{"id":678,"date":"2005-08-26T15:18:45","date_gmt":"2005-08-26T18:18:45","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=678"},"modified":"2005-08-26T15:18:45","modified_gmt":"2005-08-26T18:18:45","slug":"bastidores-da-liberacao-dos-skinheads","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/bastidores-da-liberacao-dos-skinheads\/","title":{"rendered":"Bastidores da libera\u00e7\u00e3o dos skinheads"},"content":{"rendered":"<p><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/reportagem\/Algemas.jpg?0.4753540634208069\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"250\" height=\"327\" align=\"left\" \/>Guilherme Kolling<\/strong><br \/>\nNa manh\u00e3 da quinta-feira 25 de agosto, o movimento come\u00e7ou cedo no sagu\u00e3o de espera da 2a Vara do F\u00f3rum Central de Porto Alegre. Dava para notar que algo de importante estava por acontecer ali. \u00c0s 8h30 da manh\u00e3, uma equipe de TV estava a postos.<br \/>\nUm seguran\u00e7a vigiava qualquer movimento no local, ostentando seu rev\u00f3lver na cintura. Parecia tenso. N\u00e3o parava quieto, jogando o peso do corpo de um lado para o outro, como se fosse um jo\u00e3o-bobo.<br \/>\nA espera era pelo depoimento dos tr\u00eas judeus que foram v\u00edtimas do ataque de skinheads em 8 de maio no Bar Ping\u00fcin, na Cidade Baixa. Eles iriam falar do caso que levou \u00e0 pris\u00e3o de quatro suspeitos: Israel da Silva, Valmir Macahdo Jr., Leandro Braun e Laureano Vieira Toscani.<br \/>\nA sess\u00e3o come\u00e7ava \u00e0s 9h, mas bem antes j\u00e1 tinha gente esperando. Uma das primeiras a chegar foi a esposa de Israel. Ficou quieta num canto at\u00e9 ser abordada. Garantiu a inoc\u00eancia do marido. \u201cNa hora do crime, ele estava comemorando o nosso anivers\u00e1rio de casamento e o anivers\u00e1rio da m\u00e3e dele\u201d, balbuciou.<br \/>\nMais jornalistas chegaram e formaram uma rodinha. Havia estranheza sobre a j\u00e1 divulgada mudan\u00e7a de rumo no caso. \u201cMas eles n\u00e3o tinham sido reconhecidos?\u201d, perguntou um rep\u00f3rter. \u201cN\u00e3o entendo o que aconteceu\u201d, disse o colega. \u201cA gente fez a mat\u00e9ria, as v\u00edtimas reconheceram os caras\u201d, comentava, mostrando o xerox do jornal da \u00e9poca.<br \/>\nUm outro c\u00edrculo logo reuniu parentes dos acusados. Na maioria, mulheres, que vinham esperan\u00e7osas, otimistas, como se soubessem da reviravolta no caso. Cochichavam informa\u00e7\u00f5es\u00a0a todo o momento para em seguida trocar abra\u00e7os e at\u00e9 chorar de alegria.<br \/>\n\u00c0s 9h05, um rapaz e um senhor passaram reto por todos sem desviar o olhar do horizonte. Posicionaram-se bem em frente \u00e0 porta da 2a Vara. Logo, a dupla entrou. O jovem era uma das v\u00edtimas do ataque dos skins. Foi o \u00fanico dos tr\u00eas a se apresentar. Em seguida, entraram os advogados dos presos.<br \/>\nDuas senhoras que vieram dar apoio ao \u00fanico depoente ficaram aguardando do lado de fora. Trocavam um olhar de desconfian\u00e7a m\u00fatuo com parentes dos acusados. O \u00e1pice da tens\u00e3o ocorreu quando o pai de Laureano, um dos presos, resolveu tirar satisfa\u00e7\u00f5es. Houve um in\u00edcio de bate-boca, mas a esposa logo tratou de tirar o marido da confus\u00e3o.<br \/>\nO homem justificava a revolta. \u201cMeu filho ficou 100 dias preso. E ele \u00e9 um cara bom. A gente ia l\u00e1 na cadeia e ele dizia: \u2018Pai, s\u00f3 quero um pedido de desculpas\u2019. Imagina. E o rapaz perdeu o semestre na faculdade. Um absurdo\u201d, protestava.<br \/>\n\u00c0s 9h15, 9h20 e 9h40, a funcion\u00e1ria do F\u00f3rum chamou os outros dois judeus atacados. A aus\u00eancia da dupla causou temor entre os familiares dos presos. \u201cEles n\u00e3o v\u00eam?\u201d, perguntavam-se. A expectativa era pela confirma\u00e7\u00e3o do testemunho de uma das v\u00edtimas, que inocentara os skinheads ao n\u00e3o reconhec\u00ea-los, conforme estampava a manchete do Jornal J\u00c1 Porto Alegre.<br \/>\nDona Zeonlida, m\u00e3e de Valmir Machado Jr., outro acusado, carregava um exemplar. Ao ser abordada por rep\u00f3rteres, exibia a mat\u00e9ria como prova da inoc\u00eancia do filho e, em meio \u00e0 leitura din\u00e2mica dos jornalistas, comentava o caso. \u201cMeu filho foi crucificado!\u201d, protestava.<br \/>\nNesse meio tempo, o advogado Clodes Bernardes deu uma escapada da audi\u00eancia e confirmou que a ju\u00edza iria soltar os presos. A not\u00edcia foi dada aos cochichos para parentes. Depois confirmada em tom triunfal:\u201cA farsa caiu\u201d, anunciou Bernardes.<br \/>\nA frase foi repetida por familiares dos presos, que imediatamente come\u00e7aram a ligar para parentes e amigos. E para os pais de Leandro Braun, que moram em Caxias e n\u00e3o foram ao F\u00f3rum. A esposa de Israel correu para um orelh\u00e3o para contar tudo para o pessoal de Gua\u00edba, onde mora.<br \/>\nN\u00e3o demorou at\u00e9 a ju\u00edza chamar a imprensa para uma coletiva.<br \/>\n<strong><span style=\"color: #cc3300\">&#8220;Experimentem a liberdade!\u201d<\/span><\/strong><br \/>\nSomente a imprensa e os advogados das v\u00edtimas tiveram acesso \u00e0 sess\u00e3o em que foi comunicada a libera\u00e7\u00e3o dos skinheads. Ao receber os rep\u00f3rteres, a ju\u00edza Marta Borges Ortiz explicou a confus\u00e3o que foi feita em tom de pesar, salientando que a semelhan\u00e7a entre os presos e os novos acusados \u00e9 incr\u00edvel, at\u00e9 em detalhes do rosto. Depois, organizou a sess\u00e3o em que a libera\u00e7\u00e3o dos r\u00e9us foi oficializada.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/reportagem\/juizainstruireus.jpg?0.33270466601405213\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><strong><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\">Ju\u00edza instrui os r\u00e9us (Fotos: Naira Hofmeister)<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Por volta das 10h30, os quatro entraram na sala algemados, em sil\u00eancio e de cabe\u00e7a baixa. A ju\u00edza perguntou o nome de cada um e solicitou que os guardas tirassem as algemas. Incentivou os fot\u00f3grafos a registrar o momento.<br \/>\nEm seguida, explicou a suspens\u00e3o da audi\u00eancia que previa o depoimento das v\u00edtimas, j\u00e1 que na v\u00e9spera (24\/08), o delegado (Paulo C\u00e9sar Jardim) havia entregue novos elementos da investiga\u00e7\u00e3o. Por isso, ela iria conceder liberdade provis\u00f3ria aos acusados. Justificou que a pris\u00e3o fora leg\u00edtima, pois havia ind\u00edcios suficientes com o que havia sido apurado at\u00e9 ent\u00e3o.<br \/>\nO promotor S\u00edlvio Miranda Munhoz falou da corre\u00e7\u00e3o do trabalho da pol\u00edcia, que seguiu na busca pelos respons\u00e1veis do crime. Insistiu na impressionante semelhan\u00e7a entre os novos acusados e os presos \u2013 \u201cparecem g\u00eameos\u201d. Adiantou ainda que os rapazes agredidos ser\u00e3o chamados novamente para depor e fazer o reconhecimento dos novos acusados.<br \/>\nEm nome da defesa, o advogado Marcelo Bertolucci observou que todos podem errar, mas pediu que a imprensa restabele\u00e7a a dignidade dos acusados e familiares, ao dar uma cobertura na mesma propor\u00e7\u00e3o da que foi feita na \u00e9poca da pris\u00e3o. Ainda deu uma alfinetada na conduta do Movimento de Justi\u00e7a Diretos Humanos neste caso.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/reportagem\/Assinando.jpg?0.8400062283682419\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\"><strong>Depois de 105 dias na pris\u00e3o, jovens confirmam a liberdade<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Finalmente, os jovens foram chamados pela ju\u00edza para receber o alvar\u00e1 de soltura. Antes ela deu um recado: \u201cExperimentem intensamente a liberdade. Vivam pr\u00f3ximos do bem. Voc\u00eas ficaram presos esses 100 dias por um des\u00edgnio maior, nada \u00e9 por acaso. Experimentem intensamente a liberdade!\u201d, repetiu. Os libertos, apenas acenaram com a cabe\u00e7a.<br \/>\n<strong><strong><span style=\"color: #cc3300\">Investiga\u00e7\u00e3o paralela<\/span><\/strong><\/strong> A ju\u00edza Marta Borges Ortiz elogiou a pol\u00edcia, afirmando que n\u00e3o tem d\u00favidas sobre a efici\u00eancia do trabalho: &#8220;Na pr\u00f3xima semana deveremos ter os nomes dos poss\u00edveis autores da agress\u00e3o&#8221;. O promotor S\u00edlvio Miranda Munhoz fez coro a ela.<br \/>\nMas os jovens presos mostravam revolta. Eles teriam indicado os reais agressores. &#8220;Na rua todo mundo sabia quem eram os respons\u00e1veis, s\u00f3 a pol\u00edcia que n\u00e3o&#8221;, disse Laureano Vieira Toscani. Segundo ele, os autores do crime, que se rotulam skinheads, vangloriavam-se publicamente do feito, e debochavam &#8220;dos ot\u00e1rios que foram presos&#8221;.<br \/>\n&#8220;N\u00e3o foi a pol\u00edcia quem descobriu, fizemos nossa investiga\u00e7\u00e3o. Minha m\u00e3e procurou na rua, no bar, na internet. Se n\u00e3o fosse isso ainda estar\u00edamos presos&#8221;. Sobre a explica\u00e7\u00e3o de que os quatro novos acusados seriam muito parecidos com eles, Laureano \u00e9 direto: &#8220;Essa hist\u00f3ria n\u00e3o bate&#8221;, resume, lembrando que s\u00f3 uma v\u00edtima os reconheceu.<br \/>\nO advogado do jovem, Marcelo Bertolucci, diz que um fato novo j\u00e1 estava no inqu\u00e9rito h\u00e1 bastante tempo, mas que n\u00e3o havia sido observado. \u00c9 que uma das testemunhas n\u00e3o reconheceu os quatro como os agressores. O promotor Munhoz observa que os jovens n\u00e3o tinham delatado os autores para n\u00e3o passar por dedo-duro, mas acabaram identificando outros poss\u00edveis atacantes.  &#8220;Agora dizem que \u00e9ramos parecidos com os outros caras. Mas a verdade \u00e9 que desde junho j\u00e1 podiam ter nos liberado. A pol\u00edcia sabia que n\u00f3s n\u00e3o \u00e9ramos os culpados&#8221;, garante Leandro Braun, que contou estar num show em Caxias do Sul na hora do crime. &#8220;Tenho 27 testemunhas&#8221;.<br \/>\nValmir Machado Jr. falou que a pol\u00edcia \u00e9 incompetente, &#8220;principalmente o delegado que tentou se promover em cima de n\u00f3s&#8221;. Ele justificou que s\u00f3 fazia estudos sobre Segunda Guerra Mundial e que criaram uma confus\u00e3o.<br \/>\n&#8220;Nos venderam como culpados e pegou. Olharam o nome pelo outro processo (<em>agress\u00e3o de skinheads a um punk, no qual o jovem foi indiciado<\/em>) e como est\u00e1vamos mais acess\u00edveis nos levaram&#8221;, afirmou o jovem que acredita em arma\u00e7\u00e3o e afirma que s\u00f3 n\u00e3o os liberaram em seguida por press\u00e3o da comunidade judaica.<br \/>\nIsrael da Silva preferiu ser diplom\u00e1tico. &#8220;N\u00e3o tenho nada a falar da Justi\u00e7a, nada contra comunidade nenhuma. E posso dizer que dentro da cadeia a gente aprende a perdoar&#8221;.  <strong><strong><span style=\"color: #cc3300\">Solidariedade na pris\u00e3o<\/span><\/strong><\/strong> Os quatro acusados de ter agredido jovens judeus na Cidade Baixa passaram mais de 100 dias presos. Eles s\u00e3o un\u00e2nimes ao classificar a cadeia como um inferno. Mas tiveram o apoio de parte dos colegas de Pres\u00eddio Central.  &#8220;Sofremos repres\u00e1lia da pol\u00edcia. S\u00f3 os presos nos respeitaram&#8221;, contou Valmir Machado Jr. Depois da exibi\u00e7\u00e3o do v\u00eddeo de uma banda skinhead no programa Fant\u00e1stico, da Rede Globo, que est\u00e1 entre o material apreendido pela pol\u00edcia, n\u00e3o houve retalia\u00e7\u00f5es na cadeia.<br \/>\n&#8220;Os presos da nossa ala eram legais. Viram que \u00e9ramos inocentes, n\u00e3o havia cobran\u00e7a. O problema era um outro setor, chamado &#8216;pa\u00eds livre&#8217;, onde h\u00e1 leis pr\u00f3prias. L\u00e1 era perigoso&#8221;, testemunha Leandro Braun.<br \/>\n&#8220;Sofremos v\u00e1rias amea\u00e7as. Ningu\u00e9m sabe o que \u00e9 estar l\u00e1 dentro&#8221;, conta Laureano Toscani. Ele soube pela televis\u00e3o que seria preso e resolveu se entregar. &#8220;Fiz isso porque tinha certeza da minha inoc\u00eancia&#8221;, disse.<br \/>\nA m\u00e3e de Valmir, Dona Zenilda, revela que at\u00e9 quando os rapazes foram depor, no F\u00f3rum Central, a Susepe fez repres\u00e1lias. &#8220;No meio de 60 presos eles anunciaram que os quatro eram skinheads. N\u00e3o aconteceu nada para o meu filho nesses dias porque eu estava em cima o tempo todo&#8221;.<br \/>\nLeandro revela que a pol\u00edcia fazia press\u00e3o psicol\u00f3gica para &#8220;ferrar&#8221; com os outros. &#8220;Nos interrogat\u00f3rios, o delegado dizia: &#8216;Entrega 5 ou 6 nomes que a gente te libera'&#8221;. Valmir confirma a hist\u00f3ria.<br \/>\nFora isso, as tradicionais precariedades da estrutura carcer\u00e1ria. &#8220;A comida \u00e9 um lixo. A Brigada te trata que nem lixo, para eles tu \u00e9 um animal&#8221;, compara Valmir. &#8220;Enfermaria n\u00e3o existe. T\u00e1 com dor de dente? Pega um AAS infantil e volta para cela&#8221;, relata o ex-detento.<br \/>\nPelo menos agora o jovem vai desfrutar do comida da mam\u00e3e. O card\u00e1pio do dia da volta era bife \u00e0 milanesa, prato predileto de Valmir.<br \/>\nAgora, os quatro voltam a tocar a vida. &#8220;Vou retomar minha rotina, voltar para Caxias, mas o trauma, o dano psicol\u00f3gico fica, \u00e9 para sempre&#8221;, observa Leandro Braun.<br \/>\nOs advogados falam em pedir repara\u00e7\u00f5es, entrar com uma a\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a contra o Estado e exigir a responsabiliza\u00e7\u00e3o dos atos das autoridades que cometeram equ\u00edvocos, &#8220;estragando a vida dos rapazes e trazendo essa humilha\u00e7\u00e3o&#8221;. Apenas o representante de Laureano, Marcelo Bertolucci, disse que vai aguardar o encerramento do caso e esperar a defini\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Guilherme Kolling Na manh\u00e3 da quinta-feira 25 de agosto, o movimento come\u00e7ou cedo no sagu\u00e3o de espera da 2a Vara do F\u00f3rum Central de Porto Alegre. 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