{"id":721,"date":"2006-02-10T13:00:25","date_gmt":"2006-02-10T16:00:25","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=721"},"modified":"2006-02-10T13:00:25","modified_gmt":"2006-02-10T16:00:25","slug":"gil-temos-que-lutar-pela-igualdade-quando-a-diferenca-significar-inferioridade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/gil-temos-que-lutar-pela-igualdade-quando-a-diferenca-significar-inferioridade\/","title":{"rendered":"Gil: \u201cTemos que lutar pela igualdade quando a diferen\u00e7a significar inferioridade\u201d"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/cultura\/gilmedia.jpg?0.0595765838437497\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"235\" height=\"350\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\"><strong>Valoriza\u00e7\u00e3o da cultura negra \u00e9 marca da gest\u00e3o de Gilberto Gil no Minc (Foto: T\u00e2nia Meinerz)<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Guilherme Kolling<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Um discurso que tratou da quest\u00e3o racial fechou a s\u00e9rie de atividades que o ministro Gilberto Gil cumpriu na tarde-noite desta ter\u00e7a-feira, 7 de fevereiro em Porto Alegre. \u201cToda vez que a diferen\u00e7a significar inferioridade, temos que lutar pela igualdade\u201d, declarou o m\u00fasico para uma plat\u00e9ia predominantemente negra, que lotou a sede do IPHAN.<\/p>\n<p align=\"justify\">O ministro apontou o caso dos negros e mesti\u00e7os no Brasil, que lutam para ser tratados com igualdade. \u201cEsse \u00e9 o sentido do movimento, dessas mobiliza\u00e7\u00f5es que tem o Rio Grande do Sul como um dos focos\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">Gilberto Gil tamb\u00e9m abordou o outro lado da quest\u00e3o. \u201cToda vez que a igualdade nos descaracterizar, temos que lutar pela diferen\u00e7a\u201d, disse, lembrando que a contribui\u00e7\u00e3o negra deve ser reconhecida e estimada pela sua peculiaridade. \u201cA grandeza est\u00e1 em conviver com as diferen\u00e7as, em promover esse respeito\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">O recado de Gil n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 discurso. Uma das marcas de sua gest\u00e3o no Minist\u00e9rio da Cultura, pelo menos no Rio Grande do Sul, \u00e9 a promo\u00e7\u00e3o de atividades que resgatam e valorizam a cultura e a hist\u00f3ria dos afro-descendentes. A Funda\u00e7\u00e3o Cultural Palmares, um dos bra\u00e7os do Minc, investiu R$ 260 mil no Estado este ano, sendo R$ 170 mil para um concurso p\u00fablico nacional de arquitetura que vai escolher um projeto para dois monumentos em homenagem aos lanceiros negros, um em Porto Alegre e outro em Cerro dos Porongos, no munic\u00edpio de Pinheiro Machado.<\/p>\n<p align=\"justify\">Mais R$ 90 mil foram investidos na cartilha escolar O Negro no Rio Grande do Sul, publica\u00e7\u00e3o colorida e ilustrada de 24 p\u00e1ginas, que traz um resumo da contribui\u00e7\u00e3o do negro na constru\u00e7\u00e3o da sociedade ga\u00facha e brasileira. O lan\u00e7amento da publica\u00e7\u00e3o foi o \u00e1pice da agenda de Gil, na capital ga\u00facha. Ele comentou a s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es do Minc no Estado, que incluem ainda o tombamento do s\u00edtio hist\u00f3rico de Porongos e o invent\u00e1rio nacional de refer\u00eancias culturais, focado nas popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas e afro-descendentes.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cAntes da minha gest\u00e3o, j\u00e1 havia um setor espec\u00edfico para a quest\u00e3o dos negros, que \u00e9 a Funda\u00e7\u00e3o Palmares. Esse conjunto de a\u00e7\u00f5es \u00e9 o encontro das atividades programadas pela Funda\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m das iniciativas e da mobiliza\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria comunidade dos negros do Rio Grande do Sul\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3300\">Lei posta em pr\u00e1tica<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Em 9 de janeiro de 2003, o presidente Lula sancionou a lei 10.639, que criou a obrigatoriedade do ensino da mat\u00e9ria Hist\u00f3ria e Cultura Afro-Brasileira em todos os n\u00edveis de ensino no pa\u00eds. O problema era a falta de fontes bibliogr\u00e1ficas, lacuna que come\u00e7a a ser preenchida. Na Feira do Livro de Porto Alegre, de 2005, por exemplo, v\u00e1rios lan\u00e7amentos trataram do tema, mas com um enfoque acad\u00eamico ou documental. Agora veio O Negro no Rio Grande do Sul abordagem escolar que estava faltando.<\/p>\n<p align=\"justify\">O secret\u00e1rio estadual da Educa\u00e7\u00e3o Jos\u00e9 Fortunatti recebeu 30 mil exemplares para distribuir entre os estudantes. A rede municipal de Porto Alegre ganhou outros 1 mil. O restante est\u00e1 sendo distribu\u00eddo, tamb\u00e9m de forma gratuita, a bibliotecas, integrantes do movimento negro e entidades interessadas.<\/p>\n<p align=\"justify\">A cartilha \u00e9 uma iniciativa do Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (IPHAN), que j\u00e1 havia publicado cartilhas sobre as Miss\u00f5es (1990), os Italianos (1995) e os primeiros habitantes do Estado (2005).<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cFaltava resgatar essa d\u00edvida com o patrim\u00f4nio cultural dos negros\u201d, observa a arquiteta Ana Meira, superintendente regional do IPHAN. Ela acionou organiza\u00e7\u00f5es para compor uma equipe com historiador, pesquisador, redator, ilustrador, todos afro-descendentes. O trabalho teve in\u00edcio em 2003.<\/p>\n<p align=\"justify\">A historiadora L\u00facia Regina Brito Pereira, da ONG Maria Mulher \u2013 Organiza\u00e7\u00e3o de Mulheres Negras, foi uma das primeiras a aderir ao grupo. \u201cFoi um longo trabalho de pesquisa, com muitas reuni\u00f5es para chegar neste texto final. L\u00edamos, faz\u00edamos modifica\u00e7\u00f5es, rel\u00edamos, at\u00e9 concluir\u201d. A obra aborda a \u00c1frica e seus diferentes grupos, o tr\u00e1fico de escravos, o trabalho do negro escravizado no Brasil, sua resist\u00eancia e o Quilombo dos Palmares, a Lei \u00c1urea e sua pouca efic\u00e1cia como medida de liberta\u00e7\u00e3o do povo.<\/p>\n<p align=\"justify\">No Rio Grande do Sul, aponta-se a contribui\u00e7\u00e3o e a participa\u00e7\u00e3o do negro nas batalhas e guerras que formaram o Estado, sua import\u00e2ncia para as charqueadas, conflitos e a aboli\u00e7\u00f5es. Tamb\u00e9m se destaca a cultura desde sua origem africana, passando pela m\u00fasica, a religi\u00e3o, a capoeira, at\u00e9 os negros ilustres como Daiane, Ronaldinho, Lupic\u00ednio Rodrigues e Jo\u00e3o C\u00e2ndido.<\/p>\n<p align=\"justify\">E h\u00e1, ainda, espa\u00e7o para reflex\u00e3o, abordando a invisibilidade do negro no Rio Grande do Sul e necessidade de superar desigualdades. \u201cSe eu fosse estudante, ficaria muito feliz com uma publica\u00e7\u00e3o como essa, contando um pouco da minha hist\u00f3ria. No meu tempo de escola, a \u00fanica refer\u00eancia ao negro era a escravid\u00e3o\u201d, lembra L\u00facia Regina.<\/p>\n<p align=\"justify\">Al\u00e9m dela, deram consultoria Beatriz Muniz Freire, do IPHAN, e Pedro Vargas, do Museu Joaquim Jos\u00e9 Felizardo. A pesquisa hist\u00f3rica ficou a cargo de Jorge Eus\u00e9bio Assump\u00e7\u00e3o, a organiza\u00e7\u00e3o com Andr\u00e9ia Quintanilha Sousa e a reda\u00e7\u00e3o com Oliveira Silveira, que distribuiu dezenas de aut\u00f3grafos ap\u00f3s a solenidade desta ter\u00e7a.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/cultura\/cartilhanegro.jpg?0.15609040311438937\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"208\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\"><strong>Cartilha tem distribui\u00e7\u00e3o gratuita e dirigida<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3300\">Negro ga\u00facho em outros estados<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Quem quiser receber a cartilha O Negro no Rio Grande do Sul deve entrar em contato com o IPHAN pelo telefone 3311.1188 e por e-mail (<a href=\"mailto:12sr@iphan.gov.br\">12sr@iphan.gov.br<\/a>). Conforme Ana Meira, a procura est\u00e1 sendo extraordin\u00e1ria. \u201cNossa caixa de mensagens est\u00e1 lotada de pedidos e o telefone n\u00e3o p\u00e1ra\u201d, relata. As solicita\u00e7\u00f5es chegam at\u00e9 de outros Estados como Goi\u00e1s e Rond\u00f4nia, e de fora do Brasil, caso de Mo\u00e7ambique.<\/p>\n<p align=\"justify\">Um ga\u00facho afro-descendente que mora em Porto Velho (RO) foi um dos que ligou pedindo o livro. \u201cEle disse que l\u00e1 ningu\u00e9m acredita que existam negros no Rio Grande do Sul. A m\u00eddia nos vende como ga\u00facho pilchado ou o imigrante de olhos azuis e essa \u00e9 a imagem que fica fora do Estado\u201d, observa a superintendente regional do IPHAN, Ana Meira.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3300\">Tombamento de Porongos<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">O ministro Gilberto Gil assinou nesta ter\u00e7a-feira um of\u00edcio solicitando o tombamento do s\u00edtio hist\u00f3rico de Porongos. O documento ser\u00e1 entregue ao IPHAN, que ir\u00e1 definir se o local merece ou n\u00e3o ser reconhecido como patrim\u00f4nio nacional. \u201cEstamos saldando uma d\u00edvida hist\u00f3rica em rela\u00e7\u00e3o aos negros, que s\u00f3 foi poss\u00edvel na gest\u00e3o de Gilberto Gil\u201d, afirma a superintendente regional do IPHAN, arquiteta Ana Meira.<\/p>\n<p align=\"justify\">O documento ser\u00e1 acompanhado por uma pesquisa hist\u00f3rica, arqueol\u00f3gica e de refer\u00eancias culturais. Quando o trabalho estiver conclu\u00eddo, ser\u00e1 encaminhado ao Conselho Consultivo do IPHAN. A pesquisa arqueol\u00f3gica deve ficar a cargo do Estado. O IPHAN, por sua vez, est\u00e1 concluindo o Invent\u00e1rio Nacional de Refer\u00eancias Culturais, trabalho que est\u00e1 mapeando, entre outros locais, Porongos. Paralelamente, o Instituto est\u00e1 aprofundando a pesquisa hist\u00f3rica.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/cultura\/cerroporongos_credito.jpg?0.762152042580527\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"350\" height=\"263\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\"><strong>S\u00edtio hist\u00f3rico de Cerro dos Porongos, em Pinheiro Machado (Foto: Arquivo IPHAN)<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cS\u00f3 agora temos pol\u00edticas p\u00fablicas na \u00e1rea do patrim\u00f4nio contemplando esse universo sempre escondido no Rio Grande do Sul, dos \u00edndios e negros\u201d, observa Ana Meira. Se for aprovado, ser\u00e1 o primeiro tombamento relacionado \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o Farroupilha que n\u00e3o se refere a casas de generais ou quart\u00e9is de comandantes brancos.<\/p>\n<p align=\"justify\">O reconhecimento de Porongos \u00e9 uma luta de cinco anos movimento negro ga\u00facho, que quer resgatar a hist\u00f3ria da batalha ocorrida no local, onde soldados negros foram as principais v\u00edtimas de um massacre.<\/p>\n<p align=\"justify\">O pedido de tombamento j\u00e1 era um desejo do IPHAN h\u00e1 tr\u00eas anos. A id\u00e9ia foi refor\u00e7ada por uma abaixo-assinado enviado ao ministro Gilberto Gil, solicitando que uma \u00e1rea de 9 hectares fosse reconhecida como patrim\u00f4nio hist\u00f3rico nacional. As assinaturas foram recolhidas em cerim\u00f4nia realizada no pr\u00f3prio s\u00edtio de Porongos, em 14 de novembro de 2005, anivers\u00e1rio da batalha ocorrida na Guerra dos Farrapos.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3300\">Movimento negro ga\u00facho \u00e9 refer\u00eancia no Brasil<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">O arquiteto Zulu Ara\u00fajo, presidente em exerc\u00edcio da Funda\u00e7\u00e3o Palmares destaca o movimento negro ga\u00facho como pioneiro e um dos atuantes no Brasil. \u201cAqui surgiu, com Oliveira Silveira, na d\u00e9cada de 70, a id\u00e9ia de ter o 20 de novembro de Zumbi como data m\u00e1xima \u2013 o que foi institu\u00eddo oficialmente em 1995 como Dia da Consci\u00eancia Negra\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">Zulu apontou ainda que o primeiro governador negro do Brasil foi o ga\u00facho Alceu Collares, e que o Estado esteve na vanguarda com o Quilombo Silva, o primeiro urbano do Brasil. \u201cOutra conquista \u00e9 esse reconhecimento aos lanceiros negros e \u00e0 trai\u00e7\u00e3o em Cerro dos Porongos, na Revolu\u00e7\u00e3o Farroupilha.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/cultura\/zulu.jpg?0.5260545611557293\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"233\" height=\"350\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><strong><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\">Zulu: destaque para o Rio Grande do Sul (Foto: T\u00e2nia Meinerz)<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">O ministro Gilberto Gil disse que o Rio Grande do Sul se caracteriza pela capacidade de mobiliza\u00e7\u00e3o social e que a comunidade negra n\u00e3o foge \u00e0 regra. \u201cAinda que menor e menos vis\u00edvel que outros estados como Bahia, Rio de Janeiro, Pernambuco e Maranh\u00e3o, que tem contingentes populacionais de negros muito grandes, os ga\u00fachos tamb\u00e9m t\u00eam uma contribui\u00e7\u00e3o muito importante. Voc\u00eas est\u00e3o de parab\u00e9ns por essa extraordin\u00e1ria din\u00e2mica c\u00edvica e capacidade de a\u00e7\u00e3o coletiva\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">O presidente do Movimento Quilombista, Waldemar Moura Lima, o Pernambuco, aponta que atos como esses est\u00e3o tirando um v\u00e9u da hist\u00f3ria do Rio Grande do Sul, depois de um trabalho de anos das diversas organiza\u00e7\u00f5es do movimento negro. \u201c\u00c9 uma luta de cidadania, respeito pelo homem e pela hist\u00f3ria\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">A professora Maria Marques destaca o tombamento de Porongos e os monumentos aos lanceiros negros como uma fotografia dessa hist\u00f3ria que vai permitir que ela seja lembrada n\u00e3o s\u00f3 em palavras ou em livros, mas tamb\u00e9m em algo vis\u00edvel. \u201cVou poder sair com meus filhos e netos e mostrar: olha, o negro participou dessa hist\u00f3ria, temos uma homenagem aos lanceiros negros\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Valoriza\u00e7\u00e3o da cultura negra \u00e9 marca da gest\u00e3o de Gilberto Gil no Minc (Foto: T\u00e2nia Meinerz) Guilherme Kolling Um discurso que tratou da quest\u00e3o racial fechou a s\u00e9rie de atividades que o ministro Gilberto Gil cumpriu na tarde-noite desta ter\u00e7a-feira, 7 de fevereiro em Porto Alegre. \u201cToda vez que a diferen\u00e7a significar inferioridade, temos que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-721","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-x-categorias-velhas"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-bD","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/721","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=721"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/721\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=721"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=721"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=721"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}