{"id":66056,"date":"2018-10-05T12:36:08","date_gmt":"2018-10-05T15:36:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=66056"},"modified":"2018-10-05T12:36:08","modified_gmt":"2018-10-05T15:36:08","slug":"enchendo-de-abelhas-os-eucaliptais-gauchos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/enchendo-de-abelhas-os-eucaliptais-gauchos\/","title":{"rendered":"Enchendo de abelhas os eucaliptais ga\u00fachos\u00a0"},"content":{"rendered":"<p>Esp\u00e9cie vegetal nativa da Austr\u00e1lia, o eucalipto ocupa cerca de 500 mil hectares no territ\u00f3rio ga\u00facho, configurando-se como a mais rica fonte de mel do Rio Grande do Sul. Programa de fomento pretende chegar a 30 mil colm\u00e9ias nos hortos florestais da Celulose Riograndense.<br \/>\n<span class=\"assina\">GERALDO HASSE<\/span><br \/>\nT\u00e9cnico agr\u00edcola formado em S\u00e3o Leopoldo, Atilio Lopes trabalhava na \u00e1rea de silvicultura da antiga Riocell quando foi incumbido de arranjar uma \u00e1rea para o veterano<strong>\u00a0Ascindino Curtinaz\u00a0<\/strong>colocar um dos seus api\u00e1rios dentro dos eucaliptais da empresa.<br \/>\nFoi no ano de 1986 que Lopes acomodou o novo amigo no Horto Colorado, em Buti\u00e1, onde, al\u00e9m de milhares de hectares de eucaliptos, havia um viveiro de mudas para suprir plantios em diversas regi\u00f5es do Estado.<br \/>\nAli poderiam ser colocadas centenas de colm\u00e9ias, mas o api\u00e1rio pioneiro de Curtinaz continha apenas 40 caixas, uma vitrine modesta para algu\u00e9m que j\u00e1 era uma lenda viva da apicultura ga\u00facha.<br \/>\nEmbora tamb\u00e9m produzisse mel, Curtinaz fez-se respeitar no mundo ap\u00edcola por ter dado seu sobrenome a um modelo de colm\u00e9ia bastante usado por apicultores ga\u00fachos, que at\u00e9 ent\u00e3o se dividiam entre a caixa Langstroth americana (inventada em meados do s\u00e9culo XIX) e as nativas Schenk, criada em 1904 pelo alem\u00e3o naturalizado brasileiro Emilio Schenk (1870-1945), e Schirmer, op\u00e7\u00e3o oferecida pelo apicultor Bruno Schirmer (1905-1973).<br \/>\nEntretanto, como lembra Lopes, os maiores inventos de Curtinaz n\u00e3o foram as caixas de madeira, mas dois equipamentos met\u00e1licos: uma desperculadeira de favos e um descristalizador de mel.<br \/>\nOcupado com a fabrica\u00e7\u00e3o, venda e entrega desses materiais, Curtinaz nem sempre tinha tempo para vistoriar suas colm\u00e9ias instaladas em diversos locais, al\u00e9m do horto de Buti\u00e1.<br \/>\n\u00c0s vezes, \u201cesquecia\u201d suas abelhas. Certo dia, j\u00e1 no final dos anos 1980, procurou Lopes, que tinha como miss\u00e3o priorit\u00e1ria comercializar toras grossas demais para passar nos picadores da ind\u00fastria \u2013 era tanta madeira, fornecida a 62 serrarias, que n\u00e3o sobrava tempo para acompanhar o trabalho dos apicultores dentro dos eucaliptais da companhia.<br \/>\nAlegando ter-se perdido na imensid\u00e3o do horto de Buti\u00e1, Curtinaz pediu ajuda para localizar seu api\u00e1rio. Guiado por Lopes, que tinha o mapa das \u2018minas de mel\u2019 na chamada regi\u00e3o carbon\u00edfera, foi ao local exato onde o api\u00e1rio fora instalado. Nada.<br \/>\nMeliantes haviam roubado todas as caixas naturalmente cheias de mel. \u201cLevaram at\u00e9 os estaleiros das colm\u00e9ias\u201d, lembra Lopes, que orientou Curtinaz a levar suas abelhas para um local mais bem vigiado &#8212; a Fazenda Barba Negra, em Barra do Ribeiro, onde a ind\u00fastria de celulose de Gua\u00edba mantinha seu maior viveiro de mudas.<br \/>\nAli, ajudado pelo filho Clenio Curtinaz, o velho apicultor produziu mel at\u00e9 o final da vida. Dias antes de falecer em fevereiro de 2018, aos 90 anos, foi visto na Barba Negra vistoriando seu api\u00e1rio \u2013 era \u00e9poca de preparar as colm\u00e9ias para a pr\u00f3xima safra. Ele tinha ali 137 caixas, segundo o cadastro oficial do programa de fomento*.<br \/>\n*O segundo da lista foi Flavio Baptista da Rosa, que colocou suas abelhas no Horto S\u00e3o Francisco, em Charqueadas. Ele faleceu em 2016, mas seu api\u00e1rio (que chegou a produzir 10 toneladas num bom ano) continua ativo nas m\u00e3os do neto Rafael Baptista.<br \/>\nAo longo de mais de 30 anos, Ascindino Curtinaz foi um exemplo vivo da pr\u00e1tica da apicultura nos eucaliptais cultivados para a produ\u00e7\u00e3o de celulose.<br \/>\nSeu nome serviu como chamariz que ajudou a empresa a atrair outros produtores de mel interessados em explorar as floradas concentradas nos meses do outono \u2013 de mar\u00e7o a junho. Entretanto, dependendo da regi\u00e3o, das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e das variedades de eucaliptos, as floradas podem ocorrer em outras \u00e9pocas, inclusive na primavera e no ver\u00e3o.<br \/>\nSomando talh\u00f5es modernos de origem clonal a cap\u00f5es t\u00e3o antigos que s\u00e3o popularmente chamados de \u201ceucaliptos crioulos\u201d, a esp\u00e9cie vegetal nativa da Austr\u00e1lia ocupa cerca de 500 mil hectares no territ\u00f3rio ga\u00facho, configurando-se como a mais rica fonte de mel do Rio Grande do Sul.<br \/>\nSegundo Lopes, que foi ficando com a incumb\u00eancia de administrar as levas de apicultores migrat\u00f3rios e perenes que procuravam os hortos da empresa, a variedade que mais atrai as abelhas, pelo volume de n\u00e9ctar, \u00e9 o\u00a0<em>Eucalyptus saligna<\/em>.<br \/>\nTamb\u00e9m \u00e9 respeit\u00e1vel a florada do<em>Eucalyptus robusta<\/em>. Al\u00e9m desses, continua sendo citado como rica fonte de n\u00e9ctar o\u00a0<em>Corymbia citriodora<\/em>, novo nome do popular eucalipto cidr\u00f3, cujas folhas fornecem o \u00f3leo essencial usado como repelente de insetos, em produtos de limpeza e na ind\u00fastria farmac\u00eautica.<br \/>\nIniciado pela Riocell, continuado pela Aracruz e mantido at\u00e9 hoje pela Celulose Riograndense, o programa de fomento ap\u00edcola permite \u00e0 empresa exercer uma fun\u00e7\u00e3o social junto a escolas para excepcionais em dezenas de munic\u00edpios onde produz madeira para fabricar celulose.<br \/>\nHouve anos em que os apicultores doaram \u00e0 companhia sete toneladas de mel destinado \u00e0 merenda escolar.<br \/>\nNo in\u00edcio, o produto era entregue \u00e0s escolas em embalagens pl\u00e1sticas de 500 gramas sem r\u00f3tulo. Um dia, por n\u00e3o ter sua origem especificada, o produto foi apreendido por agentes da sa\u00fade p\u00fablica do munic\u00edpio de Charqueadas.<br \/>\nA partir desse epis\u00f3dio, por ordem do gerente florestal Renato\u00a0\u00a0Rostirolla, o mel ganhou identidade pr\u00f3pria e passou a ser envasado no entreposto ap\u00edcola da cidade de Ivoti, cujos apicultores\u00a0\u00a0se sentiram motivados a fundar uma cooperativa.<br \/>\nQuando o programa de fomento estava maduro, Atilio Lopes animou-se a produzir mel e fundou o Api\u00e1rio Atemel, marca formada pela fus\u00e3o do seu nome com o de seu s\u00f3cio, o agr\u00f4nomo Edgar Melgarejo, ent\u00e3o gerente de silvicultura da ind\u00fastria de Gua\u00edba.<br \/>\nSem nunca ter mais do que 200 colmeias vistoriadas apenas em feriados e fins de semana, o Atemel produziu mel durante 17 anos, chegando a vender cinco toneladas no seu melhor ano-safra.<br \/>\nEm 2013, os dois s\u00f3cios decidiram vender seus equipamentos a apicultores que v\u00eam quitando sua d\u00edvida com mel, ano ap\u00f3s ano.<br \/>\n<figure id=\"attachment_66058\" aria-describedby=\"caption-attachment-66058\" style=\"width: 450px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-66058\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/Mel-Atilio-Lopes-apicultor-S-Geronimo-001-450x337.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"337\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-66058\" class=\"wp-caption-text\">Atilio Lopes, apicultor<\/figcaption><\/figure><br \/>\nNo jardim da sua casa em S\u00e3o Ger\u00f4nimo, Atilio Lopes plantou uma placa anunciando a venda de mel a R$ 20 por quilo. Com freguesia fiel, o ponto tende a permanecer ativo ap\u00f3s as \u00faltimas mudan\u00e7as ocorridas no programa de fomento ap\u00edcola da Celulose Riograndense, que entrou numa nova fase ap\u00f3s a substitui\u00e7\u00e3o do presidente Walter Lidio Nunes por Maur\u00edcio Harger a partir de maio de 2018.<br \/>\nAposentado a um ano, Atilio Lopes aceitou o convite para continuar cuidando do fomento ap\u00edcola da Celulose Riograndense, agora como gestor aut\u00f4nomo, em sociedade com\u00a0<strong>Gustavo Zapata<\/strong>, agr\u00f4nomo uruguaio que nos \u00faltimos anos atuava como consultor remunerado do programa.<br \/>\nA partir de 2019, conforme o novo contrato, a Zapata Consultores ter\u00e1 de tirar sua remunera\u00e7\u00e3o do mel produzido pelos apicultores instalados nos hortos da Celulose Riograndense.<br \/>\nPor conta da virada institucional promovida pela nova dire\u00e7\u00e3o da empresa, o programa de fomento \u00e0 apicultura da Celulose Riograndense est\u00e1 desafiado a prover sua autossufici\u00eancia.<br \/>\nHoje com menos de 100 parceiros, o programa de fomento premedita\u00a0\u00a0encher de abelhas todos os hortos de eucaliptos da Celulose Riograndense.<br \/>\n\u00c0 m\u00e9dia de uma caixa por cada sete hectares, a meta para 2020 \u00e9 chegar a 30 000 colmeias, o que representaria cerca de 7% do n\u00famero de colm\u00e9ias estimado para o Rio Grande do Sul \u2013 de 350 mil a 450 mil.<br \/>\nPara fiscalizar as \u00e1reas ocupadas pelos apicultores, monitorar a produ\u00e7\u00e3o e cobrar o pagamento de cerca de 2,5 quilos de mel por colmeia\/ano a t\u00edtulo de arrendamento, a Zapata Consultores ter\u00e1 de contratar tr\u00eas t\u00e9cnicos obrigados a circular permanentemente nas diversas frentes de trabalho.<br \/>\nAparentemente f\u00e1cil, o relacionamento entre propriet\u00e1rios rurais e apicultores arrendat\u00e1rios \u00e9 sujeito a dificuldades inusitadas.<br \/>\nPor exemplo, enquanto a coleta de mel \u00e9 feita \u00e0 luz do dia, a instala\u00e7\u00e3o e a retirada dos enxames acontecem de noite, quando as abelhas n\u00e3o saem de seus ninhos.<br \/>\nN\u00e3o havendo guardas nem porteiras em muitos eucaliptais, configura-se uma situa\u00e7\u00e3o prop\u00edcia a furtos e at\u00e9 a vandalismo. Problema ainda sem solu\u00e7\u00e3o, eucaliptais sem vigil\u00e2ncia podem atrair ocasionalmente pessoas dispostas n\u00e3o apenas a furtar mel, mas a levar embora as colm\u00e9ias com sua valiosa popula\u00e7\u00e3o trabalhadora.<br \/>\nO abigeato ap\u00edcola \u00e9 uma pr\u00e1tica emergente que vem obrigando os apicultores profissionais a marcar suas caixas a ferro, como fazem os pecuaristas com seus animais. Sem contar o potencial produtivo, que pode variar de 20 a 40 quilos de mel por ano, uma colmeia equipada com um bom enxame vale tanto quanto duas ovelhas.<br \/>\nA valoriza\u00e7\u00e3o do mel vem servindo como atrativo para milhares de amadores, curiosos e \u201chobbystas\u201d \u2013 apicultores de fim de semana, tamb\u00e9m chamados pejorativamente de \u201cgigol\u00f4s de abelhas\u201d, pois se limitam a fazer uma ou duas colheitas de mel por ano, sem se preocupar com a sanidade das colmeias. Muitos tocam o of\u00edcio ap\u00edcola com um vi\u00e9s extrativista, similar ao praticado no garimpo, na pesca e na captura de p\u00e1ssaros.A maioria v\u00ea na apicultura um fonte alternativa de renda. Chegando a 200 caixas, alguns se tornam profissionais e progridem, chegando a atuar como compradores de mel de produtores menores. Menos arriscado do que a cria\u00e7\u00e3o de abelhas, o com\u00e9rcio de mel \u00e9 lucrativo, mas tem sido alvo da vigil\u00e2ncia sanit\u00e1ria, que flagrou recentemente no interior ga\u00facha uma partida de mel uruguaio contendo res\u00edduos de antibi\u00f3ticos.<br \/>\nNo in\u00edcio de 2017, estimou-se em 159 o n\u00famero de apicultores que poderiam instalar-se dentro dos 220 mil hectares da empresa, entre talh\u00f5es plantados e \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o nativa legalmente obrigat\u00f3ria. Nunca alcan\u00e7ado, esse seria um teto fixado pela ger\u00eancia de suprimentos florestais ap\u00f3s acertar um conv\u00eanio operacional com o departamento de apicultura da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que possui um campus rural em Eldorado do Sul, bem no centro geogr\u00e1fico da eucaliptocultura da Celulose Riograndense.<br \/>\nOrientado pelo professor Aroni Sattler, diretor do departamento, que passou a ter direito a uma participa\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de mel, o servidor do campus\u00a0<strong>Jos\u00e9 Odair de Souza<\/strong>\u00a0foi treinado para operar equipamentos ap\u00edcolas instalados num im\u00f3vel anteriormente usado pelo extinto departamento de suinocultura. Ali passou a ser processado o mel oriundo dos eucaliptais da regi\u00e3o, tarefa assumida por\u00a0<strong>Oranilde dos Santos<\/strong>, apicultora de Arroio dos Ratos que aceitou receber R$ 0,50 por pote lacrado. Ela divide a f\u00e9ria com um dos filhos. At\u00e9 agora a parceria andou razoavelmente bem, mas sua continuidade depende de um novo arranjo operacional entre a Zapata Consultores e o professor\u00a0<strong>Sattler<\/strong>, que j\u00e1 completou o tempo de servi\u00e7o para se aposentar e pode tomar novo rumo a qualquer momento, embora sem abandonar a apicultura.<br \/>\nPelo cadastro existente, os apicultores exploram menos de 20% da \u00e1rea cultivada pela Celulose Riograndense, que ainda pode estender o fomento aos eucaliptais arrendados \u00e0 Fibria na regi\u00e3o de Pelotas. Diante de tamanho potencial, a administra\u00e7\u00e3o emergente do fomento ap\u00edcola est\u00e1 convidando novos e velhos apicultores a aderir \u00e0 parceria. D\u00e1-se prefer\u00eancia aos profissionais de maior porte, que manejam de 1 mil a 4 mil colm\u00e9ias. S\u00e3o poucos, uma d\u00fazia ou pouco mais, talvez. A maioria dos grandes apicultores nativos est\u00e1 estabelecida em redutos do pampa como Cachoeira do Sul, Ca\u00e7apava do Sul, Bag\u00e9, Livramento, Ros\u00e1rio do Sul, Santiago e S\u00e3o Gabriel. S\u00e3o quase todos veteranos na faixa et\u00e1ria dos 60 anos de idade. A maioria reluta em deslocar seus api\u00e1rios dos s\u00edtios explorados h\u00e1 anos.<br \/>\nPor isso, na pr\u00f3xima temporada, segundo Atilio Lopes, deve chegar aos eucaliptais da regi\u00e3o vizinha de Pantano Grande, a 100 quil\u00f4metros de Porto Alegre, uma leva de jovens apicultores do sul de Santa Catarina que trabalham para abastecer a Minamel e a Prodapys, exportadoras de mel sediadas em I\u00e7ara e bastante ativas nos \u00faltimos anos em territ\u00f3rio ga\u00facho. A expectativa de Lopes \u00e9 que a chegada do \u201cex\u00e9rcito catarina\u201d com suas jamantas carregadas de abelhas deve produzir um choque de dinamismo na apicultura riograndense estacionada nos eucaliptais da Celulose Riograndense. Herdeiros do trabalho de desenvolvimento ap\u00edcola feito por\u00a0<strong>Helmuth Wiese<\/strong>(1926-2002), o t\u00e9cnico agr\u00edcola que criou a Cidade das Abelhas em Florian\u00f3polis e distribu\u00eda abelhas-rainha no interior do seu Estado, eles s\u00e3o considerados a vanguarda da produ\u00e7\u00e3o de mel no Sul. Nos Campos de Cima da Serra, onde v\u00eam atuando h\u00e1 alguns anos, s\u00e3o vistos como invasores que exageram na lota\u00e7\u00e3o dos pastos ap\u00edcolas ou, seja, estariam praticando uma apicultura n\u00e3o sustent\u00e1vel.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esp\u00e9cie vegetal nativa da Austr\u00e1lia, o eucalipto ocupa cerca de 500 mil hectares no territ\u00f3rio ga\u00facho, configurando-se como a mais rica fonte de mel do Rio Grande do Sul. Programa de fomento pretende chegar a 30 mil colm\u00e9ias nos hortos florestais da Celulose Riograndense. 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