{"id":63569,"date":"2018-07-02T18:06:51","date_gmt":"2018-07-02T21:06:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=63569"},"modified":"2018-07-02T18:06:51","modified_gmt":"2018-07-02T21:06:51","slug":"parada-gay-celebra-diversidade-sexual-reunindo-50-mil-pessoas-no-parque-da-redencao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/parada-gay-celebra-diversidade-sexual-reunindo-50-mil-pessoas-no-parque-da-redencao\/","title":{"rendered":"Parada Gay celebra diversidade sexual reunindo 50 mil pessoas no Parque da Reden\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><strong>Higino Barros<\/strong><br \/>\nO bar Ocidente, um dos templos da contracultura em Porto Alegre, sempre foi um local onde se criaram lendas, hist\u00f3rias e acontecimentos que n\u00e3o ocorrem em outros locais de divers\u00e3o e lazer noturno na capital ga\u00facha.<br \/>\nNo in\u00edcio dos anos 1980, toda segunda-feira, era dia da comunidade gay, l\u00e9sbica e outras tribos, ocuparem o lugar e mostrar a que veio. O lugar mais disputado: o balc\u00e3o do bar, melhor lugar para ver e ser visto.<br \/>\n<img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-63571\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/parada-1-265x400.jpg\" alt=\"\" width=\"265\" height=\"400\" \/><br \/>\nPara chegar l\u00e1 e se manter, havia todo um ritual, quase hier\u00e1rquico, r\u00edgido e obedecido por todos. Mas era frequente, chegar gente que nunca havia frequentado ou n\u00e3o sabia de suas leis n\u00e3o escritas e se instalava de imediato no balc\u00e3o. Era quando se aproximavam as frequentadoras veteranas, donas do peda\u00e7o e perguntavam para a aspirante \u00e0 gl\u00f3ria; \u201c tu \u00e9 miss o qu\u00ea?\u201d.<br \/>\nA maioria era Misss Rodovi\u00e1ria Cacimbinhas, Miss Segura ou Miss sem import\u00e2ncia nenhuma e era praticamente escorra\u00e7ada do balc\u00e3o. L\u00e1 era territ\u00f3rio sagrado de Miss Parada Gay, ou algo semelhante e as Miss consagradas tinham status, import\u00e2ncia e zelavam por suas conquistas.<br \/>\n<figure id=\"attachment_63572\" aria-describedby=\"caption-attachment-63572\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-63572\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/parada-2-400x265.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"265\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-63572\" class=\"wp-caption-text\">Foto Ricardo Stricher\/J\u00c1<\/figcaption><\/figure><br \/>\n<strong>Miss masculina<\/strong><br \/>\nPois nesse domingo, dia 1\u00ba de julho, o Parque da Reden\u00e7\u00e3o foi ocupado por dezenas de Miss masculinas, de todos os lugares e recantos, de todos os status, cor, credo e orienta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica para celebrar a Parada Gay. O dia com sol ameno e c\u00e9u azul, depois de tr\u00eas finais de semana com cinzentos com chuva e frio, contribuiu tamb\u00e9m para levar muita gente ao local.<br \/>\nSegundo os organizadores cerca de 50 mil pessoas participaram do evento. Maioria jovem que se enfeitou, se coloriu, cobriu-se com as cores do arco \u00edris e acima de tudo se divertiu, sem que houvesse dist\u00farbios ou ocorr\u00eancias de viol\u00eancia. A Brigada Militar estava presente e fazendo um policiamento ostensivo e eficiente.<br \/>\nQuem esteve ausente foi o poder p\u00fablico municipal e estadual, que em anos anteriores fizeram parcerias com as entidades civis organizadores da Parada, em prol da sa\u00fade, de sexo seguro e de outras iniciativas coletivas, que s\u00e3o obriga\u00e7\u00f5es dos governantes.<br \/>\nA presen\u00e7a de fam\u00edlias, com idosos, crian\u00e7as, adolescentes e de todas as faixas de idade foi uma mostra que consider\u00e1vel parcela da sociedade ga\u00facha participa dessa celebra\u00e7\u00e3o.Que torna Porto Alegre mais fraterna, mais tolerante e em dia com as pr\u00e1ticas mais avan\u00e7adas no que diz respeito a Direitos Humanos e Diversidade Sexual.<br \/>\n<strong>As fotos s\u00e3o de Ricardo Stricher.<\/strong><br \/>\n<figure id=\"attachment_63573\" aria-describedby=\"caption-attachment-63573\" style=\"width: 265px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-63573\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/parada-3-265x400.jpg\" alt=\"\" width=\"265\" height=\"400\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-63573\" class=\"wp-caption-text\">Foto Ricardo Stricher\/J\u00c1<\/figcaption><\/figure><br \/>\n<img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-63574\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/parada-4-400x265.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"265\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Higino Barros O bar Ocidente, um dos templos da contracultura em Porto Alegre, sempre foi um local onde se criaram lendas, hist\u00f3rias e acontecimentos que n\u00e3o ocorrem em outros locais de divers\u00e3o e lazer noturno na capital ga\u00facha. 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