{"id":71493,"date":"2018-12-06T15:17:18","date_gmt":"2018-12-06T17:17:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=71493"},"modified":"2018-12-06T15:17:18","modified_gmt":"2018-12-06T17:17:18","slug":"dois-milhoes-de-miseraveis-o-saldo-da-crise-brasileira-em-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/dois-milhoes-de-miseraveis-o-saldo-da-crise-brasileira-em-2017\/","title":{"rendered":"Dois milh\u00f5es de miser\u00e1veis, o saldo da crise brasileira em 2017"},"content":{"rendered":"<p>O n\u00famero de pessoas na faixa de extrema pobreza no Brasil aumentou. Eram 13,5 milh\u00f5es ( 6,6% da popula\u00e7\u00e3o) em 2016. Passaram para 15,2 milh\u00f5es ( 7,4% da popula\u00e7\u00e3o) em 2017.<br \/>\nQuase dois milh\u00f5es de miser\u00e1veis a mais em apenas um ano. S\u00e3o pessoas com renda inferior a US$ 1,90 por dia ou R$ 140 por m\u00eas.<br \/>\nSegundo o IBGE, o crescimento da popula\u00e7\u00e3o nessa faixa se deu em todo o pa\u00eds, com exce\u00e7\u00e3o da Regi\u00e3o Norte onde ficou est\u00e1vel.<br \/>\nOs dados fazem parte da S\u00edntese dos Indicadores Sociais, divulgada nesta quarta-feira, 5 de dezembro de 2018,\u00a0 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<br \/>\nCresceu tamb\u00e9m o percentual de brasileiros abaixo da linha de pobreza, assim considerados os que tem rendimentos de at\u00e9 R$ 406,oo por mes.<br \/>\nEm 2017, eles representavam de 26,5% da popula\u00e7\u00e3o, quando no ano anterior eram em 25,7%. Em numeros absolutos: eram 52,8 milh\u00f5es de pessoas, passaram para 54,8 milh\u00f5es.<br \/>\nQuase metade dessas pessoas, mais de 25 milh\u00f5es, est\u00e1 na Regi\u00e3o Nordeste.<br \/>\nHouve eleva\u00e7\u00e3o ainda na propor\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes (de 0 a 14 anos) que viviam com rendimentos at\u00e9 US$ 5,5 por dia. Saiu de 42,9% para 43,4%, no per\u00edodo.<br \/>\n<strong>Condi\u00e7\u00f5es de vida<\/strong><br \/>\nA pesquisa identificou que em 2017 cerca de 27 milh\u00f5es de pessoas, ou seja, 13% da popula\u00e7\u00e3o, vivendo em domic\u00edlios inadequados.<br \/>\nA inadequa\u00e7\u00e3o domiciliar foi a que atingiu o maior n\u00famero de pessoas: 12,2 milh\u00f5es, ou 5,9% da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. Isso significa adensamento excessivo, quando h\u00e1 resid\u00eancia com mais de tr\u00eas moradores por dormit\u00f3rio.<br \/>\nNo Amap\u00e1 o n\u00edvel atingiu 18,5%, enquanto em Santa Catarina ficou em 1,6%. No mesmo ano, 10% da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds viviam em domic\u00edlios sem coleta direta ou indireta de lixo e 15,1% moravam em resid\u00eancias sem abastecimento de \u00e1gua por rede geral. O Maranh\u00e3o foi o estado que registrou a maior falta de coleta de lixo: 32,7% da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o tinha acesso ao servi\u00e7o.<br \/>\nAinda na aus\u00eancia de melhores condi\u00e7\u00f5es, o estado do Acre \u00e9 o que registrou maior percentual (18,3%) de pessoas residentes em domic\u00edlios sem banheiro de uso exclusivo. J\u00e1 o Piau\u00ed, tinha a maior propor\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o sem acesso a esgotamento sanit\u00e1rio por rede coletora ou pluvial (91,7%).<br \/>\nEsses resultados mostram uma diferen\u00e7a grande para o estado de S\u00e3o Paulo, onde houve a maior cobertura para cada um dos servi\u00e7os. A propor\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o sem coleta de lixo ficou em 1,2%, sem acesso a abastecimento de \u00e1gua por rede alcan\u00e7ou 3,6% e sem esgotamento sanit\u00e1rio por rede foi 7,0%.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de pessoas na faixa de extrema pobreza no Brasil aumentou. Eram 13,5 milh\u00f5es ( 6,6% da popula\u00e7\u00e3o) em 2016. Passaram para 15,2 milh\u00f5es ( 7,4% da popula\u00e7\u00e3o) em 2017. Quase dois milh\u00f5es de miser\u00e1veis a mais em apenas um ano. 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