{"id":62465,"date":"2018-05-22T16:15:26","date_gmt":"2018-05-22T19:15:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=62465"},"modified":"2018-05-22T16:15:26","modified_gmt":"2018-05-22T19:15:26","slug":"jornalista-alberto-dines-morre-aos-86-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/jornalista-alberto-dines-morre-aos-86-anos\/","title":{"rendered":"Jornalista Alberto Dines morre aos 86 anos"},"content":{"rendered":"<p>O jornalista Alberto Dines, fundador do Observat\u00f3rio da Imprensa, morreu hoje (22\/05), aos 86 anos.<br \/>\nDines estava internado h\u00e1 dez dias no Hospital Albert Einstein, em S\u00e3o Paulo. O hospital informou que o jornalista morreu \u00e0s 7h15, v\u00edtima de defici\u00eancia respirat\u00f3ria. O vel\u00f3rio deve ocorrer na capital paulista.<br \/>\nJornalista, professor universit\u00e1rio, bi\u00f3grafo e escritor, Dines teve destaque em v\u00e1rios ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o. Come\u00e7ou a carreira no jornalismo em 1952 na revista A Cena Muda e no ano seguinte participou da funda\u00e7\u00e3o da revista Vis\u00e3o para acompanhar reportagens da \u00e1rea art\u00edstica.<br \/>\nEm 1957 trabalhou na revista Manchete, de propriedade de Adolpho Boch. Dois anos depois foi diretor do segundo caderno do jornal \u00daltima Hora, de Samuel Wainer. No ano seguinte, dirigiu o jornal Di\u00e1rio da Noite, dos Di\u00e1rios Associados, pertencente a Assis Chateaubriand. Em 1962 virou editor-chefe do Jornal do Brasil, onde permaneceu at\u00e9 1973.<br \/>\nNo ano seguinte foi professor-visitante na Universidade de Col\u00fambia, nos Estados Unidos, de onde voltou para ser diretor da sucursal da Folha de S. Paulo, no Rio de Janeiro. Em 1980, deixou o jornal e passou a colaborar em O Pasquim.<br \/>\nMudou-se para Lisboa em 1988, onde lan\u00e7ou a revista Exame, do Grupo Abril. Ainda em Lisboa lan\u00e7ou o Observat\u00f3rio da Imprensa, uma entidade sem fins lucrativos dedicada a avaliar a qualidade do jornalismo brasileiro. Dines retornou ao Brasil em 1994.<br \/>\nEm 1998, lan\u00e7ou o Observat\u00f3rio da Imprensa na TV Educativa do Rio de Janeiro. O programa foi, posteriormente, produzido pela TV Brasil. O Observat\u00f3rio da Imprensa ficou no ar de 1998 a 2016.<br \/>\nCasou-se pela primeira vez com Ester Rosali Dines, sobrinha de Adolfo Bloch, com quem teve quatro filhos. E, pela segunda, com a jornalista Norma Couri.<br \/>\n<span class=\"intertit\"> No JB, \u201cTempo negro. Temperatura sufocante&#8221; e a capa de Allende<\/span><br \/>\nQuando da promulga\u00e7\u00e3o do Ato Institucional N\u00ba 5 (AI-5), em 13 de dezembro de 1968, Dines coordenou a edi\u00e7\u00e3o da c\u00e9lebre primeira p\u00e1gina do JB que se valeu de recursos como a previs\u00e3o do tempo \u2013 \u201cTempo negro. Temperatura sufocante. O ar est\u00e1 irrespir\u00e1vel. O pa\u00eds est\u00e1 sendo varrido por fortes ventos&#8230;\u201d \u2013 e de um an\u00fancio no alto da p\u00e1gina: \u201cOntem foi o dia dos cegos\u201d, como parte de uma estrat\u00e9gia para denunciar a censura imposta \u00e0 reda\u00e7\u00e3o a partir de ent\u00e3o, em consequ\u00eancia da nova ordem pol\u00edtica autorit\u00e1ria instalada.<br \/>\nConvidado para ser paraninfo de uma turma da PUC logo ap\u00f3s a edi\u00e7\u00e3o do AI-5, fez um discurso criticando a censura e, em consequ\u00eancia, foi preso em dezembro de 1968 e em janeiro de 1969 e submetido a inqu\u00e9rito.<br \/>\nFoi demitido em 1973 do JB, depois de 12 anos como editor. No JB, criou o Departamento de Pesquisa, a Editoria de Fotografia, a Ag\u00eancia JB e os Cadernos de Jornalismo. Cr\u00edtico ferrenho da ditadura, um dos epis\u00f3dios que marcaram sua passagem pelo jornal foi a cobertura da deposi\u00e7\u00e3o por golpe militar do presidente chileno Salvador Allende, em 11 de setembro de 1973. Como a censura havia proibido a publica\u00e7\u00e3o de qualquer manchete sobre o assunto, Dines coordenou com o diagramador Ezio Esperanza a edi\u00e7\u00e3o de uma primeira p\u00e1gina sem manchete.<br \/>\n<img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-62467 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/capa-do-jb-sem-manchete-na-morte-de-salvador-allende.jpg\" alt=\"\" width=\"627\" height=\"950\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O jornalista Alberto Dines, fundador do Observat\u00f3rio da Imprensa, morreu hoje (22\/05), aos 86 anos. Dines estava internado h\u00e1 dez dias no Hospital Albert Einstein, em S\u00e3o Paulo. O hospital informou que o jornalista morreu \u00e0s 7h15, v\u00edtima de defici\u00eancia respirat\u00f3ria. O vel\u00f3rio deve ocorrer na capital paulista. 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