{"id":65663,"date":"2018-09-20T16:26:37","date_gmt":"2018-09-20T19:26:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=65663"},"modified":"2018-09-20T16:26:37","modified_gmt":"2018-09-20T19:26:37","slug":"um-manual-para-quem-quer-comecar-a-investir-em-arte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/um-manual-para-quem-quer-comecar-a-investir-em-arte\/","title":{"rendered":"Um manual para quem quer come\u00e7ar a investir em arte"},"content":{"rendered":"<p><strong>FRANCISCO RIBEIRO<\/strong><br \/>\nO mercado de arte, embora n\u00e3o esteja imune a especula\u00e7\u00e3o, sempre foi<br \/>\ninfinitamente mais seguro do que o de a\u00e7\u00f5es ou imobili\u00e1rio.<br \/>\nBolsas oscilam, im\u00f3veis exigem manuten\u00e7\u00e3o e se desvalorizam. Enquanto isso, obras de Matisse, Picasso, ou dos nossos Iber\u00ea Camargo, Vasco Prado e outros artistas promissores n\u00e3o param de se valorizar em n\u00edveis que, a m\u00e9dio ou longo prazo podem atingir incr\u00edveis tr\u00eas mil por cento.<br \/>\nE foi pensando neste estupendo mercado, ainda envolto em mist\u00e9rio e glamour<br \/>\npara a maioria, que Nicholas Bublitz, marchand e dono de galeria, resolveu escrever o<br \/>\nlivro Como investir em arte no Brasil (Porto Alegre: Class, 2018).<br \/>\nNicholas Bubltiz, 57, tem um percurso de vida nada vulgar.<br \/>\nTrata-se, acima de tudo, de um excelente vendedor, surpreendente quando se conhece um pouco da sua biografia, o background familiar t\u00e9cnico e art\u00edstico, sua longa forma\u00e7\u00e3o no exterior \u2013 dez anos, divididos entre Estados Unidos e Fran\u00e7a \u2013 e respectivos diplomas como o de Associate of Arts Degree, na Black Hills State University, aos 19 anos, e o bachalerado em Direito, Sorbonne, Paris, 1988. Foi neste ano que resolveu fazer as malas e voltar para Porto Alegre, fundando a Bureau d\u2019Art Com\u00e9rcio de Obras de Arte Ltda, mais conhecida como Bublitz Galeria de Arte, que completa 30 anos.<br \/>\nToda esta experi\u00eancia motivou Bublitz a escrever o livro, uma esp\u00e9cie de<br \/>\nmanual did\u00e1tico, como ele pr\u00f3prio define \u2013 cheio de dicas, principais cuidados, artistas,<br \/>\ngalerias \u2013, de leitura acess\u00edvel e destinado aqueles que querem aprender a atuar como<br \/>\ninvestidores no mundo da arte. Isto exige muito conhecimento,o que ele partilha, em<br \/>\nparte, com os leitores nesta exclusiva entrevista ao J\u00e1.<br \/>\n<strong>J\u00c1:\u00a0<\/strong><strong>Neste momento de crise econ\u00f4mica e muita desconfian\u00e7a, o seu livro, Como<\/strong><br \/>\n<strong>investir em arte no Brasil, aponta um caminho de investimento menos temer\u00e1rio?<\/strong><br \/>\nNB: Os grandes bancos, City, pro exemplo, aconselham, hoje, seus clientes a investirem parte de suas economias em arte, a diversificarem suas aplica\u00e7\u00f5es. H\u00e1 uma revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica em curso, e o ponto comercial est\u00e1 virando virtual. Cerca de 250 mil lojas \u2013pelo menos a parte f\u00edsica da empresa \u2013 fecharam no Brasil. Ent\u00e3o, vale a pena investir em im\u00f3veis?. O mundo anda ligeiro, e h\u00e1 algo concreto numa obra de arte que uma a\u00e7\u00e3o jamais conseguir\u00e1 ter. Se me perguntassem, hoje, se quero comprar a\u00e7\u00f5es da Aple, diria n\u00e3o. Por quanto tempo esta empresa continuar\u00e1 inovando em tecnologia, fazendo lan\u00e7amentos de novos produtos? A Petrobr\u00e1s h\u00e1 pouco tempo causou grandes perdas aos seus acionistas. N\u00e3o h\u00e1 garantias. Nas a\u00e7\u00f5es h\u00e1 muito inside-trade (uso de informa\u00e7\u00f5es privilegiadas). A arte \u00e9 diferente, existe mais transpar\u00eancia, n\u00e3o \u00e9 um mero jogo de ganhadores e perdedores, de espertos e trouxas. E me dei mal ns duas vezes que resolvi entrar num fundo de a\u00e7\u00f5es. Diante disso o mercado de arte passa a ser uma \u00f3tima op\u00e7\u00e3o<br \/>\n<strong>J\u00c1: Mas o mundo da arte n\u00e3o \u00e9 imune \u00e0 especula\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nNB: Certo, como o resto, oferta e procura. As vezes um grupo resolve comprar obras de um artista e especular em cima dele. Enfim, existe distor\u00e7\u00f5es, mas n\u00e3o \u00e9 o<br \/>\ncomportamento normal do mercado.<br \/>\n<strong>J\u00c1: Na sua inf\u00e2ncia, em Cruz Alta, o sr, como relata no livro, teve, na pr\u00f3pria fam\u00edlia,\u00a0<\/strong><strong>uma excelente forma\u00e7\u00e3o art\u00edstica. Sua m\u00e3e, Vera Bublitz, \u00e9 uma consagrada professora\u00a0<\/strong><strong>de ballet, sua av\u00f3 era pintora amadora. Entretanto, o sr., ao inv\u00e9s de querer ser um\u00a0<\/strong><strong>artista, usava a garagem de sua casa para vender revistinhas, bolinhas de gude,\u00a0<\/strong><strong>figurinhas. Um vendedor nato?<\/strong><br \/>\nNB: (risos). Pode ser. Sempre fui aficionado por arte, mas nunca tive a pretens\u00e3o de me tornar um artista. N\u00e3o tenho habilidades para a pintura, por exemplo. Logo vi que era um bom negociante. Nessa garagem, nos ver\u00f5es, fazia bolos de dinheiro vendendo<br \/>\naquelas coisas. Chegava a ficar nervoso (risos), mas o meu pai pegava a grana e<br \/>\ndepositava no banco.<br \/>\n<strong>J\u00c1: Um dos pontos mais pol\u00eamico do seu livro \u00e9 aquele em que o sr. fala que n\u00f3s,\u00a0<\/strong><strong>brasileiros, \u201ctemos um complexo de inferioridade muito grande, por sabermos que n\u00e3o\u00a0<\/strong><strong>estamos no centro, no main stream\u201d. E isto, paradoxalmente, como forma de\u00a0<\/strong><strong>compensa\u00e7\u00e3o, nos torna mais \u00e1vidos por cultura, aprendizado de l\u00ednguas, e\u00a0<\/strong><strong>investimentos em arte.<\/strong><br \/>\nNB: Sim, mas n\u00e3o falo isso de maneira negativa, vejo como uma forma da gente n\u00e3o se acomodar. O brasileiro, falo mais em termos de classe m\u00e9dia, gosta muito de aprender l\u00ednguas e conhecer outras culturas, principalmente aquelas que ele considera mais evolu\u00eddas. N\u00e3o tenho a menor d\u00favida com respeito a isto. Percebo quando viajo pelo interior, nos rinc\u00f5es mais profundos, e vejo cada vez mais gente falando ingl\u00eas,<br \/>\nviajando, indo estudar no exterior, investindo em cultura e arte. N\u00e3o se trata mais s\u00f3 da<br \/>\nelite, a classe m\u00e9dia tamb\u00e9m busca este aprimoramento.<br \/>\n<strong>J\u00c1: O sr. fala de grandes ganhos no mercado da arte, valoriza\u00e7\u00e3o de obras que, num\u00a0<\/strong><strong>per\u00edodo de at\u00e9 30 anos, podem chegar a tr\u00eas mil por cento. O sr. conhece exemplos\u00a0<\/strong><strong>contr\u00e1rios?<\/strong><br \/>\nNB: Desde que entrei no mercado, e l\u00e1 se v\u00e3o 30 anos, acho ningu\u00e9m perdeu. Ent\u00e3o,<br \/>\nfalo da minha experi\u00eancia. Parto do princ\u00edpio da pessoa que comprou bem. Perdeu quem comprou mal, comprou c\u00f3pia, obra falsa. N\u00e3o d\u00e1 pra colocar tudo no mesmo balaio. Se fizer a coisa certa, investir em obra original, vai ganhar dinheiro. Claro que h\u00e1oscila\u00e7\u00f5es, o pre\u00e7o pode baixar de vez em quando. Falo de investimentos por um<br \/>\nper\u00edodo de dez a trinta anos.<br \/>\n<strong>J\u00c1: Conta muito conhecer o percurso do artista?<\/strong><br \/>\nNB: \u00c9 fundamental. Saber se o cara tem uma vida regrada, se trabalha. N\u00e3o d\u00e1 para<br \/>\napostar num cara que seja alco\u00f3latra ou toxic\u00f4mano, certo? O cara pode ser at\u00e9 um<br \/>\ng\u00eanio, mas n\u00e3o d\u00e1 para apostar num cara desses.<br \/>\n<strong>J\u00c1: Espera um pouco. Houve um tempo em que arte, boemia, loucura, eram coisas\u00a0<\/strong><strong>muito ligadas ao g\u00eanio criador. Vincent van Gogh, Paul Gauguin, Amedeo Modigliani,\u00a0<\/strong><strong>a lista \u00e9 longa. Enfim, n\u00e3o faltam loucos geniais. O sr. acho que isso \u00e9 coisa do passado?<\/strong><br \/>\nNB: Acho, n\u00e3o combina. Arte \u00e9 trabalho. Os artistas que deram certo, aqueles que<br \/>\ntiveram sucesso em vida, foram aqueles que trabalharam, que n\u00e3o foram pra noite beber vinho, pelo menos n\u00e3o todas. O resto morreu pobre, her\u00f3is tr\u00e1gicos. Prefiro aqueles que tamb\u00e9m sabem ganhar sua vida, que tem apartamento em Porto Alegre e em Mil\u00e3o (n\u00e3o preciso dizer o nome, n\u00e9?), por exemplo. Gosto de pessoas bem organizadas e disciplinadas, e por isso t\u00eam uma vida legal.<br \/>\n<strong>J\u00c1: Mas n\u00e3o d\u00e1 pra tirar este lado rebelde do artista, querer transform\u00e1-lo num simples\u00a0<\/strong><strong>artes\u00e3o, funcion\u00e1rio.<\/strong><br \/>\nNB: Eu sou f\u00e3 do Van Gogh, do Gauguin. Eles, inclusive, trabalhavam muito. Tamb\u00e9m<br \/>\nn\u00e3o acho que d\u00ea para retirar todo este lado rebelde do artista, querer enquadr\u00e1-lo. O<br \/>\nproblema \u00e9 que sem disciplina, organiza\u00e7\u00e3o, e um m\u00ednimo de vida regrada n\u00e3o se chega a lugar nenhum.<br \/>\n<strong>J\u00c1: O sr. j\u00e1 teve que lidar com este tipo de problema em Porto Alegre?\u00a0.<\/strong><br \/>\nNB: J\u00e1. Acabou mal. N\u00e3o deu certo. A autoajuda \u00e9 a \u00fanica ajuda poss\u00edvel. N\u00e3o acho<br \/>\nque, na verdade, se possa ajudar algu\u00e9m. Se o indiv\u00edduo n\u00e3o quiser se ajudar, j\u00e1 era. Os caras se entregam ao \u00e1lcool ou as drogas e acabam com a carreira, se matam. Gente com potencial enorme, que acha que tudo \u00e9 f\u00e1cil para elas. Uma pena. E a\u00ed vai algo que aprendi com a minha m\u00e3e, velha professora de dan\u00e7a: \u201cgeralmente, as alunas que apresentam mais facilidades n\u00e3o s\u00e3o as que se tornam as melhores bailarinas\u201d, diz ela. Ningu\u00e9m nasce com todas as habilidades. Tem que trabalhar e muito.<br \/>\n<strong>J\u00c1: O sr. \u00e9 muito pragm\u00e1tico ou d\u00e1 para equilibrar o lado l\u00fadico com o do investidor?<\/strong><br \/>\nNB: D\u00e1 sim. Afinal, a arte como investimento tem que ser boa. Tem que combinar as<br \/>\nduas coisas, alimentar este lado l\u00fadico da gente, ser forte.<br \/>\n<strong>J\u00c1: Pra quem est\u00e1 pensando em investir em arte, por onde deveria come\u00e7ar?<\/strong><br \/>\nNB: Estudando, se formando,lendo. Adquirir conhecimento \u00e9 fundamental. E ele \u00e9<br \/>\nregional. N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio ir para os Estados Unidos ou para a Europa. Comece pelo<br \/>\nRio Grande do Sul, Porto Alegre, pois fica mais f\u00e1cil saber do percurso do artista, ter<br \/>\nacesso a sua fortuna cr\u00edtica (aquilo que se escreveu sobre ele). Ningu\u00e9m inicia<br \/>\ncomprando em Paris. Al\u00e9m de tudo, o investidor se diverte, conhece gente legal e pode<br \/>\ncolocar um quadro bacana na sua parede, algo que alimente a sua sensibilidade.<br \/>\n<strong>J\u00c1: H\u00e1 muitos artistas promissores no Rio Grande do Sul?<\/strong><br \/>\nNB: N\u00e3o vou citar nomes de artistas promissores. \u00c9 preciso tempo, dez, vinte anos para construir um nome como artista pl\u00e1stico. Caso contr\u00e1rio \u00e9 risco. Tem que ter percurso.<br \/>\n<strong>J\u00c1: Tem muito artista novo querendo cobrar caro?<\/strong><br \/>\nNB: Tem e isto me desagrada. Tem muito artista que acha que pode come\u00e7ar pedindo<br \/>\ncinco mil reais por um quadro. O cara tem que vender, produzir, gerar fluxo. N\u00e3o \u00e9<br \/>\nsaud\u00e1vel ter um monte de obras encalhadas. \u00c8 uma filosofia errada, o cara ta h\u00e1 dois<br \/>\nanos no mercado e quer cobrar o mesmo pre\u00e7o de um artista consagrado. N\u00e3o d\u00e1.<br \/>\nVender \u00e9 algo positivo e n\u00e3o se trata s\u00f3 de pre\u00e7o, a obra precisa circular. Al\u00e9m do mais<br \/>\nele precisa de dinheiro para comprar tinta, sobreviver.<br \/>\n<strong>J\u00c1: Qual que seria o pre\u00e7o justo, digamos, a ser pago por uma tela, tamanho padr\u00e3o,\u00a0<\/strong><strong>para um pintor iniciante?<\/strong><br \/>\nNB: Entre 800 e mil reais. Ele gasta, digamos, 200 reais de material, e fica com o resto&#8230;Tem que vender, mas a filosofia n\u00e3o \u00e9 essa. T\u00eam muito \u201cg\u00eanio\u201d por a\u00ed que acaba n\u00e3o vendendo nada e vai ter que exercer outra atividade para sobreviver.<br \/>\n<strong>J\u00c1: Em quem \u00e9 bom investir?<\/strong><br \/>\nNB:N\u00e3o vou citar nomes, aqui, tenho medo de fazer injusti\u00e7a, esquecer. Mas, no meu<br \/>\nlivro dou algumas dicas. Qualquer marchand ou dono de galeria sabe estes nomes, e<br \/>\nest\u00e3o prontos a orientar quem queira investir \u2013 no caso de um iniciante \u2013 digamos, at\u00e9<br \/>\ndez mil reais.. Numa galeria a coisa fica mais f\u00e1cil, pois o dono \u00e9 obrigado a saber<br \/>\nseparar o joio do trigo, vender para sobreviver e pagar suas contas. E claro, h\u00e1 os<br \/>\nartistas consagrados, Iber\u00ea Camargo, Vasco Prado, Vit\u00f3rio Gheno. A\u00ed n\u00e3o tem como<br \/>\nerrar.<br \/>\n<strong>J\u00c1: Uma das coisas que o sr. enfoca no livro \u00e9 o problema das obras falsas<\/strong>.<br \/>\nNB: A palavra chave \u00e9: compre uma obra original. Isto \u00e9 o b\u00e1sico. Comprar uma obra<br \/>\nde um artista que se conhe\u00e7a o percurso. A internet, neste aspecto, deixa muito a desejar e tem muita gente comprando gato por lebre, esse neg\u00f3cio de obra atribu\u00edda a &#8230;&#8230; Tem que ter cuidado.<br \/>\n<strong style=\"color: #333333;font-style: normal\">J\u00c1: O fato do sr., al\u00e9m de marchand, tamb\u00e9m ser dono de galeria, de conviver com\u00a0<\/strong><strong style=\"color: #333333;font-style: normal\">artistas, ajudou a suavizar este seu lado mais forte, o de vendedor?<\/strong><br \/>\nNB: Embora n\u00e3o pare\u00e7a, na verdade n\u00e3o sou um cara apegado a bens materiais. Adoro, mas n\u00e3o me apego. Tenho obras de arte na minha casa, mas se tiver que vender eu vendo, sem dor. Tenho paix\u00e3o pelas obras mas n\u00e3o preciso ter a posse delas. O fato delas terem passado por mim j\u00e1 \u00e9 bom. Bem, na verdade, poderia ter guardado algumas por mais tempo (risos).<br \/>\n<strong>J\u00c1: Como assim?<\/strong><br \/>\nNB: Tive um quadro do Iber\u00ea Camargo, um daqueles famosos carret\u00e9is, um quadro<br \/>\npequeno, com uma moldura em a\u00e7o inox. Um quadro lindo que tinha comprado por<br \/>\ncerca de dois mil e quinhentos d\u00f3lares. Tive que vender, sem preju\u00edzo, claro, por um<br \/>\npouco mais do que tinha comprado. Bem, hoje este quadro, que pertence a uma das<br \/>\nmelhores fases do Iber\u00ea, deve valer uns quinhentos mil reais. Agora d\u00e1 para entender<br \/>\nquando falo em tr\u00eas mil por cento de valoriza\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<strong>J\u00c1: Tamb\u00e9m tem este seu lado mais comercial, conhecido, principalmente, atrav\u00e9s dos\u00a0<\/strong><strong>programas de televis\u00e3o.<\/strong><br \/>\nNB: Sou um marchand, um galerista, e um comerciante. Vendo tapetes orientais,que eu importo, lou\u00e7as, e outros objetos. Trata-se, nisto, da parte mais comercial do meu<br \/>\nneg\u00f3cio e as pessoas, por ligarem meu nome mais a arte, a Galeria Bublitz, \u00e0s vezes n\u00e3o entendem, mas eu preciso disso e o fa\u00e7o desde o in\u00edcio. D\u00e1 mesma forma os leil\u00f5es que comecei a fazer antes mesmo de abrir a galeria. S\u00e3o frentes de trabalho e me dedico a fazer bem todas elas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FRANCISCO RIBEIRO O mercado de arte, embora n\u00e3o esteja imune a especula\u00e7\u00e3o, sempre foi infinitamente mais seguro do que o de a\u00e7\u00f5es ou imobili\u00e1rio. Bolsas oscilam, im\u00f3veis exigem manuten\u00e7\u00e3o e se desvalorizam. 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