{"id":650,"date":"2008-06-12T16:08:49","date_gmt":"2008-06-12T19:08:49","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=650"},"modified":"2008-06-12T16:08:49","modified_gmt":"2008-06-12T19:08:49","slug":"todo-se-encontram-na-lanchera","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/todo-se-encontram-na-lanchera\/","title":{"rendered":"Todo se encontram na &quot;lanchera&quot;"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><span style=\"font-weight: bold\">Helen Lopes<\/span><\/span><\/p>\n<div class=\"texto\" style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;text-align: justify\"><span style=\"font-size: x-small\">O ambiente n\u00e3o  tem nada de especial: mesas de m\u00e1rmore, cadeiras de madeira e o tradicional  balc\u00e3o de metal com bancos altos, de onde se pode escolher os salgados pelo  aspecto. A aus\u00eancia de janelas, de uns anos para c\u00e1, passou a ser menos  angustiante gra\u00e7as aos gigantes ventiladores que borrifam got\u00edculas de \u00e1gua no  ambiente, tornando-o mais \u00famido. Cheiro de fritura tem sempre, porque al\u00e9m dos  lanches &#8211; xis, bauru, pastel, coxinha e torrada \u2013 tem um buf\u00ea quente mantido  durante 12 horas consecutivas.<br \/>\n<\/span><\/div>\n<p class=\"texto\" style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;text-align: justify\"><span style=\"font-size: x-small\">Apesar disso, ou talvez justamente por essas raz\u00f5es, \u00e9 na Lancheria do  Parque que h\u00e1 26 anos os mais variados p\u00fablicos convivem em harmonia.  Aposentados do Bom Fim e estudantes, porteiros e professores universit\u00e1rios,  atletas da Reden\u00e7\u00e3o e at\u00e9 baladeiros, passam ali. O cara da banda de rock  underground pode estar sentado ao lado do ator de novelas da Globo. Entre eles,  centenas de an\u00f4nimos moradores da regi\u00e3o.<\/span><\/p>\n<div class=\"texto\" style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;text-align: justify\"><span style=\"font-size: x-small\">A lenda \u00e9 que houve um tempo em que o bar n\u00e3o fechava nunca. Sobreviveu  ao auge da esquina maldita, aos punks, \u00e0s drogas, \u00e0s freq\u00fcentes brigas e  tiroteios. \u201cPor isso tive que reduzir o hor\u00e1rio de funcionamento e agora,  fechamos \u00e0s 2h da manh\u00e3\u201d, revela o propriet\u00e1rio Ivo Salton.<br \/>\n<\/span><\/div>\n<p class=\"texto\" style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;text-align: justify\"><span style=\"font-size: x-small\">Todos os dias, \u00e0s seis horas da manh\u00e3, ele ergue as cortinas de ferro do  n\u00ba 1086 da Osvaldo Aranha. Chega de camisa e cal\u00e7a social, mas logo retorna com  o jaleco branco e o bon\u00e9: uniforme inconfund\u00edvel.<\/span><\/p>\n<div class=\"texto\" style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;text-align: justify\"><span style=\"font-size: x-small\">Ao lado da mulher In\u00eas e do sobrinho Neomar, ele administra o neg\u00f3cio, ao  qual dedicou quase metade da vida. \u201cO que me deixa contente \u00e9 o apoio dos  clientes. S\u00e3o compreensivos e me ajudam quando preciso. \u00c9 esse companheirismo  que d\u00e1 \u00e2nimo\u201d, entusiasma-se o descendente de italianos de 56 anos.<br \/>\n<\/span><\/div>\n<p class=\"texto\" style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;text-align: justify\"><span style=\"font-size: x-small\">Nas primeiras horas da manh\u00e3, o balc\u00e3o \u00e9 concorrido. S\u00e3o vigias,  brigadianos, agentes da EPTC, enfermeiras e m\u00e9dicos do plant\u00e3o do HPS. A maioria  solit\u00e1ria quer apenas tomar um caf\u00e9, ler o jornal e sair rapidamente. \u201cVenho  todas as manh\u00e3s, pe\u00e7o um pretinho e um pastel para come\u00e7ar o dia\u201d, diz um  seguran\u00e7a, que sai ligeiro sem deixar o nome.<\/span><\/p>\n<div class=\"texto\" style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;text-align: justify\"><span style=\"font-size: x-small\">Aos 82 anos, Mota Turkinez e o amigo Abra\u00e3o est\u00e3o ali para jogar  palitinho. N\u00e3o marcam hor\u00e1rio, mas no meio da manh\u00e3, todos os companheiros j\u00e1  apareceram. Entre uma partida e outra, tomam caf\u00e9 e suco de laranja, falam de  futebol, dos neg\u00f3cios e at\u00e9 de temas \u201cimpr\u00f3prios para uma mo\u00e7a\u201d.<br \/>\n<\/span><\/div>\n<p class=\"texto\" style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;text-align: justify\"><span style=\"font-size: x-small\">Foi por causa de aposentados como o seu Mota, que o ator Z\u00e9 Victor  Castiel come\u00e7ou a freq\u00fcentar a Lancheria. \u201cPassei aqui na frente um dia, vi eles  jogando palitinho e me lembrei do meu pai\u201d, conta.<\/span><\/p>\n<div class=\"texto\" style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;text-align: justify\"><span style=\"font-size: x-small\">Z\u00e9 Victor morou muito tempo na rua Felipe Camar\u00e3o, mas s\u00f3 depois de  adulto descobriu a \u201clanchereca\u201d, como ele chama. Gostou tanto que transformou o  local em escrit\u00f3rio: \u201cChegava \u00e0s 13h, sentava numa mesa l\u00e1 do fundo e dava  expediente at\u00e9 \u00e0s 19h. Fechava neg\u00f3cios, projetos. O Porto Ver\u00e3o Alegre nasceu  aqui\u201d.<br \/>\n<\/span><\/div>\n<p class=\"texto\" style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;text-align: justify\"><span style=\"font-size: x-small\">O ator tem in\u00fameras hist\u00f3rias para contar da lanchereca. Conhece todos  pelo os gar\u00e7ons pelo nome e esteve na festa de casamento de cinco deles. Numa  ocasi\u00e3o, teve seu carro roubado em frente ao bar. Atrav\u00e9s de uma mobiliza\u00e7\u00e3o dos  gar\u00e7ons e \u201cmalandros\u201d que ficam na frente da Lancheria, umas semanas depois, ele  recebeu um telefonema enquanto tomava um suco. \u201cO carro estava na Francisco  Ferrer, sem nada a menos e tinha um bilhete pedindo desculpas\u201d.<\/span><\/p>\n<div class=\"texto\" style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;text-align: justify\"><span style=\"font-size: x-small\">Mesmo depois da fama e morando num bairro distante, ele garante que  sempre arruma um tempo para rever os amigos. \u201c\u00c9 o elo de liga\u00e7\u00e3o com a vida  comum, simples. Aqui eu sou eu mesmo, me sinto em casa\u201d, revela.<br \/>\n<\/span><\/div>\n<p class=\"texto\" style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;text-align: justify\"><span style=\"font-size: x-small\">\u00c9 tamb\u00e9m a simplicidade e o ambiente caseiro que atrai at\u00e9 hoje o  empres\u00e1rio Federico, de 38 anos. S\u00f3cio de um bar na Cidade Baixa, ele janta  todos os dias no final da tarde, antes de ir para o trabalho. \u201cLeio o jornal,  como e vou embora. Nem paro pra conversar com ningu\u00e9m\u201d.<\/span><\/p>\n<div class=\"texto\" style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;text-align: justify\"><span style=\"font-size: x-small\">Rotina bem diferente de duas d\u00e9cadas atr\u00e1s, quando aos 18 anos, passava  na \u201clanchera\u201d antes de ir no Ocidente. \u201cEra o nosso ponto de encontro\u201d, recorda.<br \/>\n<\/span><\/div>\n<p class=\"texto\" style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;text-align: justify\"><span style=\"font-size: x-small\">Com o fim da bo\u00eamia na Osvaldo Aranha, a Lancheria perdeu parte do seu  p\u00fablico noturno. Mas ainda \u00e9 poss\u00edvel ver o Frank Jorge tomando uma \u201cceva\u201d na  mesa do fundo. E sempre tem algu\u00e9m montando uma banda ou combinado uma  manifesta\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<div class=\"texto\" style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;text-align: justify\"><span style=\"font-size: x-small\">A proibi\u00e7\u00e3o do fumo tamb\u00e9m espantou um pouco os clientes da noite \u201cEra  necess\u00e1rio, n\u00e3o t\u00ednhamos ventila\u00e7\u00e3o adequada\u201d, afirma seu Ivo.Alguns n\u00e3o se  importam. Caso do professor universit\u00e1rio Eduardo. \u201cFumo na rua, antes de entrar  ou quando vou embora\u201d. A suspens\u00e3o do cigarro trouxe um p\u00fablico novo para o  hor\u00e1rio: as crian\u00e7as. Passava das 21h, quando o casal Ana e Jo\u00e3o entrou com a  filha de colo Melissa. Enquanto aguardavam um lanche para levar, tomaram uma  cerveja e brincaram com a crian\u00e7a. \u201cNamor\u00e1vamos aqui, hoje continuamos vindo, s\u00f3  que agora com companhia\u201d, brinca a m\u00e3e.<br \/>\n<span style=\"font-weight: bold\">Buf\u00ea permanente e suco: institui\u00e7\u00f5es da  casa<\/span><br \/>\nEm qualquer momento, entre \u00e0s 10h\u00a0 e \u00e0s 24h, \u00e9 poss\u00edvel comer um  prato de comida caseira pelo pre\u00e7o mais acess\u00edvel da regi\u00e3o. O buf\u00ea livre custa  R$ 5,00 e os alimentos s\u00e3o repostos quase at\u00e9 a hora de fechar o bar. \u201cEnquanto  tem gente comendo, mantemos os pratos quentes\u201d, observa seu Salton.<br \/>\n<\/span><\/div>\n<p class=\"texto\" style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;text-align: justify\"><span style=\"font-size: x-small\">O suco natural tamb\u00e9m \u00e9 outra marca da casa. A medida \u00e9 o  \u201cliquidificador\u201d, que custa entre dois reais e dois e setenta. \u201c\u00c9 o melhor custo  beneficio da cidade\u201d, garante um corredor do Ramiro Souto.<\/span><\/p>\n<div class=\"texto\" style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;text-align: justify\"><span style=\"font-size: x-small\">\u201cMam\u00e3ocomlaranjasemgelo!\u201d, grita o gar\u00e7om do meio do sal\u00e3o. A orienta\u00e7\u00e3o  revela \u00e0 todos os freq\u00fcentadores os pedidos individuais. \u201c\u00c9 uma maneira de  agilizar\u201d, esclarece Valmir Pederiva &#8211; o alem\u00e3o Baldequi.<br \/>\n<\/span><\/div>\n<p class=\"texto\" style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;text-align: justify\"><span style=\"font-size: x-small\">Ele \u00e9 um dos gar\u00e7ons mais antigos da casa, come\u00e7ou um ano depois da  inaugura\u00e7\u00e3o. Assim como muitos colegas, veio da mesma cidade de seu Ivo,  Encantado, no interior do Estado. \u201cNossas fam\u00edlias eram  vizinhas\u201d.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<div class=\"texto\" style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;text-align: justify\"><span style=\"font-size: x-small\"><span style=\"font-weight: bold\">Economia solid\u00e1ria<\/span><br \/>\nO gar\u00e7om  conhece quase todos os clientes pelo nome. \u201cA conversa come\u00e7a pela corneta do  futebol, mas depois vem a amizade\u201d, conta Baldequi, que hoje \u00e9 um dos onze  s\u00f3cios de seu Ivo.<br \/>\n<\/span><\/div>\n<p class=\"texto\" style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;text-align: justify\"><span style=\"font-size: x-small\">Atrav\u00e9s de pequenas cotas, o sistema associativo foi a maneira encontrada  para fugir dos encargos e dar mais motiva\u00e7\u00e3o aos funcion\u00e1rios. A op\u00e7\u00e3o  desenvolve a imagina\u00e7\u00e3o dos freq\u00fcentadores e os mais ass\u00edduos t\u00eam teses sobre a  lucratividade da Lancheria.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<div class=\"texto\" style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;text-align: justify\"><span style=\"font-size: x-small\">\u201cS\u00e3o donos de todo esse pr\u00e9dio\u201d, opina um homem sentado ao balc\u00e3o. \u201cTodos  t\u00eam casa na praia ou moram em grandes apartamentos\u201d, garante outro. \u201cPudera! S\u00e3o  mais de tr\u00eas mil p\u00e3es vendidos por dia\u201d,\u00a0 acredita um terceiro.<br \/>\n<\/span><\/div>\n<p class=\"texto\" style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;text-align: justify\"><span style=\"font-size: x-small\">Reservado, seu Ivo n\u00e3o revela muito sobre o neg\u00f3cio. Com muito custo,  conta que em m\u00e9dia s\u00e3o vendidos mil p\u00e3es por dia. \u201cSuco n\u00e3o tem como contar\u201d,  desvia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small\"><span style=\"font-weight: bold;font-style: italic;font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\">Essa  reportagem \u00e9 um dos destaques da edi\u00e7\u00e3o 385 do jornal J\u00c1 Bom Fim\/Moinhos. A  publica\u00e7\u00e3o \u00e9 quinzenal e circula gratuitamente nos 10 bairros da \u00e1rea central de  Porto Alegre.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Helen Lopes O ambiente n\u00e3o tem nada de especial: mesas de m\u00e1rmore, cadeiras de madeira e o tradicional balc\u00e3o de metal com bancos altos, de onde se pode escolher os salgados pelo aspecto. 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