{"id":61895,"date":"2018-05-03T13:24:42","date_gmt":"2018-05-03T16:24:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=61895"},"modified":"2018-05-03T13:24:42","modified_gmt":"2018-05-03T16:24:42","slug":"caso-teresa-gimenes-nota-do-conselho-indigenista-denuncia-racismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/caso-teresa-gimenes-nota-do-conselho-indigenista-denuncia-racismo\/","title":{"rendered":"Caso Teresa Gimenes: nota do Conselho Indigenista denuncia racismo"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;No dia 29 de abril de 2018, um grupo de Guarani Mbya da Aldeia<br \/>\nCantagalo reuniu artefatos \u2013 cestos, bichinhos esculpidos em madeira,<br \/>\npequenos objetos de arte \u2013 e seguiu para o Parque Farroupilha (conhecido<br \/>\ncomo Parque da Reden\u00e7\u00e3o), em Porto Alegre\/RS, para vender artesanato,<br \/>\ncomo costuma fazer nos finais de semana.<br \/>\nTeresa Gimenes, seus dois filhos pequenos e um de seus animais de estima\u00e7\u00e3o (um macaquinho bugio) seguiram com o grupo e se instalaram em um ponto da feira.<br \/>\nEnquanto vendia os objetos, Teresa foi constrangida por uma mulher,<br \/>\nque tamb\u00e9m passeava com seu animal de estima\u00e7\u00e3o (um c\u00e3ozinho), e que<br \/>\nconsiderou absurda a presen\u00e7a de um animal silvestre naquele contexto, junto<br \/>\n\u00e0s crian\u00e7as.<br \/>\nDe imediato, a referida mulher procurou a Guarda Municipal de<br \/>\nPorto Alegre e fez uma den\u00fancia, alegando que Teresa estaria expondo a<br \/>\nvenda um \u201cpequeno animal primata\u201d.<br \/>\nOs agentes da Guarda Municipal dirigiram-se ao local e deram voz de pris\u00e3o \u00e0 Teresa, conduzindo-a, juntamente com as crian\u00e7as e o bichinho, at\u00e9 a Superintend\u00eancia Regional da Pol\u00edcia Federal.<br \/>\nDepois de v\u00e1rias horas, foi elaborado um Termo Circunstanciado e encaminhado ao Juiz Federal do Juizado Especial Criminal Federal de Porto Alegre.<br \/>\nPor volta das 16h do domingo, dia 29, com a presen\u00e7a do Cacique da<br \/>\nComunidade do Cantagalo Wer\u00e1 Jaime e do advogado Henrique de Oliveira,<br \/>\nTeresa foi liberada e p\u00f4de regressar para a sua comunidade, mas o<br \/>\nanimalzinho de estima\u00e7\u00e3o de seus filhos foi apreendido e levado a um abrigo<br \/>\npara posteriormente ser entregue ao IBAMA.<br \/>\n\u00c9 necess\u00e1rio enfatizar que Teresa<br \/>\nentende muito precariamente a l\u00edngua portuguesa e suas crian\u00e7as se<br \/>\ncomunicam exclusivamente em Guarani.<br \/>\nPara entender este acontecimento, \u00e9 importante levar em conta as<br \/>\nformas espec\u00edficas de pensar e de dar sentido ao mundo dos Guarani Mbya.<br \/>\nNo quadro de refer\u00eancias de uma cultura urbana e ocidental, existe clara<br \/>\ndistin\u00e7\u00e3o entre esferas naturais e sobrenaturais, assim como entre humanos e<br \/>\nanimais.<br \/>\nE numa perspectiva antropoc\u00eantrica, considera-se que o homem<br \/>\nocupa uma posi\u00e7\u00e3o central e privilegiada frente aos outros animais. Contudo,<br \/>\nestas separa\u00e7\u00f5es entre os mundos \u2013 os nossos, os dos animais, os de outros<br \/>\nseres \u2013 n\u00e3o s\u00e3o dados objetivos, universais e consensuais para todas as<br \/>\nculturas.<br \/>\nCada povo ind\u00edgena dota as coisas do mundo com sentidos<br \/>\nparticulares, e produz outras formas de classificar, separar, distinguir, que nem<br \/>\nsempre correspondem \u00e0quelas que se convencionou como sendo da<br \/>\nverdadeira ordem do mundo.<br \/>\nPara os Mby\u00e1 Guarani, as rela\u00e7\u00f5es entre pessoas e animais s\u00e3o<br \/>\ncotidianas e rituais \u2013 os animais fazem companhia, alegram, dinamizam a vida, e eles tamb\u00e9m protegem e resguardam, numa dimens\u00e3o espiritual,<br \/>\nespecialmente as crian\u00e7as.<br \/>\nPor isso, quando crian\u00e7as transitam nos espa\u00e7os<br \/>\nurbanos, algumas vezes levam consigo seus animais de estima\u00e7\u00e3o e de<br \/>\nprote\u00e7\u00e3o \u2013 incluindo esp\u00e9cies silvestres.<br \/>\nAli\u00e1s, a classifica\u00e7\u00e3o entre esp\u00e9cies dom\u00e9sticas e silvestres \u00e9 uma inven\u00e7\u00e3o cultural concernente a uma vis\u00e3o ocidental de natureza.<br \/>\nN\u00e3o se pode, desta forma, tomar como absolutas as distin\u00e7\u00f5es entre \u201ctipos\u201d de animais e tipos de ambientes que lhes caberiam \u201cnaturalmente\u201d.<br \/>\nMesmo para n\u00f3s, essas separa\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o absolutas \u2013 basta pensar que um macaco bugio em uma feira pareceu absurdo a uma mulher urbana passeando no parque com seu c\u00e3o, mas um bugio preso em uma jaula, dentro de um zool\u00f3gico, talvez n\u00e3o lhe soe assim t\u00e3o estranho.<br \/>\nNuma aldeia Guarani, os animais \u2013 aqueles que existem no meio<br \/>\nambiente, incluindo macacos, papagaios, galinhas, c\u00e3es, gatos, coatis,<br \/>\ncapivaras, pequenos roedores \u2013 integram a vida e o cotidiano das crian\u00e7as e<br \/>\nadultos.<br \/>\nEles circulam dentro dos espa\u00e7os das casas, de escolas, de casas de<br \/>\nreza e compartilham frutos e alimentos com as pessoas.<br \/>\nA compreens\u00e3o de que eles n\u00e3o possam sair para passear fora dos limites da aldeia (imposi\u00e7\u00e3o de leis de prote\u00e7\u00e3o ambiental) \u00e9 bastante relativa e problem\u00e1tica.<br \/>\nDependendo, ent\u00e3o, do ponto de vista, a presen\u00e7a do pequeno macaco<br \/>\npode parecer estranha \u2013 e, estando \u00e0 fam\u00edlia Guarani em atividade de venda<br \/>\nde artesanato, pode parecer que este animalzinho estaria inclu\u00eddo entre os<br \/>\nobjetos de venda (e, desse ponto de vista qualquer pessoa que leva consigo<br \/>\num c\u00e3o para uma feira poderia tamb\u00e9m estar pretendendo vender seu animal).<br \/>\nContudo, com um olhar diferente, a cena denota simplesmente a presen\u00e7a de<br \/>\numa fam\u00edlia que foi vender artesanato e n\u00e3o quis deixar para tr\u00e1s o animalzinho<br \/>\nde estima\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as, seja porque ele ficaria desprotegido se n\u00e3o<br \/>\nestivessem com elas, seja porque as crian\u00e7as \u00e9 que ficariam desprotegidas<br \/>\nespiritualmente sem ele.<br \/>\nEste caso revela, de pronto, que o modo de ser dos ind\u00edgenas n\u00e3o \u00e9<br \/>\nreconhecido e respeitado, como estabelece nossa Constitui\u00e7\u00e3o Federal. Mais<br \/>\numa vez, os povos ind\u00edgenas n\u00e3o parecem ser vistos como sujeitos de direitos.<br \/>\nNo caso de Teresa, havia uma situa\u00e7\u00e3o bem espec\u00edfica, j\u00e1 que ela domina<br \/>\npouco a l\u00edngua portuguesa, e repentinamente foi abordada e conduzida por<br \/>\nhomens que n\u00e3o conhecia.<br \/>\nTeresa n\u00e3o p\u00f4de compreender imediatamente os<br \/>\nmotivos de sua deten\u00e7\u00e3o e, no seu entender, suas crian\u00e7as e o bugio tamb\u00e9m<br \/>\nforam agredidos, j\u00e1 que o animalzinho deveria ficar com as crian\u00e7as e n\u00e3o ser<br \/>\nengaiolado.<br \/>\nEsse acontecimento marca efetivamente que as rela\u00e7\u00f5es com os<br \/>\npovos ind\u00edgenas ao longo das d\u00e9cadas se d\u00e1 de forma truculenta,<br \/>\ndesrespeitosa e racista.<br \/>\nA Constitui\u00e7\u00e3o Federal, em seu Art. 231, estabelece as regras para as<br \/>\nrela\u00e7\u00f5es entre as culturas, e nela est\u00e3o perfeitamente esclarecidos que devem<br \/>\nser reconhecidas as organiza\u00e7\u00f5es sociais, os costumes, l\u00ednguas, cren\u00e7as e<br \/>\ntradi\u00e7\u00f5es e os direitos origin\u00e1rios que os ind\u00edgenas t\u00eam sobre as terras que<br \/>\ntradicionalmente ocupam, competindo \u00e0 Uni\u00e3o demarc\u00e1-las, proteger e fazer<br \/>\nrespeitar todos os seus bens&#8221;. O Artigo 232 determina ainda que os \u00edndios,<br \/>\nsuas comunidades e organiza\u00e7\u00f5es s\u00e3o partes leg\u00edtimas para ingressar em ju\u00edzo<br \/>\nem defesa de seus direitos e interesses, intervindo o Minist\u00e9rio P\u00fablico em<br \/>\ntodos os atos do processo. Esse artigo imp\u00f5e que os povos, comunidades<br \/>\nind\u00edgenas e todos os seus integrantes sejam tratados e respeitados como<br \/>\nsujeitos de direito.<br \/>\nAl\u00e9m das normas internas o Brasil \u00e9 signat\u00e1rio da Conven\u00e7\u00e3o 169 da<br \/>\nOIT- Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho \u2013 e no seu Artigo 2\u00b0 determina<br \/>\nque os governos nacionais devem assumir a responsabilidade de desenvolver,<br \/>\ncom a participa\u00e7\u00e3o dos povos interessados, uma a\u00e7\u00e3o coordenada e<br \/>\nsistem\u00e1tica com vistas a proteger os direitos desses povos e a garantir o<br \/>\nrespeito pela sua integridade.<br \/>\nEssa a\u00e7\u00e3o dever\u00e1 incluir medidas que promovam<br \/>\na plena efetividade dos direitos sociais, econ\u00f4micos e culturais desses povos,<br \/>\nrespeitando as suas identidades sociais e culturais, os seus costumes e<br \/>\ntradi\u00e7\u00f5es, e as suas institui\u00e7\u00f5es.<br \/>\nO Artigo 4\u00b0 estabelece que medidas devam<br \/>\nser adotadas para salvaguardar as pessoas, as institui\u00e7\u00f5es, os bens, as<br \/>\nculturas e o meio ambiente dos povos interessados, e que incluem os direitos<br \/>\nde cidadania \u2013 tal como o de ir e vir, a liberdade de cren\u00e7a, etc.<br \/>\nCom estas garantias legais, resguardam-se ainda as formas como os<br \/>\nind\u00edgenas utilizam os recursos naturais, formas estas que s\u00e3o compat\u00edveis com<br \/>\nseus usos e manejos tradicionais e que s\u00e3o regidas pelas l\u00f3gicas pr\u00f3prias de<br \/>\ncada comunidade ind\u00edgena. Conforme menciona a procuradora federal Caroline<br \/>\nBoaventura Santos, citando Luiz Fernando Villares[1]:<br \/>\nDentro ou fora das terras ind\u00edgenas, a produ\u00e7\u00e3o consoante com a<br \/>\norganiza\u00e7\u00e3o social, os costumes e tradi\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas jamais devem<br \/>\nser limitados.<br \/>\nA ca\u00e7a, a pesca, a agricultura de subsist\u00eancia, a<br \/>\npecu\u00e1ria, o extrativismo e a produ\u00e7\u00e3o de artesanato n\u00e3o podem<br \/>\nsofrer restri\u00e7\u00f5es, pois s\u00e3o amparadas constitucionalmente.<br \/>\nPode-se inferir, a partir desse argumento, que dentro e fora das aldeias<br \/>\no tr\u00e2nsito das pessoas e de seus animais de estima\u00e7\u00e3o n\u00e3o deveriam ser,<br \/>\ntamb\u00e9m, constrangidos e limitados.<br \/>\nFica evidente, pelas normas brasileiras e<br \/>\ninternacionais, que os Povos Ind\u00edgenas podem livremente exercer suas<br \/>\nculturas, seus costumes e tradi\u00e7\u00f5es e, por conseguinte, se a conviv\u00eancia com<br \/>\nos animais faz parte do modo de ser do povo n\u00e3o compete ao Poder P\u00fablico<br \/>\nestranhar ou criminalizar estas rela\u00e7\u00f5es.<br \/>\nN\u00e3o compete, tampouco, \u00e0 nossa<br \/>\nsociedade fazer censuras ou impor regras, j\u00e1 que estas j\u00e1 est\u00e3o expressas na<br \/>\nlegisla\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO fato de Teresa ter sido conduzida, com seus dois filhos pequenos pela<br \/>\nGuarda Municipal at\u00e9 a Pol\u00edcia Federal, revela o despreparo dos agentes e dos<br \/>\n\u00f3rg\u00e3os de seguran\u00e7a, mas fundamentalmente estampa a exist\u00eancia de um<br \/>\nprofundo preconceito contra aqueles que t\u00eam uma identidade cultural diversa<br \/>\ndaquela considerada hegem\u00f4nica.<br \/>\nRequer-se, diante deste acontecimento, que haja da parte dos \u00f3rg\u00e3os<br \/>\np\u00fablicos, especialmente daqueles que exercem fun\u00e7\u00e3o peculiar de<br \/>\nacompanhar, monitorar e fiscalizar os espa\u00e7os de conviv\u00eancia entre<br \/>\ncomerciantes, artes\u00e3os, ind\u00edgenas e outros grupos sociais, tais como as feiras<br \/>\npopulares, feiras nas vias p\u00fablicas, pra\u00e7as e no \u201cBrique da Reden\u00e7\u00e3o\u201d o<br \/>\nm\u00ednimo de preparo sobre legisla\u00e7\u00e3o, rela\u00e7\u00f5es humanas e respeito \u00e0s<br \/>\ndiferen\u00e7as e diversidades \u00e9tnicas e culturais.<br \/>\nPede-se, igualmente, que o animalzinho, o bugio das crian\u00e7as Guarani Mbya, seja devolvido \u00e0 comunidade Guarani, uma vez que este faz parte daquele meio de vida, ele integra uma rede de rela\u00e7\u00f5es sociais particular e longe daquele contexto e de seu habitat est\u00e1 exposto ao risco de morte.<br \/>\nPorto Alegre, 01 de maio de 2018.<br \/>\nConselho Indigenista Mission\u00e1rio-Regional Sul<br \/>\nConselho Estadual dos Povos Ind\u00edgenas\/RS<br \/>\n[1]SANTOS, C.M.B. O uso dos recursos naturais pelos \u00edndios e a observ\u00e2ncia<br \/>\nda legisla\u00e7\u00e3o ambiental. 2014. Dispon\u00edvel<br \/>\nem: http:\/\/www.conteudojuridico.com.br\/artigo,o-uso-dos-recursos-naturais-<br \/>\npelos-indios-e-a-observancia-a-legislacao-ambiental,51439.html<br \/>\n[2]BAPTISTA, Fernando Mathias. LIMA, A. (org.). O direito para o Brasil<br \/>\nsocioambiental. S\u00e3o Paulo, Instituto Socioambiental; Porto Alegre,<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;No dia 29 de abril de 2018, um grupo de Guarani Mbya da Aldeia Cantagalo reuniu artefatos \u2013 cestos, bichinhos esculpidos em madeira, pequenos objetos de arte \u2013 e seguiu para o Parque Farroupilha (conhecido como Parque da Reden\u00e7\u00e3o), em Porto Alegre\/RS, para vender artesanato, como costuma fazer nos finais de semana. 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