{"id":71188,"date":"2018-11-22T12:17:54","date_gmt":"2018-11-22T14:17:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=71188"},"modified":"2018-11-22T12:17:54","modified_gmt":"2018-11-22T14:17:54","slug":"mulheres-ocupam-11-das-prefeituras-e-sofrem-com-assedio-e-preconceitos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/mulheres-ocupam-11-das-prefeituras-e-sofrem-com-assedio-e-preconceitos\/","title":{"rendered":"Mulheres ocupam 11% das prefeituras e sofrem com ass\u00e9dio e preconceitos"},"content":{"rendered":"<div class=\"\">\n<div id=\"content\">\n<div id=\"content-core\">\n<p class=\" \">\u201cA\u00a0<strong>mulher<\/strong>\u00a0vive muitos\u00a0<strong>preconceitos<\/strong>\u00a0em v\u00e1rios espa\u00e7os, na vida profissional, na vida social. Mas no meio pol\u00edtico a gente sofre muito. \u00c9 um espa\u00e7o onde os homens acham que a gente n\u00e3o tem capacidade de administrar uma cidade.&#8221;<\/p>\n<p class=\" \">O desabafo \u00e9 da educadora\u00a0T\u00e2nia Portugal,\u00a0\u00a0<strong>prefeita<\/strong>\u00a0de S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Pass\u00e9 (BA) entre 2005 e 2012.<\/p>\n<p class=\" \">Segundo a ex-prefeita, filiada ao PCdoB, na falta do que falar sobre compet\u00eancia t\u00e9cnica e profissional, as pessoas come\u00e7am a desqualificar na parte pessoal. &#8220;Voc\u00ea \u00e9 chamada de descarada, \u00e9 chamada de sapatona. Se a mulher \u00e9 muito aberta, comunicativa \u00e9 descarada. Se \u00e9 mais retra\u00edda \u00e9 sapatona. \u00c9 um neg\u00f3cio louco, que homem nenhum vive.\u201d<\/p>\n<p class=\" \">Pedagoga com mestrado em Educa\u00e7\u00e3o, T\u00e2nia \u00e9 a personifica\u00e7\u00e3o do que foi apurado pelo\u00a0<strong>Instituto Alziras<\/strong>\u00a0na pesquisa Perfil das Prefeitas no Brasil.<\/p>\n<p class=\" \">Segundo o levantamento,\u00a071% t\u00eam ensino superior, enquanto entre os prefeitos esse \u00edndice \u00e9 de 50%; 42% delas t\u00eam ainda p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e experi\u00eancia.<\/p>\n<p class=\" \">Mesmo assim, as mulheres, que s\u00e3o 51% da popula\u00e7\u00e3o, governam apenas 11% das\u00a05.570\u00a0cidades brasileiras, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).\u00a0Est\u00e3o \u00e0 frente de cidades pequenas e com Produto Interno Bruto (PIB) baixo.<\/p>\n<p class=\" \">No poder, os principais desafios apontados pelas prefeitas s\u00e3o ass\u00e9dio ou viol\u00eancia pol\u00edtica, indicados por 53% das pesquisadas.<\/p>\n<p class=\" \">\u201cNingu\u00e9m chama um homem, como chamaram a presidenta Dilma, de vaca. Sempre tentam desqualificar a mulher. Isso a gente sofre. N\u00e3o sofri agress\u00e3o f\u00edsica, mas essa viol\u00eancia sutil a gente sofre bastante. E de tabela a fam\u00edlia sofre conosco\u201d, relata a ex-prefeita de 53 anos, nascida em S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Pass\u00e9.<\/p>\n<p class=\" \">O estudo, lan\u00e7ado na ter\u00e7a-feira (13), no Rio de Janeiro, ouviu 45% das 649 prefeitas do Brasil, entre maio e julho deste ano e contou com apoio da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Munic\u00edpios (CNM), Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Munic\u00edpios (ABM) e financiamento do Instituto Clima e Sociedade (iCS) e MRS Log\u00edstica.<\/p>\n<p class=\" \">\u201cCompreender as experi\u00eancias das mulheres na pol\u00edtica municipal \u00e9 extremamente importante porque a prefeitura \u00e9 porta de entrada e base da constru\u00e7\u00e3o de parte significativa das carreiras pol\u00edticas\u201d, diz Michelle Ferreti, uma das fundadoras do Instituto Alziras,\u00a0organiza\u00e7\u00e3o que tem o objetivo de desenvolver ferramentas para contribuir para o aumento da participa\u00e7\u00e3o das mulheres na pol\u00edtica.<\/p>\n<dl class=\"image-inline captioned\">\n<dt><img decoding=\"async\" class=\" lazyloaded\" title=\"prefeita de monterio lobato\" src=\"http:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/politica\/2018\/11\/prefeitas-brasileiras-enfrentam-desigualdade-de-genero\/prefeita-monterio-lobato.jpg\/image\" alt=\"prefeita de monterio lobato\" width=\"780\" height=\"490\" data-src=\"http:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/politica\/2018\/11\/prefeitas-brasileiras-enfrentam-desigualdade-de-genero\/prefeita-monterio-lobato.jpg\/image\" \/><\/dt>\n<dd class=\"image-caption\">Daniela, prefeita de Monteiro Lobato (SP): &#8216;A mulher, fora do ambiente dom\u00e9stico, sempre foi vista como intrusa&#8217;<\/dd>\n<\/dl>\n<p class=\" \">\u201cVoc\u00ea vai sofrendo os preconceitos, mas ao mesmo tempo vai se firmando e se afirmando nesse espa\u00e7o. Ouvi piadinhas, desqualifica\u00e7\u00e3o. Mas o se firmar e se afirmar constantemente a gente vai mostrando o trabalho, a\u00e7\u00f5es que a gente desenvolve\u201d, diz\u00a0T\u00e2nia Portugal. Foi assim que ela garantiu sua reelei\u00e7\u00e3o em 2008. \u201cJ\u00e1 tem dois mandatos que sa\u00ed. Ando nas ruas e a popula\u00e7\u00e3o diz \u2018eu era feliz e n\u00e3o sabia\u2019.\u201d<\/p>\n<p class=\" \">A ex-prefeita foi respons\u00e1vel, por exemplo, por levar a S\u00e3o Sebasti\u00e3o a Farm\u00e1cia Popular, programa do governo federal que garantia aos cidad\u00e3os medicamentos de uso cont\u00ednuo at\u00e9 90% mais baratos.<\/p>\n<h3><b>desafios<\/b><\/h3>\n<p class=\" \">O\u00a0levantamento do Instituto Alziras\u00a0revela que 70% das prefeitas em exerc\u00edcio no pa\u00eds haviam ocupado cargos p\u00fablicos anteriormente, quase um ter\u00e7o havia sido vereadora. E essa atua\u00e7\u00e3o abre espa\u00e7o para a entrada de outras\u00a0mulheres na pol\u00edtica: 55% das entrevistadas possuem um secretariado composto por pelo menos 40% de mulheres.<\/p>\n<p class=\" \">\u00a0\u201cQuando uma mulher ocupa um cargo pol\u00edtico, ela cria condi\u00e7\u00f5es subjetivas e tamb\u00e9m objetivas para que outras tamb\u00e9m possam ocupar esse espa\u00e7o\u201d, diz Michelle Ferreti.<\/p>\n<p class=\" \">Governar uma cidade com at\u00e9 50 mil habitantes \u00e9 uma realidade para 91% das prefeitas eleitas em 2016 que, somadas, governam apenas 7% da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. Enquanto a m\u00e9dia de PIB per capita dos munic\u00edpios governados por prefeitas \u00e9 de R$ 17,8 mil, aqueles que governados por homens t\u00eam m\u00e9dia de \u00a0R$ 19,7 mil.<\/p>\n<p class=\" \">Daniela de C\u00e1ssia Santos Brito (PSB) \u00e9 outra mandat\u00e1ria cuja trajet\u00f3ria e realidade confirmam os dados da pesquisa.<\/p>\n<p class=\" \">Desde 2012 \u00e0 frente da administra\u00e7\u00e3o de Monteiro Lobato, cidade de pouco mais de 4 mil habitantes na regi\u00e3o de Campos do Jord\u00e3o (SP), ingressou na Prefeitura Municipal no ano 2002. Antes, foi secret\u00e1ria de gabinete e respons\u00e1vel pela Secretaria de Cultura e Turismo do munic\u00edpio.<\/p>\n<p class=\" \">Formada em Pedagogia e p\u00f3s-graduada em Gest\u00e3o de Pol\u00edticas Sociais pela FMU, atuou por tr\u00eas anos, entre 2008 e 2011, como t\u00e9cnica regional do Fundo Social de Solidariedade do Governo do Estado de S\u00e3o Paulo, no gerenciamento de regi\u00f5es do Vale do Para\u00edba e Campinas.<\/p>\n<p class=\" \">Em 138 anos desde a emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de Monteiro Lobato, \u00e9 a primeira mulher a liderar o governo lobatense.<\/p>\n<p class=\" \">Apesar de todo o preparo e do reconhecimento popular que a premiou com a reelei\u00e7\u00e3o em 2016, Daniela tamb\u00e9m enxerga v\u00e1rias barreiras para a atua\u00e7\u00e3o da mulher na vida p\u00fablica.<\/p>\n<p class=\" \">\u201cUma delas \u00e9 o conservadorismo dos partidos pol\u00edticos. A figura feminina ainda n\u00e3o est\u00e1 completamente inserida nos processos democr\u00e1ticos\u201d, avalia, dando como exemplo a diferen\u00e7a de investimentos nas campanhas de candidatos homens e candidatas mulheres. \u201cIsso revela um cen\u00e1rio que impossibilita a concorr\u00eancia de &#8216;igual para igual&#8217; na ocupa\u00e7\u00e3o dos cargos de prefeitas, vereadoras, deputadas, governadoras e at\u00e9 mesmo a presid\u00eancia.\u201d<\/p>\n<p class=\" \">O preconceito de g\u00eanero, para Daniela, \u00e9 uma forma de viol\u00eancia. \u201cA mulher fora do ambiente dom\u00e9stico sempre foi vista como intrusa. Ultrapassar esses preconceitos e marcar territ\u00f3rios \u00e9 vencer um dia de cada vez e ser a inspira\u00e7\u00e3o para outras mulheres que passam ou j\u00e1 passaram por situa\u00e7\u00f5es constrangedoras na vida pol\u00edtica.\u201d<\/p>\n<p class=\" \">Apesar de tudo, 55% das pesquisadas pelo Instituto Alziras dizem ter interesse em prosseguir na carreira pol\u00edtica. \u201cPrecisamos mapear as dificuldades enfrentadas pelas prefeitas para podermos tra\u00e7ar estrat\u00e9gias e criar ferramentas que contribuam para o aumento da participa\u00e7\u00e3o feminina na pol\u00edtica brasileira\u201d, afirma Michelle.<\/p>\n<h3><b>prefeitas negras sofrem mais<\/b><\/h3>\n<p class=\" \">As mulheres negras representam 27% da popula\u00e7\u00e3o, mas governam apenas 3% das cidades brasileiras. Entre as 298 prefeitas ouvidas pela pesquisa, 36%\u00a0se declararam pretas ou pardas. A maioria delas est\u00e1 \u00e0 frente de cidades do Nordeste.<\/p>\n<p class=\" \">Participam h\u00e1 menos tempo do cen\u00e1rio pol\u00edtico: 74% est\u00e1 em seu primeiro mandato, enquanto entre as brancas essa porcentagem \u00e9 de 56% .<\/p>\n<p class=\" \">Por outro lado, pretas e pardas t\u00eam mais experi\u00eancia na gest\u00e3o p\u00fablica: 75% j\u00e1 ocuparam cargos n\u00e3o eletivos ou de confian\u00e7a no governo. Entre as brancas, o \u00edndice \u00e9 de 68%.<\/p>\n<p class=\" \">As negras tamb\u00e9m herdam menos capital pol\u00edtico da fam\u00edlia: 44% das prefeitas pretas ou pardas n\u00e3o possuem qualquer familiar eleito. Mas essa \u00e9 uma realidade para 33% das brancas.<\/p>\n<dl class=\"image-inline captioned\">\n<dt><\/dt>\n<dd class=\"image-caption\"><b style=\"letter-spacing: 0.1em;text-transform: uppercase\">Principais conclus\u00f5es da pesquisa<\/b><\/dd>\n<\/dl>\n<p class=\" \"><strong><em>Elas s\u00e3o preparadas para o cargo:<\/em><\/strong><\/p>\n<p class=\" \"><em>\u2022 70% j\u00e1 ocuparam cargos p\u00fablicos n\u00e3o eletivos ou de confian\u00e7a, principalmente em \u00e1reas como assist\u00eancia social (27%), educa\u00e7\u00e3o \u00a0(20%) e sa\u00fade (20%).<\/em><\/p>\n<p class=\" \"><em>\u2022 66% das prefeitas ocuparam cargos de confian\u00e7a no poder executivo, sendo que 23% delas comandaram Secretarias de Governo.<\/em><\/p>\n<p class=\" \"><em>\u2022 um ter\u00e7o das prefeitas j\u00e1 foi eleita para outros cargos: \u00a029% das prefeitas j\u00e1 foram vereadoras e 14 % foram vice-prefeitas.<\/em><\/p>\n<p class=\" \"><em>\u2022 71% das prefeitas t\u00eam ensino superior (enquanto apenas 50% dos prefeitos tem ensino superior).<\/em><\/p>\n<p class=\" \"><em>\u2022 42% das prefeitas t\u00eam p\u00f3s gradua\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p class=\" \"><strong><em>S\u00e3o batalhadoras:<\/em><\/strong><\/p>\n<p class=\" \"><em>\u2022 as prefeitas est\u00e3o nos munic\u00edpios menores e mais pobres. Receita tribut\u00e1ria per capita m\u00e9dia dos munic\u00edpios governados por mulheres: R$ 199,04. Por prefeitos: R$ 245,08.<\/em><\/p>\n<p class=\" \"><em>\u2022 as prefeitas precisam de mais recursos para se eleger: de R$ 7,10, ante R$ 6,15 para os prefeitos.<\/em><\/p>\n<p class=\" \"><strong><em>Dificuldades:<\/em><\/strong><\/p>\n<p class=\" \"><em>\u2022 53% &#8211; \u00a0reconhecem que j\u00e1 sofreram ass\u00e9dio ou viol\u00eancia pol\u00edtica<\/em><\/p>\n<p class=\" \"><em>\u2022 48% &#8211; \u00a0falta de recursos para a campanha<\/em><\/p>\n<p class=\" \"><em>\u2022 22% \u00a0&#8211; falta de apoio do partido ou base aliada<\/em><\/p>\n<p class=\" \"><em>\u2022 24% &#8211; falta de espa\u00e7o na m\u00eddia<\/em><\/p>\n<p class=\" \"><strong><em>Pretas e pardas (conforme denomina\u00e7\u00e3o do IBGE):<\/em><\/strong><\/p>\n<p class=\" \"><em>\u2022 45% s\u00e3o pretas e pardas, a maioria no Nordeste<\/em><\/p>\n<p class=\" \"><em>\u2022 74% est\u00e1 em seu primeiro mandato. Entre as brancas, a porcentagem \u00e9 de 56%<\/em><\/p>\n<p class=\" \"><em>\u2022 75% de mulheres pretas e pardas j\u00e1 haviam ocupado cargos de confian\u00e7a. Entre as brancas, o \u00edndice \u00e9 de 68%.<\/em><\/p>\n<p class=\" \"><em>\u2022 44% n\u00e3o possuem qualquer familiar eleito. Entre as brancas, a porcentagem \u00e9 \u00a033%<\/em><\/p>\n<p class=\" \"><strong><em>N\u00e3o s\u00e3o fantoche de marido:<\/em><\/strong><\/p>\n<p class=\" \"><em>\u2022 apenas 36% das prefeitas possuem marido que j\u00e1 foi eleito para algum cargo na pol\u00edtica. Em 21% dos casos, ele foi prefeito (o que, n\u00e3o pode ser considerado dem\u00e9rito, j\u00e1 que ter familiares na pol\u00edtica \u00e9 comum para mulheres e homens eleitos na pol\u00edtica brasileira)<\/em><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"viewlet-below-content-body\">\n<div class=\"visualClear\"><\/div>\n<div class=\"documentActions\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"viewlet-below-content\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA\u00a0mulher\u00a0vive muitos\u00a0preconceitos\u00a0em v\u00e1rios espa\u00e7os, na vida profissional, na vida social. Mas no meio pol\u00edtico a gente sofre muito. \u00c9 um espa\u00e7o onde os homens acham que a gente n\u00e3o tem capacidade de administrar uma cidade.&#8221; O desabafo \u00e9 da educadora\u00a0T\u00e2nia Portugal,\u00a0\u00a0prefeita\u00a0de S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Pass\u00e9 (BA) entre 2005 e 2012. 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