{"id":706,"date":"2005-12-19T12:46:06","date_gmt":"2005-12-19T15:46:06","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=706"},"modified":"2005-12-19T12:46:06","modified_gmt":"2005-12-19T15:46:06","slug":"chegam-as-superhelices-da-usina-eolica-de-osorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/chegam-as-superhelices-da-usina-eolica-de-osorio\/","title":{"rendered":"Chegam as superh\u00e9lices da usina e\u00f3lica de Os\u00f3rio"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/cataventao.jpg?0.5997928854150136\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"300\" height=\"220\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\"><strong>H\u00e9lices do primeiro cata-vento chegaram neste s\u00e1bado (Foto: Geraldo Hasse)<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Geraldo Hasse, de Os\u00f3rio, exclusivo para o Jornal J\u00c1<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">J\u00e1 est\u00e3o no canteiro da obra, as tr\u00eas h\u00e9lices do primeiro cata-vento da usina e\u00f3lica de Os\u00f3rio, no litoral norte do Rio Grande do Sul. Elas chegaram no s\u00e1bado (17\/12) debaixo de um esquema especial de transporte. Cada p\u00e1 exigiu uma \u201ccentop\u00e9ia\u201d de 40 metros de comprimento e ainda assim ficou sobrando uma ponta de uns cinco metros na traseira desse supertruck.<\/p>\n<p align=\"justify\">Tamb\u00e9m j\u00e1 est\u00e1 posicionado o gigantesco guindaste \u2013 pode-se ver de longe, muito longe: at\u00e9 da BR-290 (Free Way) &#8211;que ser\u00e1 usado na montagem da torre de 98 metros em cima da qual se acoplar\u00e1 o gerador de 2 MW.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ainda faltam alguns dias, mas aproxima-se um dos momentos cruciais da hist\u00f3ria da constru\u00e7\u00e3o da maior usina e\u00f3lica da Am\u00e9rica Latina: para a delicada opera\u00e7\u00e3o de montagem do gerador no alto da torre, a Archel Engenharia vai precisar de vento zero &#8212; ou quase isso.<\/p>\n<p align=\"justify\">Se o nordest\u00e3o soprar tr\u00eas dias como de costume, os t\u00e9cnicos v\u00e3o ter de ficar de bra\u00e7os cruzados esperando a calmaria. E a\u00ed pode pintar mais um atraso no cronograma. Inicialmente, o primeiro cata-vento funcionaria em dezembro deste ano; com o atraso provocado pelas chuvas e, principalmente, pela demora na libera\u00e7\u00e3o do financiamento pelo BNDES (s\u00f3 assinado no dia 5 de outubro), a opera\u00e7\u00e3o inicial est\u00e1 prevista para o final de janeiro de 2006, com festa para o presidente Lula, o governador Germano Rigotto e o prefeito Romildo Bolzan Jr.<\/p>\n<p align=\"justify\">Trabalhando at\u00e9 s\u00e1bados e domingos, as equipes construtoras conseguiram recuperar boa parte do atraso provocado pelas chuvas do in\u00edcio da primavera. Passados dois meses desde o in\u00edcio das obras, todo mundo j\u00e1 se familiarizou com o projeto, que engrenou e virou rotina nos varj\u00f5es do sul de Os\u00f3rio, onde se espalham as placas de sinaliza\u00e7\u00e3o da Elecnor, dona da usina. At\u00e9 os guardas, antes tensos nas guaritas, j\u00e1 n\u00e3o estranham a chegada de curiosos que se aproximam com perguntas na ponta de l\u00edngua. A maior curiosidade \u00e9 sobre a profundidade dos alicerces das 75 torres.<\/p>\n<p align=\"justify\">A pergunta faz sentido porque o estaqueamento de obras de engenharia, mesmo as mais simples, costuma dar dores de cabe\u00e7a no litoral norte do Rio Grande do Sul. Em resid\u00eancias constru\u00eddas perto das lagoas que abundam na regi\u00e3o, usam-se estacas de at\u00e9 sete metros; em \u00e1reas arenosas \u2013 por incr\u00edvel que pare\u00e7a, a areia oferece mais firmeza, gra\u00e7as \u00e0 abras\u00e3o &#8211;, pode-se recorrer ao sistema de sapatas ou sapatas corridas, que dispensam maior profundidade. Mas no caso das torres e\u00f3licas, que pesam 800 toneladas e precisam resistir ao impacto dos ventos e \u00e0s tens\u00f5es geradas pela rota\u00e7\u00e3o das h\u00e9lices, as estacas podem passar de 30 metros de fundura.<\/p>\n<p align=\"justify\">Pelo tamanho, ineditismo e complexidade da obra, a popula\u00e7\u00e3o de Os\u00f3rio acompanha com aten\u00e7\u00e3o o desenrolar do empreendimento, mas n\u00e3o compreende que o pre\u00e7o da energia el\u00e9trica v\u00e1 permanecer o mesmo, sem beneficiar pelo menos os moradores de Os\u00f3rio, \u201ca capital dos bons ventos\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">Sempre que s\u00e3o cobrados sobre esse paradoxo, os t\u00e9cnicos da Elecnor explicam que n\u00e3o t\u00eam nada a ver com o pre\u00e7o, pois a energia gerada pelos cata-ventos ser\u00e1 entregue \u00e0 CEEE, que a colocar\u00e1 em sua rede. Em resumo, dizem os produtores, a energia dos ventos de Os\u00f3rio ser\u00e1 \u00fatil \u00e0 popula\u00e7\u00e3o ga\u00facha por dois motivos principais: 1) tornar\u00e1 mais seguro o abastecimento geral, sobretudo se entrar na rede da CEEE nos hor\u00e1rios de maior demanda (final da tarde\/in\u00edcio da noite); 2) aumentar\u00e1 a efici\u00eancia do abastecimento nos per\u00edodos de p\u00f3s-estiagem, quando as hidrel\u00e9tricas precisarem economizar \u00e1gua em suas represas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e9lices do primeiro cata-vento chegaram neste s\u00e1bado (Foto: Geraldo Hasse) Geraldo Hasse, de Os\u00f3rio, exclusivo para o Jornal J\u00c1 J\u00e1 est\u00e3o no canteiro da obra, as tr\u00eas h\u00e9lices do primeiro cata-vento da usina e\u00f3lica de Os\u00f3rio, no litoral norte do Rio Grande do Sul. 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