{"id":63528,"date":"2018-07-02T16:38:04","date_gmt":"2018-07-02T19:38:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=63528"},"modified":"2018-07-02T16:38:04","modified_gmt":"2018-07-02T19:38:04","slug":"graca-craidy-mostra-a-forca-dos-seus-retratos-na-exposicao-a-mulher-que-roubava-almas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/graca-craidy-mostra-a-forca-dos-seus-retratos-na-exposicao-a-mulher-que-roubava-almas\/","title":{"rendered":"Gra\u00e7a Craidy mostra a for\u00e7a dos seus retratos em \u201cA mulher que roubava almas\u201d"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>HIGINO BARROS<\/em><\/strong><br \/>\n<em>Artista pl\u00e1stica de extensa e constante produ\u00e7\u00e3o, Gra\u00e7a Craidy mostra a partir da ter\u00e7a-feira, 3 de julho, uma vertente poderosa de seu trabalho ao longo de uma trajet\u00f3ria de quase 30 anos de produ\u00e7\u00e3o, os retratos. Dessa vez, em grande estilo, num dos lugares nobres de Porto Alegre para exposi\u00e7\u00e3o, o Centro Cultural dos Correios e Tel\u00e9grafos, em mostra com 115 obras. <\/em><br \/>\n<em>A curadoria \u00e9 da pr\u00f3pria artista pl\u00e1stica, conhecedora mais do que ningu\u00e9m da extens\u00e3o de sua produ\u00e7\u00e3o, dos seus recortes e suas peculiaridades. Segunda ela, para esse trabalho de curadoria teve uma assist\u00eancia informal do pintor Fernando Baril, que est\u00e1 com outra exposi\u00e7\u00e3o grandiosa nas proximidades, no Margs e que aprovou seu trabalho. <\/em><br \/>\n\u201cA mulher que roubava almas\u201d \u00e9 uma exposi\u00e7\u00e3o dividida em 11 m\u00f3dulos, sendo quatro in\u00e9ditos. O t\u00edtulo da mostra se baseia no fato que os abor\u00edgenes acreditavam que ser retratados por provocava o roubo de suas almas. Pela mesma raz\u00e3o, a arquitetura marroquina n\u00e3o registra figuras, apenas arabescos.<br \/>\n<figure id=\"attachment_63530\" aria-describedby=\"caption-attachment-63530\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-63530\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/gra\u00e7a.REtratos-da-morte.1-400x300.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"300\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-63530\" class=\"wp-caption-text\">Quadro da s\u00e9rie &#8220;Retratos da Morte&#8221;. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><br \/>\n<strong>Grande pain\u00e9is<\/strong><br \/>\nEm \u201cRetratos da Morte\u201d, a express\u00e3o chocante e desoladora de mulheres assassinadas por seus companheiros. Em \u201cRetratos do Desespero\u201d, a viol\u00eancia contra a mulher \u00e9 retomada em uma s\u00e9rie que aponta os crimes denunciados pela Lei Maria da Penha. O tema tamb\u00e9m est\u00e1 presente em \u201cRetratos da Viol\u00eancia\u201d, em manifesta\u00e7\u00f5es contra o estupro e espancamento. Gra\u00e7a exp\u00f5e ainda os in\u00e9ditos \u201cRetratos da Guerra\u201d, onde aparecem a dor e itiner\u00e2ncia sem rumo dos refugiados da S\u00edria.<br \/>\nEm \u201cRetratos da Diversidade\u201d, grandes pain\u00e9is de 1,60m x 1m mostram a beleza e a multiplicidade do ser humano, com obras que revelam a expressividade de personalidades como a cantora Pabllo Vittar. Os \u201cRetratos do Amor\u201d trazem beijos cl\u00e1ssicos de cinema, como nos filmes Casablanca, La Dolce Vita, A um Passo da Eternidade e Bonequinha de Luxo. Os tamb\u00e9m in\u00e9ditos \u201cRetratos do Expressionismo\u201d e \u201cRetratos da Arte\u201d s\u00e3o homenagens da artista a nomes que a inspiram como Iber\u00ea Camargo e o pr\u00f3prio Fernando Baril, e a grandes mulheres, como Elis Regina, Clarice Lispector e Virg\u00ednia Woolf. A admira\u00e7\u00e3o pelos p\u00e1ssaros, gatos e flores est\u00e1 em \u201cRetratos da Natureza\u201d.<br \/>\nEm suas mais recentes obras, a inventividade e a observa\u00e7\u00e3o de quem retrata o sentimento humano afloram. Em \u201cRetratos da Paix\u00e3o\u201d, Gra\u00e7a explora o v\u00edcio de beber caf\u00e9 em retratos nos quais a bebida aparece como mat\u00e9ria-prima inusitada. A s\u00e9rie in\u00e9dita \u201cRetratos da Solid\u00e3o\u201d revela um olhar sobre o abandono da velhice em flagrantes de velhos e velhas nas janelas da cidade, uma uma express\u00e3o de compaix\u00e3o da retratista que n\u00e3o rouba as almas, mas as coloca em evid\u00eancia.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<em><strong>Grandes mestres<\/strong><\/em><br \/>\nNatural de Iju\u00ed, publicit\u00e1ria formada na PUCRS na d\u00e9cada de 1970, Gra\u00e7a sempre esteve ligada \u00e0 criatividade. Trabalhou por 20 anos em ag\u00eancias de propaganda de S\u00e3o Paulo, onde tamb\u00e9m fez seu primeiro curso de desenho. Conheceu de perto as obras dos grandes mestres em viagens ao exterior.<br \/>\nDe volta \u00e0 capital ga\u00facha, lecionou na ESPM e ingressou no Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre. Paralelamente, fez cursos na Accademia D\u2019Arte, em Floren\u00e7a, na It\u00e1lia, e no Instituto Tomie Ohtake, na capital paulista, entre outros aprimoramentos cont\u00ednuos. Suas obras j\u00e1 estiveram em mais de 40 exposi\u00e7\u00f5es, em espa\u00e7os como o MACRS, Memorial do RS, Pa\u00e7o Municipal, Assembleia Legislativa, Galeria Duque e Galeria Gravura. \u201cA mulher que roubava almas\u201d \u00e9 a primeira que re\u00fane toda sua produ\u00e7\u00e3o em uma montagem retrospectiva, incluindo obras in\u00e9ditas.<br \/>\n\u201cCada vez que desenho um rosto \u00e9 como se acariciasse o mais profundo humano que habita aquela criatura<em>,\u201d\u00a0<\/em>afirma a artista, que se confessa apaixonada pela figura humana. Disc\u00edpula de Dalton de Luca, Renato Garcia, Will Cava, Gustavo Diaz, Paulo Chimendes, Ana Lovatto, Daisy Viola, Deborah Paiva e Fernando Baril, Gra\u00e7a bebe em diversas t\u00e9cnicas e utiliza v\u00e1rios materiais, como aquarela, nanquim, pastel e at\u00e9 caf\u00e9, para expressar sua passionalidade e seu ativismo.<br \/>\nSegundo o material de divulga\u00e7\u00e3o, como artista Gra\u00e7a Craidy n\u00e3o deixou de ser comunicadora, e usa sua obra tamb\u00e9m para exercer cr\u00edtica social. A tem\u00e1tica do feminino e da viol\u00eancia contra a mulher est\u00e3o presentes em sua trajet\u00f3ria e estar\u00e3o em evid\u00eancia na exposi\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m o olhar perplexo sobre a natureza faz parte de suas cria\u00e7\u00f5es, em retratos de flores e p\u00e1ssaros.<br \/>\nEm suas mais recentes obras, a inventividade e a observa\u00e7\u00e3o de quem retrata o sentimento humano afloram. Em \u201cRetratos da Paix\u00e3o\u201d, Gra\u00e7a explora o v\u00edcio de beber caf\u00e9 em retratos nos quais a bebida aparece como mat\u00e9ria-prima inusitada. A s\u00e9rie in\u00e9dita \u201cRetratos da Solid\u00e3o\u201d revela um olhar sobre o abandono da velhice em flagrantes de velhos e velhas nas janelas da cidade, uma express\u00e3o de compaix\u00e3o da retratista que n\u00e3o rouba as almas, mas as coloca em evid\u00eancia.<br \/>\n<figure id=\"attachment_63531\" aria-describedby=\"caption-attachment-63531\" style=\"width: 248px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-63531\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/gra\u00e7a.-Retratos-da-paixao.2-248x400.jpg\" alt=\"\" width=\"248\" height=\"400\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-63531\" class=\"wp-caption-text\">Obra da s\u00e9rie &#8220;Retratos da Paix\u00e3o&#8221;. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><br \/>\nSERVI\u00c7O<br \/>\n<strong>Exposi\u00e7\u00e3o: A mulher que roubava almas<\/strong><br \/>\nA artista pl\u00e1stica Gra\u00e7a Craidy apresenta sua trajet\u00f3ria em 115 retratos divididos em 11 m\u00f3dulos: Retratos do Amor, Retratos da Diversidade, Retratos da Viol\u00eancia, Retratos da Morte, Retratos do<br \/>\nDesespero, Retratos da Guerra, Retratos da Natureza, Retratos das Artes, Retratos do Expressionismo, Retratos da Paix\u00e3o e Retratos da Solid\u00e3o.<br \/>\n<strong>Per\u00edodo:<\/strong>\u00a0de 3 a 31 de julho, de ter\u00e7a a s\u00e1bado, das 10h \u00e0s 18h<br \/>\n<strong>Abertura:<\/strong>\u00a0ter\u00e7a, 3 de julho, \u00e0s 18h<br \/>\n<strong>Local:<\/strong>\u00a0Espa\u00e7o Cultural Correios, localizado no t\u00e9rreo do Memorial do Rio Grande do Sul (entrada pela Rua Sep\u00falveda, no Centro Hist\u00f3rico, Porto Alegre).<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>HIGINO BARROS Artista pl\u00e1stica de extensa e constante produ\u00e7\u00e3o, Gra\u00e7a Craidy mostra a partir da ter\u00e7a-feira, 3 de julho, uma vertente poderosa de seu trabalho ao longo de uma trajet\u00f3ria de quase 30 anos de produ\u00e7\u00e3o, os retratos. 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