{"id":6853,"date":"2010-04-13T05:16:32","date_gmt":"2010-04-13T08:16:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=6853"},"modified":"2010-04-13T05:16:32","modified_gmt":"2010-04-13T08:16:32","slug":"as-razoes-inconscientes-da-politica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/as-razoes-inconscientes-da-politica\/","title":{"rendered":"As raz\u00f5es inconscientes da pol\u00edtica"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/TRES_DIVA_capa1-300x431.jpg\" alt=\"TRES_DIVA_capa\" title=\"TRES_DIVA_capa\" width=\"300\" height=\"431\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-6857\" \/><br \/>\nNeste instigante ensaio \u201cliter\u00e1rio e filos\u00f3fico\u201d, o dr. Jo\u00e3o Gomes Mariante usa o bisturi da psican\u00e1lise para dissecar a pol\u00edtica.<br \/>\nServe-se de tr\u00eas dos maiores personagens da pol\u00edtica brasileira, para identificar &#8211; por tr\u00e1s das atitudes destemidas,  do discurso altissonante e, at\u00e9, dos recuos e nega\u00e7as &#8211; as motiva\u00e7\u00f5es inconscientes da a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<br \/>\nOs l\u00edderes de uma situa\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria, que se resolve pelo recurso \u00e0s armas, sempre carregam a culpa de um crime, diz o autor.<br \/>\nPodem mascarar a culpa dizendo que foi necess\u00e1rio matar em nome de algo maior. No seu \u00edntimo, nada pode apagar que foi um crime.  Mesmo o mais frio dos ditadores sente-se culpado.<br \/>\nGet\u00falio Vargas, Oswaldo Aranha e Flores da Cunha foram os vitoriosos de 1930. Tomaram o poder pelas armas, jogaram a vida para alcan\u00e7ar o poder.<br \/>\nDesafiaram a morte e n\u00e3o hesitaram quando foi necess\u00e1rio matar.<br \/>\nTudo em nome do povo. Para melhorar a vida do povo &#8211; libert\u00e1-lo dos grilh\u00f5es da pobreza, resgat\u00e1-lo para a vida republicana, dos direitos e oportunidades iguais.<br \/>\nPor tr\u00e1s dos bons prop\u00f3sitos, os ressentimentos, o medo, a frustra\u00e7\u00e3o, a ambi\u00e7\u00e3o desmedida . Tanto que para manter o poder (hoje se diria governabilidade)  tiveram que implantar um regime de arb\u00edtrio, com mais crimes, mais culpa.<br \/>\nEm 1954, depois de ter ca\u00eddo e ter voltado \u201cnos bra\u00e7os do povo\u201d, Get\u00falio Vargas deu um tiro no cora\u00e7\u00e3o. Quis matar os inimigos dentro de si mesmo.<br \/>\nMas, ao contr\u00e1rio do que diz o senso comum, n\u00e3o foram os inimigos externos que o levaram \u00e0 morte.<br \/>\nForam os inimigos internos \u2013 os componentes que fizeram dele um homem retra\u00eddo, melanc\u00f3lico, de tend\u00eancias suicidas.<br \/>\nAs circunst\u00e2ncias dram\u00e1ticas que se armaram em torno dele criaram as condi\u00e7\u00f5es externas para o ato, que j\u00e1 estava gravado internamente.<br \/>\nAranha e Flores de certa forma tentaram o mesmo ao se expor insanamente ao perigo, muitas vezes sem necessidade.<br \/>\nEram temperamentos diferentes, extravasavam as press\u00f5es internas por outros mecanismos. Faltaram-lhes as circunst\u00e2ncias para o gesto \u00faltimo.<br \/>\nEsses s\u00e3o os caminhos que o autor percorre na sua inten\u00e7\u00e3o de identificar os elementos inconscientes sempre presentes nas motiva\u00e7\u00f5es dos homens que se entregam a pol\u00edtica.<br \/>\n\u201cTr\u00eas no Div\u00e3\u201d, de Jo\u00e3o Gomes Mariante, lan\u00e7amento J\u00e1 Editores dia 15 de abril na Assembl\u00e9ia Legisltativa do Rio Grande do Sul.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste instigante ensaio \u201cliter\u00e1rio e filos\u00f3fico\u201d, o dr. Jo\u00e3o Gomes Mariante usa o bisturi da psican\u00e1lise para dissecar a pol\u00edtica. Serve-se de tr\u00eas dos maiores personagens da pol\u00edtica brasileira, para identificar &#8211; por tr\u00e1s das atitudes destemidas, do discurso altissonante e, at\u00e9, dos recuos e nega\u00e7as &#8211; as motiva\u00e7\u00f5es inconscientes da a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. 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