{"id":64097,"date":"2018-07-25T10:59:38","date_gmt":"2018-07-25T13:59:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=64097"},"modified":"2018-07-25T10:59:38","modified_gmt":"2018-07-25T13:59:38","slug":"estudo-preve-crescimento-da-populacao-brasileira-ate-2047","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/estudo-preve-crescimento-da-populacao-brasileira-ate-2047\/","title":{"rendered":"Estudo prev\u00ea crescimento da popula\u00e7\u00e3o brasileira at\u00e9 2047"},"content":{"rendered":"<p>A popula\u00e7\u00e3o do Brasil vai parar de crescer em 2047, quando o pa\u00eds chegar a 233,2 milh\u00f5es de habitantes.<br \/>\nA partir deste ano, entrar\u00e1 em decl\u00ednio gradual. Em 2060 ter\u00e1 cerca de 5 milh\u00f5es a menos, chegando aos 228,3 milh\u00f5es.<br \/>\nAs proje\u00e7\u00f5es s\u00e3o do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) e fazem parte da Revis\u00e3o 2018 da Proje\u00e7\u00e3o de Popula\u00e7\u00e3o, que estima os padr\u00f5es de crescimento da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds ano a ano, por sexo e idade para os pr\u00f3ximos 42 anos.<br \/>\nAntes de 2048, 12 estados (Piau\u00ed, Bahia, Rio Grande do Sul, Alagoas, Minas Gerais, Para\u00edba, Rio de Janeiro, Cear\u00e1, Pernambuco, Maranh\u00e3o, Paran\u00e1 e Rio Grande do Norte) dever\u00e3o ter redu\u00e7\u00e3o na sua popula\u00e7\u00e3o.<br \/>\nSegundo o IBGE, a principal caracter\u00edstica dessas unidades da federa\u00e7\u00e3o \u00e9 o saldo migrat\u00f3rio negativo.<br \/>\nNo limite da proje\u00e7\u00e3o em 2060, oito estados (Goi\u00e1s, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Amap\u00e1, Roraima, Amazonas e Acre) n\u00e3o ter\u00e3o queda nas suas popula\u00e7\u00f5es. O IBGE explicou que eles apresentam saltos migrat\u00f3rios positivos e\/ou t\u00eam taxas de fecundidade total mais elevadas.<br \/>\nFecundidade<br \/>\nO \u00f3rg\u00e3o acrescentou que o crescimento populacional \u00e9 determinado pela combina\u00e7\u00e3o do perfil migrat\u00f3rio, incluindo \u00e1reas de expuls\u00e3o ou atra\u00e7\u00e3o de pessoas; com taxas de fecundidade de uma unidade da federa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nOs estados do Piau\u00ed e da Bahia apresentam quedas importantes de fecundidade nos \u00faltimos anos e, segundo o instituto, perdem popula\u00e7\u00e3o para outros estados do pa\u00eds.<br \/>\nApesar de n\u00e3o registrar altas quedas de fecundidade, atualmente, a situa\u00e7\u00e3o j\u00e1 foi diferente para o Rio Grande do Sul, que \u00e9 tamb\u00e9m um estado \u201cemissor\u201d. Na defini\u00e7\u00e3o do IBGE, as tr\u00eas unidades da federa\u00e7\u00e3o devem ser os primeiros a apresentar redu\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA taxa de fecundidade total para 2018 \u00e9 1,77 filho por mulher. Quando chegar a 2060, o n\u00famero m\u00e9dio de filhos por mulher poder\u00e1 cair para 1,66. Os estados de Roraima com 1,95; o Par\u00e1,\u00a0 Amap\u00e1,\u00a0 Maranh\u00e3o,\u00a0 Mato Grosso e\u00a0 Mato Grosso do Sul, com 1,80, s\u00e3o os que dever\u00e3o ter as maiores taxas de fecundidade. As menores poder\u00e3o ser no Distrito Federal com 1,50; e em Goi\u00e1s, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, esses com 1,55. A idade m\u00e9dia de 27,2 anos em que as mulheres t\u00eam filhos em 2018, aumentar\u00e1 para 28,8 anos, em 2060.<br \/>\nIdade<br \/>\nA m\u00e9dia de idade da popula\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9\u00a0 32,6 anos em 2018. Os estados da Regi\u00e3o Norte, Alagoas e Maranh\u00e3o t\u00eam a m\u00e9dia em 30 anos. A explica\u00e7\u00e3o \u00e9 que t\u00eam taxas de fecundidade total mais elevadas e se situam mais tardiamente na transi\u00e7\u00e3o da fecundidade. O Acre tem a menor m\u00e9dia (24,9 anos). Ao contr\u00e1rio, os estados das Regi\u00f5es Sul e Sudeste registram m\u00e9dia acima da projetada para o Brasil. O mais envelhecido \u00e9 o Rio Grande do Sul com 35,9 anos. Para o IBGE, o avan\u00e7o na idade populacional pode ser medido tamb\u00e9m com a compara\u00e7\u00e3o das pessoas com 65 anos ou mais e os menores de 15 anos, por meio do \u00edndice de envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o.<br \/>\nConforme o estudo, em 2060, um quarto da popula\u00e7\u00e3o (25,5%) ter\u00e1 mais de 65 anos. No total, para cada 100 pessoas com idade de trabalhar, que \u00e9 a faixa compreendida entre 15 e 64 anos, o pa\u00eds teria 67,2 indiv\u00edduos acima desta idade ou abaixo de 15 anos. No n\u00edvel do Brasil, o \u00edndice em 2018, indica que o pa\u00eds tem 43,2 crian\u00e7as de at\u00e9 14 anos para cada 100 idosos com 65 anos ou mais. Em 2039, a proje\u00e7\u00e3o aponta que o indicador vai passar de 100, o que representar\u00e1 mais pessoas idosas que crian\u00e7as. O estudo mostra que, em 2029, o Rio Grande do Sul dever\u00e1 ser o primeiro a ter uma propor\u00e7\u00e3o maior de idosos do que de crian\u00e7as de at\u00e9 14 anos. Mas em 2033, o Rio de Janeiro e Minas Gerais dever\u00e3o ter rela\u00e7\u00e3o semelhante. Com comportamento diferente, o Amazonas e a Roraima v\u00e3o continuar com mais crian\u00e7as e idosos at\u00e9 o limite da proje\u00e7\u00e3o em 2060.<br \/>\nExpectativa de vida<br \/>\nCom 79,7 anos, Santa Catarina, que, atualmente, tem a maior esperan\u00e7a de vida ao nascer para ambos os sexos, subir\u00e1 para 84,5 anos em 2060. O Maranh\u00e3o, com a menor expectativa de vida ao nascer (71,1 anos) em 2018, vai perder a posi\u00e7\u00e3o para o Piau\u00ed que em 2060, ter\u00e1 a taxa de 77 anos.<br \/>\nDepend\u00eancia<br \/>\nO IBGE estimou tamb\u00e9m que a raz\u00e3o de depend\u00eancia da popula\u00e7\u00e3o brasileira em 2018 \u00e9 44%. Isso significa que 44 pessoas com idades menores de 15 anos e maiores de 64 dependiam de cada 100 indiv\u00edduos em idade de trabalhar. A propor\u00e7\u00e3o deve subir para 67, 2% em 2060.<br \/>\nO instituto chamou aten\u00e7\u00e3o que em 2010, a raz\u00e3o de depend\u00eancia era 47,1% e atingiu o menor patamar em 2017, quando registrou 44%. At\u00e9 2028 a expectativa \u00e9 crescer alcan\u00e7ando 47,4%, o mesmo do que foi anotado em 2010.<br \/>\nEleitores<br \/>\nO IBGE informou que, em 2018, o Brasil tem 160,9 milh\u00f5es potenciais eleitores, ou seja, pessoas com 16 anos ou mais. Em compara\u00e7\u00e3o com 2016 houve uma eleva\u00e7\u00e3o de 2,5%, quando havia 156,9 milh\u00f5es nesta faixa de idade.<br \/>\nImigra\u00e7\u00e3o<br \/>\nA Proje\u00e7\u00e3o de Popula\u00e7\u00e3o avaliou os movimentos de migra\u00e7\u00e3o internacional. A estimativa \u00e9 que,\u00a0entre 2015 e 2022, o n\u00famero de venezuelanos imigrantes no Brasil chegue a 79 mil.<br \/>\nEstudo<br \/>\nA proje\u00e7\u00e3o detalha a din\u00e2mica de crescimento da popula\u00e7\u00e3o brasileira, acompanhando suas principais vari\u00e1veis: fecundidade, mortalidade e migra\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m de projetar o n\u00famero de habitantes do Brasil e das 27 unidades da federa\u00e7\u00e3o no per\u00edodo entre 2010 e 2060. O estudo \u00e9 uma parceria do IBGE com \u00f3rg\u00e3os de planejamento de quase todos os estados brasileiros e segue as recomenda\u00e7\u00f5es da Divis\u00e3o de Popula\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas.<br \/>\n(Com Informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A popula\u00e7\u00e3o do Brasil vai parar de crescer em 2047, quando o pa\u00eds chegar a 233,2 milh\u00f5es de habitantes. A partir deste ano, entrar\u00e1 em decl\u00ednio gradual. Em 2060 ter\u00e1 cerca de 5 milh\u00f5es a menos, chegando aos 228,3 milh\u00f5es. 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