{"id":64775,"date":"2018-08-23T17:53:22","date_gmt":"2018-08-23T20:53:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=64775"},"modified":"2018-08-23T17:53:22","modified_gmt":"2018-08-23T20:53:22","slug":"uma-amostra-do-mel-da-fazenda-barba-negra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/uma-amostra-do-mel-da-fazenda-barba-negra\/","title":{"rendered":"Uma amostra do mel da Fazenda Barba Negra"},"content":{"rendered":"<p>GERALDO HASSE<br \/>\nNo dia 10 de agosto de 2018, um s\u00e1bado chuvoso, a reportagem do JA foi ao encontro de Ademir Hermann na pra\u00e7a central de Gua\u00edba, a cidade de 100 mil habitantes onde a CMPC produz 1,8 milh\u00f5es de toneladas de celulose por ano.<br \/>\nAqui esse sorridente apicultor de 59 anos vende mel de eucalipto a R$ 20 o quilo, 10% mais barato do que os m\u00e9is ofertados no Mercado P\u00fablico de Porto Alegre.<br \/>\n\u00c9 o produto de suas 500 colm\u00e9ias, quantidade que o classifica como um apicultor de n\u00edvel m\u00e9dio, diz ele, que se declara preparado para uma expans\u00e3o de 30% em seu api\u00e1rio nos pr\u00f3ximos anos.<br \/>\nQuando come\u00e7ou a produzir mel no final dos anos 1980, Hermann era um microprodutor com apenas meia d\u00fazia de caixas. Cuidava de suas abelhas nas horas vagas do trabalho como t\u00e9cnico do laborat\u00f3rio da ind\u00fastria de celulose de Gua\u00edba.<br \/>\nEm 1999, numa das transi\u00e7\u00f5es acion\u00e1rias da companhia, aceitou uma gratifica\u00e7\u00e3o para demitir-se. Com parte da indeniza\u00e7\u00e3o, refor\u00e7ou seu api\u00e1rio, j\u00e1 instalado dentro da Fazenda Barba Negra, com 10 mil hectares em Barra do Riacho, onde a CMPC mant\u00e9m um viveiro de mudas de eucalipto e produz madeira.<br \/>\nDesde ent\u00e3o vem crescendo, respeitados os altos e baixos da apicultura, atividade sabidamente dependente das varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas.<br \/>\nFeliz no of\u00edcio que sempre quis exercer, Hermann \u00e9 t\u00e3o importante na hist\u00f3ria da apicultura da Fazenda Barba Negra que ganhou destaque em 2010 num\u00a0release\u00a0sobre o projeto que desde 1981 fomenta a apicultura nos hortos florestais da CMPC espalhados por v\u00e1rios munic\u00edpios do Rio Grande do Sul.<br \/>\nSegundo o texto assinado por Let\u00edcia Vargas, havia na \u00e9poca 18 apicultores envolvidos no projeto que crescera \u00e0 medida que a companhia chilena expandia seus eucaliptais visando produzir madeira para a quadruplica\u00e7\u00e3o da sua capacidade de produ\u00e7\u00e3o de celulose.<br \/>\nEm 2010 a produ\u00e7\u00e3o estimada era de seis toneladas de mel por ano. Os produtores ficavam com 92%, ficando os 8% restantes para o programa social Mel de Eucalipto da Solidariedade, que consiste na doa\u00e7\u00e3o do alimento a escolas e institui\u00e7\u00f5es de atendimento a crian\u00e7as excepcionais das cidades onde a empresa mant\u00e9m plantios de eucalipto.<br \/>\n\u201cAssim, desde 1981, a Celulose Riograndense entrega, aproximadamente, quatro toneladas anuais de mel a institui\u00e7\u00f5es educativas, que utilizam o produto para consumo de seus alunos e revendem o excedente, gerando recursos para a manuten\u00e7\u00e3o das suas atividades\u201d, dizia o texto de Leticia Vargas.<br \/>\nCom a expans\u00e3o dos plantios a partir de 2009, a CMPC chegou a 49 munic\u00edpios, aumentando para 159 o n\u00famero de apicultores credenciados nos hortos da CMPC.<br \/>\nA dimens\u00e3o do programa exigiu a contrata\u00e7\u00e3o de consultores t\u00e9cnicos, incluindo pessoal especializado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que processa parte do mel em seu campus rural em Eldorado do Sul.<br \/>\nNo segundo semestre de 2018, em mais um ajuste operacional, a gest\u00e3o do projeto passou \u00e0s m\u00e3os do\u00a0agr\u00f4nomo Gustavo Zapata,\u00a0\u00a0que j\u00e1 trabalhava como consultor externo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>GERALDO HASSE No dia 10 de agosto de 2018, um s\u00e1bado chuvoso, a reportagem do JA foi ao encontro de Ademir Hermann na pra\u00e7a central de Gua\u00edba, a cidade de 100 mil habitantes onde a CMPC produz 1,8 milh\u00f5es de toneladas de celulose por ano. 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