{"id":62069,"date":"2018-05-10T11:53:00","date_gmt":"2018-05-10T14:53:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=62069"},"modified":"2018-05-10T11:53:00","modified_gmt":"2018-05-10T14:53:00","slug":"os-brasileiros-que-estao-mudando-o-budismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/os-brasileiros-que-estao-mudando-o-budismo\/","title":{"rendered":"Os brasileiros que est\u00e3o mudando o budismo"},"content":{"rendered":"<p>A sala, ainda iluminada pelo sol da tarde, est\u00e1 lotada. Umas sessenta pessoas, sentadas em cadeiras, almofadas, no ch\u00e3o e at\u00e9 na escada.<br \/>\nO homem fala sem microfone mas a voz pausada alcan\u00e7a todo o ambiente \u00a0\u00a0\u00a0em sil\u00eancio.<br \/>\nO homem que fala \u00e9 o professor, fil\u00f3sofo, m\u00fasico, poeta \u00a0\u00a0e ecologista Celso Marques, hoje o monge zen Seikaku, criador do Instituto Zen Maitreya e do Zend\u00f4 Diamante (Kong\u00f4 Zend\u00f4), um dos tr\u00eas centros budistas de Porto Alegre.<br \/>\nNaquele domingo, 8 de abril, dia do Nascimento de Buda, o Instituto comemorava seu primeiro ano de atividades. Ao fim de uma tarde de pr\u00e1ticas budistas, Celso Marques, \u00a0est\u00e1 abrindo o painel para debater: \u201cO budismo que queremos\u201d.<br \/>\nOutros dois monges budistas ladeiam o mediador: o lama Padma Samten e o monge zen Dengaku.<br \/>\nPadma Samten lidera o CEBB, Centro de Estudos Budistas Bodisatva, \u00a0a\u00a0 maior rede de comunidades budistas do pa\u00eds, coordenando mais de 40 centros de pr\u00e1tica no Brasil e no exterior. O monge Dengaku \u00e9 o l\u00edder do \u00a0Via Zen, centro \u00a0urbano de Porto Alegre \u00a0e do Vila Zen, mosteiro zen localizado em Viam\u00e3o, do Via Zen de Zurique, na Sui\u00e7a e outros locais de pr\u00e1tica zen, inclusive no Uruguai.<br \/>\n\u201cEramos uma meia d\u00fazia de de gatos pingados\u201d, lembra Celso Marques, recordando o ano de 1968, quando mudou-se de Porto Alegre para S\u00e3o Paulo e juntou-se a um grupo de brasileiros que se iniciavam no zen-budismo, sob orienta\u00e7\u00e3o dos monges Tokuda Igarashi, Ricardo M\u00e1rio Gon\u00e7alves e o Superior (Sookan) Riohan Shingu no Templo Bushinji, no bairro japon\u00eas da Liberdade.<br \/>\nMinoria no meio de uma numerosa comunidade japonesa, aos poucos, eles foram percebendo que naquela \u00e9poca as prioridades no templo budista de S\u00e3o Paulo estavam mais voltadas para a atender as demandas espirituais da col\u00f4nia japonesa e a preserva\u00e7\u00e3o dos valores culturais do Jap\u00e3o.<br \/>\n\u201cA prioridade n\u00e3o era o zazen, \u00a0mas cerim\u00f4nias f\u00fanebres, casamentos e a Escolinha Mahayana, \u00a0onde o monge Tokuda dava aula, para as crian\u00e7as aprenderem a l\u00edngua e os costumes japoneses\u201d.<br \/>\nNaquela \u00e9poca o Templo Busshinji iniciava sua \u00a0abertura para brasileiros que acompanhavam o grande interesse ocidental pelo zen. Descontente com esta situa\u00e7\u00e3o o monge Tokuda saiu do Busshinji, indo morar em Campos do Jord\u00e3o. De volta para Porto Alegre em 1972, Celso Marques integrou-se no grupo de estudantes de karat\u00ea da escola Wad\u00f4 Kai do sensei Takeo Suzuki. O monge Tokuda periodicamente vinha a Porto Alegre orientar a pr\u00e1tica do zazen do grupo.<br \/>\nEste grupo se reuniu, semanalmente, durante 24 anos, para meditar e estudar o budismo na resid\u00eancia de Celso Marques, dando origem ao pujante movimento budista do zen e do budismo tibetano no Sul do Brasil.\u00a0\u00a0Celso Marques diz que se surpreende hoje quando\u00a0 v\u00ea o movimento budista que se desenvolveu a partir daquele grupo de \u201cgatos pingados\u201d.\u00a0\u00c9, segundo ele, um budismo novo que est\u00e1 surgindo no Brasil e que desperta admira\u00e7\u00e3o internacional. \u201cAt\u00e9 o Jap\u00e3o agora est\u00e1 interessado no budismo que se pratica no Brasil\u201d, diz.\u00a0H\u00e1 poucos dias ele deu entrevista a uma equipe\u00a0 de cineastas japoneses que est\u00e1 fazendo um document\u00e1rio sobre o budismo no Brasil. \u201cEles ficaram\u00a0 impressionados com a expans\u00e3o do budismo que de Porto Alegre migrou para Santa Catarina e Paran\u00e1, todo o Sul.<br \/>\nInclusive o n\u00facleo fundador deste movimento, o Bushinji, em S\u00e3o Paulo, ampliou suas prioridades, acolhendo praticantes budistas brasileiros. \u00a0\u201cEm dezembro de 2017 participei do retiro da Ilumina\u00e7\u00e3o de Buda no Busshinji\u00a0 e me senti em casa, sem aquela dist\u00e2ncia que\u00a0 antes existia\u201d.<br \/>\n<strong>ENTREVISTA COM CELSO MARQUES, MONGE SEIKAKU<\/strong><br \/>\n<figure id=\"attachment_62103\" aria-describedby=\"caption-attachment-62103\" style=\"width: 452px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-62103\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/IMG-20180409-WA0007.jpg\" alt=\"\" width=\"452\" height=\"258\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-62103\" class=\"wp-caption-text\">Celso Marques: &#8220;Diante da crise civilizat\u00f3ria e ecol\u00f3gica, qual \u00e9 a contribui\u00e7\u00e3o que o budismo pode trazer ?&#8221; \/Felipe Burger Marques\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><br \/>\n<strong>Existe um budismo brasileiro?<\/strong><br \/>\nSim, h\u00e1 um budismo brasileiro que come\u00e7ou atrav\u00e9s de\u00a0 disc\u00edpulos do monge Tokuda, patriarca do zen brasileiro e meu primeiro mestre japon\u00eas.<br \/>\n<strong>O que ele tem de novo?<\/strong><br \/>\n\u00c9 um budismo que est\u00e1 se estruturando sem obedecer certas formas, vinculadas \u00e0 cultura japonesa. Tamb\u00e9m temos nossas formas culturais. N\u00f3s sempre nos colocamos como brasileiros,\u00a0 por um lado vinculados \u00e0 cultura europ\u00e9ia e por outro tribut\u00e1rios de um multiculturalismo das culturas africana, ind\u00edgenas, e de outras culturas.\u00a0 O budismo \u00e9 um paradigma para se pensar isso, para nos situarmos diante desta riqueza multicultural.<br \/>\n<strong>Um budismo que olha a realidade brasileira&#8230;<\/strong><br \/>\nT\u00ednhamos um budismo, digamos, informal, sem institui\u00e7\u00f5es, hoje est\u00e1 se institucionalizando e tem que dizer para a coletividade brasileira a que vem. Por exemplo: diante da crise civilizat\u00f3ria e ecol\u00f3gica planet\u00e1ria\u00a0 contempor\u00e2nea e brasileira, qual \u00e9 a contribui\u00e7\u00e3o que o budismo pode trazer ?<br \/>\n<strong>Qual \u00e9 a contribui\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nEssa \u00e9 uma quest\u00e3o que se abre, \u00e9 o que estamos come\u00e7ando a discutir. O monge Tokuda, o introdutor do Zen budismo no Brasil falava sempre da hesita\u00e7\u00e3o do Buda. Buda teve a ilumina\u00e7\u00e3o aos 35 anos, precisava comunicar aquilo. Mas tratava-se do desafio de como comunicar essa experi\u00eancia indiz\u00edvel. Mas como comunicar algo que \u00e9 incomunic\u00e1vel ? O c\u00e2non pali diz que a hesita\u00e7\u00e3o do Buda durou sete dias e que depois ele se levantou do lugar onde se iluminou e deu in\u00edcio ao seu magist\u00e9rio de 45 anos. Mas h\u00e1 eruditos nas escrituras que afirmam que Buda levou muitos anos na busca dos meios de express\u00e3o para formatar o seu ensinamento.<br \/>\n<strong>O que Buda comunica?<\/strong><br \/>\nA vis\u00e3o do Buda \u00e9 um lugar,\u00a0 esse lugar n\u00e3o tem conte\u00fado e n\u00e3o tem engano, \u00e9 o ponto de partida, de onde se pode ver o n\u00e3o constru\u00eddo na origem do constru\u00eddo. Essa realidade \u00e9 inalcan\u00e7\u00e1vel pelo logos, discursivo e cheio de palavras. Para chegar \u00e0 realidade tem que entrar numa dimens\u00e3o de sil\u00eancio. Mas como transmitir essa experi\u00eancia com palavras, com uma linguagem que \u00e9 a nega\u00e7\u00e3o do sil\u00eancio.<br \/>\n<strong>O que \u00e9 o budismo para Celso Marques?<\/strong><br \/>\nO budismo considera que a realidade \u00e9 indescrit\u00edvel.\u00a0 A \u00fanica maneira de se tocar o real \u00e9 pela viv\u00eancia da pr\u00e1tica meditativa, quando se chega \u00e0 experi\u00eancia abolitiva do sentido. Fora desta experi\u00eancia sempre se ter\u00e1 uma vers\u00e3o deformada do real que leva a mente ao equ\u00edvoco. A experi\u00eancia abolitiva do sentido \u00e9 a \u00fanica ponte para o acesso \u00e0 realidade \u00faltima.\u00a0 Ali n\u00e3o h\u00e1 linguagem, n\u00e3o h\u00e1 ego, n\u00e3o h\u00e1 discurso. S\u00f3 o vazio silencioso, que \u00e9 a origem e o fim de\u00a0 tudo. Fora dali tudo \u00e9 constru\u00e7\u00e3o da mente. O antrop\u00f3logo franc\u00eas Claude L\u00e9vi-Strauss, um dos maioreres humanistas do s\u00e9culo XX, considerava o budismo a mais radical cr\u00edtica do sentido que a humanidade a sua hist\u00f3ria.\u00a0 .<br \/>\n<strong>Como foi a ida para S\u00e3o Paulo?.<\/strong><br \/>\nFoi em meados de 1968. Me mudei para l\u00e1 motivado pelo budismo, li primeiras coisas e imediatamente me interessei&#8230;o que impressionou no zen \u00e9 o\u00a0 desafio de compreender o pr\u00f3prio zen.\u00a0 E \u00e9 entrar num universo que coloca em quest\u00e3o tudo o que a gente pensa e acredita&#8230;<br \/>\n<strong>Nessa \u00e9poca, o mais comum num jovem inquieto era abra\u00e7ar o marxismo&#8230;<\/strong><br \/>\nSim, eu morava numa rep\u00fablica na rua Vila Nova, a meia quadra da Maria Antonia, onde ficava a Faculdade de Filosofia da USP e o Mackenzie, os dois p\u00f3los da agita\u00e7\u00e3o estudantil de 1968. Fui testemunha ocular da hist\u00f3ria. Nosso grupo, com exce\u00e7\u00e3o de um paulista, era todo ga\u00facho, de esquerda. Eu saia para\u00a0 fazer o zazen (medita\u00e7\u00e3o), isso era considerado o m\u00e1ximo da aliena\u00e7\u00e3o tinha que estar me justificando&#8230;os caras falando em luta armada e eu meditando&#8230;<br \/>\n<strong>Zen bundismo, falavam.<\/strong><br \/>\n\u00c9, intelectuais como Leando Konder e Eduardo Coutinho chamavam o zen de z\u00e9- bundismo&#8230;<br \/>\n<strong>Qual era a justiticativa diante dessa cr\u00edtica?<\/strong><br \/>\nPra mim foi verdadeira b\u00fassola foi o L\u00e9vi-Strauss, quando ele disse que n\u00e3o existe contradi\u00e7\u00e3o entre o marxismo e o budismo&#8230; Ambos fazem a mesma coisa em n\u00edveis diferentes. Depois, quando conheci Jos\u00e9 Lutzenberger em 1972 e me envolvi com a ecologia vi que o marxismo era insuficiente.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<strong>UM LOCAL DE MEDITA\u00c7\u00c3O<\/strong><br \/>\nO Instituto Maitreya, na\u00a0Riachuelo 301, no Centro Hist\u00f3rico de Porto Alegre, \u00e9 um centro de estudos budistas, medita\u00e7\u00e3o zen e o cultivo de artes.<br \/>\n<figure id=\"attachment_62106\" aria-describedby=\"caption-attachment-62106\" style=\"width: 447px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-62106\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/IMG_5183.jpg\" alt=\"\" width=\"447\" height=\"302\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-62106\" class=\"wp-caption-text\">Ikebana de Eleara Manfredi para a inaugura\u00e7\u00e3o do Instituto \/ Isadora Manfredi Marques\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><br \/>\nMant\u00e9m tamb\u00e9m uma programa\u00e7\u00e3o regular de atividades como oficinas de artes contemplativas, tais como a ,ikebana, cerimonia do ch\u00e1, poesia, caligrafia, filosofia budista, e ocidental&#8230; e ecologia.<br \/>\n<figure id=\"attachment_62107\" aria-describedby=\"caption-attachment-62107\" style=\"width: 277px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-62107\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/IMG_5227.jpg\" alt=\"\" width=\"277\" height=\"186\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-62107\" class=\"wp-caption-text\">A biblioteca re\u00fane 8 mil t\u00edtulos \/Isadora Manfredi Marques\/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><br \/>\nOrganiza grupos de estudos e disp\u00f5e de uma biblioteca com mais de oito mil obras sobre budismo, orientalismo, ecologia, antropologiaindiana,tibe, psicologia, filosofia, literatura ocidental, latinoamericana,japonesa, chinesa e tibetana.<br \/>\n<strong>N\u00daCLEOS BUDISTAS<\/strong><br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 um levantamento ou estat\u00edstica, mas \u00e9 um consenso de que Porto Alegre tem o segundo maior contingente de budistas do Brasil, depois de S\u00e3o Paulo. Seriam dois mil praticantes budistas na capital ga\u00facha.<br \/>\nH\u00e1 tamb\u00e9m n\u00facleos em Viamao, S\u00e3o Leopoldo, sem falar no templo de Tr\u00eas Coroas, que \u00e9 o maior do Brasil. L\u00e1 \u00e9 a sede do Centro de Estudos Budistas (CEB) coordena mais de trinta templos sob a orienta\u00e7\u00e3o do monge Padma Santem. Padma Santem era Alfredo Aveline professor de F\u00edsica na Universidade Federal h\u00e1 40 anos, quando se integrou ao grupo budista que se reunia semanalmente na casa de Celso Marques. Seus cursos pela internet envolvem duas mil pessoas.<br \/>\nEm Viam\u00e3o, sob a orienta\u00e7\u00e3o do monge Deikaku tem a Via Zen, na localidade de Agu\u00e1s Claras, onde tem um mosteiro que \u00e9 um dos maiores n\u00facleos do budismo em Porto Alegre. Promove retiros com mais de 100 participantes. \u201c\u00c9 o grupo mais forte de zen que tem aqui\u201d.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A sala, ainda iluminada pelo sol da tarde, est\u00e1 lotada. Umas sessenta pessoas, sentadas em cadeiras, almofadas, no ch\u00e3o e at\u00e9 na escada. O homem fala sem microfone mas a voz pausada alcan\u00e7a todo o ambiente \u00a0\u00a0\u00a0em sil\u00eancio. 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