{"id":71442,"date":"2018-12-04T14:57:29","date_gmt":"2018-12-04T16:57:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=71442"},"modified":"2018-12-04T14:57:29","modified_gmt":"2018-12-04T16:57:29","slug":"identificada-mais-uma-vitima-do-coronel-ustra-o-heroi-de-bolsonaro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/identificada-mais-uma-vitima-do-coronel-ustra-o-heroi-de-bolsonaro\/","title":{"rendered":"Identificada mais uma v\u00edtima do coronel Ustra, o her\u00f3i de Bolsonaro"},"content":{"rendered":"<p>Um segundo desaparecido pol\u00edtico foi identificado entre as ossadas descobertas em um cemit\u00e9rio clandestino em S\u00e3o Paulo.<br \/>\n<a class=\"internal-link\" title=\"\" href=\"http:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/cidadania\/2018\/02\/vala-de-perus-o-primeiro-nome-sai-da-caixa-e-do-esquecimento\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Depois de Dimas Casemiro<\/a>, o identificado \u00e9 Alu\u00edzio Palhano Pedreira Ferreira, militante morto tamb\u00e9m em 1971 pela ditadura. Tinha 48 anos.<br \/>\nEle morreu no DOI-Codi de S\u00e3o Paulo, comandado \u00e0 \u00e9poca por\u00a0<a class=\"internal-link\" title=\"\" href=\"http:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/cidadania\/2016\/04\/presa-politica-lembra-como-conheceu-coronel-ustra-homenageado-por-bolsonaro-3103.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Carlos Alberto Brilhante Ustra<\/a>, militar citado como &#8220;her\u00f3i&#8221; pelo presidente eleito.<br \/>\nSegundo a Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp), a confirma\u00e7\u00e3o foi conclu\u00edda no m\u00eas passado, depois que o GTP recebeu resultados de exames de DNA a partir de amostras enviadas a uma entidade em Haia, na Holanda.<br \/>\nO an\u00fancio foi feito durante o I Encontro Nacional de Familiares, que est\u00e1 sendo realizado Bras\u00edlia, promovido pela Comiss\u00e3o Especial sobre Mortos e Desaparecidos Pol\u00edticos.<\/p>\n<div class=\"itemFullText\">\n&#8220;Os resultados indicaram v\u00ednculo gen\u00e9tico entre os restos mortais pertencentes a um dos casos enviados e as amostras sangu\u00edneas dos familiares de Alu\u00edzio&#8221;, diz a Unifesp.<br \/>\n<strong>Mais de mil ossadas<\/strong><br \/>\nA vala clandestina do Cemit\u00e9rio Dom Bosco, em Perus, regi\u00e3o noroeste de S\u00e3o Paulo, foi descoberta em 1990. Desde ent\u00e3o, as mais de mil ossadas encontradas no local foram objeto de an\u00e1lise e tamb\u00e9m de esquecimento, o que s\u00f3 acabou com a forma\u00e7\u00e3o do GTP, em 2014.<br \/>\nO grupo \u00e9 integrado pelo\u00a0Minist\u00e9rio dos Direitos Humanos, pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de S\u00e3o Paulo, a pr\u00f3pria Unifesp e a Comiss\u00e3o Especial.<br \/>\nAlu\u00edzio Ferreira foi presidente do Sindicato dos Banc\u00e1rios do Rio de Janeiro e da Contec, confedera\u00e7\u00e3o nacional do setor, al\u00e9m de dirigente do Comando Geral dos Trabalhadores (CGT), entidade dissolvida ap\u00f3s o golpe de 1964. Militou na Vanguarda Popular Revolucion\u00e1ria (VPR).<br \/>\n<strong>Carta denuncia tortura<\/strong><br \/>\nSegundo a Comiss\u00e3o Especial sobre Mortos e Desaparecidos Pol\u00edticos, a pris\u00e3o e morte foram denunciadas pelo preso pol\u00edtico Altino Rodrigues Dantas Jr., em carta enviada do Pres\u00eddio Rom\u00e3o Gomes, de S\u00e3o Paulo, em 1978, ao general Rodrigo Oct\u00e1vio Jord\u00e3o Ramos, ministro do Superior Tribunal Militar (STM). Entre os presos que testemunharam a pris\u00e3o, estava Nelson Rodrigues Filho, filho do conhecido escritor brasileiro.<br \/>\n&#8220;Na \u00e9poca comandava o DOI-CODI o Major Carlos Alberto Brilhante Ustra (que usava o codinome de \u2018Tibiri\u00e7\u00e1\u2019), sendo subcomandante o Major Dalmo Jos\u00e9 Cyrillo (\u2018Major Hermenegildo\u2019 ou \u2018Garcia\u2019)&#8221;, relata Altino em sua carta.<br \/>\n&#8220;Na noite do dia 20 para 21 daquele m\u00eas de maio, por volta das 23 horas, ouvi quando o retiraram da cela cont\u00edgua \u00e0 minha e o conduziram para a sala de torturas, que era separada da cela forte, onde me encontrava, por um pequeno corredor. Podia, assim, ouvir os gritos do torturado.<br \/>\nA sess\u00e3o de tortura se prolongou at\u00e9 a alta madrugada do dia 21, provavelmente 2 ou 4 horas da manh\u00e3, momento em que se fez sil\u00eancio&#8221;, prossegue.<br \/>\nPouco depois, o pr\u00f3prio Altino foi levado \u00e0 sala de tortura, &#8220;que estava mais suja de sangue que de costume&#8221;. E ouviu de um dos agentes, &#8220;particularmente excitados naquele dia&#8221;: &#8216;Acabamos de matar o seu amigo, agora \u00e9 a sua vez&#8217;.<br \/>\n(Com informa\u00e7\u00f5es da RBA)\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um segundo desaparecido pol\u00edtico foi identificado entre as ossadas descobertas em um cemit\u00e9rio clandestino em S\u00e3o Paulo. Depois de Dimas Casemiro, o identificado \u00e9 Alu\u00edzio Palhano Pedreira Ferreira, militante morto tamb\u00e9m em 1971 pela ditadura. Tinha 48 anos. 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