{"id":64902,"date":"2018-08-28T22:11:47","date_gmt":"2018-08-29T01:11:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=64902"},"modified":"2018-08-28T22:11:47","modified_gmt":"2018-08-29T01:11:47","slug":"o-velho-paixao-parecia-estar-rindo-da-confusao-que-semeou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/o-velho-paixao-parecia-estar-rindo-da-confusao-que-semeou\/","title":{"rendered":"O velho Paix\u00e3o parecia estar rindo da confus\u00e3o que semeou"},"content":{"rendered":"<p>Jo\u00e3o Carlos D&#8217;\u00c1vila Paix\u00e3o C\u00f4rtes, o ga\u00facho inconfund\u00edvel, nascido no rinc\u00e3o dos \u00c1vila, no distrito do Cerro Chato, em Santana do Livramento, foi sepultado nesta ter\u00e7a-feira, 28 de agosto, no cemit\u00e9rio S\u00e3o Miguel e Almas, em Porto Alegre.<br \/>\nEle viveu 91 anos, 70 dos quais dedicados integralmente ao resgate da cultura popular do Rio Grande do Sul, em busca da &#8220;alma do povo&#8221;, como ele dizia.<br \/>\nEm sua faina incans\u00e1vel, revolucion\u00e1ria, ele resgatou express\u00f5es, j\u00e1 quase extintas, de todas as componentes da cultura popular rio-grandense: dos a\u00e7orianos, dos negros, dos ind\u00edgenas, do pe\u00e3o pampeano. Mais de 100 dan\u00e7as e bailados, que j\u00e1 estavam esquecidos, ele resgatou. N\u00e3o foi bem compreendido.<br \/>\nEm seu vel\u00f3rio, no Pal\u00e1cio Piratini, circularam patr\u00f5es dos CTGs e falaram da sua &#8220;contribui\u00e7\u00e3o ao tradicionalismo&#8221;, hoje um movimento conservador, nada parecido com o que Jo\u00e3o Carlos D&#8217;Avila pretendia quando fundou um Centro de Tradi\u00e7\u00f5es Ga\u00fachas em 1948.<br \/>\nAs manchetes dos jornais reduziram-no ao &#8220;tradicionalista&#8221;, &#8220;s\u00edmbolo do gauchismo&#8221;<br \/>\nHirto em seu caix\u00e3o, com o inconfund\u00edvel bon\u00e9, no centro de um sal\u00e3o palaciano, ele parecia estar rindo da confus\u00e3o que semeou.<br \/>\nSua obra, em todo caso, ficou e o tempo h\u00e1 de fazer justi\u00e7a, n\u00e3o ao ga\u00facho Paix\u00e3o C\u00f4rtes, idolatrado como arqu\u00e9tipo de um tempo perdido. Justi\u00e7a ao pesquisador que foi buscar junto ao povo as ra\u00edzes da cultura e da vida social.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jo\u00e3o Carlos D&#8217;\u00c1vila Paix\u00e3o C\u00f4rtes, o ga\u00facho inconfund\u00edvel, nascido no rinc\u00e3o dos \u00c1vila, no distrito do Cerro Chato, em Santana do Livramento, foi sepultado nesta ter\u00e7a-feira, 28 de agosto, no cemit\u00e9rio S\u00e3o Miguel e Almas, em Porto Alegre. 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