{"id":6887,"date":"2010-04-19T12:47:39","date_gmt":"2010-04-19T15:47:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=6887"},"modified":"2010-04-19T12:47:39","modified_gmt":"2010-04-19T15:47:39","slug":"documenta-destroi-dezenas-de-arvores-antigas-na-praca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/documenta-destroi-dezenas-de-arvores-antigas-na-praca\/","title":{"rendered":"Obra de restaura\u00e7\u00e3o est\u00e1 cortando \u00e1rvores da pra\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>O Projeto Monumenta em Porto Alegre, desenvolvido pelo Minist\u00e9rio da Cultura, com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Unesco, visa supostamente a restituir o visual da Pra\u00e7a da Alf\u00e2ndega ao seu original, do in\u00edcio do s\u00e9culo XX, quando n\u00e3o se sabia ainda da import\u00e2ncia das \u00e1rvores no projeto urbano das cidades.<br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/pra\u00e7a+alf\u00e2ndega+014-300x225.jpg\" alt=\"\u00e1rvores tombam em nome da &#039;autenticidade&#039;\" title=\"\u00e1rvores tombam em nome da &#039;autenticidade&#039;\" width=\"300\" height=\"225\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-6896\" \/><br \/>\nPara garantir esta discut\u00edvel e dispens\u00e1vel &#8220;autenticidade&#8221;, o projeto cercou a pra\u00e7a (QUE SEMPRE FOI ABANDONADA PELA PREFEITURA) com um muro met\u00e1lico de dois metros de altura e, assim escondido, dedicou-se a cortar sistematicamente mais de duas dezenas de \u00e1rvores da pra\u00e7a, algumas centen\u00e1rias.<br \/>\nO barulho execr\u00e1vel e ininterrupto das moto-serras, por dias, e a sa\u00edda regular de caminh\u00f5es do espa\u00e7o cercado e trancado, carregando troncos e mais troncos de largo di\u00e2metro, assim como a vista de cima, d\u00e3o uma id\u00e9ia da insensata e escondida destrui\u00e7\u00e3o que l\u00e1 dentro acontece.<br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/pra\u00e7a+alf\u00e2ndega+009-300x225.jpg\" alt=\"Pra\u00e7a da Alf\u00e2ndega perde \u00e1rvores com Monumenta\" title=\"Pra\u00e7a da Alf\u00e2ndega perde \u00e1rvores com Monumenta\" width=\"300\" height=\"225\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-6897\" \/><br \/>\nMoro ao lado da pra\u00e7a e bem acima. Vejo com ang\u00fastia crescente as clareiras se somarem em GRANDE VELOCIDADE, converso com os antigos frequentadores e transeuntes, artes\u00e3os e pequenos comerciantes ao redor, todos chocados e consternados com a velocidade e a extens\u00e3o da destrui\u00e7\u00e3o.<br \/>\nTODAS as \u00e1rvores (algumas com mais de 30 anos) de AMBOS OS LADOS da avenida Sep\u00falveda, entre o MARGS e o Memorial, foram serradas e destru\u00eddas (sequer removidas a outro lugar). Dentro da pra\u00e7a, igualmente, os tocos dos troncos e os buracos atestam a destrui\u00e7\u00e3o SEM PRECEDENTES das \u00e1rvores l\u00e1 plantadas, na CONTRAM\u00c3O DA HIST\u00d3RIA DO URBANISMO, em incompatibilidade com a qualidade de vida e o paisagismo esclarecido do s\u00e9culo XXI, numa atitude burra, irrrespons\u00e1vel e INJUSTIFIC\u00c1VEL!!!<br \/>\nO Projeto Monumenta d\u00e1 verbas para a &#8220;melhoria de pra\u00e7as e ruas&#8221; e eu gostaria de saber, o p\u00fablico desta cidade, os frequentadores desta pra\u00e7a T\u00caM O DIREITO de saber, em que este massacre insensato de \u00e1rvores cuja copa garante ar puro e sombra versus a sujeira, a polui\u00e7\u00e3o e o calor massacrante do centro, aonde a palavra &#8220;MELHORIA&#8221; est\u00e1 prevista? Que melhoria \u00e9 esta que destr\u00f3i em grande escala a pr\u00f3pria coisa que torna a pra\u00e7a um bem aos seus frequentadores. Ou eles acham que as pessoas l\u00e1 v\u00e3o pelos postes de luz? Pelo cal\u00e7amento?<br \/>\nTodas as cidades em locais mais instru\u00eddos dedicam-se a criar espa\u00e7os verdes ou aumentar os existents. Nossa prefeitura as destr\u00f3i agora sob a desculpa de que vai criar um ambiente mais aut\u00eantico. Mas, se formos exigir autenticidade mesmo, que inundem aquela \u00e1rea, que antes pertencia ao rio. Ou que refa\u00e7am o espa\u00e7o como era na chegada dos a\u00e7orianos. Por que achar que o arbitr\u00e1rio aut\u00eantico \u00e9 aquele em que n\u00e3o havia uma gest\u00e3o<br \/>\nesclarecida do espa\u00e7o da pra\u00e7a.<br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/pra\u00e7a+alf\u00e2ndega+017-300x225.jpg\" alt=\"Em alguns locais a pra\u00e7a lembra uma serraria\" title=\"Em alguns locais a pra\u00e7a lembra uma serraria\" width=\"300\" height=\"225\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-6898\" \/><br \/>\nPor que a prefeitura n\u00e3o torna o centro mais humano e seguro fazendo coisas \u00f3bvias e sensatas, como exigir que a pavimenta\u00e7\u00e3o das cal\u00e7adas permita que idosos e crian\u00e7as possam andar sem tombar diariamente nos milh\u00f5es de buracos das cal\u00e7adas (s\u00f3 para citar um MELHORIA necess\u00e1ria e ignorada pela prefeitura que decide investir o dinheiro destinado \u00e0 melhoria da pra\u00e7a nesta sanha destruidora imperdo\u00e1vel)???<br \/>\nConclamo as pessoas de bem, a m\u00eddia, aqueles com esp\u00edrito respons\u00e1vel, aqueles com \u00e9tica, bom-senso e esp\u00edrito p\u00fablico, a protestarem e a interditarem este projeto insano que destr\u00f3i um bem p\u00fablico necess\u00e1rio na suposta desculpa de recriar a est\u00e9tica arcaica e desnecess\u00e1ria \u00e0s custas do bem-comum.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Projeto Monumenta em Porto Alegre, desenvolvido pelo Minist\u00e9rio da Cultura, com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Unesco, visa supostamente a restituir o visual da Pra\u00e7a da Alf\u00e2ndega ao seu original, do in\u00edcio do s\u00e9culo XX, quando n\u00e3o se sabia ainda da import\u00e2ncia das \u00e1rvores no projeto urbano das cidades. Para garantir [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[293,182,818],"class_list":["post-6887","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-x-categorias-velhas","tag-patrimonio-historico","tag-porto-alegre","tag-praca-da-alfandega"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":1280,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/o-menino-que-se-tornou-brizola\/","url_meta":{"origin":6887,"position":0},"title":"O Menino que se Tornou Brizola","author":"da Reda\u00e7\u00e3o","date":"28 de julho de 2008","format":false,"excerpt":"Autor: Cleber Dioni A vida de Leonel Brizola, com \u00eanfase para os primeiros anos em Porto Alegre, at\u00e9 o ex\u00edlio no Uruguai e a volta, quinze anos depois. \u00a0\"...\u00c9ramos todos jovens e nos identific\u00e1vamos com aquela massa an\u00f4nima a percorrer as ruas de Porto Alegre, gritando 'Get\u00falio', 'Get\u00falio' e empunhando\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Livros&quot;","block_context":{"text":"Livros","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/category\/livros\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2008\/07\/brizola.gif?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200},"classes":[]}],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-1N5","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6887","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6887"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6887\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6887"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6887"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6887"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}