{"id":65104,"date":"2018-08-31T19:45:18","date_gmt":"2018-08-31T22:45:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=65104"},"modified":"2018-08-31T19:45:18","modified_gmt":"2018-08-31T22:45:18","slug":"pregando-rebeliao-e-socialismo-julio-flores-chegou-a-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/pregando-rebeliao-e-socialismo-julio-flores-chegou-a-4\/","title":{"rendered":"Pregando rebeli\u00e3o e socialismo, Julio Flores chegou a 4% no Ibope"},"content":{"rendered":"<p><strong>FRANCISCO RIBEIRO<\/strong><br \/>\nA proximidade dos 60 anos n\u00e3o o fez perder o \u00edmpeto dos tempos do<br \/>\nmovimento estudantil e de militante trotskista. Os anos, d\u00e9cadas, n\u00e3o moderaram seu<br \/>\napetite revolucion\u00e1rio, o desprezo \u00e0 classe dominante, e o desejo de rebeli\u00e3o contra a ordem estabelecida.<br \/>\nJulio Flores, professor de matem\u00e1tica, candidato, mais uma vez, ao governo<br \/>\ndo estado pelo PSTU, diz que n\u00e3o ficou surpreso com o surpreendente \u00edndice de quatro por cento de inten\u00e7\u00f5es de voto que alcan\u00e7ou na \u00faltima pesquisa do Ibope*.<br \/>\nPara ele, a situa\u00e7\u00e3o de miserabilidade, desemprego, e falta de perspectivas para uma massa de milh\u00f5es de ga\u00fachos e brasileiros, torna o seu partido uma alternativa.<br \/>\nEle, por\u00e9m, n\u00e3o tem ilus\u00f5es. Diante da falta de espa\u00e7o na propaganda gratuita \u2013 apenas seis segundos de exposi\u00e7\u00e3o \u2013, acha que dificilmente este \u00edndice, para muitos um fen\u00f4meno, se manter\u00e1.<br \/>\nNesta entrevista ao J\u00c1, Flores, ao lado de sua candidata a vice, a pedagoga Ana Cl\u00e9lia, exp\u00f5e o seu programa de governo para o Rio Grande do Sul, suas id\u00e9ias e projetos para a constru\u00e7\u00e3o do socialismo.<br \/>\n<figure id=\"attachment_65106\" aria-describedby=\"caption-attachment-65106\" style=\"width: 450px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-65106\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Julio-Flores-com-vice-450x302.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"302\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-65106\" class=\"wp-caption-text\">Flores, com a vice, pedagoga Ana Cl\u00e9lia<\/figcaption><\/figure><br \/>\nJA:<strong> O PSTU sempre teve \u00edndices nas pesquisas, agora alcan\u00e7ou 4%. Ao que o sr. atribui este espantoso crescimento?<\/strong><br \/>\nJ\u00falio Flores: Em primeiro lugar a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica nacional do ponto de vista<br \/>\nconjuntural dos \u00faltimos quatro anos, particularmente do ponto de vista hist\u00f3rico. Temos uma situa\u00e7\u00e3o de miserabilidade, e isto colocou uma disposi\u00e7\u00e3o maior da classe trabalhadora em enfrentar os ataques do grande capital. Mas h\u00e1 um componente hist\u00f3rico importante, que \u00e9 a decep\u00e7\u00e3o com o PT, que se enquadrou no status quo, passando, como era nos anos 1980, de um partido progressista para uma agremia\u00e7\u00e3o regressiva e um sustent\u00e1culo da ordem. Uma decep\u00e7\u00e3o, pois se esperava muito do PT, ao assumir o poder, fizesse mudan\u00e7as profundas de ordem pol\u00edtica e social. E, pelo contr\u00e1rio, uniu-se ao grande capital. Os governos Lula e Dilma tamb\u00e9m fizeram alian\u00e7as\u00a0com o que h\u00e1 de pior na pol\u00edtica, MDB, Sarney, Temer, Maluf. E, particularmente os banqueiros, como o Meireles, que hoje \u00e9 candidato a presid\u00eancia da rep\u00fablica pelo MDB. Enfim, do nosso ponto de vista, a c\u00fapula petista nunca foi socialista. E \u00e9 a partir desse desencanto com o PT que o PSTU aparece como uma alternativa a classe trabalhadora. Ou seja, a classe quer lutar, quer o enfrentamento, e o PSTU aparece como uma alternativa revolucion\u00e1ria e socialista para ocupar este espa\u00e7o, constituir-se\u00a0num partido como aquilo que se esperava do PT.<br \/>\n<strong>J\u00c1: H\u00e1 um processo de radicaliza\u00e7\u00e3o das massas?<\/strong><br \/>\nJF: Com certeza. Os trabalhadores e o povo pobre est\u00e3o cada vez mais indignados. J\u00e1<br \/>\ns\u00e3o, aproximadamente, dois milh\u00f5es de desempregados no Rio Grande do Sul. O regime burgu\u00eas, e suas institui\u00e7\u00f5es, como o Congresso Nacional, est\u00e3o completamente desmoralizados. A corrup\u00e7\u00e3o \u00e9 algo inerente ao capitalismo, e esta coisa de meter a m\u00e3o no dinheiro p\u00fablico \u00e9 muito antiga. Nos estados as assembl\u00e9ias legislativas est\u00e3o a servi\u00e7o dos grandes capitalistas e dos latifundi\u00e1rios. O \u00fanico interesse \u00e9 acumular capital em detrimento dos trabalhadores. Isto provoca uma indigna\u00e7\u00e3o, uma rebeli\u00e3o, como foi o caso da greve dos camioneiros que parou o Brasil de Norte a Sul. O que foi um caso de enfrentamento com o governo Temer, e tivemos chance, inclusive, de derrub\u00e1-lo. Para tanto, bastava as centrais sindicais chamarem para uma greve geral. O Lula poderia ter feito isso, pois, mesmo na cadeia, ele seria ouvido. Ao inv\u00e9s disso o PT preferiu apostar no processo eleitoral.<br \/>\n<strong>J\u00c1: O sr. prega abertamente a rebeli\u00e3o. Isso parece, para muitos, uma esp\u00e9cie de<\/strong><br \/>\n<strong>arroubo juvenil, literatura de esquerda, uma palavra de ordem l\u00e1 do movimento<\/strong><br \/>\n<strong>estudantil, anos 60 e 70 do s\u00e9culo passado. O sr n\u00e3o teme ser rotulado como<\/strong><br \/>\n<strong>panflet\u00e1rio, de n\u00e3o ser levado a s\u00e9rio?<\/strong><br \/>\nJF: N\u00e3o. Acho que o povo brasileiro est\u00e1 levando a id\u00e9ia de rebeli\u00e3o a s\u00e9rio. A greve<br \/>\ndos camioneiros, que falei h\u00e1 pouco, \u00e9 uma prova disso. J\u00e1 teve outras manifesta\u00e7\u00f5es, como aquelas que antecederam a Copa de 2014, contra o aumento das passagens de<br \/>\n\u00f4nibus e tamb\u00e9m pelo desperd\u00edcio de dinheiro p\u00fablico com as obras do mundial. E<br \/>\numa coisa que n\u00e3o se resume ao Brasil, vide os conflitos em Honduras e na Nicar\u00e1gua, onde o Ortega est\u00e1 por um fio. Na Argentina temos uma manifesta\u00e7\u00e3o fant\u00e1stica pela legaliza\u00e7\u00e3o do aborto. Ou seja, h\u00e1 uma onda de lutas libert\u00e1rias por todo o mundo.<br \/>\n<strong>J\u00c1: Vivemos uma etapa pr\u00e9-revolucion\u00e1ria?<\/strong><br \/>\nJF: Exatamente. Uma situa\u00e7\u00e3o em que os trabalhadores n\u00e3o querem suportar calados. E isto significa se rebelar. Uma revolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o acontece \u00e0 toa. Acontece no calor das<br \/>\nmobiliza\u00e7\u00f5es populares. O regime atual est\u00e1 podre e um combust\u00edvel natural para a<br \/>\nmobiliza\u00e7\u00e3o popular. A corrup\u00e7\u00e3o \u00e9 coisa que indigna a todos. Ent\u00e3o propomos uma<br \/>\nrebeli\u00e3o dos trabalhadores em seus locais de trabalho, atrav\u00e9s dos seus conselhos,<br \/>\nelei\u00e7\u00e3o de delegados, representantes, nas empresas. Foi uma experi\u00eancia que ocorreu no Chile, de Salvador Allende, e na R\u00fassia &#8230;<br \/>\n<strong>J\u00c1: O sr, eleito governador, vai querer construir uma Rep\u00fablica Rio-Grandense<\/strong><br \/>\n<strong>dos soviets(conselhos)?<\/strong><br \/>\nJF: (risos). N\u00e3o, estamos em 2018, n\u00e3o em 1917. A hist\u00f3ria tamb\u00e9m provou a<br \/>\nimpossibilidade de socialismo num s\u00f3 pa\u00eds, quanto mais num estado de uma federa\u00e7\u00e3o como o nosso. Mas a id\u00e9ia de conselhos populares para a tomada de decis\u00f5es visando o bem comum \u00e9 boa. Trata-se, \u00e9 \u00f3bvio, de um projeto nacional, internacional, at\u00e9.\u00a0Disputar de Norte a Sul e de Leste a Oeste os cora\u00e7\u00f5es e as mentes dos trabalhadores. \u00c9 um processo. E n\u00e3o \u00e9 apenas nesta conjuntura e neste processo eleitoral. A luta vai seguir.<br \/>\n<strong>J\u00c1: O sr, principalmente sendo professor, deve ter muitos projetos na \u00e1rea de<\/strong><br \/>\n<strong>educa\u00e7\u00e3o. Quais s\u00e3o?<\/strong><br \/>\nJF: Eu e a minha vice, Ana Cl\u00e9lia, somos da \u00e1rea da Educa\u00e7\u00e3o. Achamos que \u00e9 preciso investir pesado num ensino de qualidade e num sal\u00e1rio digno para os educadores recuperando, inclusive, as perdas que tiveram. H\u00e1 um desmonte, sucateamento, da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica em n\u00edvel nacional. O modelo que foi aprovado nos governos Lula e Dilma, o PNE, \u00e9 um modelo privatista, baseado na meritocracia. Tamb\u00e9m \u00e9 preciso rever a reforma do ensino m\u00e9dio, que desobriga a obrigatoriedade de disciplinas como a Filosofia, por exemplo. Isto \u00e9 um absurdo. N\u00f3s queremos um ensino p\u00fablico de turno integral, onde os filhos dos trabalhadores tenham acesso a todo o conhecimento necess\u00e1rio a uma excelente forma\u00e7\u00e3o interdisciplinar \u2013 humana, t\u00e9cnica, cient\u00edfica \u2013 para que entendam o mundo e n\u00e3o sejam ref\u00e9ns. Grandes investimentos em laborat\u00f3rios e bibliotecas.<br \/>\n<strong>J\u00c1: O RS tamb\u00e9m passa por uma crise do funcionalismo, parcelamento de<\/strong><br \/>\n<strong>sal\u00e1rios, n\u00e3o reposi\u00e7\u00e3o de quadros em setores fundamentais como o da seguran\u00e7a,\u00a0<\/strong><strong>extin\u00e7\u00f5es de funda\u00e7\u00f5es como a TVE, por exemplo. Como o sr. analisa isso?<\/strong><br \/>\nJF: A primeira coisa a fazer \u00e9 anular estas extin\u00e7\u00f5es das funda\u00e7\u00f5es. Elas s\u00e3o<br \/>\nfundamentais para o desenvolvimento econ\u00f4mico do estado. Elas foram feitas em troca de uma suposta arrecada\u00e7\u00e3o que \u00e9 finita. Trata-se de patrim\u00f4nio p\u00fablico, empresas que t\u00eam um valor inestim\u00e1vel para a popula\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m queremos reestatizar a CRT, hoje nas m\u00e3os da OI, e a parte da CEE que foi privatizada. Obviamente somos contr\u00e1rios \u00e0 privatiza\u00e7\u00e3o da Sulgas, da CRM, Banrisul e da parte que sobrou da CEE. Queremos estatais s\u00f3lidas no aporte de energia e telecomunica\u00e7\u00f5es, essenciais para o desenvolvimento do estado.Por outro lado temos que estudar a feitura de novos concursos p\u00fablicas para pelo menos recompor os quadros. A recupera\u00e7\u00e3o salarial dos servidores, o fim do parcelamento das remunera\u00e7\u00f5es do funcionalismo, como vem fazendo o governo Sartori, que est\u00e1 endividando &#8211; pelo acr\u00e9scimo de juros devido ao atraso nos pagamento \u2013 aqueles trabalhadores mais humildes. Enfim, para termos um servi\u00e7o p\u00fablico de qualidade \u00e9 preciso tratar os funcion\u00e1rios com dignidade e sal\u00e1rios justos. N\u00e3o \u00e9 o que est\u00e1 acontecendo. Temos um servidor desmoralizado, desestimulado. H\u00e1 casos, inclusive, de suic\u00eddio.<br \/>\n<strong>J\u00c1: E na \u00e1rea da Sa\u00fade, onde o atendimento a popula\u00e7\u00e3o chega a quase<\/strong><br \/>\n<strong>indig\u00eancia?<\/strong><br \/>\nJF: Na \u00e1rea da Sa\u00fade, um dos aspectos centrais do nosso projeto estadual \u00e9 \u2013 al\u00e9m da recupera\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de novas unidades de atendimento, hospitais e postos de sa\u00fade \u2013 investir em ci\u00eancia atrav\u00e9s de conv\u00eanios com as universidades. Descentralizar a sa\u00fade para evitar a ambulancioterapia. Eu haja atendimento especializado nas diversas regi\u00f5es do estado. Defendemos um SUS cem por cento estatal e controlado pelo povo. A falta de leitos nos hospitais controlados pelo SUS \u00e9 um esc\u00e2ndalo. Pessoas nas emerg\u00eancias, nos corredores. Sofro isso na pr\u00f3pria carne, pois minha m\u00e3e, muito doente, est\u00e1 num corredor do hospital da PUC. Por isso queremos a expropria\u00e7\u00e3o, a estatiza\u00e7\u00e3o dos hospitais privados. A sa\u00fade n\u00e3o \u00e9 uma mercadoria, deve ser totalmente p\u00fablica.<br \/>\n<strong>J\u00c1: A quest\u00e3o mais debatida no estado e no resto do pa\u00eds \u00e9 a falta de seguran\u00e7a.<\/strong><br \/>\n<strong>Como o sr. pretende tratar o problema?<\/strong><br \/>\nJF: H\u00e1 o problema estrutural, sist\u00eamico, e coisas mais moment\u00e2neas. A primeira coisa \u00e9 unificar as pol\u00edcias e desmilitariz\u00e1-las. Precisamos de uma pol\u00edcia unia e desarmada.<br \/>\nUma pol\u00edcia que seja controlada externamente pela popula\u00e7\u00e3o, pois, primeira pergunta, a quem ela protege? O grande capital, as propriedades privadas dos meios de produ\u00e7\u00e3o, ou a popula\u00e7\u00e3o da bandidagem? Do crime organizado? Do tr\u00e1fico? \u00c9 preciso descriminalizar, legalizar as drogas como uma quest\u00e3o de sa\u00fade p\u00fablica, e tratar o viciado por aquilo que ele \u00e9, um doente que precisa de ajuda, de tratamento adequado. O maior problema \u00e9 que o tr\u00e1fico est\u00e1 infiltrado em todos os escal\u00f5es, da seguran\u00e7a aos\u00a0pal\u00e1cios da burguesia. Veja o que aconteceu com a interven\u00e7\u00e3o militar no Rio de Janeiro. S\u00f3 fez aumentar a viol\u00eancia. N\u00f3s n\u00e3o queremos mais tiros, guerra nas comunidades. Quem morre s\u00e3o os filhos do povo, que ficam no meio do tiroteio entre tr\u00e1fico e pol\u00edcia.<br \/>\n<strong>J\u00c1: Como fomentar a economia e gerar empregos?<\/strong><br \/>\nJF: Temos milh\u00f5es de desempregados. \u00c9 preciso incluir aqueles que desistiram de<br \/>\nprocurar emprego, e aqueles que trabalham na economia informal, fazendo bicos para<br \/>\nsobreviver. E, por \u00faltimo, aqueles jovens que ainda nem entraram no mercado de<br \/>\ntrabalho. Para resolver o problema, propomos, primeiramente, a redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho, 36 horas semanais, digamos, e com isso aumentar a oferta de empregos em todos os setores da economia. E, importante, sem redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rio. Isso \u00e9 poss\u00edvel, desde que se enfrente o grande capital. Teria que ser uma mobiliza\u00e7\u00e3o nacional contra o desemprego. Tamb\u00e9m propomos uma reforma agr\u00e1ria profunda e radical.que exproprie o latif\u00fandio \u2013 tirando da beira da estrada os agricultores que n\u00e3o t\u00eam onde plantar- e aumentando as pequenas propriedades e criando as fazendas coletivas. Transformar atrav\u00e9s da expropria\u00e7\u00e3o, e controle dos trabalhadores, multinacionais como a Monsanto e Bayer, em ind\u00fastrias limpas que invistam no desenvolvimento sustent\u00e1vel e produ\u00e7\u00e3o de medicamentos para a popula\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m faremos um grande plano de obras p\u00fablicas, infraestrutura, constru\u00e7\u00e3o de hospitais e casas para todos os trabalhadores que estariam trabalhando para eles pr\u00f3prios.<br \/>\n<strong>J\u00c1: E dinheiro para todos estes projetos?<\/strong><br \/>\nJF: A primeira coisa \u00e9 n\u00e3o pagar a d\u00edvida com a Uni\u00e3o, e n\u00e3o adia-la por mais tr\u00eas anos como quer Sartori, dentro do Plano de Recupera\u00e7\u00e3o Fiscal, e que envolve uma s\u00e9rie de medidas contr\u00e1rias aos interesses do povo ga\u00facho, como congelamento de sal\u00e1rios, n\u00e3o reposi\u00e7\u00e3o de quadros no funcionalismo e venda de patrim\u00f4nio p\u00fablico. Tudo isso para pagar somente o servi\u00e7o da d\u00edvida. Pagamos bilh\u00f5es e a d\u00edvida s\u00f3 aumenta. Um esc\u00e2ndalo. Mas o pior s\u00e3o as ren\u00fancias e as isen\u00e7\u00f5es de ICMS, a Lei Kandir que traz enormes preju\u00edzos aos cofres p\u00fablicos. Somado ao Fundopem o estado deixa de arrecadar cerca de 15 bilh\u00f5es por ano. D\u00e1 pra fazer muita coisa com este dinheiro.<\/p>\n<ul>\n<li>\n<div class=\"gs\">\n<div class=\"\">\n<div id=\":144\" class=\"ii gt adO\">\n<div id=\":145\" class=\"a3s aXjCH \">\n<div dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">Pesquisa do Ibope divulgada em 17 de agosto apontou os seguintes percentuais de inten\u00e7\u00e3o de voto para governador:<\/p>\n<div><\/div>\n<div>Jos\u00e9 Ivo Sartori (MDB): 19%<\/div>\n<div>Eduardo Leite (PSDB): 8%<\/div>\n<div>Miguel Rossetto (PT): 8%<\/div>\n<div>Jairo Jorge (PDT): 6%<\/div>\n<div>Julio Flores (PSTU): 4%<\/div>\n<div>Mateus Bandeira (NOVO): 2%<\/div>\n<div>Roberto Robaina (PSOL): 2%<\/div>\n<div>Brancos\/nulos: 28%<\/div>\n<div>N\u00e3o sabe: 22%<\/div>\n<div class=\"yj6qo ajU\">\n<div id=\":19u\" class=\"ajR\" role=\"button\" data-tooltip=\"Mostrar conte\u00fado cortado\" aria-label=\"Mostrar conte\u00fado cortado\"><img decoding=\"async\" class=\"ajT\" src=\"http:\/\/ssl.gstatic.com\/ui\/v1\/icons\/mail\/images\/cleardot.gif\" \/><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"hi\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FRANCISCO RIBEIRO A proximidade dos 60 anos n\u00e3o o fez perder o \u00edmpeto dos tempos do movimento estudantil e de militante trotskista. 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