{"id":702,"date":"2005-11-04T12:40:02","date_gmt":"2005-11-04T15:40:02","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=702"},"modified":"2005-11-04T12:40:02","modified_gmt":"2005-11-04T15:40:02","slug":"carvao-com-responsabilidade-ambiental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/carvao-com-responsabilidade-ambiental\/","title":{"rendered":"Carv\u00e3o com responsabilidade ambiental?"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">Carlos Matsubara<\/span><br \/>\nO maior aproveitamento do carv\u00e3o mineral na matriz energ\u00e9tica brasileira com respeito ao meio ambiente estar\u00e1 em debate no final de novembro, em Porto Alegre. Promovido pela Secretaria Estadual de Energia, Minas e Comunica\u00e7\u00f5es e pela Companhia Riograndense de Minera\u00e7\u00e3o (CRM), o 1\u00ba F\u00f3rum Internacional do Carv\u00e3o Mineral \u2013 Energia Segura com Responsabilidade Ambiental, receber\u00e1 renomados especialistas nacionais e internacionais, nos dias 28 e 29 de novembro, no audit\u00f3rio do Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul.<br \/>\nO secret\u00e1rio estadual de Minas e Energia, Valdir Andres, acredita que a grande vantagem do carv\u00e3o mineral \u00e9 ser uma fonte de energia segura, com grande versatilidade operacional em fun\u00e7\u00e3o da capacidade de armazenamento de seu combust\u00edvel, independente de fatores clim\u00e1ticos ou de altera\u00e7\u00f5es no mercado internacional. &#8220;Qualquer pa\u00eds desenvolvido reserva uma boa parcela ao carv\u00e3o na sua matriz energ\u00e9tica&#8221;, diz ele.<br \/>\nPor isso, defende Andres, o uso do carv\u00e3o \u00e9 fundamental para a diversifica\u00e7\u00e3o da matriz energ\u00e9tica brasileira, atualmente dependente da gera\u00e7\u00e3o h\u00eddrica, que responde por 97% da energia produzia. O carv\u00e3o tem apenas 1,2% deste mercado. No mundo, a produ\u00e7\u00e3o h\u00eddrica de energia \u00e9 de 19% e a de carv\u00e3o de 40%. No RS, a gera\u00e7\u00e3o h\u00eddrica \u00e9 de 66% e a de carv\u00e3o de 12%.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Empregos<\/span><br \/>\nO carv\u00e3o \u00e9 visto como pelo governo do Estado como uma alternativa econ\u00f4mica vigorosa para o desenvolvimento da Metade Sul, uma das regi\u00f5es mais empobrecidas do Rio Grande do Sul. Segundo estudo da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV), para cada R$ 1,00 aplicado em usinas termel\u00e9tricas, o retorno \u00e9 de R$ 3,49, e o efeito multiplicador para cada emprego direto criado na ind\u00fastria carbon\u00edfera \u00e9 de 8,32. Os subprodutos do carv\u00e3o \u2013 como argila e cinza \u2013 podem possibilitar a cria\u00e7\u00e3o de um P\u00f3lo Cer\u00e2mico na Metade Sul do Estado.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Meio ambiente <\/span><br \/>\nO efeito nocivo do carv\u00e3o, ou seja, o seu impacto ambiental, segundo a secretaria de Minas e Energia, j\u00e1 faz parte do passado. &#8220;Com as novas tecnologias dispon\u00edveis atualmente, que permitem uma queima limpa do carv\u00e3o com emiss\u00f5es dentro dos rigorosos padr\u00f5es de exig\u00eancia ambiental, o impacto sobre a natureza \u00e9 \u00ednfimo&#8221;, afirma o secret\u00e1rio. Ele enfatiza que as novas plantas de usinas termel\u00e9tricas possuem o completo gerenciamento das emiss\u00f5es de part\u00edculas poluentes e que as plantas antigas igualmente passam por um processo de moderniza\u00e7\u00e3o, com o acompanhamento e respaldo dos \u00f3rg\u00e3os ambientais.<br \/>\n<span class=\"intertit\">ONGs contestam uso do carv\u00e3o <\/span><br \/>\nPara o N\u00facleo Amigos da Terra Brasil (NAT), o carv\u00e3o mineral significa doen\u00e7as respirat\u00f3rias, contamina\u00e7\u00e3o dos mananciais h\u00eddricos, altera\u00e7\u00e3o da paisagem, contamina\u00e7\u00e3o do solo e energia cara. H\u00e1 pelo menos duas d\u00e9cadas os ambientalistas ga\u00fachos afirmam sua posi\u00e7\u00e3o contra o carv\u00e3o mineral impedindo a conclus\u00e3o das Usinas T\u00e9rmicas de Jacu\u00ed e Candiota. &#8220;O povo catarinense tamb\u00e9m tem se mostrado firme no rep\u00fadio a minera\u00e7\u00e3o que tanto degrada o sul do Estado&#8221;, destaca K\u00e1thia Vasconcellos do NAT.<br \/>\nA entidade promoveu durante o F\u00f3rum Social Mundial, em janeiro deste ano, duas oficinas sobre o assunto. A primeira tratou de As verdades n\u00e3o ditas sobre o carv\u00e3o e a outra da &#8211; Termel\u00e9trica de Cachoeira do Sul- Quem perde com a sua instala\u00e7\u00e3o?<br \/>\nOs encontros contaram com a participa\u00e7\u00e3o de um dos diretores da Copelmi na \u00e9poca, Carlos de Faria, que afirmara estar preocupado com a quest\u00e3o. A empresa \u00e9 uma das principais exploradoras do mineral no Rio Grande do Sul, na regi\u00e3o Carbor\u00edfera, no Baixo Jacu\u00ed. &#8220;Estamos desenvolvendo o que \u00e9 poss\u00edvel&#8221;, disse Faria. Como exemplo ele cita o plantio de ac\u00e1cia no solo minerado, que serve de indutor para o retorno de uma terra agricultur\u00e1vel depois de oito anos. Faria disse que as normas ambientais s\u00e3o r\u00edgidas no Estado, mas que grande parte das termel\u00e9tricas ga\u00fachas s\u00e3o obsoletas, feitas sem preocupa\u00e7\u00e3o do com o ambiente. Por isso, muitos equipamentos est\u00e3o sendo trocados, principalmente para minimizar a emiss\u00e3o de material particulado e di\u00f3xido de enxofre (SO2).<br \/>\nEsta \u00e9 uma das preocupa\u00e7\u00f5es dos cachoeirenses. &#8220;Queremos uma termel\u00e9trica que respeite o meio ambiente, n\u00e3o essas que est\u00e3o sendo implantadas na China e no Iraque&#8221;, aponta Alberto Bescow, da Uni\u00e3o do Piquiri, um dos distritos do munic\u00edpio. Ele acha que a situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 servindo para despertar a consci\u00eancia ecol\u00f3gica da comunidade.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Poeira no ar <\/span><br \/>\nK\u00e1thia esclarece que, no caso da queima do carv\u00e3o mineral, a polui\u00e7\u00e3o existe sempre, independente do processo. &#8220;A queima limpa \u00e9 diferente da emiss\u00e3o zero&#8221;, adverte. No caso de Cachoeira, a ambientalista acrescenta que no Estudo de Impacto Ambiental e Relat\u00f3rio de Impacto Ambiental (EIA\/Rima) a empresa CTSul informa que lan\u00e7ar\u00e1 256 gramas\/segundo de Material Particulado, o que corresponde a 22 toneladas\/dia. Se a usina utilizar 50% da sua capacidade ser\u00e3o lan\u00e7ados na atmosfera 10 ton\/dia de poeira.<br \/>\nO uso da biomassa a partir de madeira e de cascas de vegetais pode baixar os custos da energia e as emiss\u00f5es de di\u00f3xido de carbono, criando empregos. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 resultado de um estudo divulgado em maio pelo World Wide Fund for Nature (WWF) em conjunto com a Associa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias Europ\u00e9ias da Biomassa, da Inglaterra. Segundo o documento, a utiliza\u00e7\u00e3o de biomassa poderia cortar as emiss\u00f5es de di\u00f3xido de carbono em cerca de 1 milh\u00e3o de toneladas por ano, o equivalente \u00e0s emiss\u00f5es combinadas do Canad\u00e1 e da It\u00e1lia. A biomassa, atualmente, satisfaz 1% das necessidades energ\u00e9ticas de pa\u00edses industrializados, mas esse percentual pode chegar a 15% at\u00e9 2020, conforme o relat\u00f3rio. Na Europa toda, 22% da eletricidade j\u00e1 s\u00e3o oriundos de fontes renov\u00e1veis<br \/>\nPara o Greenpeace, o uso do carv\u00e3o \u00e9 um retrocesso medieval. A usina Jorge Lacerda, no Capivari de Baixo, em Santa Catarina, foi alvo de protestos da ong ano passado. Os ativistas protestaram contra a sua emiss\u00e3o de poluentes, que estaria comprometendo seriamente os recursos h\u00eddricos, a Mata Atl\u00e2ntica, o solo e o ar da regi\u00e3o sul de Santa Catarina.<br \/>\nPor conta de press\u00f5es desse tipo, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal de Tubar\u00e3o obrigou o Complexo Termel\u00e9trico a passar por uma auditoria ambiental, que dever\u00e1 estar conclu\u00edda at\u00e9 o final do ano. A decis\u00e3o de primeira inst\u00e2ncia, em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica patrocinada pelo MPF foi proferida no final de agosto e mantida pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 4\u00aa Regi\u00e3o, em recurso impetrado pela Tractebel Energia, multinacional propriet\u00e1ria do complexo de usinas movidas a carv\u00e3o mineral produzido na regi\u00e3o de Crici\u00fama.<br \/>\nA inten\u00e7\u00e3o MPF, ao ajuizar a a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica, com o pedido da auditoria ambiental \u00e9 uma completa revis\u00e3o do Estudo e Relat\u00f3rio de Impacto Ambiental (EIA\/Rima) das usinas do complexo. O MPF afirma em sua den\u00fancia que o complexo termel\u00e9trico estaria sendo ampliado sem qualquer vigil\u00e2ncia ambiental e seu EIA\/Rima estaria defasado e seria extremamente prec\u00e1rio.<br \/>\nA ju\u00edza da Vara Federal de Tubar\u00e3o, Gysele Segala da Cruz, decidiu em 29 de agosto, que era imprescind\u00edvel a realiza\u00e7\u00e3o de uma per\u00edcia para esclarecer os fatos alegados pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, ressaltando, no entanto, que o objetivo da prova pericial \u00e9 verificar a necessidade ou n\u00e3o de realiza\u00e7\u00e3o da auditoria. Conforme a magistrada, as quest\u00f5es controvertidas do processo passam pela an\u00e1lise do EIA\/Rima que atualmente sustenta o funcionamento da usina e se est\u00e3o sendo cumpridas as pol\u00edticas nele previstas.<br \/>\nA Tractebel Energia recorreu ao TRF em Porto Alegre, em segunda inst\u00e2ncia, contra a ordem da Justi\u00e7a Federal de Tubar\u00e3o. Para o desembargador federal Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, relator do recurso no tribunal, a determina\u00e7\u00e3o da ju\u00edza deve ser mantida, pois n\u00e3o existe dano irrepar\u00e1vel que justifique a sua suspens\u00e3o.<br \/>\nAl\u00e9m de firmarem posi\u00e7\u00e3o contra a constru\u00e7\u00e3o de novas usinas a carv\u00e3o mineral e contra a falta de controle ambiental daquelas j\u00e1 em opera\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, os ambientalistas critica a postura dos pa\u00edses ricos. As ONGs, inclusive, lan\u00e7aram, em maio do ano passado o movimento Coaliz\u00e3o Carv\u00e3o N\u00e3o! no qual pediam que fossem canceladas as instala\u00e7\u00f5es de novas usinas que usassem o carv\u00e3o como mat\u00e9ria-prima e desativadas as atuais, eliminando o passivo ambiental. A coaliz\u00e3o foi formada por Greenpeace, NAT, Agapan e Coaliz\u00e3o Viva Rios (ONGs de RS, SC e PR). O livro Carv\u00e3o- o Combust\u00edvel de Ontem, em formato PDF pode ser encontrado no site <a href=\"http:\/\/www.natbrasil.org.br\/\">www.natbrasil.org.br<\/a><br \/>\n<span class=\"intertit\">Saiba Mais<\/span><br \/>\nA maior reserva de combust\u00edvel f\u00f3ssil do Brasil \u00e9 composta justamente por carv\u00e3o, respons\u00e1vel por 50% dos recursos energ\u00e9ticos n\u00e3o renov\u00e1veis existentes em solo nacional. A energia nuclear vem logo em seguida, com 26%, e o petr\u00f3leo aparece com apenas 10% das reservas.<br \/>\n&#8211; Os 32 bilh\u00f5es de toneladas de carv\u00e3o existentes no Brasil \u2013 um estoque tr\u00eas vezes maior que as reservas de petr\u00f3leo \u2013 possuem um potencial de 18.600 Megawatts (MW) de gera\u00e7\u00e3o de energia para cem anos de opera\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<span class=\"intertit\">As vantagens para o RS, segundo a Secretaria de Minas e Energia<\/span><br \/>\n&#8211; Concentra\u00e7\u00e3o das Reservas Nacionais na Regi\u00e3o (89% no RS);<br \/>\n&#8211; Projetos de Usinas Termel\u00e9tricas situados na Metade Sul do Estado (regi\u00e3o deprimida economicamente);<br \/>\n&#8211; Gera\u00e7\u00e3o de empregos na cadeia produtiva do carv\u00e3o (minera\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o de usinas);<br \/>\n&#8211; Necessidade de maior participa\u00e7\u00e3o da gera\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica, devido \u00e0 instabilidade dos reservat\u00f3rios das usinas hidrel\u00e9tricas da Regi\u00e3o Sul, conforme tem-se constatado nos per\u00edodos de estiagem (importa\u00e7\u00e3o de 80% de energia para o RS no in\u00edcio de abril);<br \/>\n&#8211; Os projetos das termel\u00e9tricas \u00e0 carv\u00e3o previstos, atualmente, atendem \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o ambiental;<br \/>\n&#8211; Os projetos possuem tecnologia de alta efici\u00eancia e m\u00ednimo impacto ambiental \u2013 queima limpa do carv\u00e3o.<br \/>\n&#8211; Possibilitar um maior interc\u00e2mbio de energia com o Uruguai e Argentina atrav\u00e9s das termel\u00e9tricas \u00e0 Carv\u00e3o;<br \/>\n&#8211; O Carv\u00e3o \u00e9 um combust\u00edvel nacional, o que possibilita uma maior independ\u00eancia energ\u00e9tica;<br \/>\n&#8211; Aumento da seguran\u00e7a energ\u00e9tica na regi\u00e3o sul, podendo participar do suprimento ao Sudeste, quando necess\u00e1rio;<br \/>\n<span class=\"intertit\">Situa\u00e7\u00e3o dos projetos termel\u00e9tricos no Estado<\/span><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<em><strong>Usina Termel\u00e9trica Jacu\u00ed I<\/strong><\/em><br \/>\nInvestidor: Eleja S.A., com investidores alem\u00e3es<br \/>\nLocaliza\u00e7\u00e3o: Charqueadas \u2013 Regi\u00e3o do Baixo Jacu\u00ed<br \/>\nInvestimentos: U$ 200 milh\u00f5es<br \/>\nCapacidade Instalada: 350MW<br \/>\nPrazo de t\u00e9rmino do projeto: 30 meses<br \/>\nGera\u00e7\u00e3o de empregos:<br \/>\nDiretos: 1.400 na constru\u00e7\u00e3o e 580 na opera\u00e7\u00e3o (usina e minera\u00e7\u00e3o);<br \/>\nIndiretos: 3.400 em toda a cadeia produtiva;<br \/>\nSitua\u00e7\u00e3o: &#8211; As obras civis foram iniciadas em 1985, tendo atingido avan\u00e7o f\u00edsico de 85% o que representa 40% do total do projeto;<br \/>\n&#8211; O projeto Jacu\u00ed foi habilitado pela ANEEL e pela para participar do pr\u00f3ximo Leil\u00e3o de Energia;<br \/>\n-Possui licen\u00e7a ambiental \u2013 LP<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<em><strong>Usina Termel\u00e9trica Seival<\/strong><\/em><br \/>\nInvestidor: Copelmi, com investidores norte-amercianos<br \/>\nLocaliza\u00e7\u00e3o: Candiota<br \/>\nInvestimentos: U$ 800 milh\u00f5es<br \/>\nCapacidade Instalada: 350MW<br \/>\nPrazo de constru\u00e7\u00e3o do projeto: 36 meses<br \/>\nGera\u00e7\u00e3o de empregos:<br \/>\nDiretos: 2.500 na constru\u00e7\u00e3o e 500 na opera\u00e7\u00e3o (usina e minera\u00e7\u00e3o);<br \/>\nIndiretos: 2.720 em toda a cadeia produtiva;<br \/>\nSitua\u00e7\u00e3o:<br \/>\n&#8211; O projeto Seival foi habilitado pela ANEEL para participar do pr\u00f3ximo Leil\u00e3o de Energia;<br \/>\n&#8211; Possui licen\u00e7a ambiental \u2013 LP.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<em><strong>Usina Termel\u00e9trica Candiota III<\/strong><\/em><br \/>\nInvestidor: CGTEE, com investidores chineses<br \/>\nLocaliza\u00e7\u00e3o: Candiota<br \/>\nInvestimentos: U$ 286 milh\u00f5es<br \/>\nCapacidade Instalada: 350MW<br \/>\nPrazo de constru\u00e7\u00e3o do projeto: 30 meses<br \/>\nGera\u00e7\u00e3o de empregos:<br \/>\nDiretos: 1.500 na constru\u00e7\u00e3o e 250 na opera\u00e7\u00e3o (usina e minera\u00e7\u00e3o);<br \/>\nIndiretos: 3.000 em toda a cadeia produtiva;<br \/>\nSitua\u00e7\u00e3o: &#8211; Possui licen\u00e7a ambiental &#8211; LP<br \/>\n&#8211; O projeto participar\u00e1 do pr\u00f3ximo Leil\u00e3o de Energia;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<em><strong>Usina Termel\u00e9trica CTSUL<\/strong><\/em><br \/>\nInvestidor: CTSUL, com investidores chineses<br \/>\nLocaliza\u00e7\u00e3o: Cachoeira do Sul<br \/>\nInvestimentos: U$ 740 milh\u00f5es<br \/>\nCapacidade Instalada: 650MW<br \/>\nPrazo de constru\u00e7\u00e3o do projeto: 36 meses<br \/>\nGera\u00e7\u00e3o de empregos:<br \/>\nDiretos: 1.200 na constru\u00e7\u00e3o e 800 na opera\u00e7\u00e3o (usina e minera\u00e7\u00e3o);<br \/>\nIndiretos: 2.100 em toda a cadeia produtiva;<br \/>\nSitua\u00e7\u00e3o: &#8211; Projeto em fase final de licenciamento ambiental;<br \/>\n&#8211; Deve estar habilitado para concorrer ao leil\u00e3o de energia nova<br \/>\n<span class=\"intertit\">Chineses dependentes do carv\u00e3o<\/span><br \/>\nEm uma r\u00e1pida olhada \u00e0 situa\u00e7\u00e3o das minas de carv\u00e3o da China, a editora de Ci\u00eancia da revista Newsnight, Susan Watts, concluiu que a depend\u00eancia do pa\u00eds desse tipo de combust\u00edvel \u00e9 inevit\u00e1vel. Oito por cento da eletricidade gerada na China v\u00eam da queima de carv\u00e3o. E h\u00e1 planos para 544 novas esta\u00e7\u00f5es de eletricidade movidas a carv\u00e3o.<br \/>\nNo entanto, o carv\u00e3o \u00e9 uma das maiores fontes do aquecimento global. Se as usinas de eletricidade chinesa continuarem a seguir nesta rota, ser\u00e1 imposs\u00edvel evitar efeitos perigosos em termos de mudan\u00e7a clim\u00e1tica.<br \/>\nAl\u00e9m disto, os engarrafamentos em Pequim est\u00e3o aumentando. Agora, uma em cada quatro fam\u00edlias chinesas tem um carro. Mas a economia dos combust\u00edveis f\u00f3sseis, em especial a do carv\u00e3o, tem efeitos negativos tamb\u00e9m para os trabalhadores. Em apenas um dia em que a editora Watts visitou o pa\u00eds, morreram 214 mineiros, devido \u00e0 explos\u00e3o de g\u00e1s em uma mina.<br \/>\nOficialmente, seis mil pessoas morreram em minas de carv\u00e3o chinesas em apenas um ano. E o metano, g\u00e1s que explode nas minas, tem efeito estuda 20 vezes maior que o di\u00f3xido de carbono.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Nos EUA, usina deve gastar US$ 1bi para reduzir polui\u00e7\u00e3o do ar <\/span><br \/>\nA Nova Fonte de Revis\u00e3o (NSR) do Clean Air Act, lei mais importante sobre polui\u00e7\u00e3o do ar dos Estados Unidos, \u00e9 o motivo que est\u00e1 levando a Ohio Edison Company, subsidi\u00e1ria da FirstEnergy Corp., a ter que desembolsar US$ 1,1 bilh\u00e3o para reduzir emiss\u00f5es em sua planta energ\u00e9tica a carv\u00e3o, a W.H. Sammis Station, de Stratton, Ohio. Os Estados de Nova Iorque, Nova Jersey e Connecticut, que s\u00e3o coautores da queixa contra a empresa, est\u00e3o representando contra ela em uma a\u00e7\u00e3o federal.<br \/>\nH\u00e1 um requerimento para que a Ohio Edison reduza emiss\u00f5es de di\u00f3xido de enxofre (SO2) e \u00f3xidos de nitrog\u00eanio (NOx) da planta de Sammis, em cerca de 212 mil toneladas por ano. Os controles de polui\u00e7\u00e3o e outras medidas requeridas pelo requerimento dever\u00e3o custar US$ 1,1 bilh\u00e3o.<br \/>\nA Sammis Station \u00e9 uma das maiores fontes de polui\u00e7\u00e3o do ar dos Estados Unidos, tendo emitido um total de cerca de 205 mil toneladas de di\u00f3xido de enxofre (NOx) em 2003. Ap\u00f3s um julgamento de quatro semanas nesse mesmo ano, a Corte do Distrito Sul de Ohio concordou com o governo em que a empresa havia violado a NSR. A Corte n\u00e3o levou o caso a um segundo julgamento para determinar que os controles de polui\u00e7\u00e3o, penalidades e outras formas de remedia\u00e7\u00e3o seriam requeridas por essas viola\u00e7\u00f5es.<br \/>\nA Sammis Station ter\u00e1 que reduzir suas emiss\u00f5es de SO2 e de NOx em um total de 134,5 mil toneladas de SO2 e 28,567 mil toneladas de NOx por ano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carlos Matsubara O maior aproveitamento do carv\u00e3o mineral na matriz energ\u00e9tica brasileira com respeito ao meio ambiente estar\u00e1 em debate no final de novembro, em Porto Alegre. 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