{"id":71172,"date":"2018-11-22T10:33:02","date_gmt":"2018-11-22T12:33:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=71172"},"modified":"2018-11-22T10:33:02","modified_gmt":"2018-11-22T12:33:02","slug":"ex-embaixador-americano-sugere-que-bolsonaro-se-afaste-da-china","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/ex-embaixador-americano-sugere-que-bolsonaro-se-afaste-da-china\/","title":{"rendered":"Ex-embaixador americano sugere que Bolsonaro se afaste da China"},"content":{"rendered":"<p>Em entrevista a Folha de S. Paulo, o ex-embaixador americano Thomas Shannon sugeriu ao governo Bolsonaro uma maior aproxima\u00e7\u00e3o com os Estados Unidos, com abertura do mercado brasileiro aos produtos norteamericanos.<br \/>\nA abertura do mercado brasileiro para os EUA, segundo Shannon pode reduzir as barreiras americanas \u00e0 entrada de produtos brasileiros, como a\u00e7o e alum\u00ednio, hoje com tarifas restritivas<br \/>\nShannon foi foi embaixador no Brasil durante quase quatro anos (2010-2013) e ocupava o terceiro mais alto cargo do Departamento de Estado dos EUA at\u00e9 o in\u00edcio deste ano.<br \/>\nA receita dele para estreitar as rela\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e comerciais entre os dois pa\u00edses passa pelo reconhecimento a patentes, compras de armas, cerco \u00e0 Venezuela e afastamento da China.<br \/>\n&#8220;As \u00e1reas que t\u00eam potencial de avan\u00e7o continuam as mesmas. Uma delas \u00e9, obviamente o com\u00e9rcio. Brasil e EUA precisam focar em investimento e acesso a mercado. Transfer\u00eancia de tecnologia e prote\u00e7\u00e3o de propriedade intelectual tamb\u00e9m s\u00e3o prioridades. H\u00e1 espa\u00e7o para uma coopera\u00e7\u00e3o em seguran\u00e7a, envolvendo as For\u00e7as Armadas dos dois pa\u00edses. Podemos expandir programas de treinamento, desenvolvimento de tecnologia militar e de armamentos. No campo pol\u00edtico, a Venezuela \u00e9 certamente a quest\u00e3o maior e mais premente, mas \u00e9 preciso falar sobre a China.&#8221;<br \/>\nCom rela\u00e7\u00e3o \u00e0 china a press\u00e3o \u00e9 expl\u00edcita: &#8220;Acredito que o presidente eleito e sua equipe entendem que, ainda que seja importante vender commodities para a China, o tipo de rela\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica que o pa\u00eds tem com os EUA oferece muito mais para o futuro do Brasil&#8221;. Ele sinalizou que quer o Brasil inundado por produtos &#8216;made in USA&#8217;: &#8220;O mercado brasileiro \u00e9 relativamente fechado&#8221;.<br \/>\nSobre a Venezuela, Shannon deixou claro que a interven\u00e7\u00e3o no pa\u00eds ser\u00e1 um tema da visita a Bolsonaro do\u00a0assessor de seguran\u00e7a nacional dos Estados Unidos, John Bolton, da ala &#8220;dura&#8221; do governo Trump.<br \/>\nEle vem ao Brasil no pr\u00f3ximo dia 29 para estabelecer uma pauta comum no tratamento da quest\u00e3o Venezuela: &#8220;A conversa entre Bolsonaro e Bolton ser\u00e1 importante para isso. Tanto o Brasil como os EUA querem continuar pressionando o governo venezuelano a permitir a entrada de ajuda humanit\u00e1ria&#8221;.<br \/>\nNa entrevista, o ex-embaixador sugere san\u00e7\u00f5es brasileiras \u00e0 Venezuela: &#8220;Isso depende da estrutura de san\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, n\u00e3o sei at\u00e9 onde o Brasil pode ir nesse sentido. Mas o Brasil tem investimentos significativos na Venezuela e \u00e9 um grande fornecedor de alimentos, ou seja, tem outras alavancas que pode usar&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em entrevista a Folha de S. Paulo, o ex-embaixador americano Thomas Shannon sugeriu ao governo Bolsonaro uma maior aproxima\u00e7\u00e3o com os Estados Unidos, com abertura do mercado brasileiro aos produtos norteamericanos. 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