{"id":6652,"date":"2010-02-06T16:41:29","date_gmt":"2010-02-06T19:41:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=6652"},"modified":"2010-02-06T16:41:29","modified_gmt":"2010-02-06T19:41:29","slug":"estradas-de-ninguem-seis-meses-sem-solucao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/estradas-de-ninguem-seis-meses-sem-solucao\/","title":{"rendered":"Estradas de ningu\u00e9m: seis meses sem solu\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Uma imprensa mais atenta ao interesse p\u00fablico n\u00e3o deixaria passar em branco: chega a seis meses o desentendimento entre o governo do Estado e o governo federal, que jogou no abandono 1,6 mil quil\u00f4metros de estradas pedagiadas no Rio Grande do Sul.<br \/>\nNa verdade, para uma imprensa mais atenta ao interesse p\u00fablico, esse assunto deveria render manchetes di\u00e1rias, at\u00e9 que se resolvesse.<br \/>\nAfinal, os seis p\u00f3los de ped\u00e1gio envolvidos no impasse situam-se em rotas vitais para toda a popula\u00e7\u00e3o ga\u00facha e por onde transita o grosso da produ\u00e7\u00e3o do Estado.<br \/>\nMas aqui \u00e9 assim. Como todas as partes envolvidas \u2013 governo do Estado, governo federal e concession\u00e1rias &#8211; s\u00e3o grandes anunciantes e n\u00e3o tem interesse em tocar no assunto, o jornalismo passivo n\u00e3o v\u00ea a gravidade do problema.<br \/>\nFora algumas notas espor\u00e1dicas, parece que ningu\u00e9m est\u00e1 sendo prejudicado com a situa\u00e7\u00e3o. Mesmo a decis\u00e3o do Tribunal de Contas do Estado que, no in\u00edcio de janeiro, mandou a governadora Yeda Crusius retomar a fiscaliza\u00e7\u00e3o dos trechos pedagiados n\u00e3o mereceu mais que registros burocr\u00e1ticos, a partir de press release da assessoria do TCE.<br \/>\nA omiss\u00e3o da imprensa, ali\u00e1s, \u00e9 coerente com todo o comportamento que ela tem mantido ao longo dos onze anos, desde que se implantaram os ped\u00e1gios no Estado, o \u00fanico em que as concession\u00e1rias se comprometem apenas com a manuten\u00e7\u00e3o \u2013 embora as tarifas sejam as mais altas do pa\u00eds.<br \/>\nEM TEMPO: Mat\u00e9ria da rep\u00f3rter Marciele Brum, na Zero Hora deste domingo, 7\/2, confirma a &#8220;cautela&#8221; do jornal em rela\u00e7\u00e3o ao tema, a come\u00e7ar pelo t\u00edtulo: &#8220;TCE aponta falhas em ped\u00e1gios&#8221;. A fonte da mat\u00e9ria \u00e9 o mesmo relat\u00f3rio, de 2009, que deu base \u00e0 decis\u00e3o do conselheiro Cezar Miola, de intimar o governo estadual a retomar a fiscaliza\u00e7\u00e3o das rodovias pedagiadas. Diz que o tribunal deu &#8220;foco t\u00e9cnico a uma pol\u00eamica no campo pol\u00edtico&#8221;, quando a avalia\u00e7\u00e3o dos t\u00e9cnicos, feita entre maio e agosto do ano passado, antecedeu a devolu\u00e7\u00e3o das estradas, que gerou a pol\u00eamica. N\u00e3o esclarece que a origem da dita &#8220;pol\u00eamica&#8221; foi a tentativa de Yeda de prorrogar por mais dez anos os atuais contratos, fonte de todos os problemas. N\u00e3o foi ouvida a Agergs, nem o Daer e o secret\u00e1rio Daniel Andrade se limita a dizer que &#8220;o assunto est\u00e1 em estudo&#8221;. Em destaque, o advogado das concession\u00e1rias tenta desqualificar o relat\u00f3rio, dizendo que o TCE n\u00e3o tem &#8220;compet\u00eancia legal&#8221; para avaliar as estradas, como se isso invalidasse a constata\u00e7\u00e3o objetiva dos problemas apontados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma imprensa mais atenta ao interesse p\u00fablico n\u00e3o deixaria passar em branco: chega a seis meses o desentendimento entre o governo do Estado e o governo federal, que jogou no abandono 1,6 mil quil\u00f4metros de estradas pedagiadas no Rio Grande do Sul. 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