{"id":673,"date":"2005-08-15T15:11:39","date_gmt":"2005-08-15T18:11:39","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=673"},"modified":"2005-08-15T15:11:39","modified_gmt":"2005-08-15T18:11:39","slug":"ou-vai-ou-racha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/ou-vai-ou-racha\/","title":{"rendered":"Ou vai ou racha"},"content":{"rendered":"<p><strong>Guilherme Kolling<\/strong><br \/>\nSe ainda resta alguma esperan\u00e7a \u00e0 sobreviv\u00eancia do Partido dos Trabalhadores (PT), ela passa pelo dia 18 de setembro, quando ocorrem as elei\u00e7\u00f5es para o comando de diret\u00f3rios municipais, estaduais e nacional.<br \/>\nAs tend\u00eancias de esquerda do PT \u2013 insatisfeitas com os rumos do partido j\u00e1 antes do esc\u00e2ndalo do mensal\u00e3o \u2013 apostam em assumir o poder e dar uma guinada no partido, buscando a volta \u00e0s origens, com uma defesa radical da \u00e9tica e dos valores que formaram a sigla.<\/p>\n<p align=\"left\">\u201cO PT vive sua mais grave crise hist\u00f3rica. Esses dias que antecedem o pleito s\u00e3o decisivos\u201d, avalia o deputado estadual Fl\u00e1vio Koutzii, l\u00edder da bancada do PT na Assembl\u00e9ia Legislativa. \u201cTenho falado na imprensa diretamente para os militantes, porque nem todos perceberam a dimens\u00e3o deste momento. S\u00f3 a elei\u00e7\u00e3o direta pode dar uma mexida nesse quadro\u201d, completa.<\/p>\n<p>Waldir Bohn Gass, presidente do diret\u00f3rio do partido em Porto Alegre tamb\u00e9m aposta na milit\u00e2ncia para salvar a sigla. \u201c\u00c9 fundamental a insurg\u00eancia da base, que ela assuma o PT para que haja uma redemocratiza\u00e7\u00e3o do partido\u201d, aponta.<br \/>\nO chamado Campo Majorit\u00e1rio, ala moderada que comanda o partido h\u00e1 anos, sofreu um abalo com o envolvimento do ex-ministro Jos\u00e9 Dirceu e de toda c\u00fapula \u2013 Genoino-Del\u00fabio-Silvio Pereira e Marcelo Sereno \u2013 nos esc\u00e2ndalos de corrup\u00e7\u00e3o e caixa 2. Todos ca\u00edram.<br \/>\nPara botar ordem na casa, foi chamado o ex-ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Tarso Genro, que assumiu o partido num mandato tamp\u00e3o. Ele \u00e9 o candidato do grupo moderado para as elei\u00e7\u00f5es de setembro.<br \/>\n\u201cO Campo Majorit\u00e1rio, direta ou indiretamente, \u00e9 respons\u00e1vel pelo que aconteceu. Temos que mudar a co-rela\u00e7\u00e3o de for\u00e7as, reformular o PT. E o PED (Processo de Elei\u00e7\u00f5es Diretas) \u00e9 a grande oportunidade para mudar a dire\u00e7\u00e3o do partido\u201d, afirma o ex-prefeito de Porto Alegre Jo\u00e3o Verle.<br \/>\nDe fato, a crise pode ser a chance para outras tend\u00eancias do partido chegarem ao poder. \u201cCom certeza, se n\u00e3o tivessem sido expostos esses fatos envolvendo o PT, a reelei\u00e7\u00e3o do Jos\u00e9 Genoino seria um passeio. Esse tsunami foi t\u00e3o violento que deslocou as for\u00e7as no partido\u201d, acredita Koutzii.<br \/>\nEntre os candidatos de oposi\u00e7\u00e3o, est\u00e3o Valter Pomar, Pl\u00ednio de Arruda Sampaio e os ga\u00fachos Raul Pont e Maria do Ros\u00e1rio. Uma vit\u00f3ria da ala light, assumindo ou n\u00e3o o nome de Campo Majorit\u00e1rio (que Tarso falou que n\u00e3o existe mais), pode ser o estopim para uma debandada do PT. O racha deve afastar at\u00e9 quadros hist\u00f3ricos.<br \/>\n\u201cJ\u00e1 perdemos gente no in\u00edcio do governo Lula, na Reforma da Previd\u00eancia, na defini\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo, na expuls\u00e3o dos companheiros que formaram o P-SOL. At\u00e9 os intelectuais que l\u00edamos se afastaram. Se a elei\u00e7\u00e3o for muito frustrante, pode provocar algumas perdas importantes\u201d, aponta Fl\u00e1vio Koutzi.<br \/>\nO deputado estadual Edson Portilho tem a mesma impress\u00e3o. \u201cPessoas descontentes com o rumo do partido j\u00e1 est\u00e3o se desfiliando. E a continuar nesse ritmo, muitos militantes e dirigentes v\u00e3o deixar o Partido dos Trabalhadores\u201d, acredita. Jo\u00e3o Verle tamb\u00e9m prev\u00ea baixas, mas n\u00e3o aceita o \u201cse perdermos, vamos sair\u201d. \u201cIsso n\u00e3o tem sentido\u201d.<br \/>\nQuem destoa nesse ponto \u00e9 o deputado Raul Pont, que evita falar em racha em caso de derrota. \u201cEu vou continuar militando no PT, construindo o partido, e defendendo que quem tenha algum envolvimento com corrup\u00e7\u00e3o ou malversa\u00e7\u00e3o de recurso p\u00fablico, seja expulso e indiciado criminalmente\u201d.<br \/>\nO presidente do Diret\u00f3rio do PT na capital ga\u00facha, Waldir Bohn Gass, por outro lado, chega a afirmar que, se houver vit\u00f3ria do Campo Majorit\u00e1rio e esta tend\u00eancia comandar sozinha o partido, com um poss\u00edvel des\u00e2nimo da milit\u00e2ncia, o PT pode n\u00e3o se recuperar mais.<br \/>\nAlguns j\u00e1 fazem compara\u00e7\u00f5es com outras siglas. \u00c9 caso do deputado federal Chico Alencar (RJ). Desiludido com a reuni\u00e3o do Diret\u00f3rio Nacional, em 6 de agosto, ele afirmou que o PT vai virar um partido de massas sem identidade. \u201cUm fen\u00f4meno parecido ao que aconteceu com o PMDB, que hoje serve para abrigar alguns pol\u00edticos de nome, mas sem um programa\u201d.<br \/>\nUm grupo de parlamentares federais, insatisfeitos com a orienta\u00e7\u00e3o da lideran\u00e7a do partido, lan\u00e7ou o Bloco Parlamentar de Esquerda, que vai atuar com autonomia no Congresso.<br \/>\n<strong><span style=\"color: #cc3300\">Petistas pedem expuls\u00e3o dos companheiros<\/span><\/strong><br \/>\nNingu\u00e9m. Nem Del\u00fabio Soares foi expulso do PT depois da reuni\u00e3o do Diret\u00f3rio Nacional, em 6 de agosto. Representantes do partido no Rio Grande do Sul cobram medidas mais fortes. \u201cChega de panos quentes! H\u00e1 evid\u00eancias devidamente comprovadas. N\u00e3o consigo entender como ningu\u00e9m ainda foi expulso\u201d, ataca o deputado Fl\u00e1vio Koutzii.<br \/>\n\u201cO PT est\u00e1 com seus valores em crise, \u00e9 um patrim\u00f4nio que pode ser destru\u00eddo. As pessoas expressam dor, vergonha, indigna\u00e7\u00e3o. E depois de um per\u00edodo de perplexidade, dirigentes petistas e quadros de express\u00e3o est\u00e3o falando em fazer um corte nisso. Se n\u00e3o mudarmos a pol\u00edtica, n\u00e3o resolveremos a quest\u00e3o. Queremos ganhar a dire\u00e7\u00e3o do partido aqui e l\u00e1 (no RS e no pa\u00eds)\u201d, declara Koutzii, l\u00edder da bancada do partido na Assembl\u00e9ia.<br \/>\nO ex-prefeito de Porto Alegre Jo\u00e3o Verle tamb\u00e9m defende a sa\u00edda de integrantes que cometeram atos il\u00edcitos. \u201cFalha no car\u00e1ter \u00e9 uma caracter\u00edstica humana e o maior partido do pa\u00eds n\u00e3o ficou imune a isso. Agora devemos expurgar essas pessoas que ferem a nossa \u00e9tica partid\u00e1ria, um ponto forte que ostentamos. Se isso n\u00e3o acontecer, vamos nos igualar aos demais partidos\u201d, prev\u00ea.<br \/>\nSete vereadores da bancada do PT na C\u00e2mara de Porto Alegre (Aldacir Oliboni, Carlos Comassetto, Carlos Todeschini, Margarete Moraes, Maria Celeste, Maristela Maffei, Sofia Cavedon) enviaram nota ao Diret\u00f3rio Nacional, na v\u00e9spera do encontro de 6 de agosto. Eles se uniram ao coro dos que clamam pela sa\u00edda de filiados comprovadamente envolvidos com irregularidades.<br \/>\nOutra voz dessa causa \u00e9 o deputado Edson Portilho. \u201cN\u00e3o podemos comprometer 800 mil filiados, militantes que doaram a vida para a constru\u00e7\u00e3o desse projeto, por irresponsabilidade e descompromisso de alguns dirigentes\u201d, protesta.<br \/>\n\u201cO PT \u00e9 maior do que qualquer uma dessas pessoas. Se elas estiverem de fato envolvidas, que sejam expulsas, n\u00e3o importa que tenham 20 anos, 5 anos ou 5 meses de partido\u201d.<\/p>\n<p align=\"center\"><strong><span style=\"color: #cc3300\">As causas da crise<\/span><\/strong><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\"><strong><br \/>\n<\/strong><\/span><\/p>\n<p>\u00c9 consenso entre lideran\u00e7as que o Partido dos Trabalhadores vive uma crise sem precedentes, que as den\u00fancias devem ser apuradas e que os culpados devem ser punidos. Mas n\u00e3o h\u00e1 concord\u00e2ncia sobre as causas, a origem do problema que afeta o PT.<br \/>\nO presidente nacional, Tarso Genro, analisou a conjuntura em artigo publicado na Folha de S. Paulo, em julho. Al\u00e9m da quest\u00e3o hist\u00f3rica (o buraco que se abriu com o fracasso de experi\u00eancias de esquerda pelo mundo), e a pol\u00edtica econ\u00f4mica do pa\u00eds, que n\u00e3o teve o avan\u00e7o esperado no governo Lula, o ex-ministro critica a tese do partido dono de uma moral superior aos demais.<br \/>\n\u201cEsquecemos que qualquer organismo da sociedade civil, por mais vontades positivas que contenha, reproduz, sempre, algo da moralidade m\u00e9dia da sociedade na qual este organismo est\u00e1 imerso\u201d. Tarso apela para uma renova\u00e7\u00e3o, sem arrog\u00e2ncia, para defender a democracia e continuar a constru\u00e7\u00e3o de um novo projeto para o pa\u00eds. \u201cPrecisamos, no PT, de uma reforma pol\u00edtica, program\u00e1tica e de m\u00e9todos de dire\u00e7\u00e3o\u201d.<br \/>\nOutro ponto de vista veio tamb\u00e9m em artigo publicado na Folha. Duas lideran\u00e7as ga\u00fachas, o ministro Miguel Rossetto e o deputado Raul Pont, contestaram a tese da arrog\u00e2ncia do partido, que teria uma moral superior a dos demais.<br \/>\n\u201cNuma not\u00e1vel invers\u00e3o, pede-se desculpas pelo PT ter tido no passado uma postura intransigentemente \u00e9tica. Responsabiliza-se os paradigmas de esquerda e de igualdade fundadores da nossa identidade pelos fatos que, agora, s\u00e3o a sua nega\u00e7\u00e3o. Numa esp\u00e9cie de autocr\u00edtica do outro, critica-se o que fez o PT ser diferente, sem criticar nada que o faz ficar agora igual ao deformado sistema pol\u00edtico brasileiro\u201d.<br \/>\nOs dois apontam que a crise tem como origem a ruptura com a tradi\u00e7\u00e3o do partido, pela \u201cfratura entre discurso e pr\u00e1tica, o distanciamento das bases e dos movimentos sociais, a hegemonia da l\u00f3gica eleitoral, a despolitiza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica, as alian\u00e7as n\u00e3o-program\u00e1ticas e, especialmente, a auto-sufici\u00eancia das decis\u00f5es de c\u00fapula\u201d.<br \/>\nPont e Rossetto falam claramente que as explica\u00e7\u00f5es sobre a crise devem partir do grupo que agiu em nome do PT, \u201cmas sem compartilhar essas decis\u00f5es com o conjunto do partido ou sequer comunicar-lhe suas delibera\u00e7\u00f5es, afogando uma hist\u00f3ria de 25 anos num loda\u00e7al de suspei\u00e7\u00f5es\u201d. A dupla afirma que \u201ca hist\u00f3ria do PT n\u00e3o acaba assim\u201d. E projeta um futuro \u201ccom um rigoroso ajuste de contas com o presente, para ter uma agenda radicalmente republicana, democr\u00e1tica e popular para o Brasil\u201d.<br \/>\nOutro texto que teve repercuss\u00e3o, neste mea culpa p\u00fablico feito pelo PT, foi o do jornalista Marcos Rolim, publicado em Zero Hora. Ele aponta que \u201co partido foi substitu\u00eddo por uma m\u00e1quina de poder capaz de legitimar pr\u00e1ticas tradicionais como o aliciamento e a demagogia, o aparelhamento do Estado e o canibalismo interno\u201d. Rolim denuncia a \u201comiss\u00e3o diante de casos de abuso de poder econ\u00f4mico em campanhas eleitorais e de ind\u00edcios de enriquecimento il\u00edtico. E conclui: Mais que criminosos, \u201cs\u00e3o ladr\u00f5es de sonhos\u201d.<br \/>\n<strong><span style=\"color: #cc3300\">Esperan\u00e7a no futuro<\/span><\/strong><br \/>\nAlguns petistas sonham com a volta por cima ainda no Governo Lula. O 1\u00ba vice-presidente da Assembl\u00e9ia Legislativa, deputado Ronaldo Zulke, aposta na mudan\u00e7a de rumo, a ponto de possibilitar que cr\u00edticos hoje desiludidos com o presidente ap\u00f3iem a reelei\u00e7\u00e3o. Na vis\u00e3o dele, seria necess\u00e1rio vencer tr\u00eas pontos do debate: a \u00e9tica partid\u00e1ria, a pol\u00edtica de alian\u00e7as do Governo, e a pol\u00edtica econ\u00f4mica. \u201cDefendemos mais recursos para programas sociais e uma redu\u00e7\u00e3o no super\u00e1vit, que est\u00e1 exagerado. Outra medida \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica da taxa de juros, para estimular a cria\u00e7\u00e3o de empregos e o crescimento econ\u00f4mico\u201d, explica.<br \/>\nSobre o papel do partido nesta empreitada, quem fala \u00e9 o otimista Waldir Bohn Gass, presidente do diret\u00f3rio de Porto Alegre. \u201cSe chegamos ao poder num governo de coaliz\u00e3o, tudo bem. Mas o PT tem que tencion\u00e1-lo para a esquerda. O partido deve ter autonomia, n\u00e3o pode ser o menino de recados da presid\u00eancia, como era no tempo do Genoino\u201d.<br \/>\nDavid Stival, presidente do PT\/RS tamb\u00e9m acredita que o partido pode dar perspectivas positivas para sua base. \u201cTodos os partidos erram. Devemos levantar a cabe\u00e7a e resgatar os valores \u00e9ticos e morais do PT\u201d, sugere. \u201cTemos que ser inflex\u00edveis na puni\u00e7\u00e3o dos culpados e retomar o programa do partido no Governo Lula, abrindo canais para a participa\u00e7\u00e3o social\u201d, aponta.<br \/>\nStival lembra ainda a \u201cexperi\u00eancia vitoriosa no Governo Ol\u00edvio-Rossetto, com uma diferen\u00e7a abissal em rela\u00e7\u00e3o ao Governo Lula. O Rio Grande do Sul \u00e9 uma refer\u00eancia para o projeto do partido, e pode influenciar o PT nacional, o que n\u00e3o significa romper\u201d, acredita.<br \/>\nBonh Gass fala em brigar pela hist\u00f3ria do PT, tamb\u00e9m citando as experi\u00eancia em Porto Alegre e do Governo Ol\u00edvio. \u201cMostramos um novo jeito de governar, com uma participa\u00e7\u00e3o social \u2013 Or\u00e7amento Participativo \u2013 que d\u00e1 for\u00e7a e garante um controle do governo\u201d, opina.<br \/>\nO deputado Ronaldo Zulke concorda que o PT\/RS, pelo ac\u00famulo de gest\u00f5es importantes, \u00e9 um capital pol\u00edtico importante para o PT nacional. \u201cN\u00e3o \u00e9 a toa que temos tr\u00eas candidatos ga\u00fachos na disputa pelo Diret\u00f3rio Nacional\u201d, lembra.<br \/>\n<strong><span style=\"color: #cc3300\">Ol\u00edvio pode assumir o partido no Estado<\/span><\/strong><br \/>\nOs setores mais \u00e0 esquerda do Partido dos Trabalhadores continuam trabalhando para que o ex-governador Ol\u00edvio Dutra seja aclamado presidente do Diret\u00f3rio Estadual, em setembro, quando ocorrem as elei\u00e7\u00f5es do PT.<br \/>\nA mudan\u00e7a no rumo da disputa pelo diret\u00f3rio ga\u00facho surgiu ap\u00f3s a demiss\u00e3o de Ol\u00edvio do Minist\u00e9rio das Cidades. Ele teve uma volta triunfal, sendo recebido por centenas de militantes, empunhando bandeiras do PT e gritando palavras de ordem.<br \/>\nMas disse \u201cque n\u00e3o tem voca\u00e7\u00f5es individuais\u201d, sobre uma poss\u00edvel candidatura \u00e0 presid\u00eancia estadual do PT. Na semana seguinte, n\u00e3o descartava assumir o partido no Estado para a alegria de militantes como Maur\u00edcio Zimmermann, da Juventude do PT, que foi receb\u00ea-lo no aeroporto. \u201cO partido deve ser \u2018salvo\u2019 por figuras como ele\u201d, acredita.<br \/>\nO deputado Raul Pont, presente na recep\u00e7\u00e3o, reconheceu que \u201co companheiro tem o respaldo da milit\u00e2ncia e representa o partido\u201d. O vereador Adeli Sell estava t\u00e3o entusiasmado que declarou que \u201ca refunda\u00e7\u00e3o do partido aconteceu aqui, nesse ato\u201d (no aeroporto), e que Ol\u00edvio deveria aceitar conduzir o PT estadual.<br \/>\n\u201cQueremos construir um consenso em torno do nome de Ol\u00edvio, que tem todas as condi\u00e7\u00f5es para construir uma nova dire\u00e7\u00e3o para o partido\u201d, conta o deputado Ronaldo Zulke, da Democracia Socialista, uma das tend\u00eancias que ap\u00f3iam o ex-governador.<br \/>\nO deputado Edson Portilho tamb\u00e9m aprova a id\u00e9ia, assim como os presidentes do diret\u00f3rio de Porto Alegre, Waldir Bohn Gass e do RS, David Stival, que considera Ol\u00edvio um s\u00edmbolo de honestidade.<br \/>\nEntre os sete candidatos, quatro j\u00e1 abdicaram em nome do ex-governador. Mas pelo menos um concorrente n\u00e3o admite renunciar, a n\u00e3o ser que haja consenso em n\u00edvel nacional \u2013 e n\u00e3o h\u00e1. \u00c9 o deputado Estilac Xavier que deve polarizar a disputa com Ol\u00edvio.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Estilac representa o PT Amplo e Democr\u00e1tico e outras tr\u00eas tend\u00eancias na disputa pelo Diret\u00f3rio Estadual do Partido dos Trabalhadores. O deputado justifica que o partido deve usar o mesmo crit\u00e9rio em n\u00edvel nacional e regional. \u201cSe n\u00e3o conseguirmos unificar o partido nacionalmente, porque adotar esse modelo s\u00f3 no pleito do Rio Grande do Sul?\u201d, questiona.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Estilac admite conversar sobre uma poss\u00edvel ren\u00fancia apenas se houver chapa \u00fanica ao Diret\u00f3rio Nacional. \u201cA\u00ed podemos discutir o plano local da mesma forma, mas antes de renunciar teria que falar com as tend\u00eancias que represento\u201d.<\/p>\n<p>O parlamentar do PT revela que \u00e9 do grupo que defendeu realizar as elei\u00e7\u00f5es do partido s\u00f3 em 2007, mas que foi voto vencido. \u201cAcho que seria importante um encontro preparat\u00f3rio agora, quando indicar\u00edamos para dire\u00e7\u00e3o uma chapa de unidade pol\u00edtica, para a transi\u00e7\u00e3o do partido. Em 2006 n\u00e3o haveria clima, j\u00e1 que \u00e9 ano eleitoral, por isso, o ideal seria 2007\u201d, analisa.<br \/>\n<em>Colaborou Helen Lopes<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Guilherme Kolling Se ainda resta alguma esperan\u00e7a \u00e0 sobreviv\u00eancia do Partido dos Trabalhadores (PT), ela passa pelo dia 18 de setembro, quando ocorrem as elei\u00e7\u00f5es para o comando de diret\u00f3rios municipais, estaduais e nacional. 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