{"id":71398,"date":"2018-11-29T14:45:45","date_gmt":"2018-11-29T16:45:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=71398"},"modified":"2018-11-29T14:45:45","modified_gmt":"2018-11-29T16:45:45","slug":"cresce-a-procura-por-abelhas-sem-ferrao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/cresce-a-procura-por-abelhas-sem-ferrao\/","title":{"rendered":"Valoriza\u00e7\u00e3o do mel faz crescer procura por abelhas sem ferr\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Estabelecido em Bom Princ\u00edpio, no vale do Ca\u00ed, o meliponicultor Evald Gossler passou o dia de ontem (28) no Centro de Treinamento da Emater em\u00a0Montenegro.<br \/>\nAli se realizou um evento que atraiu cerca de 400\u00a0pessoas, entre apicultores veteranos, jovens, mulheres, pequenos agricultores e vendedores de equipamentos e insumos pr\u00f3prios para a cria\u00e7\u00e3o de abelhas.<br \/>\nO sucesso do encontro \u00e9 uma prova do bom momento da\u00a0apicultura e, especialmente, da meliponicultura, que pode ser exercida\u00a0 em jardins e quintais urbanos, sem risco de ferroada.<br \/>\nEspecializado na reprodu\u00e7\u00e3o de enxames de abelhas nativas, Gossler armou<br \/>\nsua banca debaixo de uma lona clara num dos jardins da Emater e n\u00e3o teve<br \/>\nmais sossego.<br \/>\n&#8220;Eu n\u00e3o produzo mel&#8221;, dizia, explicando a curiosos e aficcionados que se especializou na reprodu\u00e7\u00e3o de enxames de abelhas\u00a0nativas, as mel\u00edponas ou sem ferr\u00e3o, que exercem um papel importante na\u00a0poliniza\u00e7\u00e3o da flora nativa e, de quebra, produzem modestas quantidades\u00a0de m\u00e9is vendidos a pelo menos R$ 80 por quilo, quatro vezes mais\u00a0valorizados do que o mel comum de abelha mel\u00edfera.<br \/>\nGossler mostrou ao vivo e em cores porque se dedica exclusivamente \u00e0\u00a0reprodu\u00e7\u00e3o de abelhas ind\u00edgenas &#8212; no Rio Grande do Sul, h\u00e1 24 esp\u00e9cies\u00a0identificadas, quatro delas sob risco de extin\u00e7\u00e3o: guaraipo, manduri,\u00a0manda\u00e7aia e uma das nove mirins.<br \/>\nAp\u00f3s um breve di\u00e1logo com um\u00a0meliponicultor experiente, vendeu por R$ 300 um enxame de mandaguari com\u00a0a respectiva caixinha de madeira de lei. No ch\u00e3o ele tinha outras caixas\u00a0com abelhas.<br \/>\nSobre a capota da camioneta, entrando e saindo de uma\u00a0 caixinha, um col\u00f4nia de manda\u00e7aia chamava a aten\u00e7\u00e3o. Mesmo sob o\u00a0chuvisco que come\u00e7ou a cair \u00e0s 11 horas, as abelhinhas continuavam\u00a0buscando n\u00e9ctar nas redondezas.<br \/>\nDe vez em quando o vendedor de enxames\u00a0 abria a caixa das manda\u00e7aias para mostrar como operam. Elas se\u00a0alvoro\u00e7am, enquanto o meliponicultor permanece tranquilo. Sem compara\u00e7\u00e3o\u00a0com as abelhas mel\u00edferas.<br \/>\nConsiderada sob amea\u00e7a de extin\u00e7\u00e3o na natureza, a abelha manda\u00e7aia \u00e9 uma<br \/>\ndas esp\u00e9cies mais procuradas para cria\u00e7\u00e3o em melipon\u00e1rios, mas apresenta<br \/>\numa vulnerabilidade que se manifesta no fim do ver\u00e3o.<br \/>\n&#8220;S\u00e3o tantas mortes sem causa aparente que chamamos o fen\u00f4meno de mar\u00e7o negro&#8221;, diz Nelson\u00a0Angnes, presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Meliponicultores do Vale do Taquari\u00a0 (Amevat), criada em 2014 em Lajeado.<br \/>\nNa manh\u00e3 de s\u00e1bado, 1 de dezembro,\u00a0a mortandade da manda\u00e7aia ser\u00e1 debatida num semin\u00e1rio no campus da UFRGS\u00a0em Eldorado do Sul.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estabelecido em Bom Princ\u00edpio, no vale do Ca\u00ed, o meliponicultor Evald Gossler passou o dia de ontem (28) no Centro de Treinamento da Emater em\u00a0Montenegro. 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