{"id":65621,"date":"2018-09-21T22:08:03","date_gmt":"2018-09-22T01:08:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=65621"},"modified":"2018-09-21T22:08:03","modified_gmt":"2018-09-22T01:08:03","slug":"rio-grande-do-sul-pode-ficar-dois-anos-sem-pib","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/rio-grande-do-sul-pode-ficar-dois-anos-sem-pib\/","title":{"rendered":"Rio Grande do Sul pode ficar dois anos sem c\u00e1lculo do PIB"},"content":{"rendered":"<p>Nos pr\u00f3ximos dias estar\u00e3o divulgados os PIBs de todos os Estados, referente ao segundo trimestre de 2018. Alguns j\u00e1 divulgaram, o do Rio Grande do Sul n\u00e3o ser\u00e1 divulgado. N\u00e3o h\u00e1 um n\u00famero oficial.<br \/>\nCom extin\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o de Economia e Estat\u00edstica, em abril, foi dissolvido N\u00facleo de Contas Regionais. Os pesquisadores que faziam o c\u00e1lculo do total de bens produzidos no Estado a cada ano foram disperso por v\u00e1rias secretarias.<br \/>\n&#8220;Eu fui parar no Departamento de Criminologia da Pol\u00edcia Civil&#8221;, diz\u00a0 o economista Roberto R<span style=\"font-weight: 300\">ocha, ex-coordenador do N\u00facleo de Contas Regionais, da FEE, hoje lotado na secretaria da Fazenda..<\/span><br \/>\nPara fazer o que a FEE fazia, o governo do Estado contratou a Funda\u00e7\u00e3o Instituto de Pesquisas Econ\u00f4micas, a FIPE, funda\u00e7\u00e3o privada ligada \u00e0 Universidade de S\u00e3o Paulo. Mas o IBGE n\u00e3o repassou os seus dados \u00e0 FIPE nem reconheceu o c\u00e1lculo que ela apresentou em julho para o PIB estadual de 2017.<br \/>\nSegundo o c\u00e1lculo da FIPE a economia ga\u00facha cresceu 1% em 2017. O IBGE n\u00e3o\u00a0 reconhece a metodologia adotada. Os economistas da FEE v\u00e3o mais fundo: dizem que o c\u00e1lculo da FIPE subestima o crescimento do PIB estadual por falta de dados e pela metodologia. Dizem que no acumulado do terceiro trimestre, o crescimento da economia ga\u00facha j\u00e1 havia crescido acima do 1%. &#8220;Podemos dizer que a taxa de crescimento pela metodologia correta ficaria entre 1,4% e 1,6%, nunca 1%&#8221;, diz Rocha.<br \/>\nPara o c\u00e1lculo de 2018 tamb\u00e9m h\u00e1 incerteza. Por orienta\u00e7\u00e3o da Procuradoria Geral da Rep\u00fablica o IBGE n\u00e3o transferiu o conv\u00eanio que tinha com a FEE para troca de dados para a FIPE. Por conta disso o Tribunal de Contas do Estado determinou a suspens\u00e3o do contrado do governo com a FIPE.<br \/>\nNa semana passada houve um encontro nacional dos pesquisadores que trabalham no c\u00e1lculo do PIB para consolidar os n\u00fameros de 2016.\u00a0 Esses n\u00fameros v\u00e3o influir na distribui\u00e7\u00e3o dos recursos \u00e0s capitais e aos munic\u00edpios. O Rio Grande do Sul n\u00e3o estava representado.<br \/>\n&#8220;\u00c9 a hora em que se fecham indicadores que influem na distribui\u00e7\u00e3o dos recursos&#8221;, explica o economista Roberto Rocha ex-coordenador do N\u00facleo de Contas Regionais, da Funda\u00e7\u00e3o Estadual de Estat\u00edstica, respons\u00e1vel pelo c\u00e1lculo do PIB no Rio Grande do Sul. &#8220;Est\u00e3o sendo feitos os ajustes nos c\u00e1lculos, ent\u00e3o tem que ter algu\u00e9m para defender sua parte&#8221;.<br \/>\nDesde que o IBGE unificou a metodologia para o c\u00e1lculo do PIB nacional, uma equipe de t\u00e9cnicos da Funda\u00e7\u00e3o de Economia e Estat\u00edstica (FEE)\u00a0 sempre acompanhou e contribuiu para esses c\u00e1lculos. &#8220;Receb\u00edamos os arquivos com anteced\u00eancia, para analisar e discutir nas reuni\u00f5es t\u00e9cnicas&#8221;, diz Rocha.<br \/>\nPara o c\u00e1lculo de 2018 tamb\u00e9m h\u00e1 incerteza. Por orienta\u00e7\u00e3o da Procuradoria Geral da Rep\u00fablica o IBGE n\u00e3o transferiu o conv\u00eanio que tinha com a FEE para troca de dados para a FIPE. Por conta disso o Tribunal de Contas do Estado determinou a suspens\u00e3o do contrado do governo com a FIPE, que parou de fazer o trabalho. Est\u00e1 em aberto como o IBGE vai fazer sem a contribui\u00e7\u00e3o da FEE.<br \/>\n<strong>Ra\u00edzes da crise<\/strong><br \/>\nA Funda\u00e7\u00e3o Estadual de Economia e Estat\u00edstica foi criada em 1973 para atender uma car\u00eancia, num momento de crescimento nacional: a falta de estat\u00edsticas sobre a economia estadual,\u00a0 n\u00fameros que pudessem gerar indicadores confi\u00e1veis para orientar decis\u00f5es do governo e das empresas.<br \/>\nDados reunidos em v\u00e1rios departamentos do governo formaram o acervo inicial de informa\u00e7\u00f5es da funda\u00e7\u00e3o. Em busca de uma perspectiva hist\u00f3rica, os primeiros estudos da funda\u00e7\u00e3o rastrearam dados econ\u00f4micos desde 1947, no in\u00edcio do processo de industrializa\u00e7\u00e3o do Rio Grande do Sul.<br \/>\nUm desses estudos, &#8220;Trinta Anos de Economia Ga\u00facha&#8221; j\u00e1 identificava as ra\u00edzes da crise que hoje abala o \u00e2nimo dos ga\u00fachos: a falta de um plano que definisse prioridades, falta de projetos e, consequente, falta de investimentos.<br \/>\nNessa \u00e9poca n\u00e3o havia metodologia unificada para o c\u00e1lculo de um PIB nacional. &#8220;Cada Estado calculava o seu. Ia somar dava 150%, eram dados que n\u00e3o dava para comparar&#8221;, diz Roberto Rocha.<br \/>\nO IBGE come\u00e7ou a unificar a metodologia para obter um PIB nacional em 1985, pela necessidade de ter par\u00e2metros para a distribui\u00e7\u00e3o dos recursos federais para Estados e munic\u00edpios. Foram muitos anos para chegar a produ\u00e7\u00e3o de n\u00fameros compat\u00edveis que permitissem ter uma no\u00e7\u00e3o das partes, sem deforma\u00e7\u00e3o do todo. Tamb\u00e9m esse acervo se perde com a extin\u00e7\u00e3o da FEE.<br \/>\n<em>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos pr\u00f3ximos dias estar\u00e3o divulgados os PIBs de todos os Estados, referente ao segundo trimestre de 2018. Alguns j\u00e1 divulgaram, o do Rio Grande do Sul n\u00e3o ser\u00e1 divulgado. N\u00e3o h\u00e1 um n\u00famero oficial. Com extin\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o de Economia e Estat\u00edstica, em abril, foi dissolvido N\u00facleo de Contas Regionais. 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