original e universal&#8221;. Foram mais de 20 longas, lembrou: &#8220;Em quase todos, mesmo na com\u00e9dia, denunciou as mazelas do capitalismo subdesenvolvido nacional e elogiou nossa capacidade de criar e resistir \u00e0s injusti\u00e7as&#8221;.<\/p>\n<div class=\"text_exposed_show\">\n<span class=\"highlightNode\">&#8220;Nelson Pereira dos Santos<\/span>\u00a0inventou um jeito brasileiro de fazer cinema e um jeito cinematogr\u00e1fico de amar o Brasil. Essa \u00e9 uma luz que n\u00e3o se apaga&#8221;, disse Juca, que postou uma foto com cena do filme\u00a0<em>Vidas Secas<\/em>\u00a0(1963), inspirado no romance de Graciliano Ramos. (da RBA)\n<\/div>\n<p><strong>Leia mais:<\/strong><br \/>\n<a class=\"internal-link\" title=\"\" href=\"http:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/revistas\/19\/todas-as-linguas-do-cineasta\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Todas as l\u00ednguas do cineasta<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Morreu neste s\u00e1bado, 21, aos 89 anos, no Rio, o cineasta Nelson Pereira dos Santos, um dos nomes fundamentais do Cinema Novo. Ele estava internado havia uma semana no Hospital Samaritano, na zona sul da cidade. \u00c0s 17 horas, a fam\u00edlia confirmou a morte, em consequ\u00eancia de um c\u00e2ncer de f\u00edgado diagnosticado h\u00e1 40 dias. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":61630,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[11,706],"tags":[],"class_list":["post-61629","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-materiasecundaria","category-jacultura"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":1280,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/o-menino-que-se-tornou-brizola\/","url_meta":{"origin":61629,"position":0},"title":"O Menino que se Tornou Brizola","author":"da Reda\u00e7\u00e3o","date":"28 de julho de 2008","format":false,"excerpt":"Autor: Cleber Dioni A vida de Leonel Brizola, com \u00eanfase para os primeiros anos em Porto Alegre, at\u00e9 o ex\u00edlio no Uruguai e a volta, quinze anos depois. \u00a0\"...\u00c9ramos todos jovens e nos identific\u00e1vamos com aquela massa an\u00f4nima a percorrer as ruas de Porto Alegre, gritando 'Get\u00falio', 'Get\u00falio' e empunhando\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Livros&quot;","block_context":{"text":"Livros","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/category\/livros\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2008\/07\/brizola.gif?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200},"classes":[]}],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-g21","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61629","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61629"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61629\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61629"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61629"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61629"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}