{"id":70738,"date":"2018-11-03T15:44:44","date_gmt":"2018-11-03T18:44:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=70738"},"modified":"2018-11-03T15:44:44","modified_gmt":"2018-11-03T18:44:44","slug":"tres-anos-depois-vitimas-da-samarco-fazem-marcha-pedindo-reparacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/tres-anos-depois-vitimas-da-samarco-fazem-marcha-pedindo-reparacao\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas anos depois, v\u00edtimas da Samarco fazem marcha pedindo repara\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Atingidos pelo rompimento da Barragem do Fund\u00e3o realizam marcha de Mariana a Vit\u00f3ria para protestar contra o descaso de empresas e autoridades<br \/>\n<em><span style=\"color: #333333;font-weight: 300\">por\u00a0Reda\u00e7<\/span>\u00e3o RBA\u00a0publicado\u00a003\/11\/2018 13h57<\/em><br \/>\nS\u00e3o Paulo \u2013 As v\u00edtimas do crime ambiental da Samarco, que devastou o Rio Doce e suas margens, realizam manifesta\u00e7\u00f5es ao longo do curso do rio de 650 km a partir deste domingo (4).<br \/>\nNa segunda-feira (5), o crime completa tr\u00eas anos, sem resposta real da Justi\u00e7a e sem puni\u00e7\u00e3o das empresas.<br \/>\nNenhuma casa foi constru\u00edda, milhares n\u00e3o s\u00e3o reconhecidos, e a popula\u00e7\u00e3o denuncia que a Funda\u00e7\u00e3o Renova, constitu\u00edda para restituir a sociedade e o meio ambiente, \u201cempurra\u201d os problemas sem previs\u00e3o de repara\u00e7\u00e3o real na vida dessas fam\u00edlias.<br \/>\nPara denunciar os tr\u00eas anos sem respostas e fortalecer a luta nas regi\u00f5es, os atingidos e atingidas pelo crime da Samarco-Vale-BHP, organizados no Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), realizam a Marcha \u201cLama no Rio Doce: 3 Anos de Injusti\u00e7a\u201d, at\u00e9 14 de novembro.<br \/>\nA Marcha tem in\u00edcio nos dias 4 e 5 de novembro, com um encontro de mulheres que debate as consequ\u00eancias do crime na vida das mulheres e crian\u00e7as na Bacia do Rio Doce, em Mariana, em Minas Gerais, de onde os atingidos seguem para iniciar o mesmo trajeto feito pela lama, at\u00e9 Vit\u00f3ria no Esp\u00edrito Santo.<br \/>\n\u201cAs mulheres n\u00e3o s\u00e3o reconhecidas pela Renova; somos 70% que n\u00e3o s\u00e3o atendidas por nenhum dos programas em toda a Bacia. N\u00f3s \u00e9 que temos que lidar com os problemas de sa\u00fade, a falta do territ\u00f3rio que t\u00ednhamos antes, a perda de la\u00e7os comunit\u00e1rios e familiares que o crime trouxe, devemos ser reconhecidas e respeitadas\u201d, reafirma a atingida M\u00e1rcia, de Colatina.<br \/>\nCom a mensagem \u201cDo Rio ao Mar: N\u00e3o v\u00e3o nos calar!\u201d, a marcha realiza a\u00e7\u00f5es em outros dez munic\u00edpios do trecho at\u00e9 o mar, com feiras de sa\u00fade, atos culturais, caminhadas, celebra\u00e7\u00f5es religiosas e assembleias. \u201cEstamos fazendo uma marcha ampla, que vai unir n\u00f3s atingidos de toda a Bacia do Rio Doce para lutarmos juntos, porque s\u00f3 assim somos ouvidas pela sociedade e atendidas pelas empresas criminosas\u201d, afirma Let\u00edcia, do MAB.<br \/>\nHist\u00f3rico do descaso<br \/>\nNo dia 5 de novembro de 2015, a Barragem de Fund\u00e3o, da mineradora Samarco, controlada pela Vale e pela BHP Billiton, se rompeu e derramou 48,3 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de lama de rejeitos na natureza.<br \/>\nA lama percorreu cerca de 650 km entre Mariana, em Minas Gerais, at\u00e9 a foz do Rio Doce no munic\u00edpio de Linhares, Esp\u00edrito Santo, espalhando-se por v\u00e1rias comunidades ao norte e ao sul da foz.<br \/>\nAtingiu, pela sequ\u00eancia, o c\u00f3rrego Santar\u00e9m, o Rio Gualaxo do Norte, o Rio Carmo e todo o Rio Doce em um trajeto que compreende 43 munic\u00edpios. Destruiu diversas casas, bens, modos de vida, fontes de renda, sonhos e projetos de vida. O rompimento matou 19 pessoas e provocou um aborto for\u00e7ado pela lama no distrito de Bento Rodrigues (MG). Destes, ainda h\u00e1 um corpo desaparecido de um trabalhador direto da Samarco.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atingidos pelo rompimento da Barragem do Fund\u00e3o realizam marcha de Mariana a Vit\u00f3ria para protestar contra o descaso de empresas e autoridades por\u00a0Reda\u00e7\u00e3o RBA\u00a0publicado\u00a003\/11\/2018 13h57 S\u00e3o Paulo \u2013 As v\u00edtimas do crime ambiental da Samarco, que devastou o Rio Doce e suas margens, realizam manifesta\u00e7\u00f5es ao longo do curso do rio de 650 km a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":70739,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[26],"tags":[],"class_list":["post-70738","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":1280,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/o-menino-que-se-tornou-brizola\/","url_meta":{"origin":70738,"position":0},"title":"O Menino que se Tornou Brizola","author":"da Reda\u00e7\u00e3o","date":"28 de julho de 2008","format":false,"excerpt":"Autor: Cleber Dioni A vida de Leonel Brizola, com \u00eanfase para os primeiros anos em Porto Alegre, at\u00e9 o ex\u00edlio no Uruguai e a volta, quinze anos depois. \u00a0\"...\u00c9ramos todos jovens e nos identific\u00e1vamos com aquela massa an\u00f4nima a percorrer as ruas de Porto Alegre, gritando 'Get\u00falio', 'Get\u00falio' e empunhando\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Livros&quot;","block_context":{"text":"Livros","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/category\/livros\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2008\/07\/brizola.gif?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200},"classes":[]}],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-ioW","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70738","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=70738"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70738\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=70738"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=70738"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=70738"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}