{"id":64080,"date":"2018-07-24T22:40:35","date_gmt":"2018-07-25T01:40:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=64080"},"modified":"2018-07-24T22:40:35","modified_gmt":"2018-07-25T01:40:35","slug":"maioria-dos-acessos-a-internet-no-brasil-e-via-celular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/maioria-dos-acessos-a-internet-no-brasil-e-via-celular\/","title":{"rendered":"Maioria dos acessos \u00e0 internet no Brasil \u00e9 via celular"},"content":{"rendered":"<p>A conex\u00e3o \u00e0 internet somente pelo celular se tornou a forma mais comum de navegar na\u00a0web\u00a0no Brasil.<br \/>\nA conclus\u00e3o \u00e9 da pesquisa TIC Domic\u00edlios 2017, produzida pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informa\u00e7\u00e3o (CETIC.Br), vinculado \u00e0s Na\u00e7\u00f5es Unidas e ao Comit\u00ea Gestor da Internet no Brasil. O levantamento divulgado hoje (24) \u00e9 um dos mais importantes do pa\u00eds sobre o tema.<br \/>\nEm 2017, 49% dos lares brasileiros dependiam de um celular para acessar a rede mundial de computadores. O \u00edndice foi pela primeira vez superior aos domic\u00edlios que usam tanto dispositivos m\u00f3veis quanto computadores de mesa (os chamados\u00a0desktops) para se conectarem. Dos lares pesquisados, 19% acessavam a internet mas n\u00e3o possu\u00edam computador.<br \/>\nA exclusividade da conex\u00e3o m\u00f3vel est\u00e1 mais presente nas classes de menor renda. Enquanto na classe A o \u00edndice de domic\u00edlios com acesso \u00e0 web e computador \u00e9 de 98%, nas classes D e E esse \u00edndice \u00e9 de apenas 7%. Entre os usu\u00e1rios deste segmento, 80% dependem de um celular pra navegar. Essa preval\u00eancia se manifesta tamb\u00e9m nas \u00e1reas rurais (72%) e no recorte de g\u00eanero, estando presente mais entre mulheres (53%) do que entre homens (45%).<br \/>\nO fator socioecon\u00f4mico foi confirmado pelos entrevistados como barreira. A dificuldade de pagar pelo servi\u00e7o foi apontada como principal obst\u00e1culo \u00e0 conex\u00e3o, mencionado por 27% dos entrevistados. Os dados revelam desigualdade no acesso \u00e0 internet em geral com \u00edndice na casa dos 30% nas classes D e E e em 99% na classe A.<br \/>\n\u201cExiste uma popula\u00e7\u00e3o de internautas no Brasil que tem rela\u00e7\u00e3o exclusivamente mediada pelo telefone celular. Isso est\u00e1 ligado ao marcador socioecon\u00f4mico. Os de A e B combinam atividades mais convenientes pelo celular e outras pelo computador, quando requer teclado ou tela maior. Quem n\u00e3o tem acesso ao computador utiliza apenas o celular e isso acaba sendo um fator de limita\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os que a pessoa acessa e das habilidades que vai desenvolver\u201d, analisa Winston Oyadomari, coordenador da pesquisa.<br \/>\nO coordenador acrescenta que esta exclusividade da conex\u00e3o m\u00f3vel muitas vezes n\u00e3o significa que seja por meio de tecnologias 3G ou 4G, ficando limitada, em determinados casos, apenas \u00e0s transmiss\u00f5es sem fio conhecidas como Wi-Fi.<br \/>\nLimites econ\u00f4micos<br \/>\nNa avalia\u00e7\u00e3o de diretor do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e Servi\u00e7o M\u00f3vel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil), Alexander Castro, as restri\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas de uma parcela da popula\u00e7\u00e3o fazem com que ela busque a conex\u00e3o via celular em raz\u00e3o dos planos serem mais acess\u00edveis e terem mais op\u00e7\u00f5es. \u201cA banda larga m\u00f3vel apresenta muito mais op\u00e7\u00f5es para a popula\u00e7\u00e3o, em termos de planos e pre\u00e7os, do que a banda larga fixa. Esta \u00faltima trabalha com o plano ilimitado, com varia\u00e7\u00e3o por velocidade&#8221;, compara.<br \/>\nSegundo Castro, o pre\u00e7o m\u00e9dio do megabit no Brasil caiu de pouco mais de R$ 21,8 para R$ 4,64 entre 2011 e 2017. Contudo, por conta da situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do pa\u00eds ainda h\u00e1 dificuldade nas camadas mais pobres de adquirir o servi\u00e7o. \u201cCom a crise, o desemprego, a popula\u00e7\u00e3o se manteve sem condi\u00e7\u00f5es de contratar, mesmo com a queda nos pre\u00e7os\u201d, opina.<br \/>\nQualidade<br \/>\nNa avalia\u00e7\u00e3o da advogada que ocupa uma das representa\u00e7\u00f5es da sociedade civil no Comit\u00ea Gestor da Internet Fl\u00e1via Lef\u00e9vre, o aumento da depend\u00eancia do celular \u00e9 uma tend\u00eancia preocupante, j\u00e1 que evidencia a desigualdade entre ricos e pobres no acesso \u00e0 Internet. Al\u00e9m disso, as limita\u00e7\u00f5es destes aparelhos e das conex\u00f5es m\u00f3veis, como planos com limites de dados, fazem com que a qualidade do acesso seja consideravelmente pior. S\u00e3o restri\u00e7\u00f5es que dificultam tarefas como assistir a filmes, baixar documentos pesados, usar chamadas de voz, acessar servi\u00e7os de governo eletr\u00f4nico, entre outros.<br \/>\nPar Lef\u00e9vre, que tamb\u00e9m integra a campanha Internet Direito Seu, os brasileiros que dependem do celular v\u00e3o ficar a merc\u00ea de pacotes limitados e dos servi\u00e7os patrocinados, que n\u00e3o consomem dados da franquia. \u201cEssas pessoas v\u00e3o ficar sujeitas aos aplicativos \u2018gratuitos\u2019, \u00e0 sele\u00e7\u00e3o editorial do Facebook. A internet vai virar o Facebook, o Whatsapp ou os apps definidos pela operadora. A gente n\u00e3o pode considerar que algu\u00e9m com essa qualidade de acesso esteja sendo inclu\u00eddo digitalmente\u201d, comenta.<br \/>\n(Da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A conex\u00e3o \u00e0 internet somente pelo celular se tornou a forma mais comum de navegar na\u00a0web\u00a0no Brasil. A conclus\u00e3o \u00e9 da pesquisa TIC Domic\u00edlios 2017, produzida pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informa\u00e7\u00e3o (CETIC.Br), vinculado \u00e0s Na\u00e7\u00f5es Unidas e ao Comit\u00ea Gestor da Internet no Brasil. 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