{"id":66158,"date":"2018-10-09T08:16:36","date_gmt":"2018-10-09T11:16:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=66158"},"modified":"2018-10-09T08:16:36","modified_gmt":"2018-10-09T11:16:36","slug":"sartori-conta-com-a-experiencia-para-vencer-o-tabu-da-reeleicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/sartori-conta-com-a-experiencia-para-vencer-o-tabu-da-reeleicao\/","title":{"rendered":"Sartori  conta com a experi\u00eancia para vencer o tabu da reelei\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Em 2014, Ivo Sartori come\u00e7ou como um candidato sem chance e acabou<br \/>\nderrotando o governador Tarso Genro que tentava a reelei\u00e7\u00e3o. Venceu com 3,8 milh\u00f5es\u00a0 de votos ( 61,2%).<br \/>\nA tradi\u00e7\u00e3o de reprovar nas urnas todos os governos vem de longe no Rio Grande do Sul. Fora os per\u00edodos ditatoriais em que os interventores eram nomeados,\u00a0 nenhum governo mereceu voto de confian\u00e7a para mais quatro anos.<br \/>\nE, desde que a lei permite, nenhum governador conseguiu a reelei\u00e7\u00e3o. Sartori \u00e9 o sexto a tentar.<br \/>\nAos 70 anos, com meio s\u00e9culo de carreira pol\u00edtica, ele enfrenta um advers\u00e1rio de 33 anos que se apresenta como o novo. E enfrenta a tradi\u00e7\u00e3o eleitoral, que at\u00e9 agora n\u00e3o deu uma segunda chance a um governante.<br \/>\nDesde que tomou posse em janeiro de 2015, Sartori n\u00e3o cortejou a popularidade.<br \/>\nAumentou imposto, cortou gastos, congelou contrata\u00e7\u00f5es,parcelou sal\u00e1rios,<br \/>\nreduziu quase a zero os investimentos.<br \/>\nSegundo a frase que repete, fez \u201co que precisava ser feito para arrumar a casa\u201d. Em nome desse princ\u00edpio enfrentou greves\u00a0 reprimiu manifesta\u00e7\u00f5es e n\u00e3o hesitou em usar o Batalh\u00e3o de Choque com bombas e spray de pimenta quando os servidores foram \u00e0s ruas protestar.<br \/>\nEle diz singelamente que come\u00e7ou um trabalho e que est\u00e1 no rumo certo, por isso quer mais quatro anos para \u201ccontinuar arrumando a casa\u201d, como repetiu em sua propaganda no primeiro turno.<br \/>\n.As finan\u00e7as, apesar de todos os apertos, ainda est\u00e3o desarrumadas. Em 2018, o governo vai gastar R$ 1 bilh\u00e3o a mais do que vai arrecadar. Ser\u00e3o R$ 8 bilh\u00f5es de d\u00e9ficit nos quatro anos de Sartori.<br \/>\nO candidato \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o diz que, sem as \u201cmedidas amargas\u201d que adotou, seria pior. O rombo em quatro anos seria de R$ 25 bilh\u00f5es.<br \/>\nEm sua campanha, Sartori repete a f\u00f3rmula que foi bem sucedida em 2014. Faz o papel do \u201cgringo\u201d que n\u00e3o promete e tem coragem de tomar medidas impopulares, quando elas s\u00e3o necess\u00e1rias.<br \/>\nSeu projeto para \u201ccontinuar no rumo certo\u201d depende umbelicalmente do Regime de Recupera\u00e7\u00e3o Fiscal, o acordo para suspender por tr\u00eas anos o pagamento da d\u00ed\ufffdvida do Estado com a Uni\u00e3o. Isso representar\u00e1 uma economia de R$ 11,3 bilh\u00f5es para o Rio Grande do Sul no per\u00edodo.<br \/>\nSua expectativa \u00e9 que \u201ccom os tr\u00eas anos de car\u00eancia no pagamento da d\u00edvida previstos no Regime de Recupera\u00e7\u00e3o Fiscal, o Estado reorganizar\u00e1 as finan\u00e7as e seguir\u00e1 modernizando a gest\u00e3o para concentrar esfor\u00e7os no que \u00e9 essencial ao cidad\u00e3o.<br \/>\nO problema \u00e9 que o acordo \u00e9 uma aposta. Em tratativas h\u00e1 dois anos, o acordo travou<br \/>\ndiante de uma quest\u00e3o pol\u00eamica: a privatiza\u00e7\u00e3o de empresas estatais, condi\u00e7\u00e3o<br \/>\nindispens\u00e1vel para o governo federal.<br \/>\nUm artigo introduzido na Constitui\u00e7\u00e3o Estadual exige que para privatizar qualquer empresa estatal, o governo deve consultar a popula\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de um plebiscito.<br \/>\nEssa lei decorre das privatiza\u00e7\u00f5es feitas no governo Britto (1995\/1998), quando Sartori era l\u00edder do governo na Assembl\u00e9ia.<br \/>\nO Programa de Recupera\u00e7\u00e3o Fiscal de iniciativa do governo Temer, aprovado pelo Congresso, permite aos Estados em dificuldades financeiras adiarem por tr\u00eas anos o pagamento de suas d\u00edvidas com a Uni\u00e3o.<br \/>\nAt\u00e9 agora s\u00f3 o Rio de Janeiro conseguiu cumprir as exig\u00eancias para aderir ao programa. Al\u00e9m de um rigoroso ajuste fiscal, o programa exige privatiza\u00e7\u00f5es\u00a0e controle pela Uni\u00e3o das finan\u00e7as do Estado.<br \/>\nSartori tem um pr\u00e9-acordo com o governo Temer. Se ganhar a elei\u00e7\u00e3o, ter\u00e1 for\u00e7a talvez<br \/>\npara efetivar as privatiza\u00e7\u00f5es que faltam para poder assinar o acordo ainda<br \/>\nantes do fim deste mandato.<br \/>\nSe ficar para o pr\u00f3ximo presidente, que prioridade ele dar\u00e1 a esse socorro aos Estados?. Se assinar com o Rio Grande do Sul, ter\u00e1 outros 16 Estados na fila. O impacto nos cofres federais ser\u00e1 pesado.\u00a0 \u00a0.<br \/>\n<strong>Perfil do Candidato<\/strong><br \/>\nJos\u00e9 Ivo Sartori come\u00e7ou sua vida pol\u00edtica no movimento estudantil. Formou-se<br \/>\nem filosofia na Universidade de Caxias do Sul e foi professor. Filiou-se ao MDB em 1974 e dois anos depois disputou sua primeira elei\u00e7\u00e3o, tornando-se vereador, em Caxias. Em 1983 chegou \u00e0 Assembl\u00e9ia Legislativa. Elegeu-se por cinco mandatos sucessivos.No per\u00edodo de Pedro Simon (1986\/1989), foi secret\u00e1rio do Trabalho e Bem Estar Social. No per\u00edodo de Antonio Britto, segundo governo do MDB (ent\u00e3o PMDB), foi l\u00edder da bancada governista, chegando \u00e0 presid\u00eancia do legislativo em 1998.<br \/>\nNesse per\u00edodo, tentou duas vezes (1992 e 2000) a prefeitura de Caxias do Sul. Em 2002, chegou a deputado federal com quase 100 mil votos e, ent\u00e3o, na elei\u00e7\u00e3o seguinte, tornou-se prefeito de Caxias do Sul, com 52,4% dos votos. Reelegeu-se no 1\u00ba turno com 54,3% dos votos.<br \/>\n(Da edi\u00e7\u00e3o impressa de Setembro)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2014, Ivo Sartori come\u00e7ou como um candidato sem chance e acabou derrotando o governador Tarso Genro que tentava a reelei\u00e7\u00e3o. Venceu com 3,8 milh\u00f5es\u00a0 de votos ( 61,2%). 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