{"id":71726,"date":"2018-12-17T23:17:20","date_gmt":"2018-12-18T01:17:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=71726"},"modified":"2018-12-17T23:17:20","modified_gmt":"2018-12-18T01:17:20","slug":"livro-denuncia-danos-causados-por-mineradora-no-baixo-amazonas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/livro-denuncia-danos-causados-por-mineradora-no-baixo-amazonas\/","title":{"rendered":"Livro denuncia danos causados por mineradora no Baixo Amazonas"},"content":{"rendered":"<p>\u201cAntes a \u00e1gua era cristalina, pura e sadia\u201d.<br \/>\nEsse \u00e9 o t\u00edtulo do livro rec\u00e9m-lan\u00e7ado pela Comiss\u00e3o Pr\u00f3-\u00cdndio de S\u00e3o Paulo. A publica\u00e7\u00e3o destaca impactos de 40 anos da minera\u00e7\u00e3o em Oriximin\u00e1, cidade do oeste paraense.<br \/>\nO livro re\u00fane depoimentos de moradores do Quilombo Boa Vista e das comunidades ribeirinhas Boa Nova e Sarac\u00e1.<br \/>\nEles denunciam polui\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o no n\u00edvel dos rios a partir da instala\u00e7\u00e3o de 25 barragens de rejeitos.<br \/>\nA empresa apontada como respons\u00e1vel pela maior parte dos problemas \u00e9 a Minera\u00e7\u00e3o Rio do Norte.<br \/>\nL\u00facia Andrade, coordenadora da Comiss\u00e3o Pr\u00f3-\u00cdndio e autora do estudo, afirma que, devido a atividade mineradora, a popula\u00e7\u00e3o do Baixo Amazonas passou a ter dificuldade de acesso \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel e apresenta diversas doen\u00e7as associadas \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o dos rios, como alergias de pele e respirat\u00f3rias.<br \/>\nAmarildo Santos de Jesus, do Quilombo Boa Vista, conta que a minera\u00e7\u00e3o em Oriximin\u00e1 aterrou o igarap\u00e9 onde a comunidade pescava.<br \/>\n\u201cO igarap\u00e9 foi baixando, foi baixando. A gente ca\u00eda n\u00b4\u00e1gua no igarap\u00e9 pra tomar banho. Hoje o igarap\u00e9 secou tanto que a gente cobre a costa do p\u00e9. A gente percebeu que a \u00e1gua sumiu, baixou muito.\u201d<br \/>\nIlson Santos, da comunidade ribeirinha Sarac\u00e1, tamb\u00e9m reclama do baixo n\u00edvel dos rios e da polu\u00e7\u00e3o das \u00e1guas.<br \/>\nA pesca j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 suficiente para sustentar a comunidade e parte das fam\u00edlias migraram para a \u00e1rea urbana, onde sobrevivem de forma prec\u00e1ria.<br \/>\n\u201cA gente est\u00e1 sofrendo um impacto l\u00e1 com a mineradora. A nossa \u00e1gua que, al\u00e9m de suja, a gente t\u00e1 percebendo que ela t\u00e1 diminuindo cada vez mais. As outras coisas, como problema de doen\u00e7a, que a gente n\u00e3o tem nada definido da empresa, deixa somente a sujeira, n\u00e3o tem confirma\u00e7\u00e3o de nada, n\u00e3o tem uma palestra.\u201d<br \/>\nO livro da Comiss\u00e3o Pr\u00f3-\u00cdndio de S\u00e3o Paulo faz uma s\u00e9rie de recomenda\u00e7\u00f5es para \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos e para a Minera\u00e7\u00e3o Rio do Norte, que atua na regi\u00e3o de Oriximin\u00e1.<br \/>\nEm nota, a empresa afirma que realiza investimentos socioambientais no Baixo Amazonas.<br \/>\nA Rio do Norte diz ainda que a \u00e1gua que abastece as comunidades \u00e9 monitorada e est\u00e1 pr\u00f3pria para consumo humano. A empresa, no entanto, considera importante aprofundar as pesquisas sobre a qualidade da \u00e1gua, bem como avaliar o impacto de outras atividades econ\u00f4micas.<br \/>\nO Ibama recebeu a pesquisa da Comiss\u00e3o Pr\u00f3-\u00cdndio e afirma que vai analisar os dados. O \u00f3rg\u00e3o informa que acompanha sistematicamente o empreendimento em Oriximin\u00e1 e monitora os impactos sobre recursos h\u00eddricos.<br \/>\n(Com Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cAntes a \u00e1gua era cristalina, pura e sadia\u201d. Esse \u00e9 o t\u00edtulo do livro rec\u00e9m-lan\u00e7ado pela Comiss\u00e3o Pr\u00f3-\u00cdndio de S\u00e3o Paulo. A publica\u00e7\u00e3o destaca impactos de 40 anos da minera\u00e7\u00e3o em Oriximin\u00e1, cidade do oeste paraense. O livro re\u00fane depoimentos de moradores do Quilombo Boa Vista e das comunidades ribeirinhas Boa Nova e Sarac\u00e1. 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