{"id":6730,"date":"2010-03-08T18:21:36","date_gmt":"2010-03-08T21:21:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=6730"},"modified":"2010-03-08T18:21:36","modified_gmt":"2010-03-08T21:21:36","slug":"caso-eliseu-quantas-perguntas-ficaram-sem-resposta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/caso-eliseu-quantas-perguntas-ficaram-sem-resposta\/","title":{"rendered":"Caso Eliseu: quantas perguntas ficaram sem resposta?"},"content":{"rendered":"<p><em>Elmar Bones<\/em>.<br \/>\nChamo de \u201cjornalismo passivo\u201d essa pratica, dominante na nossa imprensa, de produzir not\u00edcias com base somente em declara\u00e7\u00f5es de fonte oficial, a chamada autoridade.<br \/>\n\u00c9 uma pratica que vem dos tempos da ditadura e se mant\u00e9m por v\u00e1rias raz\u00f5es, todas de conveni\u00eancia para os grandes grupos de m\u00eddia. Fazer um jornalismo oficioso \u00e9 c\u00f4modo at\u00e9 por quest\u00f5es de custos.<br \/>\nNo fundo, \u00e9 nocivo para o jornalista, enganoso para o leitor\/eleitor e incalculavelmente danoso para a sociedade que se pretende democr\u00e1tica.<br \/>\nA\u00ed est\u00e1 o Caso Eliseu, como exemplar porque envolveu um homem p\u00fablico, de grande notoriedade.  Toda a cobertura foi baseada nas informa\u00e7\u00f5es dadas pela pol\u00edcia.<br \/>\nEst\u00e1 bem, digamos que a pol\u00edcia realmente esclareceu o crime, apontou os culpados e j\u00e1 apanhou dois deles. Gol.<br \/>\nDo ponto de vista da investiga\u00e7\u00e3o policial, caso encerrado. Mas,  quantas perguntas ficaram sem resposta?<br \/>\nPela vers\u00e3o consagrada, Eliseu foi morto porque reagiu. Ele reagiu porque andava predisposto, se dizia amea\u00e7ado. Quem andava amea\u00e7ando o secret\u00e1rio da sa\u00fade? Que amea\u00e7as eram essas?<br \/>\nO notici\u00e1rio mencionou nos primeiros dias numa empresa de seguran\u00e7a que teria contrato com o munic\u00edpio para manter guardas nos postos de sa\u00fade e que Eliseu estaria tentando substituir. Isso ficou esclarecido? N\u00e3o \u00e9 um bom \u201cgancho\u201d para falar dessas terceiriza\u00e7\u00f5es que propiciam contratos milion\u00e1rios?<br \/>\nOs brigadianos que fizeram a ocorr\u00eancia, quando um dos criminosos foi atendido no hospital em Esteio, ainda n\u00e3o tinham recebido qualquer informa\u00e7\u00e3o. A que horas foi isso?. N\u00e3o h\u00e1 um sistema de comunica\u00e7\u00e3o entre as pol\u00edcias?<br \/>\nSegundo a pol\u00edcia, grupos especializados em roubo de carros, com base em  Sapucaia, agem h\u00e1 cinco na Floresta e outros bairros da capital naquela regi\u00e3o. Cinco anos? O que tem sido feito, se as ocorr\u00eancias quando envolvem pessoas comuns s\u00e3o apenas registradas, quando o s\u00e3o?<br \/>\nEnfim, s\u00e3o muitas as respostas que a pol\u00edcia talvez n\u00e3o queira ou n\u00e3o possa dar, mas que a um jornalismo ativo caberia continuar buscando.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Elmar Bones. Chamo de \u201cjornalismo passivo\u201d essa pratica, dominante na nossa imprensa, de produzir not\u00edcias com base somente em declara\u00e7\u00f5es de fonte oficial, a chamada autoridade. \u00c9 uma pratica que vem dos tempos da ditadura e se mant\u00e9m por v\u00e1rias raz\u00f5es, todas de conveni\u00eancia para os grandes grupos de m\u00eddia. 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